“A Vagabunda” de Colette foi recentemente publicada no Brasil pela Editora Imã que me enviou um exemplar de cortesia.
Ano passado, li da mesma autora “A Ingênua Libertina” — tem post no feed — foi uma leitura “ok” principalmente por eu não ter simpatizado com a protagonista. Em A Vagabunda minha experiência foi completamente diferente, já que a protagonista me cativou logo nas primeiras páginas.
A protagonista se divorciou depois de um relacionamento conturbado no qual ela era frequentemente traída e seu marido tomava para si a autoria de seus livros, julgada pela classe social da qual fazia parte, Renée vai trabalhar no music hall em busca de independência financeira e sentimental.
Quando estava na metade do livro, assisti o filme “Colette”, baseado em um período da vida da autora. A experiência foi muito enriquecedora, a partir dele, pesquisei mais sua biografia e pude identificar melhor os traços autobiográficos de “A Vagabunda”.
As protagonistas de Colette são mulheres que questionam o papel feminino na sociedade, sem soar como um discurso militante panfletário. Elas desafiam os padrões, fazem o que querem sem sofrer castigo ou punição.
Uma característica da escrita da autora que me incomoda, é o excesso de uso de reticências que acaba por quebrar meu ritmo de leitura, ainda assim, finalizei a leitura em poucos dias.
Literatura francesa mais que recomendada. Com certeza, lerei mais livros da autora.