“A nossa era a única história de amor nos mitos que eu acreditava ter um final feliz.
Nós éramos Perséfone e Hades.”
The Deception é o último livro na trilogia Filthy Rich Americans e encerra a história de Marist e da família Hale. Após o cliffhanger do segundo livro, onde Marist acaba envenenada, acompanhamos o desenrolar e as consequências dessa situação. E em uma família onde o status social é mais importante, o peso desse escândalo é uma mácula que o patriarca Macalister não está disposto a ostentar.
E com o grande dia chegando, o casamento para o qual Marist vem sendo preparada, ela finalmente será uma Hale. Mas se ela está mais forte e mais atenta a sua nova condição, saber ainda em quem confiar permanece um mistério. Quem fala a verdade? Royce, seu noivo e o homem por quem ela é apaixonada? Ou Macalister, seu futuro sogro que nutre uma obsessão doentia por ela e que já se mostrou disposto a tudo para conseguir o que quer? Nessa briga de deuses, poderá uma mulher ter a palavra final? Será que Marist conseguirá seu xeque-mate?
Na resenha do primeiro livro, falei que a leitura me surpreendeu e que havia sido um dos melhores e diferentes livros que já tinha lido. Infelizmente, para mim, a trilogia foi perdendo fôlego ao longo de suas continuações. O encerramento, apesar de ser entregue, não me convenceu. Marist foi retratada como forte, determinada, uma mulher que colocada em uma situação inesperada se sacrifica em prol de sua família. O fato de se apaixonar por Royce ameniza um pouco todas as mudanças e concessões que ela tem que fazer. Mas ao decorrer da história, o fato dela mesmo sem admitir se sentir atraída por Macalister não tem lógica. Ela no final assumiu o peso do novo sobrenome, mostrando que também é capaz de qualquer coisa para conseguir um objetivo. O que não condiz com a personagem.
Royce não me disse a que veio. Vilão ou mocinho? Desculpe, não acreditei no amor dele por ela. Parece um garoto mimado que quer acabar com o pai a todo custo. Macalister apesar de controverso e repugnante, foi o único consistente em toda a narrativa.
O final, com Macalister salvando o filho foi difícil de acreditar. Assim como o plot de Alice. E Marist ainda ir visitar Macalister e jogar xadrez foi o fim da picada.
A trama é interessante, inovadora, mexe com a zona de conforto, mas infelizmente pra mim se perdeu em seu desenvolvimento. O que mesmo assim não apaga o brilho da história.