Mau hábito

Mau hábito Alana S. Portero




Resenhas - La mala costumbre


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buttercup 09/07/2024

Mau hábito
Foi um romance intenso e difícil de ler por conta da revolta em torno do que ela passou. é muito bem escrito, bem poético, e nada fácil para a personagem, mas é uma jornada de autoconhecimento sensacional.
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amandinha 01/07/2024

Sempre
A delicadeza da escrita da autora me arranca lágrimas. É incrível poder ver como somos tocados por tantas pessoas que passam por nossas vidas. Na experiência LGBT, esses encontros são muito mais impactantes e criam raízes profundas em nossas identidades.
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Viviane485 10/06/2024

Alana chegou com pé na porta
"É verdade que podemos ser felizes, Margarida?"
A protagonista de Mau hábito, livro lindíssimo de estreia da Alana Portero, faz essa pergunta nas últimas páginas dessa história. Por muitos e muitos anos não pode acreditar e viver a felicidade tranquila de conseguir ser quem se é sem ter medo.

Ao longo da vida de uma menina/mulher que não se reconhecia em seu corpo masculino, a história narra episódios de auto descobrimento, sensações de não pertencimento, angústia, alívio, amor, amizades lindas e potentes, famílias que tentam e as vezes não conseguem, violências absurdas, saúde mental e tudo isso (e muito mais) a partir de uma escrita delicada, visceral e talentosa.

Daqueles livros que nos destroem, mas dão esperança. Um dos meus preferidos ??
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Faty. 05/06/2024

Emocionante
?Todas nós, meninas trans, crescemos um pouco sozinhas.? (Pág. 89)

É falando da experiência de descobertas de uma menina trans, da adolescência a fase adulta, e sua relação com a solidão (mas não só), que Alana S. Portero nos apresenta esse bonito s doloroso livro que me arrancou algumas lágrimas e foi minha companhia por alguns poucos -mas intensos- dias.

Alana é um mulher trans, nascida em Madri, escritora, dramaturga e ativista LGBTI. FEMINISTA. Apesar da sua identidade de gênero, em Mau Hábito ela nos entrega um romance não biográfico, muito embora, a narrativa em 1a pessoa possa nos confundir, nesse sentido. Contudo, é certo que suas vivências acrescentam muito a essa trama cheia de sensibilidade e com muitas camadas de realidade.

?Sempre?, é como essa adolescente trans é chamada em dado momento da história, pelo seu primeiro amor, numa das passagens mais bonitas e que muito me marcou. Vemos seu processo de descoberta e como ela se projetará no mundo e como este a receberá, com todo o medo, angústia e violência próprios da sociedade em que vivemos. Todas as dores, mas também, delícias, de ir se descobrindo quem se é.

Mau hábito é um livro muito poético, numa linguagem teatral que nos presenteia que nos enche a imaginação. Aqui não só temos a história dessa menina trans, mas temos também Madri como personagem. A autora nos narra bairros, ruas e endereços onde acompanhamos o desenrolar dos fatos de maneira que é impossível dissocia-los da cidade, cheia de sons e imagens.

Com muitas referências da cultura pop (tem até uma playlist só com as músicas citadas no livro!), acompanhamos a construção dos personagens em meio às décadas de 80/90, numa história que explode em inúmeros temas políticos e sociais: a vida urbana da classe trabalhadora nos bairros periféricos; a construção da masculinidade refratária a qualquer símbolo da feminilidade e a violência contra as mulheres; a vida que é possível viver e que ainda é -e quanto!- vida, nos guetos queer por onde circulam gays, lésbicas e transsexuais; entre vários outros assuntos que não se esgotam numa resenha.

Esse livro me tocou muito quando nos trouxe relações muito fortes e cuidadosas de amizade entre mulheres. Também, por ter sido irreparável no seu trabalho de tecer personagens femininas e os laços de amizade entre elas. Muitas vezes, dava vontade de colocá-las num potinho pra poder continuar convivendo com elas por mais um tempo. Foi assim com Eugênia, foi assim com a vizinha Margarida.

Cru, cortante, doloroso, belíssimo, teatral, sincero e corajoso, Mau hábito se tornou um favorito da vida e, tenho certeza, irei presenteá-lo a muitos amigos. Leiam!
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Leticia.Alessio 19/05/2024

Arrebatador!
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Nesse livro, temos a narrativa em primeira pessoa da nossa personagem principal que se trata de uma menina que nasceu em um corpo de menino.

Acompanhamos a nossa protagonista, desde sua infância, na década de 80, até sua juventude em meados de 1990.

Esse livro nos mostra a dura realidade da população trans e todo o preconceito por trás. Achei bem interessante a forma que a autora retratou o bairro de San Blas na primeira metade do livro, dando a entender o bairro como "uma personagem" também.

Eu nunca havia lido um livro com essa temática e achei extremamente interessante (saiu totalmente da minha zona de conforto).

Os capítulos são bem curtos, porém eles não são totalmente "conectados" e em alguns momentos eu senti falta de ter uma dimensão maior de determinado assunto.

Em alguns momentos, temos poucas narrativas dos personagens e uma descrição carregada de muitos detalhes (em alguns momentos me senti um pouco cansada, o que fez eu demorar um pouco para finalizar o livro).

No geral, eu recomendo esse livro por abordar de forma poética um tema de extrema importância na nossa sociedade.

Instagram literário: @lelendo_
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Kaue Garcia 18/05/2024

Diferente
Bem diferente de tudo o que costumo ler e vou dizer que gostei bastante de ter feito esta leitura, demorou mais do que eu previa mas por culpa minha, precisei de tempo para digerir alguns trechos do livro! Emocionante e muito bem inscrito
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Cris609 27/04/2024

Sufocante
A história de uma mulher trans que se amordaçou por anos. Super bem escrito, com muitas metáforas e frases bem construídas, o livro é um constante aperto no peito. Essencial para entendermos um mundo diferente do nosso. Indispensável para quem vive nesse mundo.
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Toni 18/04/2024

Leituras de 2024 | Cortesia

Mau hábito [2023]
Alana Portero (Espanha, 1978-)
Amarcord, 2023, 288 pág.
Trad. be rgb

“Meus primeiros passos de travesti foram os de uma transformista de um metro e vinte que imitava uma anciã bruxa e revendedora de velharias que tinha cheiro de funerária”. Assim, com uma gestação amaldiçoada, começa a história da protagonista de "Mau Hábito", jovem trans nascida em um bairro operário de Madrid. Entre usuários de heroína, misteriosas figuras femininas e a necessidade de performar uma masculinidade que não lhe vinha com facilidade, o romance acompanha sua jornada por algumas décadas em busca de um lugar numa sociedade que muitas vezes se mostra intolerante ou indiferente a suas dores. Para além da protagonista, as personagens são ricamente desenvolvidas, de maneira que não é difícil compará-las às mulheres dos filmes de Almodóvar.

O risco temporal de “Mau hábito” compreende a epidemia de HIV e a efervescência que se seguiu à Movida Madrileña, com várias referências à cultura pop. Nesse cenário, os desafios da protagonista são enfrentados com a coragem de quem trilha um caminho construído a duras penas por quem lhe precedeu, mas sem mapas ou bússolas para o que virá a seguir. O filtro da experiência da protagonista — que se confunde com a autora que também é trans — transforma até mesmo um rito de passagem relativamente “universal”, o primeiro beijo, em uma experiência anticlimática, inadvertidamente marcada por estigmas sociais e demônios internos. Como lidar com os primeiros sinais de desejo do outro por um corpo não sentido como seu?

Com humor afiado, mas sem se furtar a uma sensibilidade única e por vezes poética, a narrativa de Portero é tanto perspicaz quanto comovente. Impossível não carregar por um bom tempo após a leitura a inesquecível personagem Margarida (outra mulher trans) que protagoniza as passagens mais doídas do romance. No cerne de “Mau hábito”, adversidade e aprendizagem compõem um romance de formação por excelência, atravessado, sim, por violências transfóbicas estruturais, mas que não devem — nem serão — capazes de roubar às pessoas trans o direito à narrativas complexas e representações multifacetadas.
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bobbie 18/04/2024

Que OBRA!
Como Alana S. Portero conseguiu construir - a palavra é construir mesmo - uma obra dessa em sua primeira publicação? A resposta é simples: estudos literários e dor, muita dor ao longo da vida. O resultado é um livro de formação sobre sua construção enquanto mulher trans. Todos deveriam ler livros assim para entenderem os efeitos que a mente pequena, a limitação e o preconceito exercem sobre as vidas dos outros, que em nada interferem nas nossas. Livro crucial.
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olivinhaon 18/04/2024

MEUS MAUS HÁBITOS
Chorar não foi um mau hábito, mas se isolar do mundo? Definitivamente. Não há como definir uma obra sem senti-la. Esse livro é cru e visceral. Ao me deparar com a autobiografia de Alana, posso perceber que há experiências que não são únicas a pessoas trans, principalmente para mulheres trans.

Ao descobrir-se travesti, vive-se sob um véu, uma linha tênue entre a existência e a invisibilidade. Entre ser selvagem e ser presa. Vive-se uma dualidade que não há como escolher nada além de si.

Alana ao contar sua trajetória conta muitas outras. Ultrapassando limites continentais para se chocar com uma história como a minha.
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Caê 09/04/2024

Sem palavras.
Esse livro deveria ser leitura obrigatória para todas as pessoas, seja trans ou cis, me emocionou em tantas línguas, tocou na ferida, mas foi algo tão importante.
O último capítulo me deixou sem palavras, foi um abraço tão apertado que me deixou sem ar.
Não sou fácil em chorar com livros, mas esse me fez chorar rios.
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Maysa 30/03/2024

"Ainda não havia aprendido que a violência machista acontece independentemente do que nós, mulheres, façamos ou deixemos de fazer".

Quando li a sinopse desse livro tinha certeza que iria gostar muito da leitura e, felizmente, foi isso que ocorreu.

O livro lembrou muito a história e narrativa de outro livro, "O parque das irmãs magníficas", então não há como ser ruim.

Nos é narrada a história de uma mulher trans, desde como foi sua infância até a fase adulta e por tudo que ela passou. O livro mostra a realidade: o mundo não é seguro para quem faz parte da comunidade LGBTQIAP+.

Pessoas trans nascem assim, então se deve ver com normalidade crianças trans, pois é nessa fase que começa as descobertas e não é diferente sobre o gênero. Devemos acolher nossas crianças.

A narração em primeira pessoa nos deixa mais próximos da protagonista, e das lutas internas em aceitar quem de fato ela é. Podemos sentir todo seu sofrimento, seja pelo preconceito ou pelo medo. Ser parte da comunidade LGBTQIAP+ é resistência e também saber lidar com o medo de existir, quantas pessoas da comunidade saem para as ruas e nunca mais voltam para suas casas?

É uma narrativa forte, reflexiva e emocionante. Não consigo imaginar alguém realizando essa leitura e não sentindo revolta pela grande parte da sociedade preconceituosa que existe.

É um livro sobre amar a si mesmo e também se aceitar. É sobre luta por ser quem você é. É sobre ter medo, mas também ter coragem para ser quem é.

Um livro perfeito para ser abordado o tema com nossos alunos em escolas e os ensinar a se amarem como são e também o respeito ao próximo, a aceitação ao diferente de você e sobre a empatia.
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Luana Terra 26/03/2024

Mau Hábito - Alana S. Portero
Os livros realmente tem um poder fantástico de expressar em palavras o sentimento não só do autor mas do leitor também.
Como é importante ler e se reconhecer, se perceber, saber que você não é a única; que seus medos são compartilhados com outros milhares.

Durante a leitura foi impossível não me identificar. A culpa por ser quem se é, que por tempo demais se fez companheira, estava ali muito bem descrita. Os medos e fantasmas; olhares julgadores e palavras ?inocentes? proferidas por pessoas próximas tem um poder que a gente só descobre que pode acabar com ele quando se empodera totalmente de si.

Tudo fica e te marca de alguma forma. A sua existência ser motivo da raiva e indignação alheia é surreal.

Esse livro quebrou vários preconceitos que eu tinha e, tenho certeza de que vou olhar com mais empatia e gentileza pros próximos que cruzarem meu caminho.

Vou olhá-los como quero que me olhem: que me enxerguem.

Somos perfeitos como somos. ?
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Livros e Pão 24/03/2024

Queria mais
O livro é bem escrito, mas me incomodou um pouco o diferente grau de profundidade nos capítulos, que acaba culminando também em diferentes ritmos narrativos ao longo do mesmo livro. Gostaria que a autora tivesse se alongado mais em certos momentos da história. Nem sempre senti o apego com os personagens que gostaria de ter sentido.
Leticia.Alessio 19/05/2024minha estante
Eu tive um pouco dessa sensação. Me parecia que eram vários contos e não tinha uma "ligação" entre os capítulos. A autora é muito famosa pela dramaturgia acredito que foi a influência desta.


Livros e Pão 24/05/2024minha estante
Também pensei nisso, mas talvez tenha sido até meio proposital, pra mostrar o passar da vida que nem sempre faz tanto sentido assim. Mas de todo modo, como leitora, acabou não me agradando totalmente




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