Corações cicatrizados

Corações cicatrizados Max Blecher


Compartilhe


Corações cicatrizados (Coleção Acervo)





Emanuel estuda Medicina em Paris quando descobre sofrer do mal de Pott, tuberculose óssea que afeta a coluna vertebral. Parte para Berck-sur-Mer, balneário no litoral norte da França especializado no tratamento da enfermidade. Na cidade, 5 mil pacientes, provenientes de todos os cantos do mundo, se submetem à terapia, que consiste na imobilização do corpo por um colete de gesso. Envoltos nessa carapaça, os doentes são forçados a passar meses deitados, à espera de que seus ossos quebrados e roídos sejam endireitados e consolidados.

Mas, em Berck, eles não precisam ficar restritos à cama. Instalados nas chamadas goteiras, os enfermos locomovem-se com a ajuda de maqueiros e até sozinhos, em charretes adaptadas, puxadas por cavalos. Assim, passeiam, vão à praia, levam uma vida praticamente normal. Sempre na horizontal.

Nesse cenário, o romeno Max Blecher (1909-1938) situa seu romance Corações cicatrizados. Como o personagem Emanuel, ele também recebeu o diagnóstico do mal de Pott quando estudava em Paris, aos 19 anos. Com inesperada vitalidade e até humor, o escritor descreve a rotina dos internos do sanatório de Berck, divididos entre a imobilidade, os desejos, os encontros, as amizades, as paixões.

Um dos principais nomes da literatura romena, Max Blecher é frequentemente comparado pela crítica especializada a Franz Kafka, Bruno Schulz ou Robert Walser. Nasceu em 1909 na província da Moldávia, viveu em Paris e, por causa da doença, passou temporadas em sanatórios da França, Suíça e Romênia. Ligado aos modernistas romenos, Blecher começou a escrever para revistas literárias aos 19 anos. Aproximou-se do movimento surrealista em Paris e, em 1935, teve um texto publicado na revista de André Breton, com quem se correspondia com frequência. Blecher morreu aos 28 anos, deixando um livro de poesia, Corpo transparente (1934), três romances – Acontecimentos na irrealidade imediata (1936), Corações cicatrizados (1937) e A toca iluminada (publicado postumamente, em 1971) –, além de contos, resenhas, artigos e traduções. Corações cicatrizados chegará em breve também aos cinemas. O livro foi transformado em filme pelo diretor romeno Radu Jude, vencedor do Urso de Prata de Melhor Diretor no Festival de Berlim de 2015.

O design da coleção é assinado pelo Bloco Gráfico, constituído por Gabriela Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas. Os livros têm acabamento em brochura, formato 13x20 cm, e utilizam papéis especiais e certificados: o sueco Munken Print Cream 80 g/m2 no miolo e o escocês Pop Set Black 320 g/m2 na capa. Outro detalhe do volume é a inclusão de um fitilho bordado com o logo do Acervo.

Ficção / Literatura Estrangeira / Romance

Edições (2)

ver mais
Corações cicatrizados
Corações cicatrizados

Similares

(4) ver mais
Ifigênia
Acontecimentos na Irrealidade Imediata
Dom Casmurro
O Sino e o Relógio

Resenhas para Corações cicatrizados (8)

ver mais
Emanuel se muda para a França para estudar Química, porém com constantes dores nas costas acaba descobrindo em exames sofrer do Mal de Pott, a Tuberculose óssea na vértebras. Como tratamento é indicado a sua ida a cidade de Berck, uma cidade costeira onde vão pessoas de todo o mundo com a mesma doença p/ se tratar. O tratamento é feito engessando o corpo dos pacientes e mantendo eles deitados, porém, por ser uma cidade com muitos doentes, ela foi adaptada p/ q eles possam ter uma vida ... leia mais

Vídeos Corações cicatrizados (1)

ver mais
LidoLendo | Corações Cicatrizados - Max Blecher - Resenha

LidoLendo | Corações Cicatrizados - Max Blech


Estatísticas

Desejam85
Trocam1
Avaliações 4.2 / 53
5
ranking 43
43%
4
ranking 45
45%
3
ranking 11
11%
2
ranking 0
0%
1
ranking 0
0%

35%

65%

Jenifer
cadastrou em:
10/06/2019 16:02:55
Jenifer
editou em:
04/08/2022 09:37:15

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR