Todos, um dia, nos deparamos com a morte, essa anomalia que sem escolhas ou preferencias retira de nós quem tanto amamos. Dificilmente conseguimos reagir diante dos golpes deferidos por ela com tanta intensidade. Resta então viver o luto, sentir a ausência, gritar quando nossos órgãos são duramente afetados. Tudo pesa além do suportável, entretanto, podemos compartilhar a dor, podemos encontrar em outra alma deprimida o impulso para permanecermos vivos. Este encontro de corações partidos, despedaçados, torna o outro inteiro, completo, remendado.
