Carrie, a Estranha

Carrie, a Estranha Stephen King




Resenhas - Carrie, A Estranha


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hugaoo 30/11/2010

Universo escolar feminino, vendeta e bullying
Depois que se finda a leitura dessa brilhante narrativa de King, entende-se com clareza solar a universalidade e o sucesso de sua obra. Carrie, a estranha é atualíssimo, apesar de já contar com certos anos de vida. Nele, King explora não apenas o universo feminino como também a crueldade que há no período escolar, tema debatido intensamente na atualidade: o bullying.

Carrie é uma desajustada, não se encaixa no meio social escolar. E foi interessante ler no prefácio à obra que King inspirou-se e praticamente dedica a duas colegas de ensino médio dele a produção de Carrie. As garotas que inspiraram King, por não conseguir se adequar socialmente, cometeram suicídio. E, provavelmente, o que mais me seduziu em Carrie foi a sua sede de mudança. Diferentemente das Carries cinematográficas que pareciam extremamente vitimizadas e apenas isso, a Carrie original treina sua telecinesia em casa e tem pensamentos constantes de vingança e mudança. Ela não compreende cientificamente sua habilidade, mas faz uso empírico desta. A descrição, como já é de se esperar, de Carrie usando seus poderes no livro é incomparavelmente melhor do que em qualquer obra cinematrográfica já produzida. Outro pequeno detalhe que para mim fez toda a diferença foi a própria noite clímax do baile de primavera. Depois de humilhada e banhada em sangue, Carrie foge de lá. Em meio a todas as risadas e olhares de pena e deboche, Carrie chega a sair não apenas do saguão do baile como da própria escola. Em suas próprias palavras, tudo o que ela queria era a segurança da escuridão. Somente depois de tropeçar e cair com a cara na grama da área verde é que ela para e pensa: NÃO. E volta triunfantemente ao baile. Achei quase doce e sem animus necandi da parte dela acionar a tubulação dos esguichos de incêndio para deixar todos molhados e despenteados - como ela estava. Nesse momento, Carrie lamenta por não ser sangue o líquido dos canos. A ideia da eletricidade conduzida pela água é posterior.

A profundidade psicológica da mãe de Carrie - que eu pensava inexistir - é explorada no livro. Entende-se melhor seu fanatismo religioso e a consequente aversão pela sexualidade, apresenta-se um discurso fundamentalista explícito e obcecado. Outro ponto que só a obra literária é capaz de trazer à superfície.

Em últimas palavras, acho que King foi muito feliz em associar uma vendeta - todos amamos uma boa história de volta por cima, não? - a poderes telecinéticos oriundos de herança genética e desenvolvidos a partir de uma tensão hormonal.

Frase interessante:

"Mas ninguém descobre que seus atos, na verdade, magoam realmente os outros! Ninguém fica melhor, as pessoas só ficam mais espertas. Quando fica mais esperto, você não para de arrancar asa de mosca, só imagina um motivo melhor para fazer isso".
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Dani 21/03/2017

Carrie, A Estranha, Stephen King
Estranha é mesmo uma boa palavra para descrever a estudante Carrie White. Filha de uma mãe fanática religiosa e dotada de estranhos poderes que aparecem quando ela está realmente brava, a garota sempre foi alvo de chacotas em sua pequena cidade.

"Era como se o azar lhe seguisse os passos."

O livro Carrie, A Estranha segue intercalado entre passado e presente, nos oferecendo vislumbres e ideias da tragédia que ocorreu e, por meio da narrativa, o que a causou. Mesmo já conhecendo a estória por ter assistido bastante à adaptação de 2002, acabei me envolvendo e gostando de acompanhar a leitura.

"A sensação familiar de ódio-amor-medo turbilhonava dentro dela."

A narrativa de Stephen King eu já havia conhecido anteriormente em O Cemitério, e possui esse estilo insano cheio de sentimentos dos personagens sendo escavados. Conhecemos vários pontos de vistas ao longo da leitura, alguns personagens importantes, sendo bem fácil simpatizar com Carrie.
Senti esse misto de simpatia e pena pela personagem, me levando a perguntar onde foi que tudo deu errado, de quem é a culpa. Seria de Carrie por ter esses poderes? Dos adolescentes que zoaram-na por toda sua vida? Da mãe, que a concebeu em uma gravidez "errada"? O final do livro ainda apresenta uma outra hipótese.
"
Podia, podia ser, podeira estar...viva."

Esse livro flui bem, sendo o mais realista que pode com as passagens do presente, os recortes de jornais e tudo mais. Me lembrou aqueles casos policiais que você simplesmente se sente fascinado e, por isso, acaba pesquisando em vários sites, por vários pontos de vista, para entender o que realmente aconteceu.

"Tinha cometido algo perigoso que não mais poderia controlar - tinha quebrado a máscara e mostrado a face."

Entretanto, apesar de dar essa ideia de realidade próxima e narrativa sem pressa, a escrita do autor me deu muito nos nervos no fim do livro. Toda a enrolação durante os acontecimentos mais tensos do livro, aqueles que você devia simplesmente devorar por ser a reta final, me desanimou bastante.

"Foi isto que fez todo mundo rir. Não havia jeito. Era uma destas cenas que você ou ri ou enlouquece."

Pareceu que, como não havia mais o que contar, o autor quis apenas continuar enrolando para dar um bom número de páginas. Talvez seja apenas para deixar o leitor mergulhado na agonia, mas para mim não funcionou, me deu vontade de pular páginas.
Como eu só conhecia essa versão da estória do filme lançado em 2002, me surpreendi com os rumos que o final tomou. Foi uma boa leitura, mas ainda não vi o que tornou o autor tão especial, nesses dois livros.

site: http://cookiescreamandmint.blogspot.com/2017/03/carrie-estranha-stephen-king.html
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Paulo.Monteiro 02/11/2016

Muito Louco!!!
A Carrie é Zica!!!!!
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Matheus Fellipe 14/11/2015

Uma menina suja de sangue...
Estou certo que milhões de pessoas ao redor do mundo já leu, viu os filmes ou, pelo menos, já ouvir falar da menina Carrie. Eu já tinha ouvido falar, já até sabia mais ou menos o que acontecia na história, mas nunca vi nenhum dos filmes e só agora li o livro. Tenho essa mania de ver o filme só depois de ler o livro (nos casos em que eles são baseados em livros, é claro!).

Neste livro, conhecemos a personagem Carrie White, uma menina diferente, que sempre é a vítima, tudo ao seu redor conspira, tudo dá errado, ninguém gosta dela... Eu teria pena se não soubesse que ela fora agraciada com um dom. Um único e peculiar dom: ela tem poderes sobrenaturais, e pode usá-los sem mover um único dedo, só seu pensamento já é capaz de transformar o mundo num inferno. Ela nasceu com esse dom, mas só descobriu de fato que o possuía, aos 16 anos, quando algo terrível aconteceu em sua vida. A partir daí, dia após dia, ela vai treinando e desenvolvendo sua força para se vingar de todos que um dia já lhe fizeram mal.

“Margaret White foi lentamente do quarto até a sala. [...] Ah, ela conhecia o poder do Diabo. Sua avó mesma tinha esse poder. Conseguia acender a lareira sem sair da cadeira de balanço ao lado da janela. Fazia seus olhos (não permitirás que uma bruxa fique viva) brilharem como olhos de bruxa. E às vezes, na mesa de jantar, o açucareiro começava a girar loucamente feito um dervixe. Sempre que isso acontecia, vovó ria feito louca e babava e fazia o sinal do Mau-olhado em volta dela.
[...]
Ela conseguia sentir, sentir realmente, a força do Diabo agindo em Carrie. Ela subia pela pessoa, levantando e puxando como dedinhos malvados a fazer cócegas…” — Págs. 124/125

O trecho citado acima narra um, dos diversos devaneios, de Margaret, a mãe de Carrie. Ela é uma personagem marcante na história, pois é uma fanática religiosa de último grau que inferniza a vida de Carrie com suas loucuras. Não só ela, mas todos os personagens são muito bem construídos, é uma das características marcantes do autor. Não vou dizer mais nada do enredo, a sinopse já entrega bastante e desejo que vocês conheçam a obra não apenas lendo a resenha, mas quero que vocês leiam o livro, pois somente assim poderão desfrutar o poder, a vingança e o constante inferno na vida de Carrie White.

“As alas das salas de aula estavam apagadas e quietas e desertas; o saguão estava iluminado com um clarão amarelo padrão, e a parede de vidro que formava o lado leste do ginásio deixava passar uma suave luz alaranjada que era algo etéreo, quase fantasmagórico. Outra vez o gosto amargo, e o desejo de atirar pedras. ” — Pág. 117

Foi o segundo livro do “Mestre do Terror” que eu li esse ano e em toda minha vida (o primeiro foi O Iluminado); foi a obra que impulsionou a carreira de Stephen King como escritor, que o colocou entre os autores mais vendidos e venerados de todos os tempos, principalmente no cenário do terror. Mas é fato, e pode ser comprovado por todos os amantes da literatura de horror, que Stephen sabe como transportar seus leitores para mundos e realidades totalmente diferentes. Ele é um King das histórias de suspense e terror. Sua narrativa é muito bem elaborada e detalhada, mas isso não é um ponto fraco, é o que faz a coisa mais irracional e impossível se tornar palpável.

“A faca escapuliu da pedra de amolar, e num instante cortou a palma de sua mão embaixo do polegar.
Ela olhou para o corte. O sangue saía da ferida aberta devagar, grosso, escorrendo de sua mão para o linóleo gasto do chão da cozinha. Então, ótimo. Estava ótimo. A lâmina provara a carne e tirara sangue. Ela não tapou o corte, mas deixou o sangue cair em cima do gume e embaçar o brilho afiado da lâmina. Então continuou a amolar, sem ligar para os pingos que lhe manchavam o vestido.” — Pág. 134

Nesse livro especificamente, o autor vai construindo aos poucos os personagens, revela trechos do passado, narra o cotidiano, vai pincelando aos poucos para formar uma grande e majestosa pintura (e ele utiliza muito sangue como tinta). O ritmo da narrativa é crescente e no final o coração está quase saindo pela boca. O único porém, que foi o motivo maior desse livro não ter entrado para minha lista de favoritos, é que a forma utilizada para contar a história não me agradou tanto quanto O Iluminado. Vou explicar: ele escreve mesclando tipos diferentes de narrativas, utiliza trecho de notícias, inquéritos policiais, notícias e artigos científicos. Isso enriqueceu o texto, mas senti que houve uma quebra na leitura, é como um ponto final no meio da frase. Não se atenham a esse comentário, pois é a minha opinião e vocês poderão discordar totalmente quando lerem o livro.

“A estrada se desenrolava à frente deles em pretos e brancos fotográficos, e o velocímetro vibrava na marca dos 120. [...] Mas o carro: o carro alimentava-o com poder e glória por suas próprias linhas místicas de força. Transformava-o numa pessoa que inspirava respeito, que possuía mana. Não era por acaso que a maioria de suas transas foi no banco traseiro. O carro era seu escravo e seu deus. Dava e podia tirar...” — Pág. 116

Enfim, essas foram as minhas considerações e comentários. Agora gostaria de saber a opinião de quem já leu ou a de quem se interessou em ler. Comentem aí embaixo o que acharam (para quem já leu) ou quais suas expectativas para a leitura.

site: http://leitornoturno.blogspot.com.br/2015/11/resenha-carrie-estranha-stephen-king.html
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Brunín 13/05/2009

Estreia... e que estreia!
Se King ficou conhecido como o mestre do terror atual muito se deve ao livro de estreia. Carrie consegue unir um drama crescente com terror a flor da pele. Apesar de já sabermos desde o início o desfecho da história, somos embalados por uma narrativa que é tão característica do autor, que prende a cada página. Não é nem de longe o mais aterrorizante de King, mas para um início tá de bom tamanho.
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W Nascimento 19/05/2012

Nem mocinha, nem vilã
“Carrie a estranha” é um livro que pode nos parecer bastante atual, visto que toca muitas vezes na questão do Bullying, o grande vilão da pedagogia contemporânea e endemoniado pela mídia de hoje. O trabalho de King narra a história da jovem Carrieta White, jovem suburbana dos EUA que poderia ser considerada uma simples garota sem sal, estudiosa e excluída em seu colégio, tal como muitas jovens norte americanas, se não fosse o fato dela apresentar padrões de energia pouco comuns a qualquer ser humano. Com a capacidade de mover objetos apenas com o poder da mente, poder esse que se manifesta através de seus sentimentos caóticos, Carrie parece uma bomba relógio prestes a explodir. Então, some-se isso ao fato dela ser perseguida por colegas sociopatas e criada por uma mãe extremamente religiosa que considera a filha a encarnação do diabo e então temos um prato cheio para uma história cheia de horror e efeitos mirabolantes.
Eu li este livro depois de assistir ao filme e fiquei feliz em perceber que o primeiro é extremamente melhor. Mesclando vários tipos de gêneros de escrita - da narrativa em terceira que permeia ao longo do romance, para o discurso em primeira quando entramos no diário de Sue; e da linguagem acadêmica apresentada nos trabalhos científicos sobre poder paranormal Carrie para a narrativa sentimental de relatos de pessoas que presenciaram os efeitos devastadores dos poderes da jovem -, o leitor tem diante de si um livro dinâmico e envolvente.
Os personagens, no geral, são clichês. A linha entre o bem e o mal é muito bem definida e há pouca complexidade nas ações dos envolvidos. Porém, no meio dessa superficialidade, Carrie é a personagem melhor trabalhada. Ela trás consigo o estigma da menina perseguida, que sem dúvidas explica seu desejo de vingança e suas revoltas com o mundo, todavia, por mais envolvido com o drama da jovem que o leitor possa estar, a explosão de Carrie ainda transita entre a ação justificável e a vingança desmedida.
Nem uma heroína, nem uma vilã. Assim se define Carrieta White.

Willian Nascimento
Autor dos livros O Véu(série em dois volumes) e De Corpo e Alma
Esta e outras resenhas você encontra em:
http://pordetrasdoveu.blogspot.com.br/
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Tefs 02/01/2017

Genial.
Com uma escrita estimulante, King retrata dor, sofrimento e medo de formas inalcançáveis. Expondo pontos emocionantes e angustiantes é possível "entender" a Carrie e se revoltar junto com ela. Ao mesmo que se prepara para o pior. Trazendo toda a habilidade tão bem conhecida a obra é como de praxe para o autor, genial.
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Fábio Vermelho 07/03/2011

O que talvez mais me fez gostar desse livro foi a forma de narrar do Stephen King, fazendo toda essa história contada no livro parecer verídica; enquanto lia, eu me sentia como se estivesse a ver um documentário na tv, todas as imagens das pessoas fazendo seus depoimentos, os cientistas falando sobre TC, etc, etc, etc.
Apesar de o final da história já ser sabido de antemão – seja pelo que é escrito no próprio livro ou seja pelo filme (no meu caso, eu vi o filme quando era bem pequeno, mas ainda lembrava da cena do sangue no baile) –, enfim, mesmo já sabendo as coisas que acontecerão na história, é inevitável ir devorando página por página do livro, para saber todos os detalhes dos acontecimentos.
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Juliana Magalhã 12/10/2012

O livro conta a história de Carrietta White, adolescente americana dos anos 70, vítima de violento bullying e filha de uma fanática religiosa, estes, porém, não são o foco do livro, são fatos contribuintes para o desenvolvimento do poder de telecinese de Carrie e posterior uso, que culmina Na Tragédia.
A história é narrada em terceira pessoa, focando em diferentes personagens ao desenrolar da narrativa. Um ponto interessante do livro são os fragmentos de jornais, obras, estudos científicos, etc, criados a partir dos eventos ocasionados por Carrie. Inseridos nos capítulos, esses fragmentos contribuem para um melhor entendimento do caso Carrie e antecipam o desfecho ( sim, senhoras e senhores, temos spoilers no livro).
Um ponto que achei negativo é o foco em diversos personagens, a meu ver, isso dificultou a criação de empatia por Carrie, mesmo com todo o seu sofrimento. Achei minha leitura muito distanciada, os próprios fragmentos contribuem para o não apego aos personagens (Ou será que sou insensível mesmo!?), exceto por Tommy – o acompanhante de Carrie no baile – coitado do rapaz, melhor definição de local errado, hora errada e ainda companhia errada, esse personagem, para mim, é o único que se salva na cidade.
Enfim, tinha muita expectativa para a leitura. No caso, Carrie, a estranha é uma boa história, com uma execução errada. O desfecho da história não é supreendente (somente a proporção) – Garota sofrida + bullying + mãe psicótica +falta de ajuda = homicídio ou suicídio. Esse é o meu segundo livro de King ( o primeiro foi Zona morta, abandonado e doado) e ainda não presenciei o terror que lhe deu a fama – ponho minhas esperanças em O iluminado. Para mim, Carrie não é um livro de terror, chegando somente a ter cenas tensas e um pouco de suspense – as mortes são muito rápidas, pouco descritas, no sentido de olha, lá se foi mais um. O que ficou martelando na minha cabeça foi: cadê a educação sexual/aula de biologia na escola, as pessoas de bom coração e principalmente orientadores, psicólogos e assistentes sociais?
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Caio.Henrique 31/01/2016

Clássico(!), mas não me empolgou tanto...
Esse é o primeiro livro que leio do Mestre Stephen King. Escolhi ele para estrear minha experiência com o tio King por ser o mais curto dos que tenho dele aqui e porque eu já simpatizava com a história, conhecida pela telinha.

Gostei bastante da maneira como ele escreve, como transmite em palavras a maneira como as personagens se sentem, aquele "caos" mental. Em questão de imersão, fico ainda com o autor de Caixa de Pássaros, pois esta leitura não foi particularmente excepcional, mas me tranquiliza quanto aos outros livros que tenho dele. Sempre ouvi sobre o Stephen como um escritor de leitura obrigatória, isso me preocupava um pouco, pensava se ele não seria chato ou enfadonho de ler, como a maioria dos "clássicos" (perdoem-me os eruditos pela minha falta de maturidade literária).

Talvez a falta de encanto por esse livro se deva ao contato anterior com o filme. Não que eu não tenha gostado do livro, só não me senti tão emocionalmente envolvido. As cenas e os cenários foram narrados impecavelmente, eu fui transportado para cada lugar e observei cada situação em minha mente, mas faltou algum "tcham". Não sei como explicar.

Recomendo o livro pela leitura tranqüila e talvez, como eu, para introduzir ao universo do tio King. Talvez outras pessoas o experimentem de maneira mais imersiva, sei lá. Para mim, não foi uma leitura excepcional, mas foi uma leitura tranqüila e cheia de detalhes, o que me tranqüila (frente ao meu preconceito) e me encoraja a pegar as outras obras desse "Grande" escritor.

Já tenho outros livros aqui dele para ler, tais como Autoestrada, Justiceiros, Casa Negra, Talismã e Torre Negra. Espero que minha experiência com eles seja mais excitante.

Talvez essa minha falta de empolgação com esse livro, como já disse, se deva ao contato prévio com o filme, ou talvez seja o contexto em que estou e as leituras anteriores... a Caixa de Pássaros foi incrivelmente imersiva e emocionante.
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Erikinha 18/06/2017

Estranha é a mãe
E eu mais uma vez mergulhei no mundo do king.
Vi que a tradução certa é Carrie, estranha é a mãe!
Faz todo o sentido do mundo, uma mistura de uma mãe extremamente religiosa e um caso sério de Bulling de uma vida toda criou a Carrie a estranha.
Nos faz refletir que esse tema não é algo de hoje, é uma coisa de muitos anos atrás e que devasta muitas pessoas a muito tempo, geralmente existe duas pessoas as que fazem o Bulling e as que não fazem nada, não ajudam a vítima mas também não zoam. Ambos os casos trazem grandes consequências
King tem um padrão de escrever que começar devagar e vai evoluindo até ficar uma loucura que você se senti envolvido de uma forma que é impossível largar a leitura. Com Carrie não foi diferente, me senti tão envolvida e mergulhando na história.
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Luigi 20/09/2014

O caso White.
A típica história de uma garota rejeitada no colégio que acaba se envolvendo com um cara charmoso por "pena" de uma das garotas populares que acaba simpatizando com ela? É, isso resumiria, não fosse o fato de que foi King que escreveu o conto.
Carrie White não é só uma rejeitada, ela é uma garota com poderes psicocinéticos, ou telecinesia se preferir. A história não conta só um conto de baile, mas conta o terror causado por uma garota que chegou ao limite aguentando toda o círculo social adolescente da cidade gargalhando às custas dela. O massacre cometido por White com seus poderes psíquicos, (a vingança da nerd, por assim dizer), acaba sendo o maior evento que já acontecera na região.

A história é genial. Não é nada enrolada, o máximo que você vai precisar é de atenção para saber se está na narrativa ou se está lendo citações dos artigos que são recorrentes durante o texto, mencionando pesquisas e mais pesquisas sobre a telecinesia e o Caso White, como ficou conhecido o acontecido.
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Luciano Mayfair 20/01/2013

Olá galera hoje vou fazer a resenha sobre o livro Carrie, a Estranha de Stephen King, tenho verdadeira paixão pro Stephen King são pouquíssimas obras dele que não gosto.
O livro conta a história de Carrie, uma garota estranha que sofre bulling na escola e vive com uma mãe que é uma fanática religiosa.
Quando a menina mais popular resolve transformar Carrie em motivo de gozação no baile de formatura, Carrie com seus poderes de telecinéticos põe fogo na escola e em metade do bairro matando muitas pessoas. Sinceramente não gostei do modo q o livro é escrito, para quem não leu nada de Stephen King não aconselho começar por este livro, acho q tem outro com uma leitura mais gostosa q fariam vcs se apaixonarem pelo autor assim como eu.

Beijos e namaste
Luciano Mayfair
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Livretando 14/02/2014

Resenha: Carrie, a Estranha
Devido à época de fim de ano, é natural que leiamos mais em época de férias e fim de ano, sem preocupações com estudos, trabalhos e outras responsabilidades acadêmicas. O primeiro livro da “maratona de fim de ano” que li foi “Carrie, A Estranha” do mestre do terror Stephen King.

O livro é o primeiro de muitos romances publicados por King, ele consegue ter a façanha de ter mais de cinquenta romances publicados e mais duzentos contos publicados em seu nome, com várias coletâneas (como Dança Macabra, As Quatro Estações, Tripulação de Esqueletos, Tudo É Eventual e entre outros) e só foi publicado pela intervenção de sua esposa Tabitha King, também romancista que, depois do King não ter gostado do esboço, ele jogou no lixo, Tabitha pegou do lixo e orientou-o a continuar. E foi assim que surgiu o auge dos sucessos do King.

“Carrie, A Estranha” conta a história de Carrie White, uma adolescente que vive na pacata cidade de Chamberlain, no estado do Maine (todos os livros do King se passam num fictício Maine), e vive junto com a fanática religiosa mãe Margaret White. Carrie sempre se tornou um bode expiatório para a escola que vive e dos habitantes da cidade. Depois de um terrível evento no chuveiro da escola e a formatura se aproximando, a contagem de vida da cidade se aproxima a zero, à medida que os preparativos da formatura chegam... Um ato de bondade faz com que Carrie se sinta viva, até que um ato de maldade faz com que Chamberlain sinta a vingança da personagem em questão de horas.

Esse livro de sucesso do King retrata bastante a questão de aceitação e do bullying (lembrando que o livro é de 1972) e as suas consequências. É basicamente um livro de vingança (e das melhores, eu diria). O livro se divide em três partes: Brincando com Sangue, A Noite do Baile e Os Escombros, o melhor deles é A Noite do Baile justamente por mostrar a vingança de Carrie. Um detalhe interessante na narrativa em terceira pessoa é o fato de mostrar pequenos trechos dos estudos, casos, entrevistas e diferentes pontos de vista dos personagens, esse é o ponto inicial para a genialidade do King em descrever psicologicamente os envolvidos da trama.

Esse livro em minha opinião foi excelente em atribuir drama, tensão, tragédia e vingança no ponto certo. Por ser um dos primeiros livros de sucesso do Stephen King, passamos a entender e perceber o “embrião” da narrativa mais famosa do autor em desenvolver psicologicamente os personagens e passamos a entender os motivos de certas atitudes dos personagens. Nessa característica por si só me fez gostar bastante desse livro e o decretar como o favorito.

Resumindo, pra quem nunca leu King, “Carrie, A Estranha” passa ser o livro excelente pra você adentrar no universo de romances do Stephen King e posso afirmar com firmeza que você vai querer ler os mais de cinquenta romances dele, ainda mais no universo suspense e terror, coisa que King há mais de 30 anos sabe fazer e muito bem e até hoje, não para de escrever.

site: http://livretando.blogspot.com.br/2014/01/carrie-estranha-stephen-king.html
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