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    Moll Flanders (Penguin Popular Classics) -

    Daniel Defoe

    Penguin Books
    1994
    376 páginas
    12h 32m
    ISBN-13: 9780140624267
    3
    1 avaliação
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    COMPLETE AND UNABRIDGED In his history of a woman born and bred in the murky stews of seventeenth-century London, Defoe created an immortal heroine and one of the sharpest portraits ever of how a society worked - from a woman's point of view. Abanadoned at six months old, Moll has no option but to use her considerable wit and looks to make her way in a world where no mercy is given to the unadaptable. As a woman her options are limited and Moll embarks on a rollicking career of incest, bigamy and crime. Five times married, a whore and a thief, her business is survival - and survive she does, both a prisoner and manipulator of her circumstances, whose timely spiritual regeneration in prison is, she tells us, "the best part of the story". Readers must decide for themselves. Tough, resourceful, indisputably feminine, Moll's voice speaks to us across the centuries with shocking familiarity.

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    Maira Giosa picture
    Maira Giosa06/10/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "Moll Flanders" é um clássico em 1719. Escrito em primeira pessoa em formato de memórias, o autor se coloca na pele de uma das mais famosas heroínas da literatura inglesa para contar suas muitas desventuras em uma vida nada convencional - se as vidas de ladras e prostitutas causam polêmicas hoje, imaginem no século XVII! O que torna o livro especial é o retrato da sociedade da época sob a ótica de uma mulher, que Defoe retrata com destreza. O autor questiona, entre muitas coisas, os tabus e preconceitos que as mulheres sofriam, revelando detalhes importantes do funcionamento social daquele período. Apesar do mundo feminino sob a ótica masculina não ser algo que chame muito a atenção hoje, o livro é divertido e cheio de reviravoltas, além de dar um panorama daquela sociedade - e para uma historiadora como eu, isso é sempre um fator de interesse. Ainda assim, por não estar separado por nenhum tipo de capítulo ou divisão, o livro pode ser um pouco cansativo e, até, repetitivo. Superando esses pequenos desconfortos, porém, é uma leitura agradável e, em certa medida, reveladora.

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    Daniel Defoe profile picture

    Daniel Defoe

    Daniel Foe (1660-1731) — o apelido só seria alterado pelo autor em 1695 para Defoe —, é considerado por muitos o primeiro romancista de língua inglesa. Foi comerciante, economista, jornalista e espião antes de escrever o seu primeiro romance, <i>As Aventuras de Robinson Crusoe</i>, aos sessenta anos. Tendo testemunhado na infância a Peste e o Grande Incêndio de Londres, acabou por se transformar num apaixonado por viagens depois de conhecer profundamente países como a França, Espanha e os Países Baixos. Com uma vida extremamente aventurosa, esteve encarcerado por dívidas e lutou durante um breve período de tempo na rebelião do duque de Monmouth. Poucos anos depois começou a escrever panfletos político-satíricos que, de novo, o iriam conduzir à prisão. Por intervenção de um ministro Tory, acabaria por ser libertado e durante onze anos viria a ser agente secreto e jornalista político dos Tories. Deliciou-se durante toda a vida na representação de diversos papéis e disfarces, utilizando-os com grande efeito como espião, e escreveu mais de quinhentos livros, panfletos e artigos jornalísticos abrangendo tópicos como a política, crime, religião, geografia, matrimónio, psicologia e sobrenatural. Morreu na cidade de Londres em 1731, segundo se diz de «uma letargia».

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    Daniel Defoe