Jesus, Justiça e Papéis de Gênero - Mulheres no Ministério

    Kathy Keller

    Thomas Nelson Brasil
    2019
    76 páginas
    2h 32m
    ISBN-13: 9788571670624
    Português Brasileiro

    Lugar de mulher é onde ela quiser, mas e nos ministérios da igreja? A vida de Kathy Keller como esposa de pastor não tem sido fácil. E menos ainda como membro da liderança da Redeemer Presbiteryan Church, em Nova York. Ninguém questiona sua competência ou seu conhecimento teológico; as agruras que enfrenta estão relacionadas a um setor da comunidade cristã em geral que não consegue admitir que mulheres assumam posição preponderante na liderança, papel que, como esse grupo defende, compete apenas aos homens. Seria esse um raciocínio justo ou anacrônico? Há fundamento bíblico para essa argumentação ou as Escrituras dão margem a questionamento? Mesmo que algumas pessoas queiram evitar o tema, não adianta fugir ― a questão do gênero se tornou recorrente, e nem as igrejas evangélicas podem se furtar da discussão. Em Jesus, justiça e papéis de gênero ― Mulheres no ministério, Kathy Keller se vale tanto de argumentos hermenêuticos quanto de experiências pessoais para tratar corajosamente toda controvérsia que o assunto instila e demonstrar que, seja qual for o papel atribuído ao homem ou à mulher, é somente na justiça de Deus que ele pode se legitimar.

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    Rafael Passos Santos12/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Obra importantíssima!

    Esse opúsculo busca elucidar uma das maiorias controvérsias da cristandade atual: os gêneros na liderança. A autora assume a postura complementarista no qual Deus deu a liderança da família e da igreja ao homem e a mulher o auxilia. Algo muito interessante pontuado é a questão do afã de querer um cargo para aplicar seus talentos deixa evidente que não quer multiplicá-los, antes busca os holofotes humanos. A inobservância de textos inequívocos das Escrituras, como 1 Timóteo 2.11-13, demonstra tamanha REBELIÃO (e o pecado de rebelião é igual feitiçaria). É tão interessante que usam a Bíblia para dizer que o homem deve amar a esposa (e deve mesmo por ser um dever intrasmissivel), mas a mesma Bíblia que renunciam textos como esses NUNCA na História da Igreja houve ordenação pastoral de uma mulher. Esse fenômeno veio após o surgimento de um movimento social: FEMINISMO. A historiadora Ana Caroline Campagnolo diz em seu livro "Feminismo: Perversão é Subversão" que o primeiro encontro feminista em Nova York nos dia 19 e 20 de Julho de 1848, em Seneca Falls (p.84). No ano seguinte, foi ordenado uma pastora, ou seja, plantamos erva venenosa na Vinha do SENHOR. Uma arma de Satanás desde o Eden é distorcer a Bíblia. Corrobora para o entendimento os dizeres do erudito Wayne Grudem em seu livro "Feminismo Evangélico": "(...) Isso acontece porque as afirmações e argumentos que os feministas evangélicos adotaram a respeito dessas passagens específicas da Bíblia colocam em movimento um processo de interpretação da Escritura que será usado cada vez mais para anular a autoridade da Escritura em outras áreas também (p.17)" No Livro de Isaías uma das maldições ao povo era a falta de líderes homens na congregação. A autora conclui dizendo que, assim como muitos homens não querem os lugares de liderança (por causa dos grandes sacrifícios), mas se submetem a ordem bíblica, assim também deve uma mulher que se diz ser cheia do Espírito Santo. Justiça não tem a ver com minha indignação pessoal, mas com os decretos DIVINOS e desejos de DEUS. Quando cada um estiver no lugar que a Bíblia ordena poderemos dizer que há justiça, gozo e leveza.

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