A Casa dos Deuses #2 - Os Guardiães

    José Leonídio

    Editora Autografia
    2019
    574 páginas
    19h 8m
    ISBN-13: 9788551821602
    Português Brasileiro

    Os Guardiães se remete a luta de Ângelo/Ogum Onyrê, filho de Nlá Eiyê e Dandara, herdeiro do compromisso de seus pais com o último Tupinambá, Aimbirê, na preservação da cultura Tupinambá e da Casa dos seus Deuses, a Floresta da Tijuca. A derrubada da Floresta para plantio do café, principalmente pelos ingleses, trouxe como consequência a diminuição da água das nascentes, com repercussão no abastecimento da cidade. Este cenário associa-se aos fatos históricos da época, como a defesa da cidade pelas maltas de capoeiras contra a tentativa da milícia irlandesa de se apoderar de São Sebastianópolis; a epidemia de Febre Amarela; a vingança do santo Pretinho, São Benedito; a chegada da luz do lampião a gás; os olhos do Demo na visão das carolas; a construção da primeira Estrada de Ferro. À defesa da cultura nativa se misturam personagens reais e fictícios sob o comando de Dom Pedro II, da Imperatriz Tereza Cristina, da Condessa de Barral, Luíza Marlene, e do Anjo Negro da Quinta Imperial, Rafael, da mãe de leite do Imperador Catarina e sua cozinheira, Joana. Além de Manuela dos Bons Prazeres, o seu sol, o francês Frouchard, as gêmeas Filó e Tudinha, Clara e o Cigano Igor, além de Zaika, Zaila e Eusébia, a menina Belinha e bailarina Marietta Baderna. No romance, estão caracterizadas nobreza e plebe, e toda uma cultura híbrida de ciganos, judeus, índios, negros e brancos religiosos, até a vitória final, o reflorestamento da Casa dos Deuses Tupinambás.

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    Douglas Eraldo dos Santos28/04/2020Resenhou um livro
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    10 CONSIDERAÇÕES SOBRE A CASA DOS DEUSES - OS GUARDIÃES, DE JOSÉ LEONÍDIO OU SOBRE CRÔNICAS DO IMPÉRIO

    1 - Os guardiães - A casa dos deuses é o segundo volume da pentalogia de Leonídio em que o autor apresenta ao leitor as crônicas de um passado procurando dar visibilidade a todos os estratos sociais que compuseram e compõe este país. Neste segundo livro a narrativa desenvolve-se nos tempos do imperador, Dom Pedro II; 2 - De antemão, precisamos dizer que esta sequência soluciona um dos problemas que atrapalharam o primeiro volume, a revisão. Falamos disso em Portais da Liberdade e do quanto tais problemas prejudicaram o bom projeto que é esta pentalogia. Nesse livro, a obra nos exige pelo que importa, de modo que acaba fortalecendo as ambições do autor e fazendo justiça à relevância do projeto. Dito isto, podemos, portanto, nos dedicar apenas à interpretação e leitura do romance; 3 - De modo geral o romance permanece percorrendo o caminho de tentar-se construir-se enquanto épico nacional a partir das crônicas de um país antigo e em seu processo de formação, marcado por seus conflitos, mas acima de tudo, especialmente neste segundo volume, pelas inesperadas confluências que nem sempre estamos acostumados a observar, seja na literatura, seja nos livros de história. Isto porque o autor seguindo certo movimento que já percebemos nas artes, procura ambientar sua narrativa numa sociedade cujas complexidades não permitem a vivência em caixas apartadas e isoladas. Com isso ,estabelece inter-relações entre escravos, índios e brancos para além dos relacionamentos antagônicos e opressores já conhecidos e que eram de fato a regra, mas aqui, tentando trazer também os pontos de contato entre estas culturas;

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