Homens de Armas (Discworld #15) -

    Terry Pratchett

    Bertrand Brasil
    2017
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788528616989
    Português Brasileiro

    --- Contra-Capa: "A cidade operava. Em média. De modo geral. Quase sempre. A última coisa de que precisava era de um Patrulheiro perturbando esse equilíbrio, como uma... uma... uma carroça desgovernada. Normalmente." Ankh-Morpork, Cidade das Mil Surpresas. Um lugar que se alastra, lar de um milhão de pessoas, maior das cidades do Discworld, localizada nos dois lados do rio Ankh. Os visitantes dizem: como uma cidade tão grande existe? Qual é, de fato, a base da sua economia? Como é que, contra todas as probabilidades, ela funciona? É tudo um equilíbrio bem delicado, e o menor imprevisto pode afetá-lo. Como, por exemplo, uma arma aparecendo onde não deveria estar... --- Divulgação: Uma aventura do universo Discworld. A Vigilância só tem 24 horas para fazer a limpa na cidade, e é de Ankh-Morpork que estamos falando... Todos a postos! A Vigilância Noturna da Guarda Municipal de Ankh-Morpork é formada pelo Cabo Cenoura (tecnicamente um anão), o Policial-Lanceiro Porrete (de fato um anão), o Policial-Lanceiro Detritus (um troll), a Policial-Lanceira Angua (uma mulher... na maior parte do tempo) e o Cabo Nobbs (desqualificado da raça humana por agressão física). Eles precisarão de toda a ajuda possível, pois uma nova ameaça está à solta: tão letal quanto um dragão, porém mecânica e totalmente desalmada. Algo que mata sem qualquer escrúpulo. A primeira arma de fogo de Discworld. Todos a postos!

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    Clio13/02/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Neste volume, o décimo-quinto da série Discworld e o segundo da subsérie Guarda da cidade, o Capitão Sam Vimes está prestes a se aposentar da Vigilância Noturna para se casar. Não haveria problema nenhum se uma onda de mortes violentas e inexplicáveis não ocorresse às vésperas da cerimônia. Enquanto isso, a Guarda tenta lidar com tensão crescente entre Trolls e Anões. Pratchett, não sendo um simples escritor de histórias fantásticas, faz paralelos entre vários problemas sociais da época através da superposição em suas obras. Nesse volume, o apartheid se torna um conflito entre duas espécies rivais e o próprio preconceito, mascarado, é mostrado como parte da sociedade humana, embora passível de ser superado. Vimes é um preconceituoso “especista”, mas essa ignorância, em diversos pontos da história, é possível constatar em outros personagens – e mais interessante ainda é ver como os mesmos personagens evoluem para uma posição mais neutra ou para a própria militância. Outro ponto é a corrente contra armas de fogo. Várias outras subtramas recheiam o livro, no entanto, não transformam a leitura em algo denso e pesado. Na verdade, o estilo de Pratchett favorece a leitura rápida com seu foco no humor. O rol dos personagens mereceria uma crítica à parte somente para falar deles – são personagens bem construídos e desenvolvidos, acredite que é fácil reconhecê-los apenas por suas falas e reações devido a sua ótima caracterização. O trabalho do tradutor, Alex Mandarino, tem que ser elogiado, pois o autor usa e abusa de piadas e trocadilhos que são um tremendo martírio para o nosso idioma. Há um único problema: a dificuldade de entender por que a Bertrand decidiu manter o nome original enquanto outras versões estrangeiras fizeram adaptações - o brazuca poderia ser “O Mundo do Disco”.

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