Carrie, a Estranha

Carrie, a Estranha
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Resenhas - Carrie, A Estranha


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Luvanor N. Alves 03/08/2016

MARCADOR EXPRESSO - CARRIE, A ESTRANHA
Há, no Maine, nos E.U.A,
Uma mãe religiosa condenando o mundo ao inferno;
Garotas asquerosas prontas a “estancar” aquilo que consideram anormal;
O sonho do Baile de formatura pronto a surgir na esquina...

E uma garota “estranha” capaz de torcer sua alma com o poder da mente.

Pessoal, continuem lendo no blog Marcador Expresso!
Restava essa para concluir meu amor por King!
Ficou bem legal!
Se gostarem de nossa escrita, sigam-nos no Blog (link) e em nossa página no Facebook!
Brigadãooooooooo!


site: http://marcadorexpresso.blogspot.com.br/2016/08/carrie-estranha-de-stephen-king.html
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Marcia Cogitare 25/07/2012

Trash
Na minha humilde opinião - livro bagaceira, trash, bem lado B, me fez lembrar de alguns filmes do Tarantino.
Acho que é só.
Gláucia 26/07/2012minha estante
Deve ser por isso que gostei :)
Trash é lindo, como diria Caetano.






Marcia Cogitare 27/07/2012minha estante
Ah tua cara esses trash da vida,rsrsrs




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milacavalcante 02/06/2013

Carrie, a estranha - Resenha para o blog welcomettjungle.blogspot.com.br
Nunca tinha lido um livro do Stephen King mas como todo amante de histórias de ficção, já tinha ouvido falar sobre seus livros e até já tinha pesquisado sobre eles. Mês passado tive a oportunidade de ler Carrie, a estranha e não posso dizer que o livro me encantou de primeira.

Carrieta White é uma adolescente nada comum. Vive em Chamberlain com sua mãe, Margaret White, uma fanática religiosa que atormenta Carrie de todas as formas com seu estilo de vida devoto. Não estou querendo criticar religiosos ou algo do tipo, mas que mulherzinha chata. Se alguém tem culpa do fatídico final do livro esse alguém é Margareth White.

Carrie sofre constantes humilhações na escola e é uma garota solitária. No vestiário da escola, ela tem a sua primeira menstruação e por nunca ter sido informada de que isso acontecia, ficou desesperada achando que estava se esvaindo em sangue. Obviamente, isso rendeu mais humilhações de seus colegas de classe, entre eles Sue Snell e Chris Hargensen, personagens importantes do desenrolar da história.


Leia mais em: http://welcomettjungle.blogspot.com.br/2013/05/carrie-estranha.html
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Marcador Expresso 03/08/2016

MARCADOR EXPRESSO - CARRIE, A ESTRANHA
Há, no Maine, nos E.U.A,
Uma mãe religiosa condenando o mundo ao inferno;
Garotas asquerosas prontas a “estancar” aquilo que consideram anormal;
O sonho do Baile de formatura pronto a surgir na esquina...

E uma garota “estranha” capaz de torcer sua alma com o poder da mente.

Pessoal, continuem lendo no blog Marcador Expresso!
Restava essa para concluir meu amor por King!
Ficou bem legal!
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Sarah 04/05/2014

Resenha no blog Sincerando.com, escrita por Sarah Sindorf
Stephen King sempre foi um escritor meio desconhecido para mim, pois não estou acostumada a ler o gênero Terror e raramente leio suspenses também. O único que tinha lido era Insônia, que gostei muito. Já assisti aos outros dois filmes de Carrie, e sempre achei a história intrigante, e como será lançado um novo filme que aparentemente será mais fiel ao livro, resolvi lê-lo.

A história se passa com Carrie White, uma jovem no último ano do colégio, que sofre o que chamamos hoje em dia de bullying por ser considerada esquisita, pois é uma menina introspectiva, sem amigos, e que se veste de uma maneira diferente, sempre de blusa de manga comprida com gola fechada, suéteres largos e saias longas.

Carrie é orfã de pai, e a mora com sua mãe, uma mulher fanática religiosa, que vê pecado em tudo que existe, e por isso quando sua menstruação chega extremamente atrasada no meio do vestuário, durante o banho, a reação de Carrie é a de pavor, achando que está morrendo. Como é uma reação no mínimo inesperada, e ainda por cima por sofrer bullying, suas colegas aproveitam a situação para mais uma vez, humilhá-la.

O que ninguém sabe é que Carrie tem poderes telecinéticos, e quando em descontrole emocional, eles se ativam independente de sua vontade. E isso pode ser muito perigoso.

O livro é muito diferente das duas versões do filme. Tanto quanto à personagem quanto à história. No livro temos mais contato com as emoções, pensamentos e aflições da principal, pois temos vários pedaços narrados por vários personagens, além fragmentos de livros e notícias ficcionais para amparar e ajudar a contar a história, nos dando a sensação de que ela realmente existiu.

Acho interessante no livro a lição contra o bullying, o perigo do fanatismo religioso e o que a falta de amor e amizade acarreta numa pessoa. O livro é bem curto, e de uma leitura fácil e rápida. Recomendo!

site: http://www.sincerando.com/2013/02/carrie-estranha.html
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Leila 13/11/2014

Livro e filmes
Este foi o primeiro livro de Stephen King que li (ainda não tive coragem de ler os outros, mas quero ler!). A narrativa de King é maravilhosa. Já assisti a vários filmes baseados em seus livros, um dos meus preferidos é "Um sonho de liberdade". Também assisti a duas temporadas de Under the Dome, estou adorando a série!
Já faz um tempo que li esse livro, mas, como me marcou muito, resolvi resenhar. Também aproveito para falar um pouco sobre os filmes baseados no livro.
Carrie é uma garota tímida e fechada que sofre bullyng constante na escola por ser diferente das outras meninas. É impossível não se imaginar no lugar dela. Acho que é por isso que gosto tanto da história. O fato de você pensar que uma pessoa que sofre com a maldade dos outros possa desenvolver poderes paranormais e se vingar de todos é bem interessante (é cruel, mas é interessante...).
Como gosto muito da história de Carrie, assisti às três versões do cinema (não sei se existem mais versões, só conheço essas). As três versões são bem fiéis ao livro nos principais pontos. Mas todas tem algumas diferenças em relação à obra de King. Eu particularmente gosto do final da 2ª versão (2002), onde Carrie tem um final diferente do livro.
Mas gostei de todos os filmes. Adoro a cena em que ela vai caminhando pela rua e tudo explode ao redor. Também gosto da cena em que o casal “malvadinho” tenta atropelar Carrie (coitados, não sabem o que os espera!).
E vocês? Assistiram a algum desses filmes? De qual versão gostaram mais?

Resenha publicada no blog Meus Livros e Sonhos:

site: www.meuslivrosesonhos.blogspot.com.br
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Anne M. 07/04/2013

Carrie, a estranha...? Ela não era estranha, apenas uma vítima do fanatismo religioso da mãe. Carrie tentava sair da "bolha" imposta por sua mãe e sofreu muito por isso. Uma adolescente reprimida, que só desejava ser como as outras.
Tive pena tanto de Carrie quanto da mãe. Apesar de tudo, acho que seus poderes foram muito bem utilizados.
Essa foi minha primeira leitura de Stephen King, e achei fantástico. Com certeza lerei muitas outras obras desse mestre.
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Tiago Ribeiro 11/03/2010

Bom, o que falar desse livro que pra mim foi mais que um livro, foi um modo de ver como pessoas podem ser tão hipócritas e sei que realmente isso existe porque já vi com meus próprios olhos: Pessoas querendo ser mais que outros. Stephen King como sempre me surpreendendo com seus livros. Carrie não é tão estranha que aparenta ter no filme, ela parecia uma autista no filme... é filme né? E filmes baseados em livros nunca dá certo. Acho que a culpada era a mãe dela que era completamente biruta. Eu senti tanta pena da Carrie ao longo do livro e gostei bastante quando ela queimou todos!!! Gostei como o SK retratou o horror que foi a cidade ardendo em chamas e ADOREI a cena da Carrie a mãe, melhor parte do livro! Ótimo livro, recomendo!
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Carol 16/05/2016

Eu x Stephen King
Segundo livro que leio do autor, e ainda não consegui estabelecer uma "ligação" com ele. Fico frustrada por não enxergar seus livros como vejo seus fãs enxergarem.
Pretendo tentar um terceiro livro do autor, pois me recuso a achar que "ele não faz meu tipo".
Por isso dei 3 estrelas.
Gilles Vieira 27/07/2016minha estante
O primeiro e único livro que li foi "O Iluminado". Também não me identifiquei muito, mas pretendo ler outro para tentar mudar de opinião.




Aline 30/12/2012

"I wish I could write you a melody so plain/That would save you, dear lady, from going insane."
O que seria de nós, fiéis e ávidos leitores, se o mestre houvesse optado por tornar-se um médico, advogado ou, quem sabe, um corretor de seguros? O que seria de nós se ele jamais houvesse descoberto esse talento ou se sua mulher não tivesse insistido pra que continuasse essa obra incrível?
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Israel 26/01/2014

Uma obra atemporal.
Recentemente chegou o remake de "Carrie, A Estranha" nos cinemas. Eu estava muito curioso para assistir, nunca havia lido o livro nem visto o clássico filme de Brian De Palma. Não querendo vê-lo antes ler o livro e assistir as outras versões, decidi fazê-los antes. Está é então minha primeira imersão nos livros de Stephen King. E que bela imersão.

Sempre tive interesse em ler livros de horror, como O Exorcista ou contos do Edgar Allan Poe, mas desejava passar bem longe de qualquer livro do Stephen King. Por duas razões: a) eu o achava (e ainda acho) arrogante demais para merecer minha atenção, apesar de ser um gênio; e b) quase todos os seus livros possuem uma sinopse com uma pegada trash. Com exceção de "O Iluminado" (graças á espetacular adaptação de Stanley Kubrick), "Sob a Redoma" e "Carrie", não fazia questão ler os outros livros. Agora sinto que devo-lhe dar uma chance.

Para os leigos, uma sinopse rápida: Carrie White, uma adolescente de aparência desagradável, filha de uma doente mental perdida no fanatismo religioso, possuindo poderes telecinéticos que vão se desabrochando no percorrer do livro, é vitima de contate abusos de suas colegas de sala, que a tratam com uma crueldade absurda. Ao ter sua primeira menstruação em uma idade já bem tardia, enquanto ela e suas colegas estavam no vestiário, acreditou estar se desvaindo em morte e entrou em desespero, estando completamente alheia à realidade do fato. Com isso, acabou se tornando piada para as outras garotas, que de maneira hedionda lhe arremessaram absorventes e toalhas. Mas a "brincadeira" não fica impune, sendo que todas as que participaram de tal ato foram punidas com detenção, e o não-cumprimento do mesmo seriam impedidas de participar do Baile de Primavera. Sendo Chris Hargensen a única de se opor à detenção, logo obrigada à ser impedida de participar, se consome de ódio e vingança pela Carrie planejando pregar-lhe uma peça tão humilhante que a fará se arrepender de tê-la humilhada. Em contrapartida Sue Snell, com grande remorso pelo que fez e cheia de inseguranças, cede sua ida ao baile para que seu namorado Tommy leve Carrie em seu lugar.

Para mim, acima de todo o horror e fantasia, eu vi um livro sobre seres-humanos. Tratando de assuntos como bullying que está tão presente e todas as épocas. Mostra que todos temos um limite, que ultrapassado e corrompido, pode causar graves consequências. Com personagens tão instigantes, da perturbada Carrie, tão abalada pelos maus-tratos das pessoas a sua volta, à sua insana mãe, Margareth, que possui um passado misterioso, passando por Sue, com suas inseguranças e dilemas sobre sua vida "perfeita", até Chris e seu namorado Billy, onde a natureza de seu relacionamento é demasiado obscuro.

É um livro diferente que tudo que já li. Narrado em terceira pessoa com o ponto de vista oscilando entre os personagens, também está incluso notícias, trechos de livros fictícios que tratam sobre a tragédia final, depoimentos, cartas e muitos outros meios, deixando a leitura mais ampla, dinâmica e gostosa.

Os momentos finais são alucinantes e bem exploradas. Você se prende ao livro sem conseguir piscar. E a escrita de Stephen é excepcional, e só de saber que este foi sua primeira obra dele me deixa ávido por mais. Este é um livro que terminamos decepcionados conosco por não aproveitá-lo mais.

O que está esperando para lê-lo? Um dos livros mais icônicos de todos os tempos que nunca vai se tornar obsoleto, leitura obrigatória. E não deixem de conferir as sua adaptações, o igualmente excelente clássico de 1976 com Sissy Spacek, que rendeu duas nomeações ao Oscar®, o ignorado de 2002 que foi o mais fiel (exceto pelo final) e o novo remake que foi razoavelmente bom.
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Flávia 07/01/2014

A história se passa nos anos 70, com a Carrie, uma adolescente que possui alguns poderes paranormais e sofre o famoso Bullying. Bem, acho que todos devem conhecer o enredo desse livro, não é mesmo?

Carrie, infelizmente, foi uma menina criada de uma das piores formas possíveis: sob a ótica do fanatismo e alienação, oriundos de uma mãe doentia. Sim, porque nem de longe, aquilo deve ser entendido como religião. Não tenho certeza se captei de onde a mãe herdou esse potencial para a dor, exceto por algo mencionado sobre a avó. Será que foi por aquilo? E com isso, Carrie passa a ter dificuldades para se relacionar com outras pessoas, para se comportar no colégio e inclusive para entender o próprio corpo.

Não gostei da falta de justificativa para o altruísmo de uma das personagens, Sue, que cometendo um erro, tentou consertá-lo da melhor forma. Foi bonito, mas não consegui perceber esse arrependimento.

Gostei bastante da narrativa. É impressionante como o autor consegue nos transportar para dentro de seus livros. A escrita é tão direta, tão clara que tenho a impressão de estar assistindo a um filme. As passagens se alternam entre o passado e o futuro. Neste caso, através de reportagens, relatos, interrogatórios a cerca da época passada. O King quase nos convence de que a história é real. E dá o toque final ao criar diferentes perspectivas para um mesmo fato.Às vezes, basta uma única escolha para selar um destino. Recomendo para quem gosta de um terror leve.

A mente sobre a matéria, seja em que forma for, é um terrível sangradouro dos recursos do corpo. Pag 79 (versão ebook)
Luna 07/01/2014minha estante
"É impressionante como o autor consegue nos transportar para dentro de seus livros. A escrita é tão direta, tão clara que tenho a impressão de estar assistindo a um filme."

Por isso q gosto tanto do Stephen King \o/


Jacy Coelho 07/01/2014minha estante
o que eu achei massa é que ele faz a gente entender o lado de Carrie. Ela poderia ser apenas uma vilã, mas ela muito humana, eu senti muita dó dela.


Flávia 07/01/2014minha estante
É verdade, Jacy. Eu, inclusive, torcia pela Carrie!
Luna, a escrita do King é realmente incrível!


Dayana 08/01/2014minha estante
Carrie, a estranha é um livro que eu quero ler, Flávia. E a sua resenha me fez ficar com mais vontade. Nunca assisti a nenhuma das adaptações pro cinema mas Carrie já está no imaginário coletivo rs...Adoro a maneira como o King escreve emborra tenha lido pouca coisa dele (O iluminado e o Cemitério) gostei bastante. E fiquei mais interessada pelo livro por você ter mencionado que no livro tem reportagens, relatos etc...me lembrou o livro do Drácula. Ótima resenha :)


Flávia 08/01/2014minha estante
Obrigada, Dayana!! Em termos de terror, esse é mais leve, viu? Mais leve que O Iluminado, rsrs
Eu assisti a última adaptação, essa que está nos cinemas, e não gostei muito. A personagem não era o que eu tinha em mente. Mas gostei de algumas adaptações que fizeram, principalmente no final.
Beijos


LUA 09/01/2014minha estante
Oi Flavuska,
Bom saber que o livro não é um terror pesado e é interessante além do terror propriamente dito. Apesar de não ser um gênero que eu goste, vou le-lo para o desafio, que bom que te causou uma boa impressão.
ótima resenha.
bjs,


Flávia 09/01/2014minha estante
Oi, Lua!! Pode ler tranquilo. Vc ainda termina torcendo pela Carrie. Obrigada, Beijossssss


Jaqui 14/10/2014minha estante
Acabei de ler. Muito bom mesmo, os filmes contam nem 1/3 da história.


Flávia 14/10/2014minha estante
Filmes, infelizmente precisam contar a história de forma sempre corrida.




Viviane 26/09/2016

Medo!
Durante a leitura eu tive pesadelos! Telecinética. Foi tão real a escrita de King que me vi dentro do livro!
Hahahahahahahaha
Leiam!
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Gabi 02/04/2016

DA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA A TRAGÉDIA | CARRIE, A ESTRANHA | STEPHEN KING
Carrie White é Ja'Meya Jackson - uma garota que, aos quatorze anos, foi indiciada em quarenta e cinco tentativas de assassinato por ter mostrado um revólver dentro do ônibus escolar, após meses de perseguição e humilhação. É Tyler Long - um adolescente de dezessete anos que se suicidou por conta das ofensas, agressões e humilhações causadas por seus colegas de escola. É Ty Smalley, onze anos e Dylan Stewart, doze anos - ambos foram constantemente ridicularizados, perseguidos, humilhados e cometeram suicídio. Carrie pode ser seu filho, seu irmão ou a vizinha introvertida. O que quero dizer é que Carrie é real, sua história é real e reflete todos os casos trágicos provocados, principalmente, pela violência psicológica. E é por isso que "Carrie, a estranha" merece sua atenção.
Você provavelmente conhece a história trágica de Carrieta - uma garota de dezesseis anos que, diante de olhares que variam entre falsa piedade e repugnância, nutri um desejo de se ajustar socialmente. Em casa, é bombardeada por discursos de ódio baseados no fundamentalismo doentio de sua mãe, Margaret White - que adota uma criação rígida de acordo com sua consciência e crenças religiosas. Nela, notamos uma figura que, a principio, deveríamos culpar e odiar, mas é notável que não passa de uma mulher de grande temor, desesperada pela salvação divina e que condena tanto a si mesma - vítima de um estupro matrimonial, quanto a filha, que encara como fruto do pecado. Já no meio social, Carrie é constantemente perseguida, humilhada e ameaçada.
As semelhanças que podemos encontrar entre a obra de King e a realidade de muitas crianças e adolescentes acabam por aí. Isso porque o autor tece uma espécie de "drama adolescente" de forma crua e, sob as palavras do próprio autor, "com um surpreendente poder de machucar e horrorizar" com elementos de um suposto fenômeno, a Telecinésia - que dá à Carrie o poder de manipular um sistema físico usando apenas a mente.
E é justamente esse fenômeno que traz à trama elementos sobrenaturais e característicos do Terror, Suspense e Thriller, mesclados de forma magistral sob um cenário de opressão, exclusão e manipulação e uma atmosfera tensa carregada de pensamentos fortes e carga emocional.
Tudo isso sob um tom direto, simples e muito estimulante. O que, na minha opinião, faz de "Carrie, a estranha" vencer da grande obra clássica de King "O iluminado", no quesito agilidade e fluidez.
Isso se deve a técnica literária adotada pelo autor - conhecida como Romance epistolar, que consiste em desenvolver a trama de uma forma não linear, utilizando documentos ficcionais, como notícias, extratos de livros e depoimentos de outros personagens sobre o ocorrido. Sobre essa técnica, é importante destacar que os leitores ainda não entraram em um consenso: há quem se sinta incomodado por conta da quebra de ritmo na narrativa e o fato da própria técnica acabar revelando pontos chaves da trama, como a morte de alguns personagens, e há quem tenha ficado muito satisfeito com o resultado, como é o meu caso, já que a técnica traz um tom documental, verossímil e envolvente à trama.
Isso adicionado a admirável habilidade do autor em criar personagens reais e instigantes - destacando o fato de ser um romance relativamente curto e que não há grande preocupação em explorá-los por completo, mas, que mesmo assim, é possível se envolver e criar sentimentos por cada um deles, que variam entre empatia e indignação, resulta num romance que fisga e deixa o leitor ávido pelo desenrolar da história... LEIA MAIS NO BLOG "PSYCHOTECA"

site: http://tecapsycho.blogspot.com.br/2016/02/da-violencia-psicologica-tragedia.html
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