
"Giovanni Gentile nasceu em Castelvetrano, na Sicília, em maio de 1875. Ele foi influenciado por intelectuais italianos como Mazzini, Rosmini, Gioberti e Spaventa, de quem ele emprestou a ideia de "autoctisi", "autoconstrução", mas também foi fortemente influenciado pelas escolas de pensamento idealistas e materialistas alemãs - a saber Karl Marx, Hegel e Fichte, com quem ele compartilhou o ideal de criar uma "Wissenschaftslehre", uma teoria para uma estrutura de conhecimento que não faz suposições. Friedrich Nietzsche também o influenciou, como se vê em uma analogia entre "Übermensch" de Nietzsche e "Uomo Fascista" de Gentile. Na religião, ele se apresentou como católico (espécie de católico), e enfatizou a herança cristã do idealismo real; Antonio G. Pesce insiste que “não há dúvida de que Gentile era católico”, mas ocasionalmente Gentile se identificava como ateu, embora ainda fosse "culturalmente católico". Após os estudos de filosofia, dedicou-se ao ensino e, a partir de 1906, foi professor universitário. Nesse mesmo ano passou a colaborar com Benedetto Croce, que acabara de fundar a revista "La Critica". Sua filosofia neo-hegeliana foi predominante na Itália no período entre as duas guerras e manteve desde então alguma influência. Posteriormente, seu apoio ao fascismo levaria ao rompimento de suas relações com Croce. Professor de história da filosofia em Palermo, de 1906 a 1914, e, em Pisa, entre 1914 até 1917, Gentile depois transferiu-se para Roma, onde, além de continuar suas atividades pedagógicas passou a se interessar por política. Desenvolveu - especialmente em sua Teoria geral do espírito como ato puro - um idealismo atualista, que pretendia superar dialeticamente todas as oposições sem suprimi-las, propondo-se como uma "dialética do pensamento pensante". Nessa filosofia acreditou ver a realização do fascismo. Ministro da Instrução Pública do Reino da Itália entre 1922 e 1925 (já no governo de Benito Mussolini), foi autor de importante reforma do ensino. Membro do grande conselho fascista, permaneceu fiel a Mussolini até o final, já durante a República de Salò (1943 – 1945), quando foi assassinado por membros da resistência antifascista ("partigiani")." Referência: Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Giovanni_Gentile