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    A vagabunda (Coleção Meia-azul) -

    Gabrielle Sidonie Colette

    Ímã Editorial
    2019
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-13: 9788554946166
    Português Brasileiro
    4.1
    150 avaliações
    Leram186Lendo14Querem425Relendo0Abandonos9Resenhas34
    Favoritos19Desejados425Avaliaram150

    Um homem roubou sua história, outros quiseram sua vida. Nesta narrativa em que a autora mistura sua vida com a da protagonista, uma mulher acaba de se divorciar de um homem que a traía e que roubou a autoria de livros que ela escreveu. Sem dinheiro e rejeitada pela sociedade, ela ganha a vida nos palcos do bas-fond parisiense. É quando um ''pretendente'' apaixonado lhe oferece amor e luxo, com a condição que ela abandone a carreira de artista, a vida de vagabunda.

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    Resenhas (34)Ver mais
    Mariana Dal Chico picture
    Mariana Dal Chico08/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “A Vagabunda” de Colette foi recentemente publicada no Brasil pela Editora Imã que me enviou um exemplar de cortesia. Ano passado, li da mesma autora “A Ingênua Libertina” — tem post no feed — foi uma leitura “ok” principalmente por eu não ter simpatizado com a protagonista. Em A Vagabunda minha experiência foi completamente diferente, já que a protagonista me cativou logo nas primeiras páginas. A protagonista se divorciou depois de um relacionamento conturbado no qual ela era frequentemente traída e seu marido tomava para si a autoria de seus livros, julgada pela classe social da qual fazia parte, Renée vai trabalhar no music hall em busca de independência financeira e sentimental. Quando estava na metade do livro, assisti o filme “Colette”, baseado em um período da vida da autora. A experiência foi muito enriquecedora, a partir dele, pesquisei mais sua biografia e pude identificar melhor os traços autobiográficos de “A Vagabunda”. As protagonistas de Colette são mulheres que questionam o papel feminino na sociedade, sem soar como um discurso militante panfletário. Elas desafiam os padrões, fazem o que querem sem sofrer castigo ou punição. Uma característica da escrita da autora que me incomoda, é o excesso de uso de reticências que acaba por quebrar meu ritmo de leitura, ainda assim, finalizei a leitura em poucos dias. Literatura francesa mais que recomendada. Com certeza, lerei mais livros da autora.

    27 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 150
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
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    Gabrielle Sidonie Colette

    O fato de Colette ter se tornado conhecida apenas pelo sobrenome dá a verdadeira medida de sua condição como escritora e celebridade. Em 1954, o obituário do "The New York Times" notava que ela era a segunda mulher a ter sido premiada com a Légion d'Honneur. Embora o sucesso de Colette transcendesse gêneros, e Paul Claudel a chamasse de "Maior nome entre os escritores vivos da França", boa parte de seus textos se preocupa com a construção da feminilidade. O romance mais famoso, "Gigi" (adaptado para a Broadway por Anita Loos, com o papel principal para a então desconhecida Audrey Hepburn), lida com a socialização de uma jovem. Em 1920, foi ao palco interpretar a personagem principal em "Chéri", adaptação de seu romance mais bem-sucedido. História ousada de amor, sexo e classes sociais, sua mistura de melancolia e desejo é representativa da obra de Colette. Jovem e mimada, Chéri é alvo dos olhares de uma cortesã envelhecida, Léa - papel que mais tarde Colette assumiria, pois aos 70 anos, ainda continuava a ter amantes, homens e mulheres.

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    Gabrielle Sidonie Colette