Como Funciona a Ficção

Como Funciona a Ficção James Wood




Resenhas - Como funciona a ficção


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Noerbeck 09/06/2021

Para futuro escritores
Este é mais um daqueles excelentes livros com orientações para escrever melhor. Recomendo a leitura para aprimorar a técnica e a forma na construção literária.
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Marverosa 22/03/2021

Boas análises
Este livro faz bons comentários e análises a repetido de diversos aspectos básicos e primordiais a respeito de ficção e romance. Sinto que aproveitaria muito mais se conseguisse ler todas as referências que o livro mostra (são muitas!), mas da pra se ter uma boa ideia das bases que ele passa.
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Isa 11/03/2021

Extremamente útil
Simplesmente me encantei pelo livro do início ao final, aprendi muito com ele.
No livro, James Wood vai refletir sobre como funciona alguns elementos importantes da narrativa. Os capítulos são divididos em blocos de textos relativamente curtos e numerados e é daí que o assunto vai se desenvolvendo.
Enfim, foi uma leitura maravilhosa e com uma grande fluidez, sem contar a didática incrivel que a obra apresenta.
Super recomendado.
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Karoline 22/02/2021

Leitura maravilhosa! Com uma fluidez muito grande e uma didática incrível, considero essa obra, junto com a do Terry Eagleton, "Como ler literatura", os melhores manuais para quem quer começar a ler sobre teoria literária. Acho que ambos se complementam de uma maneira bem interessante, e são bem acessíveis, não só em suas linguagens mas pelos exemplos que trazem. Sorri para o livro quando o Wood menciona o Kramer da série de TV Seinfeld... haha Perfeito!! :)
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Bodão 18/12/2020

Imperdível.
James Wood é professor de literatura na Universidade de Harvard e crítico da revista "New Yorker", portanto, a partir dessas credenciais é inegável que "Como Funciona a Ficção" trata-se de uma excelente oportunidade para quem pretende fazer da literatura mais do que um mero entretenimento.

Com cerca de duzentas páginas, este é um livro precioso, cercado de informações, feito para ler e reler. O escritor fundamenta suas ideias através dos clássicos, indo da "Ilíada" de Homero até Pynchon, Saramago e o belíssimo romance "Reparação", de McEwan, no entanto, é inegável seu profundo apreço por Flaubert tal qual Bloom por Shakespeare.

Sua abordagem sobre o romance moderno, o realismo na literatura e a importância do discurso indireto livre são extremamente pertinentes assim como o valor dos detalhes na construção de cenários e personagens, a inserção dos diálogos no texto e a escolha da linguagem mais apropriada para desenvolver um enredo. Na realidade, esse livro deve ser encarado como um manual para aprimorar a arte de ler e escrever.

Indubitavelmente, exige um leitor com boa bagagem literária e com certeza, sua leitura despertará o gosto para novos livros e releituras, inclusive, mencionando alguns autores pouco divulgados em nosso país como a genial Muriel Sparks e Katherine Mansfield de quem sou fã.

Para encerrar, a tradução de Denise Bottmann está impecável. Com extenso conhecimento, ela trafega com desenvoltura numa obra que seria uma ameaça para muitos tradutores.

Boas leituras!
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Márcio 12/12/2020

Excelente livro
Tá aí um livro que eu quero voltar a ler diversas vezes. A partir dele, você vê a Literatura (e a arte de escrever, pra quem quer) com outros olhos, o nível de interpretação se expande!
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regifreitas 25/10/2020

COMO FUNCIONA A FICÇÃO (How fiction works, 2008), de James Wood; tradução Denise Bottmann.

Uma das melhores obras que já li sobre o assunto. O crítico literário James Wood analisa a estrutura da ficção e seus mecanismos de construção e funcionamento, sempre fundamentando seu pensamento com exemplos tirados de obras clássicas e contemporâneas. Também oferece uma série preciosa de reflexões sobre a importância da arte narrativa.

Leitura indispensável para todo estudante de literatura. No entanto, mesmo aqueles que desejam apenas se aprofundar um pouco mais no assunto vão encontrar aqui uma leitura acessível e agradável. O texto de Wood é simples e direto, aberto a todos, e não somente ao público acadêmico.
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Lethycia Dias 07/09/2020

Fornecendo ferramentas
Já faz algum tempo que eu estudo escrita, na tentativa de melhorar a minha produção. Mas eu sentia falta de ler livros que tratam da escrita literária de forma técnica. Há algumas semanas, encontrei este livro em promoção e aproveitei para comprar e ler imediatamente.
Em "Como funciona a ficção", James Wood reflete sobre alguns elementos importantes em narrativas, como o personagem, os detalhes, os diálogos, a linguagem utilizada e a semelhança entre o texto ficcional e a realidade. Os capítulos são divididos em blocos de texto curtos e numerados, que vão desenvolvendo os assuntos.
O autor as vezes faz uma espécie de "histórico" sobre o assunto tratado, como nos capítulos sobre a escrita de Flaubert e sua influência na literatura, e em vários momentos analisa trechos de livros, fazendo citação não apenas de frases, como também de trechos mais longos. Ele utiliza esses trechos para demonstrar alguma técnica ou recurso de escrita e também para fazer comparações entre os textos citados.
As referências de Wood para fazer isso são bem numerosas. Claro que isso é uma coisa boa, mas exige que seu leitor também tenha muitas referências de leitura. Ele cita autores clássicos bastante conhecidos mundialmente, como Flaubert, Jane Austen e Nabokov, mas também cita escritores norte-americanos e ingleses do século XX menos conhecidos, alguns até mesmo não traduzidos no Brasil, o que pode causar certo deslocamento, certa sensação de não saber bem do que o livro está falando. Eu senti um pouco isso, mas não tive dificuldades maiores para entender o que lia.
Por fim, acho importante dizer que esse livro não vai dar um passo a passo de como estruturar uma narrativa; nem dar dicas de como escrever um romance. O que ele faz nos apresentar e oferecer ferramentas que é importante escritores conheçam e compreendam e quais as formas de utilizá-las, bem ou mal. Como todo livro de escrita, não deve ser tomado como um conjunto de regras inquebráveis - é importante saber identificar o que podemos aproveitar dele.

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Igor (@naofreud_) 19/07/2020

Ótima iniciação à ficção
Ora, quais são os elementos que compõe uma boa ficção?

O que tem em Flaubert, Tolstói, Balzac, e Joyce que faz com que eles sejam grandes do gênero?

A resposta não é tão simples. Qualquer receita de como escrever um livro corre o perigoso risco. O Próprio livro começa anunciando:

"A casa da ficção tem duas janelas. Mas só duas ou três portas".

É como se houvesse um ofício, ou seja, o indispensável para se fazer a ficção. Seria como se eu dissesse que geralmente todas as boas músicas são formadas por instrumentos que geralmente são tocados com certos compassos, e geralmente seguem algum tom.
Partindo desse pressuposto, ele parte pra algo que seria como uma "técnica", que alguns autores fazem, mas que variam muito e não tem muito receita. Na analogia musical, seria como fazer músicas com o andamento entre 50 batidas por minutos e 150. Mas trocando em miúdos isso não diz muito, assim como não diz que os autores usavam metáforas. Mas... Diz alguma coisa sobre a arte de escrever (assim como mostrar que compositores usam certos andamentos na música). Parte de alguns pressupostos discordáveis. O que não é ruim nem incoerente com a proposta do livro.

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Vivi 13/07/2020

Estudo super recomendado aos estudantes ou interessados em literatura. Escrita leve, bons exemplos e texto didático.
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Dave 15/03/2020

Objeto de estudo pra sempre
Para o leitor que se sente pronto pra evoluir.
Enchi de anotações e post-its.
Anotei muitos títulos para leituras futuras.

Este será um objeto de consulta e estudo por muito tempo.
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Willamy 16/01/2020

O livro de Wood, simplesmente destravou-me para o realismo.

Maravilhoso! Basta dizer que antes de ler esse livro eu achava os romances realistas chatos, mas agora devoro-os! Os franceses (Balzac, Stendhal, Flaubert), os ingleses (desde os prenúncios no início do romance burguês (Swift, Defoe, Filding e o simplesmente incrível Laurence Sterne), passando pelos românticos e chegando à era vitoriana (Jane Austen, Charlotte e Émile Brönte, Charles Dickens, etc., etc.). Gosto de perceber que os espanhóis foram os primeiros realistas (avant la lettre, naturalmente realistas desde sua literatura medieval, "O cantar de mio Cid", passando por Cervantes e suas "Novelas exemplares"). Ah! e os russos! Dostoiévski e Tolstói sobretudo: antes de ler a obra de James Wood, eu achava que nunca seria capaz de gostar de "Guerra e Paz" e já estava arrependido de ter gastado R$ 140 pra comprar o grande romance de Tolstói: comecei a lê-lo hoje e já estou na página 100! Depois dele, os grandes romances de Dostoiévski!





Esse livro, como relatado por sua tradutora, Denise Bottmann, em um de seus blogs, passou por um problema de edição: apesar de a tradutora ter insistido com a editora, a lamentavelmente extinta Cosac Naify, em traduzir todos os trechos de literatura citados e analisados por Wood, a editora insistiu em utilizar traduções já existentes em língua portuguesa. Resultado: muitas dessas traduções não tomava cuidado de manter as características do original que eram comentadas por Wood o que faz com que muitas vezes o leitor fique perdido, sem conseguir perceber no texto analisado os detalhes destacados por Wood. Depois de lançar essa primeira edição, as críticas apareceram rápido, então a editora relançou o livro, em versão portátil, corrigindo a maioria dos problemas da edição convencional. Ou seja, vale muito mais a pena comprar a segunda edição, portátil, mais barata e com menos erros.
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Paulo Silas 22/06/2019

Analisando questões literárias que abarcam o personagem, o narrador e sua perspectiva, o texto ficcional - aqui presente a própria arte da ficção -, o estilo de escrita e algumas outras, James Wood promove em "Como Funciona a Ficção" um excelente trabalho de crítica literária, pontuando as mais diversas observações técnicas sobre o âmbito literário num estilo particular que agrada os olhos do leitor. Dando ênfase nos aspectos que dão ensejo a uma boa literatura, um bom livro escrito, uma história que tenha um constructo robusto e com base concreta, o autor pontua diversas questões nesse sentido, utilizando-se de referenciais literários para ilustrar o seu ponto de vista, resultando assim num excelente livro de crítica literária.

O autor inicia a obra tratando da narrativa - enfrentando a problemática sobre as diferenças e nuances entre a narrativa em primeira pessoa e a narrativa em terceira pessoal (qual seria a mais confiável?). Flaubert, que recebe um capítulo próprio na obra, é apontado como o responsável por estabelecer um novo estilo de prosa no meio literário, o qual passou a constituir a base para uma nova forma de narrativa, redefinindo, de certo modo, toda a literatura. Disso o autor avança trabalhando com temas como o 'detalhe' (onde discorda de Barthes com relação ao seu uso e significado na literatura - James Wood prestigia o uso do detalhe, conforme aponta: "a literatura nos ensina a notar melhor a vida; praticamos isso na vida, o que nos faz, por sua vez, ler melhor o detalhe na literatura, o que, por sua vez, nos faz ler melhor a vida"), o 'personagem', 'empatia e complexidade' a 'linguagem, o 'diálogo' e vários outros que dizem respeito (estando presentes) ao meio literário. Enfim, uma obra profusa - mesmo considerando suas pouco mais de duzentas páginas - que puxa e escancara o âmago de importantes questões da escrita literária.

"Como Funciona a Ficção" responde na prática à diversas questões teóricas. Nas palavras do próprio autor em sua introdução: "tento responder aqui a algumas das perguntas fundamentais sobre a arte da ficção. O realismo é real? Como definimos uma metáfora bem-feita? O que é um personagem? Como reconhecer o bom uso do detalhe na literatura? O que é o ponto de vista e como ele funciona? O que é empatia imaginativa? Por que a literatura nos comove?". E, de fato, tudo isso é enfrentado, debatido e respondido pelo autor a contento. O livro diverte e incomoda ao mesmo tempo - no bom sentido de se fazer pensar. Uma excelente obra que trabalha analisando a técnica literária - estilo, escrita, leitura e afins -, funcionando assim como um convite para a imersão nos meandros da ficção.
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Henrique 27/11/2018

Seu devotado respiro anuncia o amor pela criação. Como o sufoco que a própria literatura enlaça em que lê. Só ela tem a chave pra sair de sua própria prisão. Vacila, indica caminhos, deleta-os, retrocede-se, avança-se. Mas para onde? Por que ler?

Como a música de Suzanne Ciani, há uma sensação de estar submerso por uma história paralela (os métodos de escrita, os métodos de composição em Suzzane) que se confunde com a própria história da cultura ocidental.

Fulgores breves capturam o instante em que o escritor define o arcabouço de sua estrutura: as metáforas, os movimentos, as personagens, as vozes que narram. Não há uma luz original, mas uma tentativa inesgotável de ver a vida que se estende para além desta.
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Garuda 26/10/2018

Absolutamente excelente
O título em questão auxilia sobremaneira na análise detida de textos literários, servindo simultaneamente para críticos e escritores. A simplicidade da linguagem merece destaque.
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