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    Mamma Mia! -

    Ary Quintella

    Record
    1984
    77 páginas
    2h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    Mama Mia! No tempo dessa história, ainda havia bondes no rio de janeiro- lindos, barulhentos, atravessando o Hotel Avenida em plena Rio Branca; os relógios ainda tinham ponteiros e as pessoas chiques de verdade(é, inclusive usava a expressão "chique") moravam na Tijuca, indo de raro em raro visitaros parentes pobres num lugar distante chamado Ipanema, um areal sem tamanho. Havia automóveis movidos a gasogênio e havia quintais nas casas cariocas, com galinhas etudo; havia uma revista chamada "A Cigarra" e haviam porteiros de cinemas que barravam pra valer os meninos pequenos que queriam ver filmes estrelados por atores que hoje vivem apenas no celulóide e na memória de quem não esquece. Havia, sobretudo, uma guerra que ninguém conseguiria entender( há alguém que entenda qualquer guerra?!) e um ditador ( isso mesmo, um DITADOR) cuja memória, até hoje, continua escondida por tado a forma de eufemismo. Para uns ele é "o Pai da Pátria", para outros o hério do trabalhismo. Um trabalhismo - covém lembrar - copiado por ele da legislação fascista da Itália de Mussollinni. Mas há quem esqueça. E há nesta história, alguns personagens fascinantes e inesquecíveis, como Pierino, o filho de imigrantes, confuso e perdido entre duas culturas, ou a Mamma, envolta naquele mistério especial que vem, em parte, do que (ainda em outro tempo!) se chamava Generacion Gap e, em parte, de um amor filial mais do que filial. Ah, e mais os vagos sentomentos de culpa... Mas, antes de tudo, há am MAMMA MIA! o encanto e a saudade, a ventura e o suspense, ingredientes fundamentais de uma boa hitória. Esse ingredientes, obiviamente, não saem assim do nada, embora deêm a impressão de ser tão naturais, tão espontâneos. E é aí que está o passe de mágica, achave de tudo: um escritor que conhece o seu ofício. O que escreveu essa história é dos melhores. Se cham Ary Quintella - mas claro! isso vocês já sabem, já leram na capa. Quanto ao resto... Vâo descrobrir lendo o resto. CORA RÓNAI

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    Victor picture
    Victor21/02/2023Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Quintella foi um mestre

    A diagramação desse livro é parte fundamental da narrativa. Em cada obra o Ary usa uma técnica diferente. Gênio, gênio. Eu considerei essa obra bem mais de adulto do que de criança. Linguagem simples, mas algumas cenas complexas. A construção da história acontece feito um admirável quebra-cabeça. Só não dou 10 porque senti que em um ou outro momento ficou uma lacuna. Sei que foi intencional, mas um titico a mais de cenas cairia muito bem. A questão da agulha envolta no chiclete achei que teve um desfecho meio corrido. Senti que faltou só um titico a mais nessa hora. Quintella sempre espetacular.

    24 curtidas

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    Ary Guerra de Murat Quintela profile picture

    Ary Guerra de Murat Quintela

    Ary Guerra de Murat Quintela nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de julho de 1933. Foi jornalista, diplomata, romancista, contista, novelista, ensaísta e conferencista. Publicou as seguintes obras: Combati o Bom Combate, 1971; Um Certo Senhor Tranqüilo, 1971; Qualquer Coisa é a Mesma Coisa, 1975; Sandra, Sandrinha ou Câmara Lenta: Zum! - Uma Tragédia Carioca, 1977 e Titina, 1982. Morreu no dia 15 de setembro de 1999. http://www.globaleditora.com.br

    13 Livros
    0 Seguidor
    Rio de Janeiro, Brasil

    Ary Guerra de Murat Quintela