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    Osman e Hermilo: Correspondência -

    Osman Lins

    CEPE Editora
    2019
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9788578587956
    Português Brasileiro
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    Este não é somente um livro de correspondência, é também uma obra em que os seus protagonistas — Hermilo Borba Filho e Osman Lins —, por meio de cartas e bilhetes, narram para nós, seus leitores, as ações e os sentimentos que vão alimentando a história de uma amizade. Uma amizade, no caso, entre dois dos maiores escritores que a literatura de língua portuguesa produziu ao longo do século XX. Ambos pernambucanos, ambos nascidos no interior do seu estado, ambos profundamente envolvidos em perseguir, cada um ao seu modo, uma arte que oxigenasse a dramaturgia, a literatura e as reflexões teóricas e críticas do seu tempo. Uma história de amizade que nasceu em 1959, quando Osman fora aluno de Hermilo Borba Filho no Curso de Arte Dramática, com habilitação em Dramaturgia, da então Universidade do Recife (hoje, Universidade Federal de Pernambuco).

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    Osman da Costa Lins

    Aos 16 dias de nascimento, Osman Lins perdeu a mãe. Sem lembrança visual da mãe ou fotografia dela, sua obra - de algum modo - traz esse traço biográfico: o de tentar reconstituir o rosto de alguém muito amado, porém desconhecido. A educação primária foi feita entre 1932 e 1935, no Colégio Santo Antão. O ginásio foi feito entre 1936 e 1940 no Colégio Vitória. Em 1941 transfere-se para Recife e inicia sua atividade profissional como escriturário na secretaria do colégio. É dessa mesma época - nos jornais da capital - que aparecem as primeiras histórias do escritor ("Menino Mau","Fantasmas", etc.). Em 1943, por concurso, vai trabalhar no Banco do Brasil e, entre 1944 - 1946, realiza o curso de Finanças pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Recife. Entre 1947 e 1953 casa-se e tem 3 filhas: Litânia, Letícia e Ângela. Seu reconhecimento público veio com o livro "O Visitante" (1955). Em 1957 publica "Os Gestos" (contos) e "O Vale sem Sol"(teatro). Em 1960 conclui o curso de Dramaturgia na Universidade do Recife e, em seguida, vai para a Europa, através de uma bolsa de estudos oferecida pela Aliança Francesa. Nesse período (1961) sua peça teatral "Lisbela e o Prisioneiro" estreia no Rio de Janeiro e o romance "O Fiel e a Pedra" é publicado. Em 1963 publica "Marinheiro de Primeira Viagem" e, em 1966 publica os contos de "Nove, Novena" (livro considerado seu divisor de águas, quanto a sua poética) e, em 1973 aparece o exuberante "Avalovara". Seu último livro, "A Rainha dos Cárceres da Grécia", é publicado em 1976. O escritor falece dois anos depois, em 1978.

    31 Livros
    39 Seguidores
    Pernambuco, Brasil

    Osman da Costa Lins