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    A alma perdida -

    Olga Tokarczuk

    Todavia
    2020
    48 páginas
    1h 36m
    ISBN-13: 9786556920641
    Português Brasileiro
    4.2
    624 avaliações
    Leram823Lendo7Querem627Relendo1Abandonos0Resenhas107
    Favoritos42Desejados627Avaliaram624

    lustrada por Joanna Concejo, vencedora da Menção Especial do Prêmio Bologna Ragazzi 2018, A alma perdida, selecionada no White Ravens 2019, é a nova obra-prima da escritora polonesa Olga Tokarczuk, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura. Um livro que encanta, enternece e faz pensar. Era uma vez um homem que trabalhava muito e quase não prestava atenção no tempo que passava diante de seus olhos. Não que sua vida fosse ruim. Ele apenas sentia que tudo ao seu redor estava plano, como se estivesse se movendo na folha de um caderno de matemática inteiramente coberta por quadradinhos iguais e onipresentes. Esta é uma história que leva o leitor a buscar a si mesmo, conduzindo-o a um desenlace maravilhoso e inesperado, como só os grandes contos de fadas são capazes de fazer. Uma história que se abre para o futuro ― sem respostas, mas com inúmeras e fascinantes perguntas destinadas a todas as idades.

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    Leila de Carvalho e Gonçalves  picture
    Leila de Carvalho e Gonçalves 16/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em Busca Do Dono

    A Alma Perdida é um livro especial, pois reúne duas mulheres talentosas e de sucesso que coincidentemente nasceram na Polônia. A primeira é Olga Tokarczuk, vencedora do Nobel de Literatura em 2018; já a outra, trata-se de Joanna Concejo, uma premiada ilustradora de livros destinados ao publico infantil. Entretanto, a despeito do que sugere à primeira vista, esta história não se destina às crianças. Seu alvo são as pessoas “mais velhas”, com maior capacidade cognitiva para entender as inúmeras reflexões poéticas e filosóficas que ela carrega. Uma circunstância que me fez recordar de outro livro com a mesma característica: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Em poucas linhas, o livro apresenta a jornada de um homem solitário em busca de sua alma, após se dar conta que, em algum momento do corre-corre diário, eles haviam se distanciado e perdido o contato. Isto ocorre com muitas almas que não conseguem acompanhar seus donos e, ao ficarem para trás, causam uma grande confusão, isto é, “elas acabam perdendo a cabeça e as pessoas deixam de ter coração”. Porém, elas sabem que ficaram sem seus donos, mas eles não percebem que perderam suas almas. Nesta desordem, as pessoas esquecem até os próprios nomes, uma metáfora para a perda de identidade — quando você deixa de ser um, para tornar-se apenas mais um — um dos assuntos desenvolvidos numa história que também se debruça sobre o vazio existencial, precursor da depressão, a necessidade “de dar tempo ao tempo” e a valorização da essência. Por sinal, é interessante como a depressão é apresentada por intermédio das ilustrações. A princípio, as únicas cores usadas são branco, preto e diversos tons de cinza. Todavia, conforme João, é assim que se chama o protagonista, descobre a doença e começa a se tratar, outras cores começam a ganhar espaço, até tomarem conta das páginas finais. A bem da verdade, A Alma Perdida é um pequeno conto em tamanho mas grande em conteúdo, que se redimensiona mediante belas ilustrações. Boa leitura! 📚 Nota: O e-book está muito caro, se comparado ao livro que, por sinal, é muito bonito.

    46 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 624
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas1%
    Olga Tokarczuk profile picture

    Olga Tokarczuk

    Olga Tokarczuk nasceu em 1962, em Sulechów, na Polônia, e hoje vive em Breslau, também na Polônia. Formada em psicologia na Universidade de Varsóvia, estudou os trabalhos do psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961) e chegou a trabalhar como psicoterapeuta por um tempo. Antes de escrever prosa, publicou uma coletânea de poemas. Sua estreia na ficção foi em 1993, com "Prawiek i inne czasy" ("A jornada do povo do livro", em tradução livre). Vencedora do Nobel da Literatura em 2018. Também em 2018, a escritora ganhou o Man Booker International do Reino Unido pelo romance "Flights", que reúne uma série de histórias, como um conto do século 17 sobre o anatomista holandês Philip Verheyen, que dissecou e desenhou detalhes de sua perna amputada, e uma história do século 19 sobre o coração do finado Chopin, que viajou oculto de Paris a Varsóvia. Seus livros são best-sellers na Polônia e foram traduzidos para mais de 25 idiomas, incluindo catalão e chinês. Além de "Os vagantes", seu único livro até agora lançado no Brasil, a editora Todavia planeja lançar, em novembro, o romance "Sobre os ossos dos mortos". A obra retrata "uma professora de inglês aposentada [que] costuma se dedicar ao estudo da astrologia, à poesia de William Blake, à manutenção de casas para alugar e a sabotar armadilhas para impedir a caça de animais silvestres", segundo o material de divulgação. Politicamente engajada à esquerda, ecologista e vegetariana, Olga costuma criticar a política do atual governo nacionalista conservador, do partido Lei e Justiça (PiS). fonte: G1

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    Olga Tokarczuk