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    Malditos Paulistas -

    Marcos Rey, Marcos Rey, Marcos Rey

    Companhia das Letras
    2003
    280 páginas
    9h 20m
    ISBN-10: 8535904018
    Português Brasileiro
    3.8
    127 avaliações
    Leram245Lendo3Querem73Relendo0Abandonos1Resenhas14
    Favoritos9Desejados73Avaliaram127

    Raul está na faixa dos trinta anos e já fez muita coisa na vida, mas em nenhuma de suas atividades logrou sucesso. Desiludido, decide tentar a sorte em São Paulo, onde amplia suas experiências profissionais - trabalha como instrutor de natação, figurante de novela, garçom de cantina no Bixiga. Um anúncio classificado de 'precisa-se de motorista' muda sua sorte na capital paulista - vai trabalhar de motorista particular para Duílio Paleardi, que mora numa mansão do Morumbi. Ali, Raul ocupa-se de flertes fortuitos com as empregadas e com a patroa até que encontra, na garagem da mansão, uma marionete vestida de Carmem Miranda. A descoberta promove uma virada nos rumos da história, transformando-a numa narrativa vertiginosa em torno das investigações de Raul sobre os negócios escusos de Paleardi.

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    Resenhas (14)Ver mais
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    Clio18/05/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Se você começou a ler ainda criança, então provavelmente já ouviu falar de Marcos Rey - um dos mais prolíficos escritores de literatura infanto-juvenil do país. Mas, também roteirista e ocasionalmente autor de romances policiais para o público adulto. Malditos Paulistas é uma ode de amor cachorro a cidade de São Paulo e seus habitantes. Todos os personagens são baseados em estereótipos comuns da região na década de 80: o empresário italiano corrupto, o zé-povinho sensual, o carioca preguiçoso e bandido... tudo está lá, numa mistura de admiração e repugnância que só iguala a narrativa feita por Raul, o carioca já mencionado. É um romance policial em que o crime só é cometido após páginas e mais páginas de construção. Nada é por acaso, mas o ligar das pontas é feito de maneira simples e lembra em muito histórias de antigas reportagens. Não é preciso se abalar por isso, a narrativa empregada pelo autor é mais que suficiente para garantir o interesse até o final.

    115 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 127
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Edmundo Donato

    Autor de vários livros, entre eles romances policiais ambientados em São Paulo. Edmundo Nonato, seu nome verdadeiro, nasceu no bairro do Brás em 17 de fevereiro de 1925, filho caçula de um empresário gráfico de formação presbiteriana. Entrou em contato com a literatura pela obra de Monteiro Lobato, impressa na gráfica do pai. Terminou o curso clássico aos 18 anos e, quando se preparava para ingressar na Faculdade de Direito, foi acometido por lepra e recolhido no Sanatório Padre Bento, em Guarulhos, em regime de prisão. Em 1946 fugiu a pé para o Rio de Janeiro, onde viveu entre o subúrbio e a zona de prostituição da Lapa. A experiência serviu de subsídio para obras como "O enterro da cafetina" (1967) e "Memórias de um gigolô" (1968). Sobreviveu de traduções de livros infantis e de cartas que escrevia para prostitutas analfabetas. Voltou para São Paulo, curado da lepra, e em 1953 publicou seu primeiro livro, "Um gato no triângulo". Assinou 30 roteiros de cinema, entre eles várias pornochanchadas. Em 1967 fez sua primeira telenovela, "O grande segredo". Escreveu capítulos para o programa infantil "Vila Sésamo' e é um dos responsáveis pela adaptação do "Sítio do Picapau Amarelo" para a televisão. Na década de 80 iniciou sua obra infantojuvenil a pedido da Editora Ática, pela qual publicou sucessos de venda como "O mistério do Cinco Estrelas" e "O rapto do Garoto de Ouro". Morreu em São Paulo, no dia 01 de abril de 1999, de câncer no fígado. Suas cinzas foram lançadas de um helicóptero pela sua esposa sobre São Paulo.

    50 Livros
    339 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Edmundo Donato