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    Paradigmas 4 -

    Marcelo Amado, Rober Pinheiro, Georgette Silen, Adriana Araújo Dutra Rodrigues, Leonardo Pezzella, Ana Lúcia Merege, Camila Fernandes, Richard Diegues

    Tarja Editorial
    2010
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788561541125
    Português Brasileiro
    3.8
    21 avaliações
    Leram32Lendo0Querem26Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos4Desejados26Avaliaram21

    Existem milhares de formas de se contar uma história, centenas de modos de se estruturar uma narrativa, mas pouco mais de uma dezena de maneiras de tornar uma obra original. Esta é a hora de revisitar, renovar ou rejeitar completamente um paradigma. A palavra paradigma se origina do grego parádeigma, que em seu sentido literal quer dizer modelo, um padrão a ser seguido. Na literatura seria algo partilhado por diversos autores, como um fluxo de pensamentos que culmina em idéias semelhantes. É um termo complexo que aponta algo simples: os limites de uma idéia, o molde para se manter dentro dessas balizas. A Coleção Paradigmas surge para apontar esses modelos que deram certo e as fórmulas que podem ser seguidas – ou rompidas. A proposta é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. Os volumes podem ser lidos em qualquer ordem, assim como seu conteúdo. Para alcançar tamanha diversidade, foram selecionados 13 contos de autores fantásticos que se empenharam na busca do novo e do insólito sem deixar de lado o conhecimento acumulado, desenvolvido em séculos de literatura. A arte de capa deste volume apresenta várias molduras, remetendo ao confinamento que o próprio homem impôs à mente criativa e o discernimento comum. Tudo possui um padrão, como indica a espiral áurea. Estética, métrica e simétrica a serviço do bom senso, da unicidade de estilos. Mas mesmo na natureza existe o caos. Na beleza das formas assimétricas e, ainda assim, surpreendentes em sua perfeição. A concepção não deve ser encarcerada. Veja o quadro maior. Quebre os paradigmas!

    Resenhas (2)Ver mais
    Alex Bastos Borges picture
    Alex Bastos Borges17/02/2010Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Paradigmas 4

    Bom, como eu sempre faço as coisas pelo avesso, comecei a ler a conhecida série Paradigmas pelo último volume. Diga-se nesta passagem último tanto no sentido numérico - volume quatro - como da última coletânea que o escritor Richard Diegues irá organizar sob o título Paradigmas. O valor baixo e as capas já são um atrativo empolgante. As capas são obras-primas que só valorizam mais os livros, feitas pela escritora e ilustradora Camila Fernandes. Para mim soam como retalhos de sonhos sobrepostos que dizem "boas-vindas" aos leitores. (Qual escritor quer uma capa com esta qualidade, ergue o dedo!) A valorização dos autores é visível nesta coletânea, já no começo do livro (diferente das conhecidas e taxadas 'pagou-publicou'). Desde as duas introduções que abrem o livro, seguidas com a biografia dos autores. Na abertura de cada conto há uma nota dos autores ao lado esquerdo da obra, em transversal, o que torna as histórias mais pessoais e próximas dos leitores. São 13 contos de autores iniciantes e de outros bem experientes; o número é sugestivo, vamos as minhas conclusões de conto por conto (as conclusões são minhas, se você não concordar eu não posso fazer nada!) Uma Flor a Gambô > Richard Diegues Ok, ok. Tem a AIDS, tem magia, e uma ciência misteriosa. Apesar de eu não ter entendi bem o que ou autor quis passar no fim do conto. Talvez uma segunda leitura me esclareça mais... O Diamante Laranja >Adriana Rodrigues Uma mistura proposta pela autora de Harry Potter e Agatha Christie. O conto é bem convincente em todos os aspectos que a autora buscou trabalhar. O tema escolhido é bem simples o que tornou a história leve e agradável. A Biblioteca no Fim do Mundo > Fábio Fernandes Um palavra: Perfeito. Sempre fui meio preconceituoso com livros de FC brasileira(uma coisa idiota, eu admito), mas este conto me conquistou. Ele lida com o desaparecimento da raça humana da Terra e a saudade que as inteligências criadas pelo homem sentem deste.Tenho que ler o livro de Fábio Fernandes este ano ainda. A Mãe da Montanha das Águias > Ana Lúcia Merege Olha quem aparece aqui no blog de novo. Agora sim posso afirmar que a Ana já tem um estilo próprio que pode ser comparado com o livro(se estiver curioso desça um pouco mais a página e leia a resenha de O Caçador). A história trabalha com uma época perdida da Pré-História onde sonhos são tão importantes para a sobrevivência quanto a caça. A Última Prece > Rober Pinheiro Um padre que aceita um pacto demoníaco, uma voz em sua mente e um crime. O final podia ser melhor. Barquinhos de Papel e Outros Origamis > Sandro Côdax Um Almirante que se vê face-a-face com o Deus Tritão, Senhor dos Mares. Espantado se refugiu em uma fortaleza longe do mar, fugindo da fúria das águas. Não deu muito certo, coitado. A Tal Aranha-da-Lua > Carlos Abreu Um cenário de FC misturado com os ares de investigação Noir. Não funcionou muito bem, pelo menos para mim. 12 Vidas > Leonardo Pezzella Vieira Pra mim é o melhor conto deste volume. Tentei achar um padrão que pudesse classificá-lo; não sei se estou certo ou não, mas pelo que eu ouvi e li sobre o New Weird, este é o gênero desta obra. O autor coloca 12 micro-contos (usando 12 personagens diferentes) em sintonia para formar um cenário de uma cidade misteriosa, que na realidade é o personagem principal. O Evangelho Segundo Eu Mesmo > Roberta Nunes Um Cardeal imortal que está por trás dos maiores crimes da Igreja Católica. Pessoalmente não gosto de contos deste gênero. O Jantar > M. D. Amado Espantoso. Quando o autor cita que teve essa ideia quando lia A Menina que Roubava Livros, eu não imagina que vinha esse conto espantoso e canibal. Você Vai Seguir Meu Caminho? > Marcelo Jacinto Ribeiro Um dos maiores contos do livro. Nele extraterrestre aperfeiçoam o corpo e mente de pessoas aleijadas para limpar o mundo dos criminosos. Acredito que o conto poderia ser menor e mais ágil. O Caçador de Deus > Georgette Silen Resumindo: Sobrenatural nos Tempos da Inquisição. Gostei, espero que a autora use o perosnagem principal em outras histórias quiçá em um romance. O Demônio das Florestas Tropicais > Ronaldo Souza É o conto que tem mais raizes com a cultura brasileira. Mostra o ponto de vista de um Curupira, ou, Couuru Pierr Rarr. Mais resenhas: http://www.melancolicomundo.blogspot.com

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    3.8 / 21
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas14%
    • 3 estrelas52%
    • 2 estrelas0%
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    Marcelo Amado profile picture

    Marcelo Amado

    Marcelo Amado, natural de Belo Horizonte, MG (com muito orgulho de comer pedaços de palavras e falar tudo no diminutivo). Analista de Sistemas por acidente, começou a escrever em 2004, inspirado nos contos de escritores nacionais. Brinca com as palavras sem compromisso com gênero ou estilo literário. Mantém desde 1996 o site Estronho e Esquésito onde além de publicar textos e curiosidades inusitadas, abre espaço para escritores nacionais de literatura fantástica publicarem seus contos e poesias, além de divulgarem seus livros e trabalhos literários diversos. Também possui minicontos, poesias e textos publicados nos fanzines Terrorzine e Flores do Lado de Cima. Autor da insanidade eletrônica de nome Empadas e Mortes, na qual o autor traz

    25 Livros
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    Minas Gerais, Brasil

    Marcelo Amado