Sobre “Um contrato com Deus”, vocês podem falar qualquer coisa: que o quadrinho é bom, que o quadrinho é ruim, que é datado (termo que, para quem lê as minha resenhas, sabem que ODEIO).... mas NUNCA podem falar que não é um quadrinho de alta importância para o mercado (aliás..... o mercado COMEÇOU aqui)!
“Graphic Novel”... escutamos tanto esse termo, não? Mas faz todo o sentido: Novela Gráfica! E foi isso que Will Eisner, de forma pioneira e inovadora, criou nesse quadrinho: uma novela gráfica, em quadrinhos! Em geral, a história é sobre várias famílias que vivem em Nova York, histórias continuas com um começo meio e fim. Hoje em dia, isso parece uma ideia tão banal... Já estamos tão acostumados com esse tipo de história que esquecemos que o famoso Will Eisner foi o primeiro a fazer isso. Ele ditou todo um futuro para os quadrinhos.
Naquela época, devem entender duas coisas: a primeira é que “quadrinhos” eram apenas tirinhas, em sua grande maioria, não continuas. E a segunda é que poucos davam valor a nona arte. (COMO SEMPRE!!!) O Governo colocava a culpa do mal comportamento das crianças nos quadrinhos (hoje, sem dúvida alguma, a “culpa” pulou para os Vídeo-Games), e a população mais carente e leiga sempre cai nessa. Digo isso, pois Eisner foi o primeiro a quebrar essa barreira e fazer algo realmente bem feito, (não interpretem essa frase mal, já havia bons quadrinhos bem feitos!) há realmente expandir aquele tema e fazer algo de verdade, com apreço e dedicação.
Não preciso nem dizer como Eisner inovou: a posição dos quadros e o balonamento são incríveis e inovadores!!! Toda a obra é inovadora, e está cheia de elementos, implantado em uma primeira vez ali, que usamos até hoje.
Não tenha dúvidas que esse quadrinho, não importa o momento histórico, será lembrado como um dos pilares essenciais do quadrinho moderno. Se um “Um contrato com Deus” não existisse, provavelmente eu nem teria Skoob e nem leria livros/quadrinhos.