Carrie, a Estranha

Carrie, a Estranha Stephen King
Stephen King




Resenhas - Carrie, A Estranha


312 encontrados | exibindo 256 a 271
1 | 2 | 3 | 18 | 19 | 20 | 21


Tica 06/06/2012

Carrie, A Estranha – Stephen King
Originalmente publicado no meu BLOG:http://criticaconsciente.wordpress.com/2012/06/06/carrie-a-estranha-stephen-king/

Ler ‘Carrie, a estranha’ é uma experiência forte e reflexiva. Este pode não ser o melhor livro do Stephen King, mas é de fato notável com sua narrativa perfeita e a descrição dos cenários e personalidades é tão realista que conseguimos reproduzi-los sem nenhuma dificuldade, o que nos envolve ainda mais na história.

Quando comecei a ler, pensei que a história se basearia unicamente no dom paranormal da protagonista. Todo o terror e angústia que envolvia o drama podem ter levado muitos a se focarem única e exclusivamente nisso e no que este poder era capaz.

Poucos enxergaram Carrie, ou tentaram entendê-la.

Carrie, Carietta White, é uma garota tímida, gorda e cheia de espinhas que mora com a mãe, Margaret White, uma mulher de uma religião estranha que ficou viúva no mesmo ano em que Carrie nasceu e passou a criá-la sozinha com todo o fervor que sua religião permitia.
A vida de Carrie sempre foi acompanhada de acontecimentos um tanto diferentes. Na sua presença, lâmpadas queimavam, objetos se moviam sozinhos, fenômenos inexplicáveis como uma chuva de pedras aconteciam. Nada em Carrie era normal, mas só depois da sua primeira menstruação é que ela passa a tomar conhecimento de seus poderes telecinéticos. E este acontecimento, por sinal, é o que vai marcar toda a trama.

Tudo começa no vestuário da escola durante a ducha onde a primeira menstruação da protagonista desce e Carrie não fazia idéia do que poderia ser todo aquele sangue. Segue-se então um ciclo de risos e humilhações, suas colegas chegam a jogar absorventes nela. A cena é terrível e só interrompe-se com a chegada da professora das meninas.
A mãe de Carrie nunca havia lhe falado sobre o assunto, o que poderia ter evitado toda a exposição pela qual ela passou. No livro temos a predominância da religião em sua mais forte expressão, pois Margaret acreditava que tudo era pecado. A menstruação, não era diferente, pois agora a menina tornou-se mulher e para ela ser mulher é estar em pecado.

Toda a criação de Carrie foi baseada na privação e na autopunição, que era na verdade imposta de forma cruel por sua mãe. Carrie é reprimida em todos os seus ciclos sociais, se é que podemos chamá-los assim. Na escola é sempre motivo de chacota e em casa era sempre castigada, vivendo então em um nível crítico de tensão que poderia explodir a qualquer momento.

O mais fantástico da narrativa são os pensamentos da própria Carrie, principalmente na parte em que esta tem consciência de seu poder e do medo que sua mãe sente diante dele. Acho que King, não poderia ter escrito de melhor forma essa parte, pois são através desses ‘pensamentos’ de Carrie que conseguimos captar todo o amargor ali contido, e a frustração em sua mais pura versão.
Durante a história, Carrie que sempre fora humilhada por todos, é convidada por um garoto para o baile da escola. Ela, hesitante, aceita, e esta é uma das partes mais felizes para a protagonista que sempre viveu imersa na escuridão.

Ela tem uma fervorosa discussão com sua mãe quando conta que aceitou o convite, enfrentando-a e utilizando ainda, como forma de ameaça seus poderes telecinéticos. Enfim, o baile parece um sonho, as pessoas a veem diferente – e ela realmente estava -, e conversam com ela ao invés de insultá-la. Estava tudo perfeito.

Ocorre que, Chris Hargensen, uma das alunas que levaram uma punição por ter humilhado Carrie queria de vingar. E quando Carrie foi nomeada rainha do baile, caiu numa armadilha e ficou ensopada de sangue de porco. Todos riram. Todos sem exceção riram, como sempre fizeram, de Carrie e ela saiu correndo e chorando.

A história não acaba aí, pois a nossa protagonista no ápice de sua mágoa retorna para se vingar. É então que vemos o quão forte é seu poder telecinético, pois devasta toda a cidade. Causa um verdadeiro caos que começou com um incêndio durante o baile da escola e seguiu-se por uma série de explosões.

Todos os que riram de Carrie morreram, ela mesma morreu. Sua trajetória de vingança é algo triste e dilacerante, como se de alguma forma ela quisesse que aquela imensa dor parasse ou acreditasse que se todos morressem ela iria parar. É impossível não sofrer com ela, não sensibilizar-se.

“É a última vez que magoam Carrie”
comentários(0)comente



Lara 28/12/2015

Carrie, A estranha.
Achei o livro um pouco entediante por sabermos logo no inicio o que iria acontecer no final e também pelo modo como a história é contada com depoimentos no meio da leitura que quebram o fluir da leitura.Foi meu primeiro livro do King e não sei quando irei ler outro.Espero ler outros e que sejam melhores, acredito que sejam.Vale a pena a leitura, bom acho talvez um livro para ler sem muita expectativa.Conseguimos sentir tudo que a personagem Carrie sente e isso é um ponto positivo no livro.A mãe de Carrie também nos despertará muitos sentimentos difíceis.Esses dois personagens são muito bons.
comentários(0)comente



Bill 29/07/2010

Justiça!
Não considero este livro um livro de terror, nada há que produza medo, mas revolta, porém, sim.

Alguns dos abusos sofridos pela Carrie, eu próprio já os sofri e se eu tivesse seus poderes (ou qualquer outra pessoa) teria feito o mesmo que ela fez, tenho certeza disso.

O que é justiça?

O que é vingança?

Quando é um e quando é outro?

Na paz e conforto de nossos lares julgamos a vingança como um crime, mas na pele de um vingador, seria vingança ou justiça em nossas mentes?

Pra mim (sei que serei criticado), Carrie fez justiça contra uma cidade desprovida de valores reais, com uma máscara de bondade, enfim, hipócrita.

Existem várias formas de crimes, existem várias formas de morte. Carrie foi assassinada e violada em sua dignidade em todos os dias de sua vida, repetidamente e de diversas formas diferentes.

Seu opressor tinha muitos rostos e muitas personalidades. O que fez foi legítima defesa, apenas isso.
Kelly SB 14/10/2010minha estante
UAU!!
Super resenha!! Adorei!
Não chegui a ler Carrie, a Estranha, mas já assisti ao filme, que mesmo bem mal produzido [ok, me critiquem], talvez por ser bem antigo, despertou em mim esse mesmo sentimento, de justiça. Também não vi nada de terror no filme, talvez pela produção, lá vou eu de novo rs, mas tem uma boa história. Quem sabe eu leia o livro algum dia. =D


Jeferson 11/11/2012minha estante
O mais interessante é que tem horas em que dá vontade de entrar no livro só para dar umas bofetadas em alguns personagens! O sentimento de injustiça aumenta com o passar das páginas!O livro é perfeito, sua resenha tbm!


Bill 11/11/2012minha estante
Obrigado Jeferson!


Daniela 15/03/2014minha estante
Adorei sua resenha e esse livro é incrível.


Bill 15/03/2014minha estante
Obrigado Daniela.


Larissa 06/01/2015minha estante
Então, seguindo seu pensamento, toda cidade merece sua Carrie.


Bill 01/04/2016minha estante
Merece?? Por quê?




Thiago 22/10/2014

Livro: Carrie, a Estranha
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 199

Mais um livro do mestre do terror que eu leio. Desta vez foi Carrie. A história já me era conhecida e fala sobre uma garota, filha de uma fanática religiosa, que sofre bullying na escola e possui poderes de telecinésia.

King parte deste mote bastante simples para construir uma trama que prende o leitor com muita facilidade. O livro intercala a narrativa normal com pedaços dos depoimentos das pessoas que conviveram com Carrie, e presenciaram os acontecimentos na escola. Há também citações de livros escritos posteriormente sobre a telecinesia, mas nada que quebre o ritmo da história, pelo contrário.

Foram feitas adaptações do livro para o cinema. Eu já havia assistido uma mais antiga sem nunca ter lido o livro, por isso me lembrava vagamente da história. Mas agora, depois da leitura, vi a adaptação mais recente (de 2013) e não achei grandes coisas. O filme modificou algumas coisas bem gritantes na história que me incomodaram um pouco, leitor quadrado que sou.

Resumindo, mais um ótimo livro do mestre Stephen King, que prende a leitura do começo ao fim, sem grandes sustos ou surpresas mas que vale, e muito, as horas de prazer da leitura.
comentários(0)comente



Emi Pacheco 18/07/2013

Carrie
Carrie, A Estranha é mais um clássico da literatura de autoria de Stephen King. Antes de ler o livro eu já tinha visto a adaptação para o cinema, de 1976, estrelando Sissy Spacek (aliás, incrível como praticamente todos os livros dele viram filmes!).
O livro não fica atrás.

Se você já leu alguma coisa do Stephen King sabe que ele tem uma forma muito particular de ambientar os acontecimentos. Em Carrie não é diferente. Ao longo da narrativa, e mesmo durante os diálogos, King acrescenta entre parenteses o que seus personagens estão pensado ou sentido naquele momento. É como se o narrador fosse uma pessoa e o personagem outra, embora a narrativa se dê na perspectiva do personagem…

Não sei se consegui explicar.
Só pra garantir vou deixar aqui um exemplo:

Ela estava
(não tenho medo não tenho medo dela)
deitada na cama com o braço cobrindo os olhos. Se fosse
fazer o vestido que estava imaginando, teria que começar
amanhã o
(não estou com medo mamãe)
mais tardar. Já havia comprado o tecido [...]

O maior problema, para mim, é a ausência de pontuação nesses “pensamentos”, que apesar de enriquecerem a narrativa, em alguns momentos, interrompem a fluidez da leitura. Mas tudo bem, com o tempo o leitor vai se acostumando e a leitura volta a fluir.

O livro é dividido em três partes, mas a história se desenvolve nas duas primeiras, e o modo como é abordada é muito interessante.
A noção de tempo é fragmentada. Em alguns momentos discute-se o “caso Carrie White” como um acontecimento pretérito, com referências de livros, estudos científicos e investigações sobre os eventos que se passaram na “Noite do Baile”, sobre Carrie e a telecinesia, e, em outros momentos, a narrativa encontra-se no presente, ou seja, quando os fatos discutidos ocorreram.
A impressão que se tem é que o leitor está sendo apresentado a uma investigação e ao desfecho do caso simultaneamente. Achei isso genial!

A terceira parte do livro é também muito legal, traz dados extras sobre o evento e deixa a questão do sobrenatural em aberto, como se clamasse por uma continuação…(Mwahaha!).

Os personagens de King são caricatos e ao mesmo tempo realistas. Quer dizer, eles apresentam vícios (principalmente vícios), virtudes e sentimentos conflitantes que o autor leva a extremos quando acrescenta um toque de sobrenatural. Com isso, ao mesmo tempo em que provocam empatia no leitor também são capazes de indignar os mais sensíveis.

A narrativa atinge o clímax já próxima ao final – sangrento e terrível, diga-se! Depois de ter lido, não me admira mais que tenha virado filme, (conta com três adaptações até agora: 1976, 2002 e 2013)!
Embora seja rápido de ler, o início da história quase me fez desistir – é bem perturbador. Não tanto pelo terror sobrenatural, mas sim pelo terrorismo real que as demais personagem infligem à Carrie. É o bullyng marcando presença, desde 1974.

A crueldade adolescente retratada em Carrie é mesmo a parte mais assustadora.
Esse livro certamente figura entre os clássicos modernos do terror.

Recomendo a leitura!

site: http://sentapraler.wordpress.com
comentários(0)comente



Mateus 20/11/2011

Melhor inicio de carreira
Primeiro escrito de King, macabro, suspense continuo muito bom te prende o livro, carrie mostrar o lado da mente humanda atormentada, reumindo muito bom.
comentários(0)comente



Cássia 06/11/2011

Curiosidade interessante que Stephen King revela na apresentação do livro é que Carrie é a fusão de duas garotas que fizeram parte de sua vida.

Acho que se o autor tivesse seguido essa linha, teria uma produção mais regular. Porque "Carrie, a Estranha" é um livro muito bom para a estreia de um escritor. Há algumas coisas forçadas como a seriedade com que a existência de um gene TC é tratada. Pelo teor fantástico da obra não havia necessidade disso.

Digam o que quiserem, mas "Carrie" legitima a violência nas escolas. Não no sentido meramente negativo, mas por mostrar (e isso não é ficção) como o sistema educacional americano ( o brasileiro também não é lá essas coisas) é totalmente despreparado para lidar com o bullying. "Se você não é amparado por aqueles que devem protegê-lo, parta para a violência." Essa é a lógica tortuosa.

E foi extremamente interessante o livro traçar um paralelo entre os acontecimentos e como tudo foi tratado pela mídia porque ainda hoje vemos isso acontecer. Basta comparar com as coberturas atuais de tragédias em escolas americanas. São totalmente descontextualizadas, colocando de um lado o vilão e do outro, as vítimas. O problema é que quando esse tipo de coisa acontece todos são vítimas.
comentários(0)comente



Kamila 14/08/2016

Como já sabemos, Carietta White, a Carrie, é uma menina que a sociedade julga esquisita. Filha de uma fanática religiosa, Carrie mais parece uma carola: é proibida de fazer praticamente tudo o que uma adolescente faz. O que muitos não sabem, é que ela tem poderes telecinéticos.

A história começa quando, após uma aula de Educação Física, durante o banho, Carrie acaba tendo sua primeira menarca. E sofre bullying por isso. Até porque a mãe jamais falou com ela sobre seu corpo, então a menina achou que estivesse morrendo. Uma das professoras vê a cena e ao invés de punir as garotas, pune Carrie (deu na cara dela, que absurdo!). Mas ao ver o estado da menina, beirando o desespero, a professora acaba se solidarizando.

Então, até chegar ao famoso baile de formatura, o autor vai falando sobre a vida de Carrie, mesclando com alguns textos acadêmicos da "Comissão White", grupo de pessoas que resolveram pesquisar sobre nossa protagonista, além de livros sobre o tema. E não, não é um livro de terror, tá mais para um thriller de suspense sobrenatural e epistolar. Ninguém vai ter pesadelos se ler.

Bem, como tem três versões cinematográficas de Carrie a Estranha, então meio que todo mundo já sabe como a história vai acabar. Ou não, a versão de 2002 é diferente do livro, eu não vi as versões de 1979 (com John Travolta) e a mais recente, com Grace Chloe Moretz e Julianne Moore. O livro é dividido em três partes, é bem curtinho e você lê em dois dias.

A edição da Suma de Letras até que está bonita, apesar dos vários erros de português que achei durante a leitura. Como já sabem (e se não sabem, vão saber agora), não gosto de rostos na capa muito menos de pôsteres de filmes como capa, muito menos acho a Grace boa atriz, mas tenho que admitir que essa capa está muito bonita. Simples e transmite a mensagem do livro.

Como eu disse, já virei fã do cara, com sua escrita simples, objetiva, detalhista sem ser modorrento e com uma história maravilhosa - que segundo o autor, foi baseado numa história real (não de telecinesia, mas de bullying contra uma menina, filha de uma fanática religiosa). Aliás, leiam a introdução, por favor, é muito engraçada!

Ah, faltou dizer que telecinesia é, segundo nosso amigo Google "é o movimento de objetos a distância, sem intervenção direta ou contato físico de alguém e supostamente devido a poder paranormal."

Então. se você ainda não leu Carrie a Estranha, vale muito a pena, depois pode ver os filmes, são bons, cada um tem sua particularidade, mas todos seguem bem à história. E sim, dá mais medo a mãe da Carrie do que da própria. Aliás, Carrie a Estranha foi o primeiro livro publicado por King, mas não o primeiro. Antes de Carrie, o autor tinha escrito outros quatro livros.

site: http://resenhaeoutrascoisas.blogspot.com.br/2016/08/resenha-carrie-estranha.html
comentários(0)comente



Rogério Ataíde 10/03/2016

Este livro não poderia ter saído de outro lugar senão da mente perturbada de Stephen King
Carrie White é uma adolescente problemática. Corpo coberto por espinhas, não tem amigas, é constantemente vítima de bullying e tem que conviver com o fanatismo religioso de sua mãe. Mas as anormalidades não param por aí. Ela é possuidora de um curioso poder telecinético que aos poucos está aprendendo a controlar.

Sua vida muda quando aos dezesseis anos de idade (um pouco tardiamente, é verdade), descobre o que é a menstruação da pior maneira possível: enxarcando todo o banheiro da escola de sangue e sendo alvo de deboches e afrontas das colegas de turma.

Mais do que uma obra de fantasia, este livro trata de questões importantes sobre a vida e a formação do indivíduo ante à sociedade, como a exclusão social, marginalização, o extremismo religioso e a solidão.

Carrie, no final das contas, era apenas uma garota cheia de dúvidas e das incertezas que a adolescência pode provocar em qualquer pessoa, e que entretanto não possuía uma estrutura familiar capaz de lhe ensinar como lidar com essas situações.
Dentre diversos tantos outros temas abordados, o apoio familiar e o amor materno se destacam como pontos focais capazes de elevar o desenvolvimento humano ao ápice ou rebaixá-lo ao extremo, transformando seres humanos em gênios ou bichos.

O desfecho da história é trágico. Transtornada com todas as mazelas sofridas e cansada de todas as violências físicas e psicológicas que lhe causaram tanta angústia, impulsionada por sofrer mais um doentio ato de crueldade, "A Noite do Baile" se transforma em uma cena clássica da literatura de horror, orquestrada por uma mente machucada que, no fundo, possuía apenas um simples desejo: ser uma pessoa normal.
comentários(0)comente



Ronaldo 10/01/2015

Não costumo ter muitas expectativas quando leio algum livro cujo filme já tenha visto, mas me surpreendi com Carrie. Acho que Stephen King escreve demais e Carrie comprova que ele pode escrever bem, escrevendo pouco. O livro tem a quantidade de páginas necessárias para contar o bullyng da personagem principal na escola, o convívio com sua mãe fanática, as motivações dos personagens e os estudos feitos pelos cientistas em cima do caso. É muito interessante a estrutura narrativa que intercala os fatos com artigos escritos por estudiosos posteriormente à tragédia. Essas interrupções não truncam a leitura e sim aumentam o suspense. Os personagens, por mais que sejam num primeiro momentro estereotipados, aos poucos vão mostrando toda sua complexidade. Fiquei fascinado pelo vilão Billy, que consegue ser assustador em toda sua crueldade, repudiei Chris, uma garota mimada, egoísta e preconceituosa e me simpatizei demais com Sue e a professora Desjardin e também com Tommy. Mas a impressão maior foi o aperto no coração que senti à medida que Carrie desabrochava, pois sabia que final a aguardava.
comentários(0)comente



Joao Renato 03/02/2017

Resenha tem Título?
O livro é bom, mas a narrativa é extremamente confusa e misturada, vira uma loucura com aqueles parênteses sem nexo que não significam sempre a mesma coisa e muito menos são explicitados de sua função.
A tentativa de passar a sensação de documentário feita pelo King torna tudo bem jogado, uma hora é um livro, outra hora é outro e depois é outra pessoa aí vira a Carrie, bem misturado MESMO. Não desmerecendo o King, mas o uso de parênteses nesse livro foi ridículo.
comentários(0)comente

Viviane Rodrigues 04/02/2017minha estante
Olá. Só para avisar que sua resenha de Carrie, a Estranha e do Jogo Perigoso são exatamente iguais. Os dois livros tem o mesmo final?


Joao Renato 04/02/2017minha estante
Eu escrevi no livro errado por acidente.




Willian 26/07/2013

O início de uma grande carreira...
Já faz mais ou menos um ano que tenho conhecimento sobre Stephen King, e ao saber de todas as suas obras percebi, como um amante de terror, que já vi muitas adaptações cinematográficas de vários livros seus, e então, a partir daí, virei um fã, e depois de ler "Carrie, A Estranha", um adorador...

Carrie é uma garota que mora no estado do Maine nos EUA junto com a sua mãe (a verdadeira estranha na minha opinião), seu pai fugiu de casa quando era mais nova, pois, ao meu ver, não aguentou a loucura de Margaret (mãe de Carrie), fanática religiosa. Pela rigidez de sua mãe, Carrie não pode fazer muitas coisas e tem um vestuário rigoroso, o que faz com que os seus colegas zoem da própria. Mas o que seus colegas não sabem é que Carrie é especial, ela possuí o dom de mover objetos com a força do seu pensamento e ela planeja uma vingança contra todos aqueles que a ridicularizaram.

O livro é muito bem escrito e original, além da narrativa, ele é composto por depoimentos, reportagens e livros do "segundo maior acontecimento do século XX" (segundo a obra), e até mesmo sobre a telecinese dando explicações plausíveis.

Na minha opinião o livro deveria ser obrigatório em todas as escolas, apesar dos palavrões, ele nos faz ter uma visão da pessoa que está sofrendo. E não mais aquele negócio superficial que vemos nos tele-jornais.

O filme possuí algumas adaptações:
-Um filme de 1976, dirigido por Brian De Palma, protagonizado por Sissy Spacek (indicação ao oscar). Este é um dos três melhores filme de terror que eu já vi (O Exorcista, Carrie e O Iluminado), o filme é muito bem adaptado até certo ponto, mas não tira a sua grandiosidade;
-Uma espécie de continuação de 1999, dirigido por Katt Shea;
-Um seriado que foi transformado em filme em 2002, dirigido por David Carson e estrelado por Angela Bettis. O seriado/filme é IGUAL ao livro durante quase todo o filme, o que difere é um pequeno detalhe no final;
-Uma nova adaptação que estreara nos cinemas em novembro deste ano (2013), dirigido por Kimberly Peirce e estrelado por Chloë Moretz. Espero muito dessa adaptação;

Chega a ser difícil de acreditar que Stephen King jogou o manuscrito dessa obra no lixo, quem o resgatou foi a sua mulher que o convenceu a continuar (valeu Tabitha!). o livro é o primeiro de uma série de obras escritas pelo maior mestre do terror desde Edgar Allan Poe, Stephen King.
comentários(0)comente



A.Soares 26/03/2017

Carrie
Mais uma vez King mostra o que é ser um bom autor. Um bom autor não tem apenas uma ideia, ele vai além. Genial.
comentários(0)comente



Aline Maia 09/02/2011

Já tinha lido 'Os Olhos do Dragão', do King, mas Carrie foi o primeiro livro de Terror/Suspense que eu peguei do autor. É simplesmente viciante, desde que eu peguei pra ler, sempre que tinha um tempinho livre estava com o livro em mãos.

A narrativa é muito interessante, te passa a idéia de que você está lendo um dossiê do caso de Carrie White; que tudo já aconteceu e que você tem que juntar as peças pra saber como aconteceu. Também é legal, porque você não vê somente o lado da Carrie da história, e sim o de vários personagens.

Um livro ótimo, além de terror o livro tem um fundo dramático e faz algumas críticas.
comentários(0)comente



Phelipe Guilherme Maciel 15/12/2016

Stephen King é vanguardista desde sempre. Ele tem o dom de passar lições de amor em meio ao caos.
Bullying. Esse termo começou a ser utilizado no mundo em 1999, por causa do Massacre de Columbine High School. Este foi o primeiro livro publicado por Stephen King, mas não o primeiro de sua carreira. Na introdução de Os Livros de Bachman, ele conta que havia escrito outros 5 livros antes de Carrie, mas o importante é termos em mente que o livro foi escrito em 1974, 25 anos antes do massacre que gerou o termo Bullying.

Muito já se disse sobre Carrie, pois o icônico livro é um dos clássicos máximos do rei do horror. Por isso, esquecerei o enredo. Quero falar de outras coisas, mas primeiro quero falar logo do "enredo". Sim, se você não conhece o enredo de Carrie, por favor, não leia resenhas. não veja reviews. não assista aos filmes. Tenha uma experiência pura ao ler o livro. Veja bem, não sou PURISTA, mas este livro revela o quanto Stephen King foi genial desde o início da Carreira.

Em Carrie, o próprio livro revela que a grande merda vai acontecer. o Spoiler acaba por acontecer por volta da página 100. Isso é irrelevante. Todos sabem que Carrie fará algo horroroso. Mas Stephen King faz do livro um conto documentado, uma análise dos livros que analisaram o caso de carrie. Há livro científico, livro de sobrevivente do massacre, livro da aluna que gerou o início de tudo isso. Claro, tudo isso saiu da cabeça de Stephen King. Os momentos do livro que não são "documentais", é como se fossem flashbacks, com diversos pontos de vista diferentes...

Há o ponto de vista de Sue, de Chris, de Carrie, de Tommy.... Os flashbacks são das memórias de quem realmente viveu aquele instante. Portanto, não espere que Carrie seja a protagonista do livro. Ela é o ASSUNTO do livro.

Isso é maravilhoso! Ler este livro sem saber o final, te dá a experiência de ver as implicações do ocorrido sendo contados por sobreviventes, por artigos de jornal, por livros de especialistas no assunto. E os flashbacks, que contam o ocorrido pela memória de quem viveu.

Genial.

Outra coisa, remete ao que falei no inicio da resenha: O Vanguardismo de Stephen King. Ele conta que escreveu Carrie porque era assombrado pelo espírito de 2 jovens que estudaram com ele e faleceram ainda na adolescência, e sofriam o tal bullying na escola. Como diz Stephen, não faziam parte de grupo nenhum. Tinham o odor que expulsava invariavelmente as outras crianças delas. Falar sobre a violência de crianças contra crianças, numa época em que isso não tinha grande relevância, é magnífico. Palmas para ele.

Fanatismo religioso: A mãe de Carrie, Margaret White, uma cristã doentiamente fundamentalista, tem uma personalidade vingativa e estranha, e, no passar dos anos, educou a jovem Carrie com uma varinha de aço e fazendo ameaças de condenação. O comportamento abusivo mental e emocional de Margaret, tem ocasionalmente se cruzado também com abuso psíquico. Se seu DEUS não fala de amor. de aceitar o outro. de viver em paz... TROQUE DE DEUS, Camarada.

Um pequeno livro de 200 páginas que ecoa nos dias de hoje ainda atual. Precisamos falar sobre Carrie. Precisamos falar sobre Bullying. Precisamos falar sobre Religiosidade excessiva. Precisamos falar sobre OUVIR NOSSOS FILHOS. Tantas situações como estas podem ser evitadas. Não é necessário telecinese pa
Resenhando Com Luke ® 19/12/2016minha estante
Sensacional sua Resenha


Phelipe Guilherme Maciel 20/12/2016minha estante
Obrigado, mestre! :D


Alana 30/01/2017minha estante
Ai, que resenha maravilhosa!!! Foi o primeiro livro do King que eu li! Acho que já esta na hora rele-lo e descobrir as novas impressões que ele pode me causar, depois de tantos anos. Amei a leitura na época, mas quero ler com a ótica da Alana de agora...


Phelipe Guilherme Maciel 30/01/2017minha estante
Alana, é verdade, os livros nos trazem coisas novas cada vez que lemos, e com certeza com a maturidade adquirida em todos esses anos desde a leitura anterior, você tirará tanta coisa boa do livro, eu aconselho a releitura ;D


Michele 19/12/2017minha estante
Que resenha Maravilhosa!


Phelipe Guilherme Maciel 02/01/2018minha estante
Michele, obrigado pelo elogio. Esse livro é realmente inspirador e nos deixa fascinados.




312 encontrados | exibindo 256 a 271
1 | 2 | 3 | 18 | 19 | 20 | 21