Saia da frente do meu sol

Saia da frente do meu sol Felipe Charbel




Resenhas - Saia da frente do meu sol


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murilo-1984 17/05/2024

“Não desejo nada de você. Só quero que você não fique aí parado na frente do meu sol, fazendo sombra.”
A sensação que tive era como se alguém estivesse escrevendo uma biografia minha, talvez um dia eu me torne o tio Ricardo, um fardo, um fracasso, um mistério.
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Gabriel Zupiroli 15/05/2024

Falar de si, falar do outro
Meio que adotando um processo sebaldiano, mas partindo dos tensionamentos entre ficção e realidade caros à literatura dos últimos tempos, o romance tem o grande mérito de construir uma persona pelo não-dito, pela especulação, pelo que não é. Tanto que o movimento que Charbel evoca pra sua investigação está envolvido pelo jogo: trata-se, na maior parte do livro, de, na verdade, não dizer quase nada sobre o tio. Diz-se o resquício do que foi experienciado, acumulando uma potência que nunca vem nas primeiras 100 páginas do romance, perdida que está no limiar entre o falar de si e o falar do outro.

A questão é que em suas últimas 30 páginas, tudo isso explode. Quando o narrador finalmente adentra a caixa de fotografias e reflete sobre o olhar e o gesto na exegese das imagens, a persona finalmente é trazida à tona e obliterada, reconfigurada. A grande questão final que envolve a figura do tio é o produto da sutileza narrativa lapidada por Charbel ao longo de todo o romance. E é aí que reside a maior força da obra. É na ideia do procedimento - a montagem, a organização, a disposição - que as fotos se alinham ao modo investigativo ao qual se propõe o narrador, que passa a realizar uma verdadeira hermenêutica da imagem em função do segredo: o segredo como acúmulo máximo da tensão que não se aguenta e culmina na fotografia do cigarro, implodindo qualquer possibilidade de leitura de sentido por parte do leitor.

De fato, se você passar das 100 primeiras páginas, a ideia de sentido pode enfim ser restaurada. E é nesse movimento que reside a grande força desse romance magistral. Aprender a escrever sobre o outro para escrever sobre si - ou talvez o contrário.
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Aline.Silva 26/04/2024

Um livro peculiar, demorei mais tempo que o previsto para terminar a leitura, certamente não é para todos os gostos. Tem uma narrativa melancólica mas ao mesmo tempo desperta interesse para saber mais sobre a história, afinal, todo mundo conhece, ou tem a sensação de conhecer, alguém como o tio Ricardo
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Alana 16/04/2024

Foi uma leitura interessante, mas a história do tio avô, Ricardo - que foi o que me chamou atenção para ler o livro, na verdade termina em um segundo plano, porque o autor foca muito mais em detalhar como foi o seu processo de escrita.
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naoeumaresenha 05/04/2024

Decifrar o não dito da imagem fica difícil quando quem olha não é infinito como a imagem pode ser. livro biográfico e teórico que nos aproxima e nos encanta.
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Faluz 04/04/2024

Saia da frente do meu sol - Felipe Charbel
Delicioso. Leitura leve e interessante.
Como um relato familiar onde conseguimos pontos de identificação. As dores e delícias de uma família com poucos recursos, suas reuniões e arranjos familiares.
A maneira como as fotos guardadas numa caixa trazem memórias que são ativadas na lembrança e aí o constitui é o define nessa lembrança. O que temos desses nossos familiares? Um lindo fio narrativo.
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estranhus 15/03/2024

Investigar a vida de uma pessoa comum, pode render grandes surpresas e talvez uma autoanálise. Exatamente isso que você encontra em "Saia da Frente do Meu Sol". O autor cria uma espécie de biografia melancólica e poética do tio, um sujeito fechado que tinha muito para contar mas optou em guardar tudo e levar para o túmulo. Muitos irão se identificar, em todas as famílias existe um Ricardo, cada qual com suas particularidades e semelhanças.
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Luana 01/03/2024

Um caminho para lugar nenhum
Felipe Charbel tem uma grande sorte: o tio-avô dele, Ricardo, é uma figura tão interessante que quase compensa a narrativa pouco interessante do autor. Esse inclusive é um dos primeiros grandes defeitos da obra: Ricardo fica quase esquecido no decorrer de uma escrita egocêntrica e que anda em círculos, que nada agrega nem a história daquele que deveria ser o personagem principal nem ao leitor, que acaba arrastado por páginas e páginas que não levam a lugar nenhum. Nada se completa na história do livro, que perde tantas boas oportunidades que chega a irritar quem insiste em terminar a leitura. O meu conselho a quem não teve oportunidade de ler é que se mantenha longe desta obra.
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Claudio 25/02/2024

Não funcionou pra mim.
Nesse ensaio, em que o autor se propõe a escrever sobre o tio e repetidas vezes diz que escrever sobre outrem é como escrever a si mesmo, o autor não escreve sobre ninguém.
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Kah Paula 23/02/2024

Bom
Primeira vez que leio uma biografia especulativa.
Gostei, achei interessando o desenrolar da vida tanto do autor quanto do tio dele, a forma como foi escrito, como se parecesse uma conversa de quem lê com quem escreve, as dúvidas e incertezas ao longo da narrativa que no final me deixou com muito mais perguntar de quando comecei o livro.
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isa 22/02/2024

O formato prejudicou a obra
Quando vi um post sobre o livro a premissa da "caixa misteriosa" como instrumento de desvendar o passado do tio me chamou atenção. livros estão muito caros, eu não queria piratear então comecei o audiolivro gratuito na Audible. entretanto, percebo agora um desejo de releitura que parte do sentimento de não ter abraçado completamente a obra, justamente porque várias partes foram "perdidas" por causa da ausência de tato das páginas.
fora isso, pelo o que percebi o livro e repleto de fotografias - que não podem ser vistas por áudio (apesar de serem descritas).

minha experiência foi positiva no geral. no começo pensei que se tratava de uma obra ficcional, mas em determinado momento percebi que meu narrador era mesmo o autor, e que os contornos de biografia, autobiografia, ensaio, conto, novela, especulação se misturavam - como o próprio narrador expõe. talvez alguns achem o livro meio repetitivo e até meio sem sal, mas me trouxe algumas boas reflexões ?

ansiosa para reler
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Michelle 07/02/2024

Saia da frente do meu sol
Um livro que flui como uma conversa, na verdade, um desabafo, ou alguém te contando a história de vida, laços, levantando questões e observações universais sobre a vida, sobre família, velhice, fotografias e tantas possibilidades que elas apresentam, no futuro até mais do que no presente.
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Leticia.Machado 05/02/2024

O tipo de livro que precisa ser saboreado, mesmo que você leia ele rápido de uma vez só, você vai precisar tirar um tempinho depois pra refletir sobre cada aspecto do livro.

O autor traz um pouco de sua própria vida, suas questões, arrependimentos, que muitos de nós temos, enquanto tenta se lembrar e reconstituir o que sabia e o que não sabia sobre a vida do tio.

Acho que o mais divertido é tentar junto com o autor descobrir algo sobre o tio por meio das fotos. Se Felipe acha que o fotógrafo que está sempre presente, mas nunca aparece, talvez tenha uma relação mais de amizade do que outros elementos das fotos, penso exatamente o contrário, registrar tantas fotos de uma pessoa e seus amigos, me parece não apenas uma declaração de fidelidade amigável, mas de devoção amorosa.

Talvez a parte mais reflexiva do livro seja a narração da velhice do tio Ricardo ( ja não era mais Ricardo boa pinta e boêmio, era Ricardo parente de alguém no quartinho da casa de alguém, coadjuvante na vida de outros ) meio abandonado, sem companhia, dando trabalho, sofrendo com questões físicas próprias da velhice, e sobrando apenas as lembranças dos dias em que podia escolher o que queria fazer e quem queria ser. O ponto mais alto desse livro é encarar a velhice, algo que não fazemos com a frequência que deveríamos, ou o respeito que é devido. Ignoramos demais algo que acontece com todos e ainda está pra acontecer com todos nós.
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Sun 30/01/2024

Ótimo
Gostei muito da leitura! A narração e o aspecto biográfico foi conduzido de forma muito interessante, não tornando a leitura cansativa.
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Cjack 30/01/2024

Gggghhh
Tgghhhhhhhhhvhhhhhhhhhb .
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