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    O Risonho Cavalo do Príncipe -

    José J. Veiga

    Bertrand Brasil
    1992
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-10: 8528601609
    Português Brasileiro
    3.3
    62 avaliações
    Leram121Lendo21Querem46Relendo1Abandonos3Resenhas7
    Favoritos0Desejados46Avaliaram62

    Neste livro, Veiga coloca seus personagens – e nós leitores – em situações curiosas, que nitidamente imaginamos e visualizamos como se tivéssemos diante dos olhos, no cinema ou na TV, uma das mirabolantes aventuras de Indiana Jones. Realiza com isso um verdadeiro achado literário, pois é uma história dentro da outra. Severo e bem-humorado, José J. Veiga critica os costumes dos brasileiros, como o já famoso “jeitinho” e o slogan de que somos uma nação do futuro, sem, no entanto, possuirmos um presente que nos abone para a próxima temporada.

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    Resenhas (7)Ver mais
    Wagner Rocha picture
    Wagner Rocha01/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Erigir utopias, uma tarefa veiguiana

    Sempre que pego um Veiga, gosto de perceber o quanto minha pesquisa de mestrado tem sentido. O autor é sim, um escritor de utopias e distopias e o que faz em seus espaços por vezes singelos, mas com ares de grandeza faz com que dificilmente tiremos os olhos de seus não-lugares que sem dificuldade o fizeram um dos grandes nomes da literatura nacional dos últimos 70 anos. A premissa de "O risonho cavalo do príncipe", seu antepenúltimo livro, percorre as tramas da metaficção e das questões sociais com didatismo e propriedade de alguém que já tem décadas no ramo da escrita, e Veiga deixa isso transparecer em sua escrita leve e decalcada por uma doce poesia que faz com que as palavras escorram com a maior facilidade, por isso lê-lo de uma vez só não é complicado e gratifica pela facilidade de um livro que facilmente poderia ser escrito para uma criança de 10 anos como para nós irreparáveis adultos. Acredito que para essa última classe é até mais valioso, pois demonstra, através da imaginação, a presença de lugares que por vezes nos esquecemos de acessar, seja qual for o motivo. Muitos podem reclamar do tom faltoso do autor, que deixa várias questões por deslindar e que pouco desenvolve algumas nuances que se mostram bastante valiosas, mas depois de ler praticamente toda a sua obra, acho que aprendi que é exatamente nessas lacunas, no não-dito do insólito que a beleza de sua literatura repousa, pois aí deixa a possibilidade de não sermos apenas leitores e/ou ouvintes de suas narrativas, mas cúmplices de seus benfazejos ou malfazejos, tão importantes para assegurar seu lugar de ouro.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.3 / 62
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas21%
    • 3 estrelas40%
    • 2 estrelas21%
    • 1 estrelas3%
    José Jacinto Pereira Veiga profile picture

    José Jacinto Pereira Veiga

    José J. Veiga nasceu em Corumbá de Goiás, em 1915. Transferiu-se para o Rio de Janeiro depois que terminou os estudos secundários, onde se formou em Direito, em 1941. Como jornalista trabalhou em O Globo, na Tribuna da Imprensa e na BBC, em Londres. Foi também tradutor e redator da Reader's Digest e coordenou o Departamento Editorial da Fundação Getúlio Vargas. Estreou como ficcionista em 1959, com Os cavalinhos de Platiplanto, livro que recebeu vários prêmios (Menção Honrosa da Comissão Julgadora do Prêmio Monteiro Lobato e Prêmio Fábio Prado). Com o livro Sombras de reis barbudos, em 1973, recebeu o prêmio Menção Honrosa pelo Concurso Nacional de Literatura. Ganhou o Jabuti com as obras De jogos e festas, Aquele mundo de vasabarros e O risonho cavalo do príncipe. Em 1997, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Faleceu aos 84 anos de idade, em setembro de 1999. Fonte: foto e biografia: http://www.globaleditora.com.br

    51 Livros
    45 Seguidores
    Goiás, Brasil

    José Jacinto Pereira Veiga