Vitorianas macabras -

    Charlotte Brontë, E. Nesbit, Margaret Oliphant, Amelia B. Edwards, Charlotte Riddell, Louisa Baldwin, Mary E. Braddon

    DarkSide Books
    2020
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9788594541932
    Português Brasileiro

    Para enaltecer as mulheres ilustres que prestaram uma contribuição formidável à literatura - e reparar a injustiça histórica que por séculos reverenciou apenas os homens -, a DarkSide® Books e a Macabra Filmes orgulhosamente apresentam a antologia Vitorianas Macabras. Organizada em parceria com Marcia Heloisa - doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense, também responsável pela tradução e já conhecida pelos darksiders por seu exímio trabalho com Bram Stoker e Edgar Allan Poe, na linha Medo Clássico, a coletânea apresenta treze histórias escritas por autoras que, assim como nós, foram cativadas pelo medo e por tudo aquilo que é sobrenatural. Verdadeiramente assustadoras, as histórias desta antologia foram ecoadas em contos e romances publicados nos séculos seguintes, uma proeza e influência que apenas as tramas mais poderosas poderiam conseguir. Aqui, o medo se manifesta de diversas maneiras, todas elas terríveis, impressionantes… e difíceis de esquecer. Não vamos contar todos os segredos, mas aqui vai um gostinho do que está por vir: “A Prece”, de Violet Hunt, é uma espécie de avô de Cemitério Maldito; o perturbador “Onde o Fogo Não se Apaga”, de May Sinclair, reproduz a tensão dos slashers com a profundidade do terror psicológico; “O Conto da Velha Ama”, de Elizabeth Gaskell, e “O Mistério do Elevador”, de Louisa Baldwin, apresentam fantasmas memoráveis; já em “A Janela da Biblioteca”, Margaret Oliphant traz um ensaio melancólico sobre o fantasma da solidão. “A voz dessas autoras é única, suas vidas são o verdadeiro assombro diante da grandeza de suas obras até então esquecidas”, afirma Christiano Menezes, diretor editorial da DarkSide®. “Há muito tempo eu não era tocada por textos tão poderosos”, completa Marcia Heloisa. Vitorianas Macabras reúne ainda histórias de Charlotte Brontë, H.D. Everett, Vernon Lee, Rhoda Broughton, Charlotte Riddell, Edith Nesbit, Amelia B. Edwards e Mary Braddon. Essas mulheres, além de serem figuras ilustres do protagonismo feminino, tinham em comum, é claro, o amor pela literatura: passaram a vida escrevendo, transformaram as palavras em seu ofício e tocaram inúmeros leitores com seus escritos.

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    Victtor Martinez18/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma carta de amor (de terror) para as mulheres

    Vitorianas Macabras mostra que o casamento entre a Darkside Books com a Macabra TV deu certo. Ainda que as duas tenham como base o terror, o livro realça que a caveira tem um grande coração, refletido nas palavras de um discurso empoderado. ?Por que será que escolhemos nos lembrar dos espartilhos e das crinolinas, mas ignoramos a luta e o êxito das sufragistas? E, em uma era que nos deu tantas mulheres formidáveis, por que reverenciamos apenas os homens? ? Sendo assim, o principal objetivo da antologia é reparar uma injustiça histórica, apresentando aos leitores a vida e a obra de 13 mulheres que enriqueceram a literatura. Mulheres que estavam além de seu tempo e que enfrentaram as convenções, combatendo o preconceito e as adversidades para conquistar independência financeira e autonomia ao se dedicar à arte. VITORIANAS Para o leitor compreender melhor a era vitoriana, o livro traz uma biografia da rainha Vitória, com um breve panorama da tragédia que marcou a vida da monarca, bem como os elementos que foram base para as treze autoras presentes desenvolverem seus contos. OS CONTOS Em Vitorias Macabras os contos possuem certa similaridade. Como o palco de fundo é a mesma era, casas assombradas, espíritos vingativos e mistérios se repetem. Ainda assim, a leitura não fica monótona, pois o estilo da escrita de cada autora é algo único, bem como a mensagem a ser passada. OS PREFERIDOS Nem tudo são flores, mas assumo que no fim não gostei apenas de dois contos. Entre os preferidos, estão: - A Porta Sinistra (Charlotte Riddell) Um rapaz com mania de grandeza aceita a missão de investigar o mistério de uma porta que não se fecha em uma mansão tida como mal-assombrada. - O mistério do elevador (Louisa Baldwin) Entre as idas e vindas de um elevador, o ascensorista de um hotel de luxo descobre que nem todos que entram são o que parecem. - O conto da velha ama (Elizabeth Gaskell) Revive os acontecimentos sinistros de uma mulher que foi morar com uma criança em uma mansão assombrada por eventos trágicos do passado. - Onde o fogo não se apaga (May Sinclair) Após se envolver com um homem casado, mulher descobre o sabor do carma em um romance que dura para toda eternidade. JOGO ABERTO A Verdade é que me apaixonei por Vitorianas Macabras. Fui seduzido de tal modo que ficou difícil avaliar a obra como um todo. A edição perfeita, com o pequeno histórico de cada autora antes do conto, aproxima leitor, que descobre segredos, como os de rivalidade entre algumas delas. Apesar do livro ser todo escrito por mulheres, senti um pequeno incômodo ao perceber que a maioria dos protagonistas nos contos são homens, no entanto, considerando a época em que foram escritos é possível compreender o raciocínio das autoras, que algumas vezes escreviam sob o pseudônimo masculino para ganhar destaque do que publicavam. Em suma, se você for fã do gênero e da era vitoriana, leia e se encante.

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