Na distante Quaraí, Suzana marcava a passagem do tempo contando seus quase-amores. Às vezes faltava-lhe coragem, outras vezes era uma ponta de displicência, mas, fosse por que fosse, aquele quase estava sempre ali, entre seus desejos e a realidade. A escola, o cinema, a igreja, as aulas de inglês... e os quase-amores. Isso já não era mais rotina, era quase uma sina. Agora, a poucos dias do seu aniversário, a vida lhe prometia de presente o amor que Suzana tanto queria. Que bom se o único quase de sua vida fossem apenas os seus quase catorze anos.
