Os Ladrões de Cisne

Os Ladrões de Cisne Elizabeth Kostova




Resenhas - Os Ladrões de Cisnes


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Cheiro de Livro 17/08/2017

Os Ladrões de Cisnes
“Os ladrões de Cisnes” é um típico caso de livro comprado na sombra por mim. Vi o nome de Elizabeth Kostova e coloquei logo na pilha para levar, nem vi do que se tratava. Ele ficou um tempo na estante esperando e só quando fui lê-lo que vi que se tratava sobre pintura. Porque digo que foi comprado na sombra e não no escuro? Fácil, Kostova me conquistou com “O Historiador”, um livro maravilhoso sobre vampiro.

O livro é vendido como contendo um grande mistério. Até tem um certo suspense, mas não acho que isso seja o forte do romance, o que me seduziu no livro foi a forma e a incrível capacidade da escritora de seduzir o leitor com os ambientes. Ao fechar o livro me deu uma vontade enorme de ir a Normandia conhecer Etretat ou visitar alguns dos museus e admirar os quadros retratados no livro, foi mais ou menos a mesma coisa com o livro anterior dela, mas nesse caso a vontade era de seguir os caminhos de Vlad Tepes em cenários bem diferentes.

Tudo começa quando um pintor de relativo sucesso Robert Oliver é detido ao tentar atacar um quadro em Washington. Ele só parece importante nos primeiros capítulos, logo se descobre que o importante mesmo é o mergulho do psiquiatra Andrew Marlow no mundo da pintura tendo como desculpa a obsessão de seu paciente. O livro então se divide em dois tempos, o início do século XXI e o final do século XIX. As histórias caminham paralelas e por um momento achei que Kostova havia cedido aos fantasmas, mas estava errada.

A investigação de Marlow em si é ótima, seu mergulho na vida do paciente e, principalmente, a busca pela mulher onipresente nos quadros de Oliver é que encanta. Kostova até tenta criar um grande mistério, uma trama, mas a revelação não é lá essas coisas, o que importa mesmo é o caminho. O desenvolvimento do livro é ótimo, e é ele que vale a leitura.

“Os ladrões de Cisnes” não é tão bom quanto o livro anterior de Kostova, mas é um bom livro. Vale a leitura, se você gosta de pintura, a leitura vale ainda mais. Fechei o livro com uma vontade louca de ver aqueles quadros e de ir para Etretat ver onde eles foram pintados.

site: http://cheirodelivro.com/os-ladroes-de-cisne/
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Glau 02/06/2016

Aos que apreciam História da Arte
A narrativa desse livro é digno de roteiro para cinema (este e o Historiador também).
A autora nos conduz, através da obsessão de um artista, pela vida de outros personagens, em tempos e locais diferentes.
A criação artística é o motivador de sentimentos avassaladores: amor, paíxão, medo, ganância que nos sacodem e fazem refletir sobre questões da psicanálise e psicologia à modos e costumes de outras épocas.
Uma leitura instigante.
Aqueles que apreciam história da arte vão gostar a apropriação criativa empreendida pela autora.
Recomendo a empreitada!
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LER ETERNO PRAZER 01/03/2015

Os ladrões de cisne.
“Os ladrões de cisne" é uma obra bem diferente dos romances que li até hoje. Tem como pano de fundo o mundo das artes plásticas, mais precisamente a “pintura”. Nessa obra, escrita por Elizabeth Kostova, teremos o prazer de entrar no mundo de grandes pintores, belos quadros, magníficas obras de arte.
“Os ladrões de cisne” conta a história de um pintor, sua arte, suas paixões e sua loucura e obsessão. Robert Oliver é um grande pintor, talentoso e com uma obsessão por uma imagem de mulher, um rosto, alguém que ele vislumbrou em uma grande obra um quadro que desencadeou sua loucura.
Em um belo dia ele é preso em uma exposição de arte por tentar atacar com uma faca um quadro que faz parte da coleção permanente das obras do século XIX da National Gallery em Washington. Após ser preso, Oliver é mandado para um hospital psiquiátrico sob os cuidados do psiquiatra John Garcia. Esse vendo que não iria conseguir fazer nada por esse novo paciente liga para seu amigo, também psiquiatra, Andrew Marlow e lhe pede para cuidar do caso desse paciente, pois, Garcia diz que ele é a pessoa certa para cuidar do problema de Oliver.
Marlow aceita o caso. Ao receber Oliver no hospital onde é chefe de equipe, logo percebe que conseguir arranca algo de Oliver para que ele possa esclarecer o que o levou a tentar atacar com uma faca a um quadro, será muito difícil!Oliver se fechou em uma redoma de silencio total e intransponível. A única coisa que Marlow encontra para lhe dar alguma pista dos motivos que levaram Oliver ao estado em que se encontra é um maço de cartas que ele traz consigo e que as lê frequentemente.Essas cartas eram a correspondência trocadas entre Beatrice de Clerval e tio de seu marido, Olivier Vignon e são datadas de 1879, mais de cem anos atrás.Marlow logo percebe que estas cartas podem ajuda-lo a encontrar os motivo que levaram Oliver a surtar.Marlow então resolvi ir contra a ética profissional e embarca nos segredos da vida pessoal de seu paciente. Parti então em busca das respostas que seu paciente não lhe dá. Enquanto isso Robert Oliver passa seus dias no hospital psiquiátrico pintando seus quadros em um estado de melancolia e no seu eterno silencio. Em sua busca por respostas, Marlow encontra as duas mulheres que fizeram parte dos últimos anos de Oliver antes do surto. É através delas que Marlow descobre alguns fatos importantes da vida do pintor. Marlow sem perceber, acaba vivendo a vida do seu paciente e fica completamente obcecado em descobrir a verdade não apenas para Robert, mas também para si mesmo.
Kate e Mary são as duas mulheres que mostram toda a intimidade, temperamento, manias e personalidade do seu paciente. Com as informações das duas, o psiquiatra vai montando o quebra-cabeça bastante complexo para desvendar os mistérios que levaram seu paciente ao estado em que se encontra atualmente. Kate é o primeiro amor da vida de Oliver e é com ela que ele casa e tem dois filhos.Já Mary é uma ex-aluna sua que tempos depois se reencontram e nesse reencontro acabam se apaixonando e ela se torna sua amante dando-lhe coragem para se separar de Kate.É com Mary que Oliver passa seus últimos momentos antes do seu surto psicótico.
O livro é todo narrado por seus personagens principais, Marlow, Kate e Mary. Porém, no decurso dos capítulos vamos conhecendo também um pouco mais da história de cada personagem das misteriosas cartas que Robert tem em seu poder. Todas as cartas são trocadas entre Beatrice e Olivier e elas são descritas no livro e conforme a história vai se desenvolvendo, elas (as cartas) vão se mostrando peças fundamentais para solucionar o caso de Robert.
Elizabeth Kostova é extremamente detalhista, em muitos pontos da narrativa o livro se torna cansativo e monótono, mas que não tira seu interesse pela leitura. “Os ladrões de cisne” não é o tipo de leitura para quem busca um livro cheio de aventuras e ação. Aqui temos uma obra intensa, bem construída. Apenas o excesso de detalhes acabam sendo desnecessário na narrativa. Posso dizer que “Os ladrões de cisne” é quase um livro histórico um verdadeiro achado para os que amam o universo da “pintura”. O grande problema aqui é “monotonia” de seus personagens. A narrativa só lhe prende devido ao mistério que envolve a vida de Robert Oliver e tudo aquilo que pode ter levado ele a perder seu controle racional, você também ira se prender na incansável e angustiante busca de Marlow para encontrar uma forma de ajudar seu paciente. A obra em si tem sua grandeza, mas também peca, na minha humilde opinião, em perfeição no seu desfecho.Os acontecimentos que finalizam a história são muito rápidos, como se a própria autora já estivesse cansada e quisesse finalizá-la rapidamente e nos revela tudo de uma só vez.
Somando os prós e os contra dessa obra, não posso dizer que não a recomendo. Sim recomendo-a, mas com uma resalva, se você é daquele leitor(a) que gosta ou busca em um livro muita aventura e ação, definitivamente esse não é o livro que você procura.Mas contudo afirmo que é um ótimo livro!!
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Mi Hummel 31/12/2014

Nos bastidores das Belas Artes...
Devo dizer que " Os Ladrões de Cisne" acabou me prendendo. Gostei muito da premissa e da forma como a autora conduziu a narrativa. Embora, eu confesso, meu maior interesse era na história de Robert e me via agoniada quando o livro enveredava para algumas situações triviais da vida de Marlow.

A narrativa trata de um transtorno obsessivo desencadeado, aparentemente, por um quadro, cuja pintura trata de Leda - a mortal possuída por Zeus em formato de Cisne.

Um talentoso pintor - tomado por um ataque de fúria - vê-se como paciente de Andrew Marlow e a chance de recuperar a sanidade. Desde o começo do livro tomamos a "persona" do psiquiatra e caminhamos com ele por galerias de artes em busca da pista que resgatará o seu paciente de seu tormento.

O livro aborda o mundo das Belas Artes e não decepciona.
Robert, o homenzarrão pintor, é uma personagem que cativa justamente por ser o retrato de alguém transtornado. Ele me convence de que, por trás da genialidade, existe um ser excêntrico e de difícil convivência.
Em suma, o desenrolar da história foi bastante convincente para mim e o final me surpreendeu. Quando descobríamos algo ( Ah, sim: no plural, já que éramos eu e Marlow nessa enrascada.) outro mistério se apresentava.

Por vezes, sentia que a personagem de Marlow oscilava diante da personalidade de seu paciente e se confundia de forma angustiante.
Bravo para Elizabeth Kostova.
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Rafa 11/08/2014

Interessante para quem gosta de Arte e História
Bom, eu não li o livro todo porque não faz meu tipo de leitura, eu vou ser sincera. Quando o comprei, foi porque me apaixonei pela capa, meus olhos até brilharam. Mas ao decorrer da leitura - li além da página 100 - eu comecei a enjoar da leitura. Eu gosto de Arte e de História, sim. Mas ficou um pouco confuso para mim. Mas reconheço que o livro é muito bom.
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Max 30/08/2012

Uma aproximação com o sensível
Elizabeth Kostova conseguiu algo bem difícil ao escrever Os Ladrões de Cisne, ela criou um ambiente de suspense que não sufoca e além disso aproximou o leitor de grandes artistas impressionistas, descrevendo obras de Degas por exemplo. O romance é incrível, meio estagnado no começo, porém quando se pegar o ritmo do livro, parar não é uma opção. Os personagens são espertos, e todos compartilham uma qualidade; o amor pela arte. É um bom livro, com bons personagens.
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Eduardo 19/08/2012

Muito bom!
Confesso que ainda nao tinha lido nada dessa escritora. Lamento nao ter feito isso. A escritora e pura emoção. Relata com riqueza de detalhes a trajetória dos personagens com sensibilidade, além de falar um pouco sobre a bipolaridade
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Thais Saes 05/09/2011

Lindamente escrito...
Sabe aquele livro que quando o finalizamos temos a sensação de que sentiremos saudades dele? Esse é o sentimento exato que sinto nesse momento.


Elizabeth Kostova, autora de “Os ladrões de cisne” criou uma história incrível, repleta de detalhes sobre pinturas, artistas e telas. Enfim, um romance que gira em torno da obsessão de um artista.


O livro conta a história de Robert Oliver, um famoso pintor e professor que é preso ao tentar violar uma obra de arte na National Gallery of Art. Seu estado é lastimável, palavras confusas, não sabe explicar o porquê do ataque, assim, é enviado aos cuidados do Dr. Andrew Marlow, psiquiatra.


Confinado no quarto de um hospital psiquiátrico, Oliver, em silêncio absoluto, nada faz além de pintar quadros de uma misteriosa mulher com vestimentas francesas do Século XIX.


Quem seria essa mulher intrigante? Qual foi o motivo que gerou um ataque ao museu? Movido pela curiosidade profissional, Dr. Marlow embarca numa perseguição em busca dessas respostas, indo além do que é permito na sua profissão: revira o passado de Oliver através do contato com sua ex-mulher e sua ex-amante.


Não quero me prolongar sobre a história. Finalizo com um único pedido: leia “Os ladrões de cisne”. Lindamente escrito... e incrivelmente arrebatador!
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cris 04/09/2011

perfeito!
trabalho em uma livraria;indiquei este livro duas vezes e,nas duas vezes pela sinopse que contei,adoraram.
kostova não é apenas uma escritora,ela entende o que escreve;o tema central é arte,loucura amor enfim,sem palavras para um dos melhores livros que li recentemente.
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Murphy'sLibrary 04/07/2011

Esse livro é sobre arte, mas é uma peça artística também.

Os Ladrões de Cisne começa com o psiquiatra Andrew Marlow tentando descobrir as razões que levaram o pintor Robert Oliver a se fechar para o mundo. Robert tentou atacar um quadro na National Gallery, e todos os tratamentos tentados com ele falharam. Robert não quer falar, apenas viver em silêncio.

Quando tinta e pincel lhe são dados, a mesma imagem é criada por suas mãos sem parar: uma mulher de cabelos negros. A imagem não faz mais sentido do que tudo que Robert balbucia, ou que as cartas que ele lê o tempo todo, e Marlow decide tentar algo diferente. Ele não deveria fazer o que está pensando, a vida pessoal de seus pacientes é algo além de seu alcance, mas mesmo assim Andrew começa uma investigação entrevistando todas as mulheres do passado de Robert. Isso inclui a ex-mulher e a amante abandonada.

Desse momento em diante, a narrativa não nos deixa respirar. O livro é uma decida de montanha russa, cheio de surpresas e baques no enredo. Pelas histórias que Marlow escuta, podemos começar a colocar juntas as peças do quebra-cabeça que nos leva a descobrir o que fez Robert chegar ao seu estado mental. O livro é para amantes de artes—e existem diversos tipos de arte no mundo—e sobre o que as pessoas fazem por amor. Todos os personagens são peças marcantes desta incrível história.

Eu só não posso dar 5 livros de classificação para Os Ladrões de Cisne porque o final é muito, muito rápido. Tudo acontece como se Elizabeth estivesse cansada da narrativa de suspense e tivesse que revelar tudo ao mesmo tempo. O livro não perde o charme por isso, mas tem uma quebra na narrativa que não precisava acontecer.

Como em toda arte, nós podemos ver falhas nessa peça, mas podemos ver a a beleza artística dessa história também. Não é isso que os artistas buscam de verdade?
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Blog MVL - Nina 05/05/2011

Blog: Minha Vida por um Livro | Marina Moura www.minhavidaporumlivro.blogspot.com

Este é o primeiro contato que tenho com o trabalho de Elizabeth Kostova, apesar de seu romance anterior, O Historiador, ter sido considerado um best-seller, eu pessoalmente não havia me interessado pelo estilo da autora. Graças à parceria com a Editora Intrínseca tive a oportunidade de conferir o talento de Elizabeth. E afirmo que os elogios à criatividade e narrativa da escritora não são em vão.

“Os Ladrões de Cisne” possui sua narrativa compartilhada por vários pontos de vista diferente, toda essa rede de personagens que convergem para um ponto. Um grande artista entra em um museu de artes e tenta destruir uma famosa pintura, o homem está obviamente desequilibrado e é então que entra em cena o médico Psiquiatra Andrew Marlow. Ao tentar desvendar o mistério por trás do estado daquele paciente em especial, ele será tragado por uma história além do tempo.

Antes de começar a tecer meus pensamentos sobre o livro, gostaria de parabenizar o trabalho da tradutora Adalgisa Campos da Silva, como conhecedora da língua inglesa e tradutora amadora sei que este é um trabalho na maioria das vezes bastante ingrato. Construir uma “versão” do inglês para o português nunca é uma tarefa fácil, entretanto, “Os Ladrões de Livros” é uma obra longa e preenchida por detalhes com um admirável trabalho de tradução.

Eu sou, e sempre fui leitora ávida de livros de suspense. Mas, além disso, sempre tive um gosto especial para dramas Psicológicos. Não é a toa que já li praticamente todos os livros de Ilana Casoy (Serial Killers: Made in Brazil) e Ana Beatriz Barbosa Silva (Mentes Perigosas). O aspecto psicológico dos personagens sempre me foi apelativo, talvez por isso eu tenha gostado tanto deste novo lançamento da Editora intrínseca.

Apesar de o início do livro ser bem lento, se desenvolvendo e revelando seu objetivo vagarosamente eu fiquei fascinada pelas impressões de Marlow, o Psiquiatra e a despeito dos variados das variadas perspectivas, todos os personagens possuem certa atração para o leitor.

Os detalhes sobre o universo das artes, o conteúdo cultural que o livro oferece também não pode ser ignorado. Terminei a leitura com a mente renovada por começar a compreender coisas pelas quais nunca me interessei.

“Os Ladrões de Cisne” desperta uma consciência no leitor, uma dúvida, uma semente. Até onde algo que é feito por amor e paixão torna-se perigoso para o indivíduo? Como não ultrapassar a linha tênue que dividi a sanidade da insanidade? Somos muitas vezes possuídos pelas coisas que nós deveríamos possuir.

É uma obra que pode criar grande debates não só entre estudantes de História da Arte e Psicologia, e talvez não seja uma leitura indicada para as massas, pois não creio que todos poderiam compreender a qualidade da narrativa de Elizabeth Kostova neste romance.

Penso que cada pessoa ao virar as 533 páginas de “Os Ladrões de Cisne” terá sua própria verdade em relação ao livro, mas talvez a forma de melhor condensar a premissa da obra seja dizendo que é uma história de amor e paixão. E que nos diz que às vezes o ser humano pode ser a maior obra de arte de todas.
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Ju Oliveira 02/05/2011

Difícil falar de um livro tão complexo e até mesmo perturbador. O Ladrão de Cisne (assim mesmo, cisne no singular) fala sobre obsessão, amor platônico e descobertas sobre si mesmo.

O psiquiatra Andrew Marlow, tem uma vida tranquila e sossegada. Metódico e organizado ele leva sua vida de forma simples, atendendo seus pacientes na clínica Goldengrove. Seu tempo livre é ocupado com a pintura, sua grande paixão e pela leitura. Mas toda essa tranquilidade acaba, no dia em que ele recebe como paciente na clínica psiquiatrica, um renomado pintor, que em um acesso de loucura, tentou “esfaquear” um famoso quadro na Galeria Nacional. Robert Oliver simplesmente entrou na Galeria com um canivete e foi barrado pelos seguranças antes de prejudicar a obra. Andrew então tenta entender o que Robert pensou ao tentar destruir a obra, uma imagem de nu feminino, deitada sobre alguns tecidos e ao seu lado um cisne, em uma floresta ao entardecer. Mas, para dificultar ainda mais as coisas para o psiquiatra, Robert se recusa a falar, não fala mais nenhuma palavra.

Andrew encontra com Robert Oliver um maço de cartas, escritas em francês, datadas de 1879, mais de 100 anos atrás. São cartas trocadas entre Bèatrice de Clerval e o tio de seu marido, Olivier Vignon. Em seu quarto na clínica psiquiatrica, Robert desenha incessantemente uma mulher de longos cabelos escuros e vestida à moda francesa do século XVIII. Ele pinta vários e vários quadros, mas sempre com essa mesma mulher como plano central de sua obra. Andrew fica cada vez mais intrigado com as cartas, a mulher misteriosa e o silêncio de Robert. O psiquiatra começa então uma jornada incessante em busca da verdade de Robert Oliver. Nessa busca, ele acaba fugindo completamente de sua rotina, seu método de trabalho. O médico acaba ficando ele mesmo obsecado por essas cartas, essa mulher misteriosa não lhe sai mais da cabeça. Em busca da verdade, ele acaba conhecendo as mulheres que fizeram parte da vida de Robert. E através delas, ele acaba conhecendo um pouco mais sobre a vida desse misterioso pintor. E assim, Andrew Marlow acaba literalmente vivendo a vida de Robert Oliver.Chegando ao ponto de ter que descobrir a qualquer custo a verdade, mas agora não mais por seu paciente e sim por ele mesmo.

Não me lembro de ter lido uma história tão intensa como “Os ladrões de Cisne”. Os capítulos do livro são dividos entre os narradores da história: Marlow, o psiquiatra, Kate, a primeira esposa de Robert Oliver, Mary, a amante de Robert e também simultaneamente à narração dos personagens principais, temos uma narração do ano de 1879, relatando a vida de Bèatrice de Clerval, seu marido Yves e o tio de seu marido, Olivier Vignon. Todas as cartas trocadas entre Bèatrice e Olivier também são narradas no livro. Apesar dessa quantidade de divisões nos capítulos, a história é bem definida, só que é aquele tipo de leitura que tem que se prestar muita atenção aos fatos. O assunto pintura é constante durante toda a história, mas sem ser massante. O único ponto que eu considero desfavorável no livro, é o excesso de detalhes nas histórias contadas pelas mulheres na vida de Robert Oliver. A autora poderia ter contado a mesma história sem o excesso de informação que eu considerei desnecessário. A autora consegue deixar o leitor apreensivo, vendo a angústia do psiquiatra em decifrar o enigma do quadro e da mulher de cabelos escuros. O final é ótimo, surpreendente. Um ótimo livro, pra quem quer uma leitura mais madura. Recomendo!

http://juoliveira.com/cantinho
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