Mornings in Jenin -

    Susan Abulhawa

    Bloomsbury Publishing USA
    2010
    353 páginas
    11h 46m
    ISBN-13: 9781608191482

    Mornings in Jenin is a multi-generational story about a Palestinian family. Forcibly removed from the olive-farming village of Ein Hod by the newly formed state of Israel in 1948, the Abulhejos are displaced to live in canvas tents in the Jenin refugee camp. We follow the Abulhejo family as they live through a half century of violent history. Amidst the loss and fear, hatred and pain, as their tents are replaced by more forebodingly permanent cinderblock huts, there is always the waiting, waiting to return to a lost home. The novel's voice is that of Amal, the granddaughter of the old village patriarch, a bright, sensitive girl who makes it out of the camps, only to return years later, to marry and bear a child. Through her eyes, with her evolving vision, we get the story of her brothers, one who is kidnapped to be raised Jewish, one who will end with bombs strapped to his middle. But of the many interwoven stories, stretching backward and forward in time, none is more important than Amal's own. Her story is one of love and loss, of childhood and marriage and parenthood, and finally the need to share her history with her daughter, to preserve the greatest love she has. Set against one of the twentieth century's most intractable political conflicts, Mornings in Jenin is a deeply human novel - a novel of history, identity, friendship, love, terrorism, surrender, courage, and hope. Its power forces us to take a fresh look at one of the defining conflicts of our lifetimes.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Amanda Melo picture
    Amanda Melo17/03/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Do rio ao mar, a Palestina será livre.

    “Sua história era a história de todos, uma única história de desapropriação, de ser despojado até os ossos da humanidade, de ser jogado como lixo em campos de refugiados impróprios para ratos. De ser deixado sem direitos, casa ou nação enquanto o mundo virava as costas para assistir ou aplaudir o júbilo dos usurpadores proclamando um novo estado que eles chamavam de Israel.” “Assim, Yehya contou quarenta gerações de vida, agora roubadas. Quarenta gerações de partos e funerais, casamentos e danças, oração e joelhos ralados. Quarenta gerações de pecado e caridade, de cozinhar, trabalhar e ociosidade, de amizades e animosidades e pactos, de chuva e amor. Quarenta gerações com suas memórias impressas, segredos e escândalos. Tudo levado pela noção de direito de outro povo, que se estabeleceria e proclamaria tudo […]” Um trágico relato da ocupação israelense no território da palestina pelos olhos de quatro gerações. Uma devastadora história de amor e perdas, guerra e opressão mas acima de tudo, esperança. Esperança de retornar ao lugar que você pertence, de onde viveram seus pais, os pais destes e os pais daqueles. É tocante ver a conexão que eles tem com a terra de seus ancestrais, coisa que só vemos nas histórias do Oriente Médio Retirados de suas casas e exilados, Hasan e Dalia precisam reconstruir suas vidas em um campo de refugiados após a ocupação israelense em 1948. Desse fatídico ano a família não saiu intacta, Ismael, até então o filho mais novo, foi sequestrado por um soldado israelense que o “presenteou” a sua mulher, uma sobrevivente do holocausto que foi esterilizada pelos nazistas e sonhava com a maternidade. A história então vai ser desenvolvida por Amal, a filha mais nova nascida no território de 2km quadrados do campo de refugiados. Tão distante de sua terra natal, tudo que ela conhece da Palestina veio através das histórias contadas por aqueles que nela se orgulhavam de terem vivido e por ela ainda lutavam. A promessa de voltar pra casa esteve presente ao longo de todo o livro. E nos acompanhamos então os mais diversos ataques e massacres promovidos pelo exército israelense no combate a resistência Palestina. É brutal e nada fictício. Os eventos retratados no livro são reais, com todas a sua brutalidade e suas mortes. É um livro fenomenal, uma denúncia às ilegitimidades e um choro pela liberdade. Uma leitura necessária a todos, principalmente aqueles defensores de genocídio. Após escrever a minha resenha fui ler algumas outras, para ver o que as pessoas acharam desse livro. Pra minha total surpresa me deparei com alguém que não gostou do livro e o descreveu como “Tragedy Porn”, um pornô de tragédia, no sentindo de que o livro é apelativo e que a família é “amaldiçoada por Deus” Claro que cada um tem a sua opinião, maaaas a história é justamente uma denúncia as crueldades e ilegitimidade do exército e da política israelense. É óbvio que o livro vai estar repleto de tragédia. Esperar um final feliz, nesse caso, é o mesmo que acreditar no Papai Noel. Se nem na realidade essa história tem um final feliz.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 3
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas67%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%