Bom, especificamente este não me agradou muito pois eu comprei esperando uma coisa e acabou que o livro não trabalhou muito (ou como eu gostaria) o assunto “educação da humanidade” pros dias atuais. ▪ A vida de Vico é assunto que permeia todo o livro. Do início ao fim o autor contextualiza o momento histórico do italiano enquanto explora os seus escritos e suas palestras na Universidade Régia de Nápoles, como foco principal na sua obra prima “Ciência nova” de 1744. ▪ Vico adotou em sua principal obra a atitude humanista de admitir a existência de duas ciências: a ciência divina e a ciência humana. Foi um conhecido crítico à física cartesiana. Vico deu muito valor a educação humana, em seu sentido mais amplo (não somente a escolar). Alicerçado em uma visão antirrealista ao dizer “o objeto verdadeiro deve a sua existência também à mente que o conhece”. Assim, Vico apoia seus escritos no empirismo e humanismo, decorrendo assim da impossibilidade da mente humana em produzir a si mesma (ela a pena evidencia a sua existência) e com isso a mente humana teria origem divina e, consequentemente, produz coisas divinas e humanas. A obra “Ciência nova” proposta por Vico se serve da história, filosofia, linguística, poesia, do direito, da filosofia, da retórica, de todas as ciências e artes que compõe a sabedoria humana para formar a consciência social dos indivíduos. ▪ De todo modo, de todo livro, pouco foram os momentos que eu de fato li algo que julgo relevante para minha formação enquanto indivíduo e acadêmico (o que quero dizer é que tirando toda a “contextualização/história” por trás, a leitura seria menos cansativa e mais objetiva, resumindo as 100 páginas em 10).

