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    Dois amores, duas cidades -

    Gustavo Corção

    Vide Editorial
    2019
    672 páginas
    22h 24m
    ISBN-13: 9788595070691
    Português Brasileiro
    4.7
    7 avaliações
    Leram8Lendo9Querem67Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados67Avaliaram7

    Este livro versa sobre os passos e as experiências do homem em busca de um mundo melhor ou em busca de si mesmo. O autor quis esboçar o mapa cultural da civilização ocidental moderna e estudar com atenção as correntes de idéias, os erros e os extravios que enchem de sinais o testamento da grande civilização de que todos somos egressos. Corção afirma que o mundo que está para nascer depende do amor que tivermos e que soubermos projetar no firmamento cultural da civilização: "Continuo a crer na fecundidade e na eficácia do amor, e continuo a crer que a forma do mundo futuro está dentro de nós. É aí, onde se processa o primeiro dos diálogos, entre o homem e Deus, e entre o homem e sua própria alma, é aí que nascem as civilizações".

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    Yagho Bentes  picture
    Yagho Bentes 05/04/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dois amores, duas cidades, Corção - 1967

    Esse livro me impactou bastante. Ele é tão rico de conhecimento que me trouxe a saborosa sensação de estar aprendendo algo verdadeiramente importante. Corção mostra como a degradação da cidade dos homens começa a partir do momento em que o homem dá as costas a Deus e se torna antropocêntrico, passando a se importar mais com o que ele chama de homem-exterior do que com o homem-interior. Detalhadamente elaborado, Corção nos mostra as correntes filosóficas e os pensadores que contribuíram para essa degradação, como o nominalismo, o Iluminismo, Maquiavel, Marx, Franklin, Adan Smith, o comunismo, o capitalismo, onde tudo é voltado para a satisfação de desejos de menor valor. Como proposta para reerguer essa civilização moralmente decadente, Corção aponta uma direção que a sociedade atual, ateística, julgaria retrógrado e violento (pura ignorância). O que ele propõe é retornarmos a Santo Tomás de Aquino e torna-lo o filósofo guia da modernidade; e dar também poder civilizacional à Igreja Católica. Durante a leitura, estive mais aberto a compreender os argumentos do que preparar contra-ataques a eles. E posso dizer que concordei com praticamente tudo que foi dito. Em muitas situações percebi em mim mesmo as falhas que ele apontava na sociedade moderna e invés de procurar desculpas para continuar sendo como sou, reconheci que preciso mesmo lutar por melhorias de maior valor. Definitivamente Corção precisa ser mais lido e mais debatido.

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.7 / 7
    • 5 estrelas86%
    • 4 estrelas14%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

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    59 Seguidores
    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga