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    A Ilusão Americana -

    Eduardo Paulo da Silva Prado

    Alfa-Ômega
    2001
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-10: 8529500156
    Português Brasileiro
    4.1
    25 avaliações
    Leram37Lendo11Querem77Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos4Desejados77Avaliaram25

    “Com o advento da República no Brasil consolidou-se a posição do Estados Unidos como nação hegemônica nas nossas relações comerciais, posição que anteriormente era ocupada pela Inglaterra. A mudança no sistema de governo era fundamental para que possa, a nação brasileira, integrar-se ao novo contexto da Américas.No Brasil a resistência à república apoiou-se em obras de intelectuais que abertamente posicionaram-se contra a influência dos Estados Unidos, e um desses intelectuais foi Eduardo Prado. Em sua obra A Ilusão Americana, podemos compreender o seu forte desejo de independênciaEduardo Prado com seu livro buscou abrir os olhos daqueles que viam os Estados Unidos como um modelo a ser perseguido. Para Eduardo Prado os Estados Unidos comportavam-se como metrópole e viam as nações latino-americanas e conseqüente formação de um mercado consumidor eram considerações impensáveis.A Editora Alfa Omega na certeza de contribuir com a bibliografia brasileira, principalmente no que diz respeito a literatura de contestação, reedita o livro A Ilusão Americana de Eduardo Prado. E para situar as idéias de Eduardo Prado num contexto mais atualizado o prefácio de Aldo Rebelo nos mostra como as coisas mudaram pouco nos últimos 100 anos.”

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    Clio picture
    Clio09/09/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    A Ilusão Americana traz a proposta de elucidar o cidadão médio em relação a influência americana e o que realmente é o "América para os Americanos". Se você já ouviu essa frase, então pode ter alguma ideia sobre o tratado político-ideológico que Eduardo Prado ofereceu. Divido em quatro partes, o autor explica noções básicas sobre o Liberalismo econômico, o "Destino Manifesto" e a política internacional, bem como o que a "Democracia Americana" e sua representação mundial. Com o ponto de vista de um latino americano, Prado debate com a gana dos injuriados e não poupa palavras em sua dissertação. É um bom livro, mas não é possível deixar de lembrar que todos esses temas fazem parte da grade comum de História e Geopolítica do Ensino Médio. Qualquer surpresa advinda da sua leitura, parte mais da parte do leitor do que do escritor.

    113 curtidas

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    4.1 / 25
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    Eduardo Paulo da Silva Prado profile picture

    Eduardo Paulo da Silva Prado

    Ocupou-se desde a mocidade com estudos históricos. Formou- na Faculdade de Direito de São Paulo. Na época era colaborador assíduo do Correio Paulistano onde assinava artigos de crítica literária e política internacional. Durante algum tempo trabalhou como adido na delegação brasileira em Londres. Conheceu diversos países europeus e também o Egito. Dessas viagens daria observações no livro Viagens, publicado em Paris em 1886. Monarquista convicto, era amigo do Barão do Rio Branco, colaborando da edição de Le Brésil en 1889, obra publicada por ocasião da Exposição Internacional de Paris, comemorativa do centenário da Revolução Francesa. Travou amizade com os escritores portugueses Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, que pertenciam ao famoso grupo dos Vencidos da Vida. Com a proclamação da República no Brasil em 15 de novembro de 1889 passou a combater, em livros e jornais, os atos praticados pelo governo republicano. Eça de Queirós, diretor da Revista de Portugal, abriu-lhe as páginas da publicação, para uma série de artigos com o pseudônimo de Frederico de S. e que seriam reunidos em livro com o título de Fastos da Ditadura Militar no Brasil. Colaborou, também, em A Década Republicana, obra em que colaboraram os mais destacados monarquistas brasileiros. Foi Eduardo Prado um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, na qual ocupou a cadeira nº 40, cujo patrono é o Visconde do Rio Branco. Pertenceu, igualmente, ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, na qualidade de sócio correspondente. Combateu a ingerência dos Estados Unidos na América Latina, lançando um livro polêmico, A ilusão americana, cuja primeira edição, de 1895, foi apreendida pelo Governo brasileiro. Severas críticas às alterações feitas pelos republicanos na bandeira do país, fazem parte do livro Bandeira Nacional. Dedicou-se a estudos históricos, tendo publicado estudos sobre Anchieta. Ronald de Carvalho, na sua Pequena História da Literatura Brasileira considerou Eduardo Prado “um dos publicistas que melhor compreenderam esta situação de pequenas tiranias organizadas, a que ficou reduzido o nosso país, depois que a República o dividiu em vários Estados interligados”. Viveu em Paris, primeiro na Rue Casimir Perrier e depois na Rue de Rivoli, e nos últimos anos de vida morou na Fazenda do Brejão, no interior paulista. Alguns amigos indicam a figura de Eduardo Prado como modelo do Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, o milionário enfastiado pelos confortos da civilização e que vai terminar os seus dias na quietude das serranias portuguesas de Tormes.

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    São Paulo, Brasil

    Eduardo Paulo da Silva Prado