Os Fios da Fortuna

Os Fios da Fortuna Anita Amirrezvani




Resenhas - Os Fios da Fortuna


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Bia Ferrari 17/03/2019

Os fios da fortuna
Romance iraniano, escrito com uma sensibilidade ímpar, relata com detalhes riquíssimos a confecção dos tapetes persas, através da difícil história de uma jovem mulher sem nome e sua mãe.
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Vivi 26/10/2018

Fim ( leitura 83/ ano 2018)

Os fios da fortuna' é protagonizado por uma heroína sem nome. A passagem de um cometa amaldiçoado pelos céus de uma aldeia na Pérsia do século XVII, atual Irã, vira de cabeça para baixo a vida de uma jovem artesã. Após perder o pai e, conseqüentemente, a fonte de renda da família, a menina e sua mãe se vêem obrigadas a recorrer a um tio distante que vive em Isfahan. As duas viajam pelo deserto, em lombos de camelos, e chegam à capital, cosmopolita, que recebe aventureiros vindos do Ocidente em busca das maravilhas do mundo persa. Encantada com a cidade, boquiaberta diante da praça Imagem do Mundo e da mesquita Sexta-Feira, com sua cúpula azul-turquesa, a jovem não é capaz de imaginar as provações que a esperam. Ao lado da mãe, é obrigada a enfrentar a perversidade dos parentes e a dureza do trabalho de todo dia - limpar a casa, fazer comida, lavar a roupa, cuidar do jardim. Aos poucos, mãe e filha vêem-se transformadas em escravas da família, tão exploradas quanto a dúzia de empregados que cuidam da mansão. Apesar do cansaço físico, a moça encontra energia para aprender a arte da tapeçaria com o tio. Dono de uma fábrica de tapetes, ensina com carinho e paciência os segredos da escolha de fios, cores e desenhos, e a menina aos poucos desenvolve seu talento. Mas o destino atravessa de novo seu caminho e o sigheh - o casamento clandestino - que parecia a sua chance de fazer uma vida feliz acaba provocando a sua expulsão da casa da família. Enfrentar a pobreza das ruas de Isfahan, encontrar um lugar naquele mundo para si e para sua mãe passa a ser o novo desafio da artesã. Além de uma narrativa fascinante e envolvente, recuperando o melhor da tradição árabe de contar histórias, o romance também revela detalhes de um lugar e de uma época - a arquitetura, as jóias, as roupas, a culinária, os costumes. Também minuciosa é a explicação de como são feitos os tapetes persas.
-Há muito não lia um livro tão lindo que mesmo carregado de sofrimento nos é contado quase de forma poética. Ela sofreu e muito nesse pais machista mas além de tecer os tapetes ela teceu o seu destino e foi a mais livre das mulheres.
Maravilhoso!!!
Edna @bagagem.literaria 13/11/2018minha estante
Intenso




Kymhy 17/04/2018

Os Fios da Fortuna - Anita Amirrezvani
Uma obra que mostra a opressão da mulher persa no século XVII, acompanharemos o dilema de nossa personagem: ser a concubina de um homem rico por dinheiro ou manter sua honra e trabalhar arduamente para as coisas mudarem.

site: https://gatoletrado.com.br/site/resenha-os-fios-da-fortuna-anita-amirrezarani/
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Ladyce 02/02/2015

Talvez não tenha sido o momento propício. Mas achei a escrita,sem estilo, com os objetivos de: emocionar e dar uma aula sobre tapetes. Não gostei porque achei que poderia ter sido feito melhor sem a manipulação emocional. Uma história interessante passada no século XVII com um viés de século XXI. Duas estrelas só pelo esforço mas não recomendaria. Há melhores... tanto em enredo quanto em estilo.
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sonia 20/08/2014

a história de uma mulher corajosa
Em uma época e país onde as mulheres são objetos, esta corajjosa moça, usando seu trabalho criativo de tecelã, busca sua independência. Livro romântico, delicado, envolvendo sem fantasias as aspirações normais de todo ser humano e a decepções da moça (comuns em qualquer sociedade ou época) com família, amiga, namorado, e sua jornada de superação e amadurecimento.

site: http://escritoraporvocacao.blogspot.com.br/
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Dirce 29/12/2011

A história da jovem Atlas.
Há tempos, eu alimentava o desejo de ler “Os Fios da Fortuna”, porém, embora , não tenha lido as resenhas ( optei por não lê-las para não me deixar influenciar por elas, já que as leitoras foram muito econômicas na distribuição das estrelinhas), entretanto, não obtive sucesso, pois somente as avaliações foram suficientes para que eu protelasse a leitura por vários meses.
Eu sou suspeita para falar, face o fascínio que temáticas que abordam a cultura do Oriente Médio ( no livro em questão o Irã do século XVII – antiga Pérsia)despertam em mim, mas, ainda que sentimentos de revolta e indignação tenham tomado conta de mim, sucumbi à narrativa que me permitiu visualizar a “ A enorme Imagem do Mundo” (a enorme praça de Isfahan, ), o palácio do Xá, o Grande Bazar e a mesquita Sexta- Feira, e ,lamentavelmente, também visualizei a penúria em que viviam os desafortunados.
Antes de continuar falando sobre o romance, quero fazer um aparte para tecer comentários sobre os títulos ( só pra variar um pouquinho ) o original “ The Blood of flowers “: explica a escritora, que se inspirou no Poema ”Ode a um tapete Persa", o qual retrata o tapete com motivo de jardins como local de refúgio que estimula visões do divino.Faz sentido. Já, "Os Fios da Fortuna"...fortuna de quem? Com certeza, não da pobre narradora.
Recordo-me, que a Paulinha em uma das suas resenhas ( não me lembro em qual foi), disse , que quando chegou ao final do livro sentiu vontade de ficar abraçada a ele ( também não me recordo o que causou essa motivação nela)
Eu também me senti tentada a ficar abraçada no “Fios da Fortuna”, porém, não no final, mas logo no início. Tive a sensação que, com esse gesto, eu protegeria a pequena camponesa de sofrer os efeitos maléficos do cometa que atravessou sua pequena aldeia. Aldeia onde ela vivia em companhia do seu baba e de sua bibi, com muita simplicidade e dificuldade, porém, cercada de amor e carinho.
Já, mais adiante..., que sensação de impotência! Só me restava presenciar a jovenzinha carregar o mundo nas costas como se fosse o Titã Atlas. Só me restava vê-la ser tratada como uma mera mercadoria tendo que se sujeitar ao tal sigheh e,com isso, perder o que a mulher tinha de mais valioso: a sua virgindade. Só me restava vê-la aturar as tirânias de Gordiyeh que fazia com que ela e sua mãe trabalhassem feito escravas. Só me restava vê-la ser usada por Naheed – sua suposta amiga. Entretanto, do resto sobrou algo mais: sobrou a minha torcida para que a jovenzinha e, depois de alguns anos já uma jovem, conseguisse controlar sua impetuosidade, para contar com ajuda de Gostaham e,dessa forma, aprimorar o seu talento de...designer(?), que lhe permitiria sair do fundo do poço e melhorar sua condição de vida, da sua bibi e de outras jovens mães artesãs.
“Os Fios da Fortuna” contém ingredientes que me levaram além de uma viagem na História – no Irã do século XVII: me levaram a acreditar, com mais convicção, que com treinamento e persistência somos fadados ao sucesso.

PS.: Estou sonolenta. Espero não ter falado muito besterol.
Beth 06/08/2014minha estante
Dirce, já notei que nunca falas besteirol. Tua resenha é excelente, e concordo com tua opinião sobre o livro.




marcosm 17/01/2011

Mais uma daquelas histórias de tragédias e superação capaz de provocar lágrimas ao leitor mais sensível. Não deixa de ser interessante e prender atenção, especialmente pelo lado digamos histórico e informativo sobre o Irã e a indústria de confecção dos famosos tapetes persas. Leitura sem compromisso.
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Fernanda :) 31/07/2010

Esperava mais desse livro. A estória flui até que bem, dá pra ver as cores dos tapetes, sentir os calos nas mãos das meninas, ou se imaginar pelas ruas da Pérsia do século XVII. Mas senti que faltou alguma coisa na personagem principal, e apesar de tanta tragédia, não consegui sentir pena nem torcer por ela. A esposa malvada do tio acaba roubando a cena toda vez que aparece.
sonia 09/04/2011minha estante
gostei do livro. Em uma sociedade machista, o que ela poderia fazer de melhor do que tornar-se independente em uma profissão honesta? pois ela se torna a tapeceira do harem do sultão, dona do próprio dinheiro e do próprio nariz. Triste, um mundo em que homens e mulheres não podem ser amigos, nem se ver com amor, só por desejo.


Renata CCS 04/04/2014minha estante
Gostei da proposta do livro. Vai para a lista de futuras aquisições.




fsamanta (@sam_leitora) 26/02/2009

Impulso. Promoção. Comprei pelo título, para interar o valor e ganhar um desconto em um site.
A história de uma jovem oprimida pela sua condição de mulher no Irã do século XVII. Interessante, o ritmo é bom, desenvolve-se naturalmente. No entanto, convenhamos: a história de sucesso de uma mulher solteira no Irã do século XVII? Pode ser ignorância minha, mas parece-me pouco provável, para não dizer inverossímil. É um romance escrito por uma mulher do século XX/XXI com a perspectiva (e os anseios) de uma mulher desta época. A tônica é a mesma de o “A História do Rei Transparente” (Rosa Montero). O fato de, no mínimo, ela não estar casada ao final do livro fez algum sentido, ainda que seu sucesso profissional pareça por demais inebriante.
Gostei do fato de ela não ser nomeada, ainda que a narrativa fosse em primeira pessoa. Achei interessante também a autora entremear lendas com a história principal, usando o recurso como uma lição de moral ou para anunciar o que viria a seguir.
A tradução do título foi uma traição. “The Blood of Flowers” era singelo, muito condizente com a história da protagonista, com o seu envolvimento com os tapetes e as suas cores. “Os Fios da Fortuna” foi uma adaptação péssima, simplória e oca. Escrever “romance” na capa também foi de muito mau gosto. A escolha do tear com fios azuis para a capa, no entanto, foi muito adequada à obra.

(Samanta Furlanetto – 29/12/07)
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