Em uma cínica costura de passagens reais do futebol brasileiro (que mais parecem saídas de um quadro surrealista), Saída Bangu trata da biografia de Geni, uma falsificadora de quadros contratada para falsificar o futebol brasileiro (tarefa irreal) durante a Copa de 1982. A trama, de fina aragem, esfarela-se em cenas de esparramado humor. Entretanto, sem embaraço, após secar ao sol, o leitor terá a nítida impressão da única verdade. Verdade que pinica como caco de vidro, como é de praxe na verdade honesta: o futebol é a nervura de cada um de nós nascidos no Brasil.

