Dizer que o livro está naquele espectro de qualidade de leitura que vai do "é possível ler, com sofrimento" até o "muito ruim" pode ser adequado.
A começar pelo projeto gráfico: linhas centralizadas e diálogos com o nome de quem fala na frente? Isso dá uma coceira em quem está lendo, mas é admissível até a hora em que você começa a realmente perceber como são os diálogos, _o que é_ dito. Você tem a sensação de o que foi escrita é, na verdade, uma peça de teatro. Sem cenário.
As coisas são extremamente cruas, óbvias, longas, não naturais... Parece que não há eu-lírico, e sim um autor deixando transparecer sua vontade de contar uma história, ele, pelas próprias palavras. Os personagens é que levam a trama pra frente com a barriga, sendo obrigados a dizer coisas que, sinceramente, ninguém diria, mas foi tudo ali enfiado nas falas para que as pessoas soubessem de mais detalhes da trama. Mas isso é responsabilidade do narrador. Se um personagem fala, deve falar o que quer falar, não o que for conveniente para o leitor ouvir.
Enfim, uma história sofrível, um narrador inexistente, porém presente de modo exaustivo, personagens ruins e com falas não naturais, projeto gráfico ruim... Enfim, um livro que considero ruim.