Impessoal e raso
É um livro de poemas como os da Rupi Kaur. Desde que li o primeiro da Rubi Kaur, eu meio que me apaixonei por esse estilo de escrever, como se fosse um desabafo e um pensamento do autor, não aquelas poesias antigas com rimas e palavras que nem fazem sentido, só um desabafo. O bonito nos livros de Rupi Kaur e nos de Caitlin Kelly (ela escreveu The Words of a Madman) é que, apesar de não conhecê-las pessoalmente, a gente sai do livro e sente que sofremos junto com elas, que fomos a amiga para quem elas recorreram e que elas também foram as amigas que precisamos. Nós saímos nos sentindo próximas das autoras e conectadas, seja por causa de corações partidos ou por passarmos por ansiedade e depressão também. Abandoned Breaths não é nada disso. Eu fico mal de falar que achei um livro ruim, pois a autora colocou tanto dela nas páginas e, com certeza, se abrir assim para desconhecidos deve ser muito difícil e nos fazer sentir bem vulneráveis, mas não é isso que define um livro bom ou ruim. Eu devo ter me visto em duas ou três poesias de Abandoned Breaths, eu não senti a dor da autora e a felicidade de quando ela realizou seus sonhos. Foi simplesmente um livro que eu li, sem profundidade. Outro problema em Abandoned Breaths é que a maioria dos poemas parecem aqueles que você acha no Tumblr em alguma foto de aesthetic, aquelas coisas óbvias escritas em palavras bonitas. O livro também é cheio de muito do mesmo, muitas poesias sobre superar e sobre o cara não te dar valor. Na verdade, acho que todas são sobre superar relacionamento amoroso. Se eu conhecesse a autora pessoalmente, se ela fosse minha amiga, eu acharia o livro bom, pois eu já teria sentido a dor dela e teria visto como ela a transformou em uma poesia, mas já que eu não conheço, não consegui me conectar. Foi com muito pesar, mas realmente esse livro não merece mais do que 2 estrelas. Ele não é o que se propõe a ser, um livro para os leitores se sentirem conectados.

