Claro Enigma

Claro Enigma Carlos Drummond de Andrade


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Claro Enigma





Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo (como o soneto, modalidade que fora motivo de chacota entre as novas gerações literárias), afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões e busca uma forma mais difícil, mas sem jamais abandonar o lirismo e a agudeza de sua melhor poesia.
O livro abre com a epígrafe do francês Paul Valéry, “Les evenements m’ennuient” (Os acontecimentos me entediam). Embora eloquente, a citação não corresponde perfeitamente à realidade, pois Drummond não vira completamente as costas para a vida mais pulsante. Pelo contrário: a experiência aparece em cada verso do livro, ainda que escamoteada por uma lírica que não se entrega ao fácil graças a uma visão algo desiludida do tempo e dos homens.
Mas há, claro, espaço para o lirismo do amor, como no célebre poema “Amar”, que começa com os versos: “Que pode uma criatura senão, / entre criaturas, amar?”. A lira romântica de Drummond está bem afinada neste livro, como pode ser comprovado pela leitura de poemas como “Rapto” e “Tarde de maio”. A mineiridade também é lembrada no livro, em poemas vazados pela nostalgia ou que recontam episódios antigos da terra natal do autor.
Claro enigma também conta com “A máquina do mundo” - eleito o melhor poema brasileiro do século XX por um grupo de críticos e especialistas consultados pelo jornal Folha de S.Paulo. Escrito em tercetos, é simultaneamente uma meditação profunda e uma espécie de épica íntima sobre a passagem do tempo e o conhecimento da vida como acontecimento breve e muitas vezes fortuito. Um clássico.

Literatura Brasileira / Poemas, poesias

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on 15/2/11


Drummond é um poeta que consegue retratar em palavras poéticas o seu tempo. É possível viajar para outros momentos de nossa história ao ler "Claro Enigma", no entanto, senti-me um pouco confuso com alguns poemas e, a 'Carta' (Os lábios Cerrados) deixou-me triste. Destaco os poemas 'Memória' (I Entre Lobo e Cão) e este trecho de 'Amar' (II Notícias Amorosas), como o retrato de nossos sentimentos neste mundo em que vivemos. Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e es... leia mais

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