A mocinha é “pintada” quase como uma santa, que empresta o carro à amiga, a amiga bate com o carro e é ela quem vai arcar com as despesas todas. A mocinha não se aborrece com a amiga (que é a mesma que não colocou o cheque do seguro do carro dela no correio e por isso a mocinha ficou sem seguro) e mesmo ficando com a vida completamente de pernas para o ar a nossa mocinha ainda passa a mão na cabeça da outra! A amiga dela bateu na Ferrari de um ricaço e a mocinha ficou com vários milhares de dólares de prejuízo para pagar e ainda assim eu nunca a vi desesperada ou perto disso. É uma mocinha com tantas “virtudes” que chega a irritar e só pode mesmo existir no papel.
Já o mocinho é um fútil que teve a Ferrari ligeiramente amachucada e então decidiu trocá-la por uma nova. De vez em quando ele fazia uns elogios à mocinha que eu tinha que olhar para cima e revirar os olhos. Ela faz um comentário completamente cliché e básico, que até a minha filha de 14 anos sabe dizer, e ele diz que ela é “muito madura” por pensar assim, e outras idiotices do género. Achei o casal totalmente sem química. A autora bem tentou convencer no final que ele se apaixonou à primeira vista mas, se tal é verdade, eu não notei na-di-nha! É das histórias mais sem sal que eu já li. E a cereja no topo do bolo é os mocinhos passarem o livro todo falando “Olha” um para o outro. “olha".. isso, “olha".. aquilo. Tradução de mau gosto, diálogos fracos e pobres. Parece coisa de amador. Não sei se foi a minha disposição mas achei um porre.