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    Histórias de Alexandre -

    Graciliano Ramos

    Record
    2007
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-13: 9788501078247
    Português Brasileiro
    3.8
    277 avaliações
    Leram459Lendo53Querem226Relendo0Abandonos5Resenhas29
    Favoritos11Desejados226Avaliaram277

    Alexandre é um "contador de causos" do sertão nordestino. É meio caçador, meio vaqueiro, alto, magro, já velho e com um olho torto. Nas divertidas histórias deste livro, o personagem narra fatos verídicos, sempre primando pela honestidade.

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    Fabrício Araujo picture
    Fabrício Araujo21/01/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os causos de Alexandre.

    Graciliano Ramos, mestre da literatura brasileira, publicou em 1944 essa coletânea de contos que transporta o leitor diretamente para o sertão nordestino, através das aventuras e causos do protagonista. Alexandre é um homem simples, vivido e com uma habilidade singular para narrar histórias. Histórias verdadeiras! Ai de quem duvidar da veracidade delas. Em uma das histórias, Alexandre, viajando pelo sertão, dorme ao relento. De manhã acorda sonolento e pega as botas. Quando calça a segunda percebe que ela não tem fundo e vai até ao alto da coxa. Os amigos olham espantados, e só então Alexandre percebe que pegou uma jibóia, enfiou o pé pela boca da infeliz e foi puxando como se fosse a bota. São assim as histórias contadas nesse livro. O livro me trouxe uma recordação. Vez ou outra passávamos finais de semana no sítio do meu avô, lá no início dos anos 1980. Sem energia elétrica, iluminados pelo lampião, vendo milhares de vagalumes apagando e acendendo, passávamos parte da noite conversando, comendo broa de milho e ouvindo causos. Muitos absurdos. Parecidos com os do Alexandre. Tem até um que minha saudosa avó contava sobre um lobisomem que ela viu. Mas isso fica para outro dia. Alexandre tem uma plateia fixa. A esposa Cesária, a afilhada Das Dores, seu Firmindo, seu Libório, mestre Gaudêncio. Todos se reúnem em volta do narrador para ouvir sua histórias. Pegue um tamborete, aconchegue-se e divirta-se também. Boa leitura.

    10 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 277
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas29%
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    • 1 estrelas3%
    Graciliano Ramos de Oliveira profile picture

    Graciliano Ramos de Oliveira

    Graciliano Ramos de Oliveira (Quebrangulo, 27 de outubro de 1892 — Rio de Janeiro, 20 de março de 1953) foi um romancista, cronista, contista, jornalista, político e memorialista brasileiro do século XX,autor de Vidas Secas. Graciliano Ramos viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro. Terminando o segundo grau em Maceió, seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista. Voltou para o Nordeste em setembro de 1915, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, deixando-lhe quatro filhos. Foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em 1927, tomando posse no ano seguinte. Ficou no cargo por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Segundo uma das auto-descrições, "(...) Quando prefeito de uma cidade do interior, soltava os presos para construírem estradas." Os relatórios da prefeitura que escreveu nesse período chamaram a atenção de Augusto Schmidt, editor carioca que o animou a publicar Caetés (1933). Entre 1930 e 1936 viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e diretor da Instrução Pública do estado. Em 1934 havia publicado São Bernardo, e quando se preparava para publicar o próximo livro, foi preso em decorrência do pânico insuflado por Getúlio Vargas após a Intentona Comunista de 1935. Com ajuda de amigos, entre os quais José Lins do Rego, consegue publicar Angústia (1936), considerada por muitos críticos como sua melhor obra. Foi libertado em janeiro de 1937. As experiências da cadeia, entretanto, ficariam gravadas em uma obra publicada postumamente, Memórias do Cárcere (1953), relato franco dos desmandos e incoerências da ditadura a que estava submetido o Brasil. Em 1938 publicou Vidas Secas. Em seguida estabeleceu-se no Rio de Janeiro, como inspetor federal de ensino. Em 1945 ingressou no antigo Partido Comunista do Brasil - PCB (que nos anos sessenta dividiu-se em Partido Comunista Brasileiro - PCB - e Partido Comunista do Brasil - PCdoB), de orientação soviética e sob o comando de Luís Carlos Prestes; nos anos seguintes, realizaria algumas viagens a países europeus com a segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, retratadas no livro Viagem (1954). Ainda em 1945, publicou Infância, relato autobiográfico. Adoeceu gravemente em 1952. No começo de 1953 foi internado, mas acabou falecendo em 20 de março de 1953, aos 60 anos, vítima de câncer do pulmão. O estilo formal de escrita e a caracterização do eu em constante conflito (até mesmo violento) com o mundo, a opressão e a dor seriam marcas da literatura. Memória: Graciliano foi indicado ao premio Brasil de literatura.

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    Alagoas, Brasil

    Graciliano Ramos de Oliveira