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    Claudine na Escola -

    Gabrielle Sidonie Colette, Willy

    Difel
    1958
    287 páginas
    9h 34m
    ISBN-12: não_indicado
    Português Brasileiro
    3.9
    4 avaliações
    Leram13Lendo5Querem121Relendo1Abandonos2Resenhas1
    Favoritos2Desejados121Avaliaram4

    Primeiro livro da série Claudine, escrito pela autora Colette no início do século XX. Claudine é uma moça francesa de 15 anos que vive numa cidade pequena e é famosa pela sua vivacidade, argúcia e ocasional insolência. Vive apenas com o pai, um desligado estudioso de lesmas, enquanto procura se situar e desfrutar do mundo adulto. Claudine vê e participa dos acontecimentos à sua volta com uma mistura entre malícia e inocência, aproveitando cada momento.

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    Mey Carvalho  picture
    Mey Carvalho 08/06/2026Resenhou um livro
    0

    Desde 2018, quando assisti à cinebiografia de Colette, fiquei obcecada pra ler os livros dela. Mas encontrar obras da autora francesa traduzidas pro português não era tarefa fácil. Aos poucos, finalmente consegui começar. “Claudine na Escola” foi o primeiro livro publicado, mas na época saiu com o nome do seu, Willy. E foi um sucesso absoluto, sendo o primeiro de uma série de livros que acompanha Claudine em diferentes momentos de sua vida. Nesse primeiro livro acompanhamos a jovem francesa que estuda em um colégio para meninas. Dona de uma personalidade forte, ela leva uma vida bastante livre, criada apenas pelo pai, que não é nada rígido. Inteligente e irreverente, Claudine não tem grandes planos pro futuro, ela só quer viver e aproveitar. Lendo essa premissa, parece que vamos encontrar só mais uma história juvenil sobre uma garota esperta. Mas não é bem isso. Inspirado nas próprias experiências da autora, o livro vai além das travessuras: aborda o despertar sexual das jovens, seus relacionamentos, e até os assédios que enfrentavam. E tem mais: a obra traz, de forma bastante ousada para a época, ao abordar relações lésbicas entre professoras e até mesmo alunas, algo que surpreende quando lembramos que o livro foi publicado lá no início dos anos 1900. O ponto alto, pra mim, é a própria Claudine. É impossível não se divertir com seu jeito sabichão, insolente e totalmente sem filtro. Ela questiona, provoca e constrange quem estiver pela frente, e isso é delicioso de acompanhar. O livro é curto, e eu achei que devoraria em uma sentada. Mas como a narrativa é feita pela própria Claudine, quase como um diário, a leitura acaba ficando um pouco mais lenta, pelo menos foi assim pra mim. Apesar de não ter sido uma leitura que amei do começo ao fim, terminei ainda mais encantada por Colette. Fico pensando: como ela escreveu algo tão ousado pra sua época? E ainda assim conquistou tanto sucesso a ponto de deixar todo mundo obcecado por Claudine. Daqueles livros que você lê para conhecer mais da autora, do que da obra em si.

    1 curtida

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    3.9 / 4
    • 5 estrelas50%
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    • 3 estrelas50%
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    Gabrielle Sidonie Colette profile picture

    Gabrielle Sidonie Colette

    O fato de Colette ter se tornado conhecida apenas pelo sobrenome dá a verdadeira medida de sua condição como escritora e celebridade. Em 1954, o obituário do "The New York Times" notava que ela era a segunda mulher a ter sido premiada com a Légion d'Honneur. Embora o sucesso de Colette transcendesse gêneros, e Paul Claudel a chamasse de "Maior nome entre os escritores vivos da França", boa parte de seus textos se preocupa com a construção da feminilidade. O romance mais famoso, "Gigi" (adaptado para a Broadway por Anita Loos, com o papel principal para a então desconhecida Audrey Hepburn), lida com a socialização de uma jovem. Em 1920, foi ao palco interpretar a personagem principal em "Chéri", adaptação de seu romance mais bem-sucedido. História ousada de amor, sexo e classes sociais, sua mistura de melancolia e desejo é representativa da obra de Colette. Jovem e mimada, Chéri é alvo dos olhares de uma cortesã envelhecida, Léa - papel que mais tarde Colette assumiria, pois aos 70 anos, ainda continuava a ter amantes, homens e mulheres.

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    Gabrielle Sidonie Colette