Carrie, a Estranha

Carrie, a Estranha Stephen King
Stephen King




Resenhas - Carrie, A Estranha


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Thiago 22/10/2014

Livro: Carrie, a Estranha
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 199

Mais um livro do mestre do terror que eu leio. Desta vez foi Carrie. A história já me era conhecida e fala sobre uma garota, filha de uma fanática religiosa, que sofre bullying na escola e possui poderes de telecinésia.

King parte deste mote bastante simples para construir uma trama que prende o leitor com muita facilidade. O livro intercala a narrativa normal com pedaços dos depoimentos das pessoas que conviveram com Carrie, e presenciaram os acontecimentos na escola. Há também citações de livros escritos posteriormente sobre a telecinesia, mas nada que quebre o ritmo da história, pelo contrário.

Foram feitas adaptações do livro para o cinema. Eu já havia assistido uma mais antiga sem nunca ter lido o livro, por isso me lembrava vagamente da história. Mas agora, depois da leitura, vi a adaptação mais recente (de 2013) e não achei grandes coisas. O filme modificou algumas coisas bem gritantes na história que me incomodaram um pouco, leitor quadrado que sou.

Resumindo, mais um ótimo livro do mestre Stephen King, que prende a leitura do começo ao fim, sem grandes sustos ou surpresas mas que vale, e muito, as horas de prazer da leitura.
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Emi Pacheco 18/07/2013

Carrie
Carrie, A Estranha é mais um clássico da literatura de autoria de Stephen King. Antes de ler o livro eu já tinha visto a adaptação para o cinema, de 1976, estrelando Sissy Spacek (aliás, incrível como praticamente todos os livros dele viram filmes!).
O livro não fica atrás.

Se você já leu alguma coisa do Stephen King sabe que ele tem uma forma muito particular de ambientar os acontecimentos. Em Carrie não é diferente. Ao longo da narrativa, e mesmo durante os diálogos, King acrescenta entre parenteses o que seus personagens estão pensado ou sentido naquele momento. É como se o narrador fosse uma pessoa e o personagem outra, embora a narrativa se dê na perspectiva do personagem…

Não sei se consegui explicar.
Só pra garantir vou deixar aqui um exemplo:

Ela estava
(não tenho medo não tenho medo dela)
deitada na cama com o braço cobrindo os olhos. Se fosse
fazer o vestido que estava imaginando, teria que começar
amanhã o
(não estou com medo mamãe)
mais tardar. Já havia comprado o tecido [...]

O maior problema, para mim, é a ausência de pontuação nesses “pensamentos”, que apesar de enriquecerem a narrativa, em alguns momentos, interrompem a fluidez da leitura. Mas tudo bem, com o tempo o leitor vai se acostumando e a leitura volta a fluir.

O livro é dividido em três partes, mas a história se desenvolve nas duas primeiras, e o modo como é abordada é muito interessante.
A noção de tempo é fragmentada. Em alguns momentos discute-se o “caso Carrie White” como um acontecimento pretérito, com referências de livros, estudos científicos e investigações sobre os eventos que se passaram na “Noite do Baile”, sobre Carrie e a telecinesia, e, em outros momentos, a narrativa encontra-se no presente, ou seja, quando os fatos discutidos ocorreram.
A impressão que se tem é que o leitor está sendo apresentado a uma investigação e ao desfecho do caso simultaneamente. Achei isso genial!

A terceira parte do livro é também muito legal, traz dados extras sobre o evento e deixa a questão do sobrenatural em aberto, como se clamasse por uma continuação…(Mwahaha!).

Os personagens de King são caricatos e ao mesmo tempo realistas. Quer dizer, eles apresentam vícios (principalmente vícios), virtudes e sentimentos conflitantes que o autor leva a extremos quando acrescenta um toque de sobrenatural. Com isso, ao mesmo tempo em que provocam empatia no leitor também são capazes de indignar os mais sensíveis.

A narrativa atinge o clímax já próxima ao final – sangrento e terrível, diga-se! Depois de ter lido, não me admira mais que tenha virado filme, (conta com três adaptações até agora: 1976, 2002 e 2013)!
Embora seja rápido de ler, o início da história quase me fez desistir – é bem perturbador. Não tanto pelo terror sobrenatural, mas sim pelo terrorismo real que as demais personagem infligem à Carrie. É o bullyng marcando presença, desde 1974.

A crueldade adolescente retratada em Carrie é mesmo a parte mais assustadora.
Esse livro certamente figura entre os clássicos modernos do terror.

Recomendo a leitura!

site: http://sentapraler.wordpress.com
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Mateus 20/11/2011

Melhor inicio de carreira
Primeiro escrito de King, macabro, suspense continuo muito bom te prende o livro, carrie mostrar o lado da mente humanda atormentada, reumindo muito bom.
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Cássia 06/11/2011

Curiosidade interessante que Stephen King revela na apresentação do livro é que Carrie é a fusão de duas garotas que fizeram parte de sua vida.

Acho que se o autor tivesse seguido essa linha, teria uma produção mais regular. Porque "Carrie, a Estranha" é um livro muito bom para a estreia de um escritor. Há algumas coisas forçadas como a seriedade com que a existência de um gene TC é tratada. Pelo teor fantástico da obra não havia necessidade disso.

Digam o que quiserem, mas "Carrie" legitima a violência nas escolas. Não no sentido meramente negativo, mas por mostrar (e isso não é ficção) como o sistema educacional americano ( o brasileiro também não é lá essas coisas) é totalmente despreparado para lidar com o bullying. "Se você não é amparado por aqueles que devem protegê-lo, parta para a violência." Essa é a lógica tortuosa.

E foi extremamente interessante o livro traçar um paralelo entre os acontecimentos e como tudo foi tratado pela mídia porque ainda hoje vemos isso acontecer. Basta comparar com as coberturas atuais de tragédias em escolas americanas. São totalmente descontextualizadas, colocando de um lado o vilão e do outro, as vítimas. O problema é que quando esse tipo de coisa acontece todos são vítimas.
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Kamila 14/08/2016

Como já sabemos, Carietta White, a Carrie, é uma menina que a sociedade julga esquisita. Filha de uma fanática religiosa, Carrie mais parece uma carola: é proibida de fazer praticamente tudo o que uma adolescente faz. O que muitos não sabem, é que ela tem poderes telecinéticos.

A história começa quando, após uma aula de Educação Física, durante o banho, Carrie acaba tendo sua primeira menarca. E sofre bullying por isso. Até porque a mãe jamais falou com ela sobre seu corpo, então a menina achou que estivesse morrendo. Uma das professoras vê a cena e ao invés de punir as garotas, pune Carrie (deu na cara dela, que absurdo!). Mas ao ver o estado da menina, beirando o desespero, a professora acaba se solidarizando.

Então, até chegar ao famoso baile de formatura, o autor vai falando sobre a vida de Carrie, mesclando com alguns textos acadêmicos da "Comissão White", grupo de pessoas que resolveram pesquisar sobre nossa protagonista, além de livros sobre o tema. E não, não é um livro de terror, tá mais para um thriller de suspense sobrenatural e epistolar. Ninguém vai ter pesadelos se ler.

Bem, como tem três versões cinematográficas de Carrie a Estranha, então meio que todo mundo já sabe como a história vai acabar. Ou não, a versão de 2002 é diferente do livro, eu não vi as versões de 1979 (com John Travolta) e a mais recente, com Grace Chloe Moretz e Julianne Moore. O livro é dividido em três partes, é bem curtinho e você lê em dois dias.

A edição da Suma de Letras até que está bonita, apesar dos vários erros de português que achei durante a leitura. Como já sabem (e se não sabem, vão saber agora), não gosto de rostos na capa muito menos de pôsteres de filmes como capa, muito menos acho a Grace boa atriz, mas tenho que admitir que essa capa está muito bonita. Simples e transmite a mensagem do livro.

Como eu disse, já virei fã do cara, com sua escrita simples, objetiva, detalhista sem ser modorrento e com uma história maravilhosa - que segundo o autor, foi baseado numa história real (não de telecinesia, mas de bullying contra uma menina, filha de uma fanática religiosa). Aliás, leiam a introdução, por favor, é muito engraçada!

Ah, faltou dizer que telecinesia é, segundo nosso amigo Google "é o movimento de objetos a distância, sem intervenção direta ou contato físico de alguém e supostamente devido a poder paranormal."

Então. se você ainda não leu Carrie a Estranha, vale muito a pena, depois pode ver os filmes, são bons, cada um tem sua particularidade, mas todos seguem bem à história. E sim, dá mais medo a mãe da Carrie do que da própria. Aliás, Carrie a Estranha foi o primeiro livro publicado por King, mas não o primeiro. Antes de Carrie, o autor tinha escrito outros quatro livros.

site: http://resenhaeoutrascoisas.blogspot.com.br/2016/08/resenha-carrie-estranha.html
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Rogério Ataíde 10/03/2016

Este livro não poderia ter saído de outro lugar senão da mente perturbada de Stephen King
Carrie White é uma adolescente problemática. Corpo coberto por espinhas, não tem amigas, é constantemente vítima de bullying e tem que conviver com o fanatismo religioso de sua mãe. Mas as anormalidades não param por aí. Ela é possuidora de um curioso poder telecinético que aos poucos está aprendendo a controlar.

Sua vida muda quando aos dezesseis anos de idade (um pouco tardiamente, é verdade), descobre o que é a menstruação da pior maneira possível: enxarcando todo o banheiro da escola de sangue e sendo alvo de deboches e afrontas das colegas de turma.

Mais do que uma obra de fantasia, este livro trata de questões importantes sobre a vida e a formação do indivíduo ante à sociedade, como a exclusão social, marginalização, o extremismo religioso e a solidão.

Carrie, no final das contas, era apenas uma garota cheia de dúvidas e das incertezas que a adolescência pode provocar em qualquer pessoa, e que entretanto não possuía uma estrutura familiar capaz de lhe ensinar como lidar com essas situações.
Dentre diversos tantos outros temas abordados, o apoio familiar e o amor materno se destacam como pontos focais capazes de elevar o desenvolvimento humano ao ápice ou rebaixá-lo ao extremo, transformando seres humanos em gênios ou bichos.

O desfecho da história é trágico. Transtornada com todas as mazelas sofridas e cansada de todas as violências físicas e psicológicas que lhe causaram tanta angústia, impulsionada por sofrer mais um doentio ato de crueldade, "A Noite do Baile" se transforma em uma cena clássica da literatura de horror, orquestrada por uma mente machucada que, no fundo, possuía apenas um simples desejo: ser uma pessoa normal.
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Ronaldo 10/01/2015

Não costumo ter muitas expectativas quando leio algum livro cujo filme já tenha visto, mas me surpreendi com Carrie. Acho que Stephen King escreve demais e Carrie comprova que ele pode escrever bem, escrevendo pouco. O livro tem a quantidade de páginas necessárias para contar o bullyng da personagem principal na escola, o convívio com sua mãe fanática, as motivações dos personagens e os estudos feitos pelos cientistas em cima do caso. É muito interessante a estrutura narrativa que intercala os fatos com artigos escritos por estudiosos posteriormente à tragédia. Essas interrupções não truncam a leitura e sim aumentam o suspense. Os personagens, por mais que sejam num primeiro momentro estereotipados, aos poucos vão mostrando toda sua complexidade. Fiquei fascinado pelo vilão Billy, que consegue ser assustador em toda sua crueldade, repudiei Chris, uma garota mimada, egoísta e preconceituosa e me simpatizei demais com Sue e a professora Desjardin e também com Tommy. Mas a impressão maior foi o aperto no coração que senti à medida que Carrie desabrochava, pois sabia que final a aguardava.
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Joao Renato 03/02/2017

Resenha tem Título?
O livro é bom, mas a narrativa é extremamente confusa e misturada, vira uma loucura com aqueles parênteses sem nexo que não significam sempre a mesma coisa e muito menos são explicitados de sua função.
A tentativa de passar a sensação de documentário feita pelo King torna tudo bem jogado, uma hora é um livro, outra hora é outro e depois é outra pessoa aí vira a Carrie, bem misturado MESMO. Não desmerecendo o King, mas o uso de parênteses nesse livro foi ridículo.
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Viviane Rodrigues 04/02/2017minha estante
Olá. Só para avisar que sua resenha de Carrie, a Estranha e do Jogo Perigoso são exatamente iguais. Os dois livros tem o mesmo final?


Joao Renato 04/02/2017minha estante
Eu escrevi no livro errado por acidente.




Willian 26/07/2013

O início de uma grande carreira...
Já faz mais ou menos um ano que tenho conhecimento sobre Stephen King, e ao saber de todas as suas obras percebi, como um amante de terror, que já vi muitas adaptações cinematográficas de vários livros seus, e então, a partir daí, virei um fã, e depois de ler "Carrie, A Estranha", um adorador...

Carrie é uma garota que mora no estado do Maine nos EUA junto com a sua mãe (a verdadeira estranha na minha opinião), seu pai fugiu de casa quando era mais nova, pois, ao meu ver, não aguentou a loucura de Margaret (mãe de Carrie), fanática religiosa. Pela rigidez de sua mãe, Carrie não pode fazer muitas coisas e tem um vestuário rigoroso, o que faz com que os seus colegas zoem da própria. Mas o que seus colegas não sabem é que Carrie é especial, ela possuí o dom de mover objetos com a força do seu pensamento e ela planeja uma vingança contra todos aqueles que a ridicularizaram.

O livro é muito bem escrito e original, além da narrativa, ele é composto por depoimentos, reportagens e livros do "segundo maior acontecimento do século XX" (segundo a obra), e até mesmo sobre a telecinese dando explicações plausíveis.

Na minha opinião o livro deveria ser obrigatório em todas as escolas, apesar dos palavrões, ele nos faz ter uma visão da pessoa que está sofrendo. E não mais aquele negócio superficial que vemos nos tele-jornais.

O filme possuí algumas adaptações:
-Um filme de 1976, dirigido por Brian De Palma, protagonizado por Sissy Spacek (indicação ao oscar). Este é um dos três melhores filme de terror que eu já vi (O Exorcista, Carrie e O Iluminado), o filme é muito bem adaptado até certo ponto, mas não tira a sua grandiosidade;
-Uma espécie de continuação de 1999, dirigido por Katt Shea;
-Um seriado que foi transformado em filme em 2002, dirigido por David Carson e estrelado por Angela Bettis. O seriado/filme é IGUAL ao livro durante quase todo o filme, o que difere é um pequeno detalhe no final;
-Uma nova adaptação que estreara nos cinemas em novembro deste ano (2013), dirigido por Kimberly Peirce e estrelado por Chloë Moretz. Espero muito dessa adaptação;

Chega a ser difícil de acreditar que Stephen King jogou o manuscrito dessa obra no lixo, quem o resgatou foi a sua mulher que o convenceu a continuar (valeu Tabitha!). o livro é o primeiro de uma série de obras escritas pelo maior mestre do terror desde Edgar Allan Poe, Stephen King.
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A.Soares 26/03/2017

Carrie
Mais uma vez King mostra o que é ser um bom autor. Um bom autor não tem apenas uma ideia, ele vai além. Genial.
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Aline Maia 09/02/2011

Já tinha lido 'Os Olhos do Dragão', do King, mas Carrie foi o primeiro livro de Terror/Suspense que eu peguei do autor. É simplesmente viciante, desde que eu peguei pra ler, sempre que tinha um tempinho livre estava com o livro em mãos.

A narrativa é muito interessante, te passa a idéia de que você está lendo um dossiê do caso de Carrie White; que tudo já aconteceu e que você tem que juntar as peças pra saber como aconteceu. Também é legal, porque você não vê somente o lado da Carrie da história, e sim o de vários personagens.

Um livro ótimo, além de terror o livro tem um fundo dramático e faz algumas críticas.
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Phelipe Guilherme Maciel 15/12/2016

Stephen King é vanguardista desde sempre. Ele tem o dom de passar lições de amor em meio ao caos.
Bullying. Esse termo começou a ser utilizado no mundo em 1999, por causa do Massacre de Columbine High School. Este foi o primeiro livro publicado por Stephen King, mas não o primeiro de sua carreira. Na introdução de Os Livros de Bachman, ele conta que havia escrito outros 5 livros antes de Carrie, mas o importante é termos em mente que o livro foi escrito em 1974, 25 anos antes do massacre que gerou o termo Bullying.

Muito já se disse sobre Carrie, pois o icônico livro é um dos clássicos máximos do rei do horror. Por isso, esquecerei o enredo. Quero falar de outras coisas, mas primeiro quero falar logo do "enredo". Sim, se você não conhece o enredo de Carrie, por favor, não leia resenhas. não veja reviews. não assista aos filmes. Tenha uma experiência pura ao ler o livro. Veja bem, não sou PURISTA, mas este livro revela o quanto Stephen King foi genial desde o início da Carreira.

Em Carrie, o próprio livro revela que a grande merda vai acontecer. o Spoiler acaba por acontecer por volta da página 100. Isso é irrelevante. Todos sabem que Carrie fará algo horroroso. Mas Stephen King faz do livro um conto documentado, uma análise dos livros que analisaram o caso de carrie. Há livro científico, livro de sobrevivente do massacre, livro da aluna que gerou o início de tudo isso. Claro, tudo isso saiu da cabeça de Stephen King. Os momentos do livro que não são "documentais", é como se fossem flashbacks, com diversos pontos de vista diferentes...

Há o ponto de vista de Sue, de Chris, de Carrie, de Tommy.... Os flashbacks são das memórias de quem realmente viveu aquele instante. Portanto, não espere que Carrie seja a protagonista do livro. Ela é o ASSUNTO do livro.

Isso é maravilhoso! Ler este livro sem saber o final, te dá a experiência de ver as implicações do ocorrido sendo contados por sobreviventes, por artigos de jornal, por livros de especialistas no assunto. E os flashbacks, que contam o ocorrido pela memória de quem viveu.

Genial.

Outra coisa, remete ao que falei no inicio da resenha: O Vanguardismo de Stephen King. Ele conta que escreveu Carrie porque era assombrado pelo espírito de 2 jovens que estudaram com ele e faleceram ainda na adolescência, e sofriam o tal bullying na escola. Como diz Stephen, não faziam parte de grupo nenhum. Tinham o odor que expulsava invariavelmente as outras crianças delas. Falar sobre a violência de crianças contra crianças, numa época em que isso não tinha grande relevância, é magnífico. Palmas para ele.

Fanatismo religioso: A mãe de Carrie, Margaret White, uma cristã doentiamente fundamentalista, tem uma personalidade vingativa e estranha, e, no passar dos anos, educou a jovem Carrie com uma varinha de aço e fazendo ameaças de condenação. O comportamento abusivo mental e emocional de Margaret, tem ocasionalmente se cruzado também com abuso psíquico. Se seu DEUS não fala de amor. de aceitar o outro. de viver em paz... TROQUE DE DEUS, Camarada.

Um pequeno livro de 200 páginas que ecoa nos dias de hoje ainda atual. Precisamos falar sobre Carrie. Precisamos falar sobre Bullying. Precisamos falar sobre Religiosidade excessiva. Precisamos falar sobre OUVIR NOSSOS FILHOS. Tantas situações como estas podem ser evitadas. Não é necessário telecinese pa
Resenhando Com Luke ® 19/12/2016minha estante
Sensacional sua Resenha


Phelipe Guilherme Maciel 20/12/2016minha estante
Obrigado, mestre! :D


Alana 30/01/2017minha estante
Ai, que resenha maravilhosa!!! Foi o primeiro livro do King que eu li! Acho que já esta na hora rele-lo e descobrir as novas impressões que ele pode me causar, depois de tantos anos. Amei a leitura na época, mas quero ler com a ótica da Alana de agora...


Phelipe Guilherme Maciel 30/01/2017minha estante
Alana, é verdade, os livros nos trazem coisas novas cada vez que lemos, e com certeza com a maturidade adquirida em todos esses anos desde a leitura anterior, você tirará tanta coisa boa do livro, eu aconselho a releitura ;D


Michele 19/12/2017minha estante
Que resenha Maravilhosa!


Phelipe Guilherme Maciel 02/01/2018minha estante
Michele, obrigado pelo elogio. Esse livro é realmente inspirador e nos deixa fascinados.




hugaoo 30/11/2010

Universo escolar feminino, vendeta e bullying
Depois que se finda a leitura dessa brilhante narrativa de King, entende-se com clareza solar a universalidade e o sucesso de sua obra. Carrie, a estranha é atualíssimo, apesar de já contar com certos anos de vida. Nele, King explora não apenas o universo feminino como também a crueldade que há no período escolar, tema debatido intensamente na atualidade: o bullying.

Carrie é uma desajustada, não se encaixa no meio social escolar. E foi interessante ler no prefácio à obra que King inspirou-se e praticamente dedica a duas colegas de ensino médio dele a produção de Carrie. As garotas que inspiraram King, por não conseguir se adequar socialmente, cometeram suicídio. E, provavelmente, o que mais me seduziu em Carrie foi a sua sede de mudança. Diferentemente das Carries cinematográficas que pareciam extremamente vitimizadas e apenas isso, a Carrie original treina sua telecinesia em casa e tem pensamentos constantes de vingança e mudança. Ela não compreende cientificamente sua habilidade, mas faz uso empírico desta. A descrição, como já é de se esperar, de Carrie usando seus poderes no livro é incomparavelmente melhor do que em qualquer obra cinematrográfica já produzida. Outro pequeno detalhe que para mim fez toda a diferença foi a própria noite clímax do baile de primavera. Depois de humilhada e banhada em sangue, Carrie foge de lá. Em meio a todas as risadas e olhares de pena e deboche, Carrie chega a sair não apenas do saguão do baile como da própria escola. Em suas próprias palavras, tudo o que ela queria era a segurança da escuridão. Somente depois de tropeçar e cair com a cara na grama da área verde é que ela para e pensa: NÃO. E volta triunfantemente ao baile. Achei quase doce e sem animus necandi da parte dela acionar a tubulação dos esguichos de incêndio para deixar todos molhados e despenteados - como ela estava. Nesse momento, Carrie lamenta por não ser sangue o líquido dos canos. A ideia da eletricidade conduzida pela água é posterior.

A profundidade psicológica da mãe de Carrie - que eu pensava inexistir - é explorada no livro. Entende-se melhor seu fanatismo religioso e a consequente aversão pela sexualidade, apresenta-se um discurso fundamentalista explícito e obcecado. Outro ponto que só a obra literária é capaz de trazer à superfície.

Em últimas palavras, acho que King foi muito feliz em associar uma vendeta - todos amamos uma boa história de volta por cima, não? - a poderes telecinéticos oriundos de herança genética e desenvolvidos a partir de uma tensão hormonal.

Frase interessante:

"Mas ninguém descobre que seus atos, na verdade, magoam realmente os outros! Ninguém fica melhor, as pessoas só ficam mais espertas. Quando fica mais esperto, você não para de arrancar asa de mosca, só imagina um motivo melhor para fazer isso".
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Paulo.Monteiro 02/11/2016

Muito Louco!!!
A Carrie é Zica!!!!!
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Matheus Fellipe 14/11/2015

Uma menina suja de sangue...
Estou certo que milhões de pessoas ao redor do mundo já leu, viu os filmes ou, pelo menos, já ouvir falar da menina Carrie. Eu já tinha ouvido falar, já até sabia mais ou menos o que acontecia na história, mas nunca vi nenhum dos filmes e só agora li o livro. Tenho essa mania de ver o filme só depois de ler o livro (nos casos em que eles são baseados em livros, é claro!).

Neste livro, conhecemos a personagem Carrie White, uma menina diferente, que sempre é a vítima, tudo ao seu redor conspira, tudo dá errado, ninguém gosta dela... Eu teria pena se não soubesse que ela fora agraciada com um dom. Um único e peculiar dom: ela tem poderes sobrenaturais, e pode usá-los sem mover um único dedo, só seu pensamento já é capaz de transformar o mundo num inferno. Ela nasceu com esse dom, mas só descobriu de fato que o possuía, aos 16 anos, quando algo terrível aconteceu em sua vida. A partir daí, dia após dia, ela vai treinando e desenvolvendo sua força para se vingar de todos que um dia já lhe fizeram mal.

“Margaret White foi lentamente do quarto até a sala. [...] Ah, ela conhecia o poder do Diabo. Sua avó mesma tinha esse poder. Conseguia acender a lareira sem sair da cadeira de balanço ao lado da janela. Fazia seus olhos (não permitirás que uma bruxa fique viva) brilharem como olhos de bruxa. E às vezes, na mesa de jantar, o açucareiro começava a girar loucamente feito um dervixe. Sempre que isso acontecia, vovó ria feito louca e babava e fazia o sinal do Mau-olhado em volta dela.
[...]
Ela conseguia sentir, sentir realmente, a força do Diabo agindo em Carrie. Ela subia pela pessoa, levantando e puxando como dedinhos malvados a fazer cócegas…” — Págs. 124/125

O trecho citado acima narra um, dos diversos devaneios, de Margaret, a mãe de Carrie. Ela é uma personagem marcante na história, pois é uma fanática religiosa de último grau que inferniza a vida de Carrie com suas loucuras. Não só ela, mas todos os personagens são muito bem construídos, é uma das características marcantes do autor. Não vou dizer mais nada do enredo, a sinopse já entrega bastante e desejo que vocês conheçam a obra não apenas lendo a resenha, mas quero que vocês leiam o livro, pois somente assim poderão desfrutar o poder, a vingança e o constante inferno na vida de Carrie White.

“As alas das salas de aula estavam apagadas e quietas e desertas; o saguão estava iluminado com um clarão amarelo padrão, e a parede de vidro que formava o lado leste do ginásio deixava passar uma suave luz alaranjada que era algo etéreo, quase fantasmagórico. Outra vez o gosto amargo, e o desejo de atirar pedras. ” — Pág. 117

Foi o segundo livro do “Mestre do Terror” que eu li esse ano e em toda minha vida (o primeiro foi O Iluminado); foi a obra que impulsionou a carreira de Stephen King como escritor, que o colocou entre os autores mais vendidos e venerados de todos os tempos, principalmente no cenário do terror. Mas é fato, e pode ser comprovado por todos os amantes da literatura de horror, que Stephen sabe como transportar seus leitores para mundos e realidades totalmente diferentes. Ele é um King das histórias de suspense e terror. Sua narrativa é muito bem elaborada e detalhada, mas isso não é um ponto fraco, é o que faz a coisa mais irracional e impossível se tornar palpável.

“A faca escapuliu da pedra de amolar, e num instante cortou a palma de sua mão embaixo do polegar.
Ela olhou para o corte. O sangue saía da ferida aberta devagar, grosso, escorrendo de sua mão para o linóleo gasto do chão da cozinha. Então, ótimo. Estava ótimo. A lâmina provara a carne e tirara sangue. Ela não tapou o corte, mas deixou o sangue cair em cima do gume e embaçar o brilho afiado da lâmina. Então continuou a amolar, sem ligar para os pingos que lhe manchavam o vestido.” — Pág. 134

Nesse livro especificamente, o autor vai construindo aos poucos os personagens, revela trechos do passado, narra o cotidiano, vai pincelando aos poucos para formar uma grande e majestosa pintura (e ele utiliza muito sangue como tinta). O ritmo da narrativa é crescente e no final o coração está quase saindo pela boca. O único porém, que foi o motivo maior desse livro não ter entrado para minha lista de favoritos, é que a forma utilizada para contar a história não me agradou tanto quanto O Iluminado. Vou explicar: ele escreve mesclando tipos diferentes de narrativas, utiliza trecho de notícias, inquéritos policiais, notícias e artigos científicos. Isso enriqueceu o texto, mas senti que houve uma quebra na leitura, é como um ponto final no meio da frase. Não se atenham a esse comentário, pois é a minha opinião e vocês poderão discordar totalmente quando lerem o livro.

“A estrada se desenrolava à frente deles em pretos e brancos fotográficos, e o velocímetro vibrava na marca dos 120. [...] Mas o carro: o carro alimentava-o com poder e glória por suas próprias linhas místicas de força. Transformava-o numa pessoa que inspirava respeito, que possuía mana. Não era por acaso que a maioria de suas transas foi no banco traseiro. O carro era seu escravo e seu deus. Dava e podia tirar...” — Pág. 116

Enfim, essas foram as minhas considerações e comentários. Agora gostaria de saber a opinião de quem já leu ou a de quem se interessou em ler. Comentem aí embaixo o que acharam (para quem já leu) ou quais suas expectativas para a leitura.

site: http://leitornoturno.blogspot.com.br/2015/11/resenha-carrie-estranha-stephen-king.html
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