Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas14
    • Leitores692
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    História do pranto -

    Alan Pauls

    Cosac Naify
    2008
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-13: 9788575037294
    Português Brasileiro
    3.6
    220 avaliações
    Leram341Lendo25Querem307Relendo0Abandonos19Resenhas14
    Favoritos12Desejados307Avaliaram220

    O livro mescla de modo original o romance psicológico e a novela política. Alan Pauls usa o testemunho vertiginoso de um garoto que acreditava ser o Super-Homem para recuperar a história da esquerda argentina dos anos 70. Jovem sensível, filho de pais divorciados de classe-média em Buenos Aires, o protagonista se depara com uma encruzilhada entre sua sensibilidade e a formação política. Segue, então, em busca de uma revisão ideológico-sentimental de sua vida, numa trajetória onde coexistem um repugnante cantor de protesto, uma namorada chilena de direita, um oligarca torturado, um vizinho militar que talvez não seja o que parece, e um inusitado polvo no fundo de uma piscina... Em uma narrativa surpreendente, que une longos parágrafos e frases de ritmo rápido, o romance traz uma rara integração entre descrição e digressão, marca registrada da inteligência ferina de Alan Pauls.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Fabio Farias picture
    Fabio Farias23/12/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A construção de um testemunho

    Um livro muito bom porém de leitura não tão fácil. A princípio é complicado entender bem o que representa toda aquela situação de narrativa quebrada, cheia de colagens, lembranças cortadas, que me lembrou um pouco até alguns capítulos mais introspectivos de "Jogo da Amarelinha" do Cortázar. Mas a partir do momento que nos habituamos melhor com a perspectiva do jovem descrito, e o estilo narrativo de Pauls, as coisas fluem bem. É a história da infância e adolescência de um argentino de classe média durante os anos da ditadura militar em seu país. Por estar em "privilegiada" posição social e devido à idade, ele está de certa forma protegido da opressão, mas seu olhar precocemente crítico leva-o a reflexões e tomada de posições desde muito cedo, tornando-se um jovem de esquerda, com toda boa-vontade e confusão típicas da idade (13 anos). É interessante o modo como Pauls constrói as linhas de raciocínio do garoto, tecendo-as desde uma memória infantil que se torna causa de um conflito mental posterior até a associação pura e simples de idéias para formar um conceito. O título provavelmente vem do fato do papel essencial do pranto na história narrada. Percebe-se sempre um jogo de forças tanto nas relações familiares como nas relações pessoais e políticas, sempre permeadas por um sentimentalismo natural argentino, às vezes exagerado, que leva personagens às lágrimas. Até o ponto em que, seco como pedra, ele não consegue mais chorar, mesmo que tente. Destaque para algumas passagens como a do enjôo no elevador, o episódio da queda de Allende no Chile, e o final surpreendente do livro, além da tumultuada relação com o pai. Recomendo.

    15 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 220
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas5%
    Alan Pauls profile picture

    Alan Pauls

    Nascido em 1959, na capital da Argentina, Alan Pauls foi professor de Teoria Literária na Universidade de Buenos Aires (UBA), fundador da revista Lecturas Críticas, subeditor do suplemento dominical de Página/12 e chefe de redação da revista Página/30, além de roteirista e crítico de cinema. Atualmente, ele escreve com o cineasta Hugo Santiago o roteiro de Buenos Aires no existe, filme sobre a passagem de Duchamp por Buenos Aires em 1918. Antes de O passado (Cosac Naify, 2007) - obra pela qual ganhou em 2003 o prestigioso Prêmio Herralde para livros de ficção em língua espanhola - publicou os romances El pudor del pornógrafo (1984), El coloquio (1990) e Wasabi (1994), este último lançado no Brasil pela editora Iluminuras. Escreveu ainda ensaios sobre Manuel Puig ,La traición de Rita Haywor

    13 Livros
    28 Seguidores
    Buenos Aires , Argentina

    Alan Pauls