Max e os Felinos

Max e os Felinos Moacyr Scliar




Resenhas - Max e os Felinos


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|Cinara| @fleur.de.livres.lis 31/03/2021

"Puxou a caixa para junto do barco. Examinou - a e constatou que tinha, na parte superior, uma tampa fechada por um cadeado que agora, quebrado, pendia frouxo. Max retirou-o.
Alguma coisa pulou de dentro da caixa, arremessando - o com força inaudita contra o chão do escaler. Max bateu com a cabeça, perdeu os sentidos.
Aos poucos foi se recuperando. Abriu os olhos.
O berro que soltou atroou os ares. Diante dele, sentado sobre o banco do escaler, estava um jaguar. "

Acho que a maioria das pessoas conhecem essa cena né? Esse livro não foi só apenas "inspiração" para As aventuras de Pi, e sim um plágio como até mesmo o Moacyr descreve! A cena principal de todo As Aventuras de Pi no barco parece que só foi copiada e colada pelo Yann Martel, até a pescaria de peixes tudo!!!! Casos assim com da Sucessora da Carolina Nabuco que foi plagiado pela Dafne du Maurier, só comprava que brasileiro faz e qualquer um vêm e rouba e fica de boas. "Inspiração" Aham tá bom senta lá Cláudia!?

Gostei muito de Max e os Felinos, é bem curto como se fosse um conto. O fato de ser um alemão fugindo para o Brasil me deu flashs do filme Cinema, aspirinas e urubus.
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Tatah 13/03/2013

Scliar x Martel
Primeiro, sobre o livro em si: é bacaninha, a trajetória do Max é interessante e as metáforas contra nazismo e ditaduras são bem feitinhas. A sina dele sempre foi conviver com os felinos que o aterrorizavam, até conseguir lutar contra eles e enfim viverem em harmonia.

Quanto ao plágio que se diz sobre A Vida de Pi, é fato. A luta do Pi é semelhante à de Max, apesar das motivações serem completamente diferentes. Sacanagem do canadense, que desmereceu o Scliar como se fosse um acéfalo, mas construiu um livro talvez mais amplo, porém muito semelhante em sua essência. A coisa vai além da cópia descarada da cena no escaler com o tigre - que aqui é só uma entre muitas; ela pega a mensagem daqui, diminui e inclui numa mensagem maior por lá.

Por questão de honra e até um certo ufanismo eu assumo que prefiro o livro do Moacyr Scliar. Mas confesso que boa parte disso é a birra com o comportamento e declarações do Yann Martel sobre um livro que, nem de longe, é tão patético e mal escrito do jeito que ele desmereceu.
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jota 15/06/2013

Max ou Pi?
Este livro, publicado no Brasil em 1981, serviu de inspiração (ou um pouco mais do que isso, na verdade) para o escritor canadense Yann Martel escrever seu A Vida de Pi e ganhar o prestigiado Booker Prize de 2002.

Fato de grande repercussão no jornalismo cultural e nos meios literários, chegando mesmo algumas pessoas a falar em plágio. Scliar escreve sobre isso na Introdução de Max e os Felinos e explica porque não moveu nenhuma ação contra Martel. Iria fazer papel de tolo.

Apenas até certo ponto os dois livros têm algo em comum que poderia configurar como plágio, e Zilá Bernd, no segundo texto introdutório – De Trânsito e de Sobrevivências – prefere, pois, analisar as convergências existentes entre as duas obras: “as temáticas da travessia do oceano, do naufrágio e dos sobreviventes adolescentes que chegam ao Novo Mundo reeditam os mitos de renovação constitutivos da americanidade.”

E depois ela conclui que Scliar e Martel “(...) vislumbram o espaço americano como espaço de negociação do identitário e nos legam uma lição de fundamental importância: não existem fatos, só existem narrativas...”

E a narrativa de Scliar corre para o sul, para o Brasil e o Rio Grande, enquanto a de Martel segue para o norte, para o Canadá. O tigre de Max Schmidt é empalhado, ficava sobre um armário na loja do pai, na Alemanha e diz respeito a sua infância.

O tigre de Pi Patel está vivo, é feroz, fazia parte do zoológico que sua família administrava. Max se lembra da Alemanha nazista o tempo todo; as lembranças de Pi referem-se a Pondichéry, antiga capital de Cantão, na Índia francesa, etc. Para além dessas diferenças e muitas outras, também das semelhanças iniciais, as duas histórias se mostram igualmente interessantes.

Para quem não leu o livro de Moacyr Scliar e tampouco o de Yann Martel recomendaria, caso se interessasse, que lesse primeiro o do brasileiro. Que tem, sobre o outro, a vantagem de ser bastante curto: é, praticamente, uma novela.

Lido entre 13 e 15/06/2013.
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Daniel Teles 04/04/2021

Foi grandessíssimamente homenageado.
Fiz essa leitura muito mais por causa do suposto plágio a tal cena so barco, e depois de ler, cheguei a conclusão de que houve uma gradessíssima inspiração e homenagem, (pra não dizer outra coisa) da obra de Moacyr pelo escritor Yann Martel, das Aventuras de Pi. Apesar de ter sim este momento, depois as histórias vão para caminhos diferentes, então da pra gostar das duas ao mesmo tempo.
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Carlos Aglio 26/01/2013

Max e os Felinos é um pequeno GRANDE livro...
SCLIAR, Moacyr. Max e os Felinos. Porto Alegre,L&PM, 2001.

Max e os Felinos é um pequeno GRANDE livro...

Esse é o primeiro romance de Moacyr Scliar que leio e, simplesmente, adorei. A história de Max e os felinos discorre sobre a vida do menino Max que sempre se vê as voltas com os felinos. Na primeira parte, O Tigre sobre o armário, Max sendo filho de um peleteiro alemão, passa a infância, em Berlim, sob o domínio do medo de um enorme tigre embalsamado que enfeita a loja do pai. Na mocidade, fatos relacionados a Max, Frida e Harald, este um defensor da luta de classes, acaba por associá-lo equivocadamente ao movimento e assim, em fuga, ele se vê num navio rumo ao Brasil. Aqui entra a segunda parte do livro, O Jaguar no Escaler, em que um naufrágio coloca-o frente a frente a um Jaguar, num escaler a deriva pelo mar, pondo-o à prova novamente no trato com os temidos felinos. Já a terceira parte, A onça no morro, Max se estabelece num sítio em Porto Alegre e novos acontecimentos trazem de volta os conflitos vividos em Berlim, embaralhados com o surgimento da tal onça e culminando enfim por situar Max definitivamente na sua relação com os felinos.

Max e os felinos é um pequeno GRANDE livro que agora consta da minha lista de favoritos.

By Carlos Aglio, 28/01/2012.

revisitada em jan/2013, após assistir ao filme As aventuras de PI, cujo tema suscitou polêmicas quanto a um possível plágio deste livro do Moacyr Scliar.
Lorens Galahad 25/01/2013minha estante
Não ele nem sequer tentou processar o Yann Martel só revindicou que ele admitisse que "Max e os Felinos" serviu como base de inspiração o que feito depois de muita polêmica.


Carlos Aglio 26/01/2013minha estante
Pois é, fiz uma resenha no Skoob, na verdade um relato da minha opinião sobre o livro Max e os felinos, em janeiro de 2012 e agora em janeiro de 2013 assisti ao filme As aventuras de Pi. No final do filme, a primeira coisa que disse ao Diego Justino, meu companheiro, foi que havia feito uma resenha do livro de Moacyr Scliar que tinha uma história muito parecida com a do filme e questionei: será que esse filme foi inspirado no livro? Ontem a Lorens comentou essa minha resenha e mencionou o fato do escritor canadense ter admitido que se inspirou sim, mas não na leitura do livro e sim numa resenha do livro (calma, não foi a minha, pois a resenha inspiradora foi negativa, assim como o próprio Scliar disse num vídeo no Youtoob e essa minha é super otimista, como a maioria das minhas opiniões sobre as coisas, pois sempre prefiro ver o lado bom delas).
Bom, o livro é maravilhoso e consta da minha lista de favoritos, tal como escrevi aqui há um ano e o filme eu também achei maravilhoso! Apesar da polêmica se foi plágio ou não, o Moacyr Scliar falando a respito disso no vídeo ganhou mais ainda a minha admiração.




emii 30/03/2021

Max e os Felinos - Moacyr Scliar
Existiram três felinos na vida de Max Schmidt e embora muito curto o livro é uma história de vida, cobrindo partes significativas da vida de Max, desde seu nascimento em Berlim em 1912 até sua morte no Brasil em 1977.

(felino 1 - O Tigre Sobre o Armário) Seu pai era peleteiro e, portanto, "Max cresceu em meio a peles", mas a loja da família se chamava Ao Tigre de Bengala, em homenagem ao tigre empalhado que o pai de Max havia matado na Índia - um animal que Max sempre teve medo, pois ele parecia estar sempre olhando por ele.?

(felino 2- O Jaguar no Escaler) Max estava mais focado em si mesmo e em seu próprio prazer do que no que está acontecendo ao seu redor na Alemanha e eventualmente ele é forçado a fugir. Ele consegue uma passagem para uma viagem ao Brasil, mas não em um navio de passageiros e, com uma carga de animais no porão, a viagem acaba sendo uma viagem para lugar nenhum: Max logo se encontra em um bote em alto mar junto com um jaguar. Outra relação incômoda com um felino se desenvolve, Max percebe que, para o animal, ele sempre será a refeição de último recurso se nada mais estiver disponível...

(felino 3 - A Onça no Morro) No Brasil Max recomeça a vida. Como alemão, ele enfrenta algumas dificuldades quando o Brasil declara guerra à Alemanha em 1942, mas no geral se sai razoavelmente bem. Após a guerra, ele visita sua terra natal, mas não encontra nada lá e quando volta ao Brasil um novo vizinho constrói uma casa perto da dele e Max o reconhece. Esta terceira variação do tema felino é diferente, mas igualmente ameaçadora e Max a confronta de frente.
Max e os felinos é uma história de vida muito compacta, focada apenas em episódios específicos. Scliar tem boas ideias e a história é atraente, mas no final das contas não é totalmente satisfatória...
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Luis 15/12/2014

Livro ótimo, edição péssima
Excelente história, curta, alegórica e de múltiplas interpretações. O autor cria uma jornada que é ao mesmo tempo universal e particular, circunscrita a determinado tempo histórico.

A edição que tenho data de 2004, e incluiu dois textos no prefácio que abordam a polêmica com 'A Vida de Pi', um do próprio autor e um outro texto com análise e comparação das obras. O único problema disso é que há diversos spoilers, e o leitor desavisado pode acabar lendo o resumo da história antes mesmo de começar a leitura!
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Manuella 05/05/2021

Max e os felinos
Max e os felinos, lançado originalmente em 1981, é uma fábula encantadora sobre a imigração e a liberdade. Em poucas páginas, ao criar a cena do pequeno Max dividindo um bote com um jaguar no meio do oceano, Scliar eternizou na literatura um dos mais profundos conflitos humanos a luta interna entre o homem e suas feras
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igor 20/08/2014

O tapa necessário
Achei esse livro de uma composição tão curiosa.
O prefácio do próprio Moacyr me foi um tapa na cara, pois cheguei a esse livro justamente pela cegueira da vaidade que ele logo no começo tratou de condenar; peguei-o só para constatar (veja como como eu já fui cheio de certeza) o quanto ele era melhor que o tal de Aventuras de Pi e acabei por aprender uma belíssima lição do Moacyr. Mestre! Mesmo se a história fosse ruim (o que absolutamente não é!), só o prefácio já me havia sido um ganho.
Agora quanto à história: é simples, curiosa (como eu disse no começo) e de uma criatividade linda. É de longe a maneira mais original que eu já vi de se abordar os horrores da Segunda Guerra Mundial sem mostrar (pelo menos nem tanto assim) os horrores da Segunda Guerra Mundial. Muito, muito bom!
Mais triste que alguns acontecimentos da vida do protagonista Max, só as circunstâncias sob as quais eu e mais uma levada de leitores chegamos a essa obra tão brilhante: o escândalo do plágio. Mas tenho a esperança de que todos tenham terminado a leitura com o mesmo tapa na cara transformador que eu levei.

http://igorleoncosta.blogspot.com.br/
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Luiz Rodrigo de 12/02/2013

Sobre Meninos, botes e gatos - Max e os Felinos e a Vida de Pi
Eu nem sabia de nenhum dos dois livros até que no ano passado eu vi a resenha da "Vida de Pi" da Marina Gastal e foi uma ótima resenha, e ela disse que iria ter o filme no começo do ano de 2013, fui direto para o treiler do filme. E achei maravilhoso. Chegou o Natal e ganhei um Vele Presente da Livraria Curitiba de minha irmã e eu fui lá pegar a edição da "Vida de Pi" e minha primeira decepção, só tinha o livro com a capa do filme e se transformou em a "Aventura de Pi". Eu estava com outro dilema e u estava no meio da "Herança" e a possibilidade de ver o filme em 3D me levou a ver o filme primeiro.
Aquela noite quando cheguei do cinema eu extasiado com tudo o que vi na tela, entrei na web para ter detalhes maiores do livro que estava em minha lista recente que aguardava para eu ler. Vi uma polémica que tinha voltado a tona por causa do filme. A polémica era a respeito de um plágio que a Yann Martel tinha feito com um livro brasileiro do Moacyr Scliar e eu vi o vídeo promovido da LePM Editores, do próprio Moacyr contando o que aconteceu em 2002 quando o livro do Yann ganhou um prémio literário da língua inglesa. E no vídeo como na nota da edição que li , Moacyr não acho nada de plagio , as histórias são totalmente diferentes. E ele só lamentava, e eu também da declarações do Yann a respeito deste assunto. E vi nos comentários do vídeo um monte de gente inflamada por um nacionalismo tolo. Eu falei para mim mesmo, não farei como estes e li os dois livros neste feriado de Carnaval. Me lembrei da decepção do povo brasileiro quando a "Vida é bela" ganhou da "Central do Brasil" eu vi os dois filmes e gostei dos dois, porém a "Vida é bela" foi melhor. E depois eu achei o canal literário "O Batom de Clarice" que fez este exercício e eu gostei muito, e o que me incentivou ainda mais a fazer este exercício.
Diferenças entre os livros.
No livro do Max a parte dele com a felino no bote é apenas um cena do livro, já o naufrágio de Pi é praticamente o livro inteiro, Max tem 121 páginas já Pi tem 371, o que torna um livro mais reflexivo , Max é mais direto. Os dois livros tem histórias boas , mas acho que o Yann fez um trabalho mais lapidado, com mais pesquisas, tinhas horas que eu lia como se eu estivesse vendo um documentário da vida animal no National Geografic. Eu gostei das duas histórias. É lógico que eu tive que desligar das bobagens que o Yann disse do Moacyr. E pela minha consciência devo disser novamente que o livro do Espanhol radicado no Canadá é melhor que o brasileiro. Há já ia me esquecendo o filme a Aventura de Pi é mais glamorosa que no livro, apesar disto , os detalhes que estão só no livro da ao relato cores mais intensas que o 3D não capta, leia e verá.

Acho que o melhor mesmo seria se fizessem um a peça de teatro com um confronto fictício entre os escritores , não faço nenhuma sugestão de quem ganharia este debate, mas seria um grande encontro.
kcarlos 21/02/2013minha estante
cara grande ideia essa sua da peça viu. gostei muito da resenha e apesar de infelizmente não ter lido nenhum dos dois livros por falta de oportunidade eu concordo em quase tudo que foi dito por você. Acho apenas que um livro não se torna mais ou menos reflexivo apenas por ter mais paginas que o outro, pois se assim fosse o pequeno principe não seria o livro que é, sem mencionar muitos outros livros que possuem poucas paginas e nem por isso deixa de ser extremamente reflexivo.
Valeu por tirar algumas de minhas duvidas e ate a proxima.




Kari 11/02/2019

Max x Pi
Resolvi ler "Max e os Felinos" porque sempre ouvi dizer que esse livro servira de inspiração para "As aventuras de Pi" (admitido pelo próprio autor do livro que inspirou o filme). Como não sou boba, fui direto à fonte, ou seja, ao livro do Imortal e, se der tempo, lerei "As aventuras...".
Bom, o livro de Scliar traz a famosa temática judaica e da cidade de Porto Alegre (recorrente nas obras do autor), o que é um ponto de aproximação para quem, como eu, conhece a cidade. A temática da emigração de alemães também está presente nesse livro.
Max - personagem que dá título ao livro - atravessa o oceano para tentar uma vida nova, fugindo da perseguição nazista existente na Alemanha. A partir daí, coisas surreais acontecem, e a perseguição assombram o protagonista o tempo todo, deixando o leitor na dúvida quanto a sanidade de Max.
Não é um livro surpreendente, enfim, mas vale a pena ler, principalmente aqueles que viram o filme, para saber até que ponto houve plágio ou pura inspiração por parte do autor de "As aventuras de Pi".
teapacks18 11/02/2019minha estante
Valeu pelas dicas, Kari! Decidi que primeiro vou ler o livro e depois ver o filme. Beijinhos!




Diego 09/04/2013

Através dos Olhos de Vidro

Sou mais um movido pela notoriedade de "Life of Pi" que chega a "Max e os Felinos". Surpreendeu-me logo de início ao revelar uma alemanha nazista como ponto de partida, o que me despertou certa simpatia e interesse por me remeter a sensações de um dos meus livros favoritos, "A Menina que Roubava Livros".

Dado certo momento do livro, pode-se dizer que as semelhanças entre as obras relamente não podem ser coincidências, separadas apenas por míseros detalhes. Mas logo percebemos que o naufrágio do garoto não passa de uma pequena aventura em alto mar que não ocupa sequer meio capítulo. Os desdobramentos, então, passam a ser completamente diferentes, em que este descreve a vida de Max em passos largos, por meio de episódios de dificuldades, até uma idade mais avançada.

O que acho mais fantástico, mesmo no filme dirigido por Ang Lee, é a poesia da representação do medo. A presença mortal do animal lhe ofere a luta pela sobrevivência. Devido a um passado nostálgico e traumático, Max associa qualquer ameaça a uma fera com garras. Ao declarar guerra a cada um deles, Max consegue domar seus temores e viver em paz com seus monstros.
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Vasya - A Corsária 15/11/2020

Eu Nem Gosto Muito De Felinos
❛❛Max Schmidt morreu em 1977. Estou em paz com meus felinos, dizia em seus últimos dias, e ninguém sabia exatamente o que queria dizer. Mas era aquilo mesmo: Max estava, enfim, em paz com seus felinos.❞


#28 - Com o passar dos anos eu comecei a ser aquela mamãe ursa protetora da sua cultura então quando finalmente tirei as aventuras de pi do meu book jar e fui pesquisar sobre esse livro e descobri toda as polêmicas sobre plágios e tudo mais eu admito que fique incrivelmente revoltada por um escritor desvalorizar tanto um companheiro de escrita e além disso, falar mal de um brasileiro! Pra que rapaz, eu deixei esse livro pra lá sem pensar duas vezes e corri atrás de Max e os felinos, claro que agora mesmo não tendo lido o outro livro sei que eles têm suas diferenças então não vamos focar nisso e sim no fato de que essa polêmica serviu pra algo: Trazer de volta a história de Max, um jovem refugiado que tenta seguir sua vida depois de fugir dos nazistas.
Sendo bem escrito e fluido (tem um momentos meios maçantes mas seguimos o baile) Moacyr consegue levar o leitor em uma viagem agradável e profunda.
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PorEssasPáginas 22/04/2013

(...)
Nesta edição mais recente do livro (porém antes da morte do autor), tive a sorte de encontrar uma introdução do próprio Moacyr Scliar sobre os acontecimentos da época em que ele ficou sabendo da semelhança entre As aventuras de Pi e Max e os felinos. Nele, o autor informa que se não fosse o prêmio dado a Martel, ele provavelmente nunca saberia da existência de The life of Pi. Cá entre nós, acho que não saberíamos de toda essa história se não fosse o lançamento do filme, que culminou na publicação do livro aqui no Brasil (não tenho informações se o livro foi lançado anteriormente e se pela mesma editora ou outra, se alguém souber, por favor, me avise para que eu possa corrigir).

Enquanto que o desenvolvimento das duas histórias é diferente – a primeira, Max e os felinos, é voltada para crítica política, especificamente o nazismo, ou o regime militar brasileiro; e a segunda é voltada para o lado da espiritualidade, as duas obras falam de amadurecimento e superação. Aí me pareceu coincidência demais.

Nessa introdução do autor a que me referi, ele menciona que seu maior desgosto foi Yann Martel não ter entrado em contado com Moacyr para pelo menos informar que gostou da ideia e a usaria em seu próprio livro. Em vez disso, Martel faz uma declaração infeliz que dizia que não leu a obra, apenas uma crítica negativa (que aparentemente nunca existiu) e que “Uma pena que uma ideia boa tivesse sido estragada por um escritor menor”. Fala sério, quem não se ofenderia com isso? Eu perderia a vontade de ler As aventuras de Pi com essa afirmativa, mas a história tem seus próprios méritos que valem a leitura, como o próprio Moacyr comentou e eu sou obrigada a concordar porque já li, embora fosse às custas de Max e os felinos.

resenha completa em: http://poressaspaginas.com/resenha-max-e-os-felinos

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Fabiana 03/12/2020

Max e os felinos
Confesso que minha curiosidade sobre a obra decorreu da polêmica com A vida de Pi (Yann Martel). Foi pesquisando sobre plágio que cheguei a este livro e recomendo-o por suas próprias qualidades: leitura rápida e que nos faz questionar o quanto da experiência de Max é força de sua imaginação. Depois é ler a obra de Yann e tirar minhas conclusões.
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