Carrie, a Estranha

Carrie, a Estranha
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Resenhas - Carrie, A Estranha


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Flávia 07/01/2014

A história se passa nos anos 70, com a Carrie, uma adolescente que possui alguns poderes paranormais e sofre o famoso Bullying. Bem, acho que todos devem conhecer o enredo desse livro, não é mesmo?

Carrie, infelizmente, foi uma menina criada de uma das piores formas possíveis: sob a ótica do fanatismo e alienação, oriundos de uma mãe doentia. Sim, porque nem de longe, aquilo deve ser entendido como religião. Não tenho certeza se captei de onde a mãe herdou esse potencial para a dor, exceto por algo mencionado sobre a avó. Será que foi por aquilo? E com isso, Carrie passa a ter dificuldades para se relacionar com outras pessoas, para se comportar no colégio e inclusive para entender o próprio corpo.

Não gostei da falta de justificativa para o altruísmo de uma das personagens, Sue, que cometendo um erro, tentou consertá-lo da melhor forma. Foi bonito, mas não consegui perceber esse arrependimento.

Gostei bastante da narrativa. É impressionante como o autor consegue nos transportar para dentro de seus livros. A escrita é tão direta, tão clara que tenho a impressão de estar assistindo a um filme. As passagens se alternam entre o passado e o futuro. Neste caso, através de reportagens, relatos, interrogatórios a cerca da época passada. O King quase nos convence de que a história é real. E dá o toque final ao criar diferentes perspectivas para um mesmo fato.Às vezes, basta uma única escolha para selar um destino. Recomendo para quem gosta de um terror leve.

A mente sobre a matéria, seja em que forma for, é um terrível sangradouro dos recursos do corpo. Pag 79 (versão ebook)
Luna 07/01/2014minha estante
"É impressionante como o autor consegue nos transportar para dentro de seus livros. A escrita é tão direta, tão clara que tenho a impressão de estar assistindo a um filme."

Por isso q gosto tanto do Stephen King \o/


Jacy Coelho 07/01/2014minha estante
o que eu achei massa é que ele faz a gente entender o lado de Carrie. Ela poderia ser apenas uma vilã, mas ela muito humana, eu senti muita dó dela.


Flávia 07/01/2014minha estante
É verdade, Jacy. Eu, inclusive, torcia pela Carrie!
Luna, a escrita do King é realmente incrível!


Dayana 08/01/2014minha estante
Carrie, a estranha é um livro que eu quero ler, Flávia. E a sua resenha me fez ficar com mais vontade. Nunca assisti a nenhuma das adaptações pro cinema mas Carrie já está no imaginário coletivo rs...Adoro a maneira como o King escreve emborra tenha lido pouca coisa dele (O iluminado e o Cemitério) gostei bastante. E fiquei mais interessada pelo livro por você ter mencionado que no livro tem reportagens, relatos etc...me lembrou o livro do Drácula. Ótima resenha :)


Flávia 08/01/2014minha estante
Obrigada, Dayana!! Em termos de terror, esse é mais leve, viu? Mais leve que O Iluminado, rsrs
Eu assisti a última adaptação, essa que está nos cinemas, e não gostei muito. A personagem não era o que eu tinha em mente. Mas gostei de algumas adaptações que fizeram, principalmente no final.
Beijos


LUA 09/01/2014minha estante
Oi Flavuska,
Bom saber que o livro não é um terror pesado e é interessante além do terror propriamente dito. Apesar de não ser um gênero que eu goste, vou le-lo para o desafio, que bom que te causou uma boa impressão.
ótima resenha.
bjs,


Flávia 09/01/2014minha estante
Oi, Lua!! Pode ler tranquilo. Vc ainda termina torcendo pela Carrie. Obrigada, Beijossssss


Jaqui 14/10/2014minha estante
Acabei de ler. Muito bom mesmo, os filmes contam nem 1/3 da história.


Flávia 14/10/2014minha estante
Filmes, infelizmente precisam contar a história de forma sempre corrida.




Gabi 02/04/2016

DA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA A TRAGÉDIA | CARRIE, A ESTRANHA | STEPHEN KING
Carrie White é Ja'Meya Jackson - uma garota que, aos quatorze anos, foi indiciada em quarenta e cinco tentativas de assassinato por ter mostrado um revólver dentro do ônibus escolar, após meses de perseguição e humilhação. É Tyler Long - um adolescente de dezessete anos que se suicidou por conta das ofensas, agressões e humilhações causadas por seus colegas de escola. É Ty Smalley, onze anos e Dylan Stewart, doze anos - ambos foram constantemente ridicularizados, perseguidos, humilhados e cometeram suicídio. Carrie pode ser seu filho, seu irmão ou a vizinha introvertida. O que quero dizer é que Carrie é real, sua história é real e reflete todos os casos trágicos provocados, principalmente, pela violência psicológica. E é por isso que "Carrie, a estranha" merece sua atenção.
Você provavelmente conhece a história trágica de Carrieta - uma garota de dezesseis anos que, diante de olhares que variam entre falsa piedade e repugnância, nutri um desejo de se ajustar socialmente. Em casa, é bombardeada por discursos de ódio baseados no fundamentalismo doentio de sua mãe, Margaret White - que adota uma criação rígida de acordo com sua consciência e crenças religiosas. Nela, notamos uma figura que, a principio, deveríamos culpar e odiar, mas é notável que não passa de uma mulher de grande temor, desesperada pela salvação divina e que condena tanto a si mesma - vítima de um estupro matrimonial, quanto a filha, que encara como fruto do pecado. Já no meio social, Carrie é constantemente perseguida, humilhada e ameaçada.
As semelhanças que podemos encontrar entre a obra de King e a realidade de muitas crianças e adolescentes acabam por aí. Isso porque o autor tece uma espécie de "drama adolescente" de forma crua e, sob as palavras do próprio autor, "com um surpreendente poder de machucar e horrorizar" com elementos de um suposto fenômeno, a Telecinésia - que dá à Carrie o poder de manipular um sistema físico usando apenas a mente.
E é justamente esse fenômeno que traz à trama elementos sobrenaturais e característicos do Terror, Suspense e Thriller, mesclados de forma magistral sob um cenário de opressão, exclusão e manipulação e uma atmosfera tensa carregada de pensamentos fortes e carga emocional.
Tudo isso sob um tom direto, simples e muito estimulante. O que, na minha opinião, faz de "Carrie, a estranha" vencer da grande obra clássica de King "O iluminado", no quesito agilidade e fluidez.
Isso se deve a técnica literária adotada pelo autor - conhecida como Romance epistolar, que consiste em desenvolver a trama de uma forma não linear, utilizando documentos ficcionais, como notícias, extratos de livros e depoimentos de outros personagens sobre o ocorrido. Sobre essa técnica, é importante destacar que os leitores ainda não entraram em um consenso: há quem se sinta incomodado por conta da quebra de ritmo na narrativa e o fato da própria técnica acabar revelando pontos chaves da trama, como a morte de alguns personagens, e há quem tenha ficado muito satisfeito com o resultado, como é o meu caso, já que a técnica traz um tom documental, verossímil e envolvente à trama.
Isso adicionado a admirável habilidade do autor em criar personagens reais e instigantes - destacando o fato de ser um romance relativamente curto e que não há grande preocupação em explorá-los por completo, mas, que mesmo assim, é possível se envolver e criar sentimentos por cada um deles, que variam entre empatia e indignação, resulta num romance que fisga e deixa o leitor ávido pelo desenrolar da história... LEIA MAIS NO BLOG "PSYCHOTECA"

site: http://tecapsycho.blogspot.com.br/2016/02/da-violencia-psicologica-tragedia.html
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:doispontos 18/08/2014

Carrie, a estranha - Stephen King
''Para Tabby, que me meteu nisso -
mas depois me tirou.''

King escreveu Carrie em um momento difícil de sua vida, um momento no qual problemas financeiros eram comuns. Tinha dois filhos e vivia em um trailer, sobrevivendo como professor de Inglês do ensino médio e vendendo contos para revistas masculinas.

''Chegou ao ponto em que, quando uma das crianças aparecia com uma otite e precisávamos comprar antibióticos, Tabby dizia, entre séria e brincalhona: - Depressa, Steve, pense num monstro.''

A idéia de escrever Carrie vinha desde o ensino médio, quando Stephen lera um artigo na revista ''Life'' sobre um caso de atividade poltergeist.

''Olhando com mais atenção, a atividade nessa casa aparentemente não tinha nada a ver com fantasmas. Havia uma menina perturbada na família. Quando ela estava em casa, objetos - sobretudo religiosos - saíam voando. Quando ela estava fora, as coisas voltavam ao lugar.''

Alimentou sua idéia com a hipótese de que crianças, sobretudo meninas, se tornavam propensas a utilizar telecinesia quando atingiam a puberdade. Ao começar escrever, se lembrou de duas meninas, Tina White e Sandra Irving (Nomes fictícios, segundo King: ''Elas foram infelizes em vida e não merecem ser discutidas''). Tina sofria bullying, era a garota tímida clássica dos filmes do século 20: Gorda, caipira e quieta. Sempre usava a mesma roupa, sendo ridicularizada à exaustão pelos colegas. Um dia apareceu de roupas novas, feliz como nunca. A ridicularização, ao contrário do que Tina pensava, apenas se acentuou. Sandra talvez fosse a maior inspiração para a criação de Carrie. Era de família excessivamente religiosa, do tipo que usava um crucifixo gigante na sala. Essa religiosidade (e o cheiro enjoativo, segundo Stephen) deixava as outras crianças longe de Sandy. Também tinha ataques epilépticos e usava roupas estranhas, uma combinação mortal para a cabeça imatura de crianças inclinadas para a maldade. Ambas morreram antes dos 30: Tina se enforcou e Sandy teve um ataque epiléptico, que a matou.

''Esses eram os fantasmas que ficavam tentando se enxerir na minha escrita, insistindo em que eu os fundisse, de alguma forma, numa história que contasse o que poderia ter acontecido caso existisse mesmo uma energia telecinética (E pelo que sei, talvez exista). O que poderia ter acontecido se o mundo fosse tão justo quanto cruel com os adolescentes. Em resumo, os fantasmas queriam que eu escrevesse um romance.''

Na época, achou que talvez conseguiria 500 dólares. Escreveu e não gostou do resultado, jogou tudo no lixo. Sua esposa pegou de volta e o fez não desistir. Achou que conseguiria 500 dólares, conseguiu fama, reconhecimento e um filme de sucesso dirigido por Brian de Palma.

''Às vezes - muito frequentemente, aliás - Eu gostaria que Tina e Sandy estivessem vivas para lê-la. Ou as filhas delas''

''Carrie, a estranha'' conta a história de Carietta White, filha de uma fanática religiosa (do pior tipo possível). Quando estava no banheiro após uma aula de educação física junto a todas as outras alunas, Carrie menstrua pela primeira vez e é completamente humilhada, recebendo uma chuva de absorventes lançados pelas colegas e ouvindo risadas beirando a gargalhadas demoníacas. Carrie nada entende, e cai em prantos pelos gritos e por achar que estava morrendo. O ataque é interrompido pela senhorita Desjardin, que, só depois de exaltar a estupidez de Carrie, percebe que ela não sabia o que era uma menstruação. Após o ocorrido, o diretor do colégio decreta uma punição às garotas responsáveis e, quem não cumpri-la, estaria expulsa do baile de formatura. Apesar das manifestações, a maioria das alunas concordam para não serem excluídas, porém, Chris Hargensen, filha de um advogado (presente em uma das melhores cenas do livro) e ''líder'' dos populares, se recusa. Chris namorava Billy Nolan, clássico Bully do século 20, descolado, de topete, uma má companhia das mais certas. Após descobrir que Sue Snell se arrependeu do ataque à Carrie e pediu ao namorado para acompanhá-la na formatura, Chris e Billy montam uma ''brincadeira'' final para a noite de formatura.

Em seu livro de estréia, Stephen mostra a ousadia e inteligência que o fez ser um dos maiores autores do século. Apesar de relativamente curta, King narra com maestria a história de Carietta. O livro inteiro é envolvido em um ar de investigação policial, com relatos da noite do baile, dos sobreviventes e de livros (também científicos) feitos após o fictício ocorrido. A aura que envolve a história e o excelente ritmo de escrita faz o leitor se sentir dentro ou pelo menos próximo da história, como se tudo aquilo tivesse realmente acontecido, faz com que você sinta raiva, pena, que sinta o caos. Cria a sensação de que o livro em si é um relato verídico.

''Meu Deus, isso é sangue!''

A construção dos personagens é simples, porém certeira. Margaret White é a mãe religiosa, a vizinha louca e fanática que fala mais ao diabo do que a Deus. Talvez, por isso, seja o próprio diabo. Margaret é terrível, louca, maníaca, é todos os adjetivos ruins que existem. King cria a raiva no leitor como argila, ''que tal mais raiva aqui, senhor leitor? Menos ali, talvez?''. No final, nos transformamos em um boneco perfeito de raiva por um número de personagens que, desde o começo, aprendemos a não gostar. A maior parte da raiva se deve exatamente pela situação ser completamente real. Existem Margaret's, existem várias Hargensen's e Billy's, existem daí de onde você está lendo. Aliás, talvez você conheça um deles ou mais. A visão é real, as reflexões a respeito feitas pelo próprio autor também são.

Carrie é leitura obrigatória para todos que queiram começar a ler as obras de Stephen King. Não é o seu melhor trabalho, não é o mais assustador, mas possui o ''realismo em meio a fantasia'' e as surpresas que o consagraram. Carrie é um pequeno ensaio sobre a dor e a explosão de caos que um ser humano pode se tornar, é um retrato fiel (apesar de suas limitações) do que acontece em vários países e principalmente nos Estados Unidos. Sai o massacre por telecinesia, entram os massacres com armas.

site: http://doisponttos.blogspot.com.br/
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Léo 11/12/2013

Entediante
Para começar, digo que esperava muito mais de Stephen King. Não vi nem de perto uma história digna do ''Mestre do Terror''. Ok, eu admito, ele é um bom escritor e tem vários livros de ótima qualidade, mas esse com certeza não valeu o nome que King possui no mercado literário.
Eu comprei porque queria ler antes de ver a adaptação, e pela história em si, de uma garota com poderes telecinéticos, eu esperava algo espetacular, explorado de ponta a ponta, com muitas mortes-dessa parte não posso reclamar- e algo que me desse medo(afinal, todos dizem que é assustador). O que vi- li- foi algo muito abaixo do esperado.
Com uma narrativa pra lá de confusa e estranha, me vi bocejando com a leitura ainda antes da metade. E o que eram aqueles comentários entre parênteses?
Ok, eu sei que o livro foi estruturado de maneira que pareça uma investigação policial, com documentos, relatos de testemunhas e depoimentos de especialistas sobre o assunto, ao mesmo tempo em que King narra a vida de Carrie e dos que estão a sua volta. Talvez o motivo da narrativa confusa seja esse, mas eu realmente acho que King não utilizou de todo o seu talento para montar esse livro. Fora que a história, que como já disse antes, tem um ótimo potencial, poderia ser muitíssimo melhor explorada, já que se passam quase duzentas páginas e praticamente nada acontece, com exceção de duas coisas importantes(que obviamente não vou contar).
Para terminar a resenha, não recomendo para quem gosta de histórias de terror ou suspense. Como filme talvez dê certo, agora como livro eu não gostei. Mesmo assim, continuo fã do autor e espero ansioso para ler sua outra obra na minha estante, O Apanhador de Sonhos.


site: www.sagasmarcantes.blogspot.com
leosilva 15/01/2014minha estante
Aqueles comentários entre parênteses que parecem não ser de ninguém aparecem em vários livros do King - a meu ver dão ênfase a alguma coisa, sentimento, ação). Parece paranoia do autor.




Ynnah 06/02/2011

muito muito bom! ótimo!
ja tinha um tempo que eu queria ler esse livro e só agora que li. E também ja assisti ao filme e aos remakes! adoro essa história assim como no filme, é ótima! Com um assunto que nunca morre, desde sempre teve o Bullying, só que agora estão falando com mais e mais frequencia.
Adorei a Carrie, tive pena. Que mãe aquela dela viu! socorro! E gostei mais ainda que ela se vingou de todo mundo! bem feito!
O cuidado que as pessoas tem que ter com o que se fala pros outros. Vai que você se depara com uma Carrie White da vida? hm
gostei mesmo!
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Henrique 23/07/2014

resenha completa:
http://ensaiosobreainconstancia.blogspot.com.br/2014/06/ate-mesmo-em-seu-primeiro-romance-o.html

confiram ;)
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