Entre Quatro Paredes

Entre Quatro Paredes Jean-Paul Sartre




Resenhas - Entre Quatro Paredes


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Aribra 18/09/2009


Peça teatral em que três pessoas encontram-se trancadas em uma sala, elas sabem, você aos poucos vai sabendo, que estão mortas. Vem seu enterro, acompanham as vidas dos outros que continuam... Enfim, aos poucos vão se dando conta que estão trancados na sala e apenas os três, ninguém entra ninguém sai. Discutem banalidades, disputam espaço, olham o seu ex-mundo se desmontando e se desfazendo a partir do momento que todos os seus convivas os esquecem. Então começam a dar-se conta da dependência um do outro. Esta dependência vai crescendo de tal forma que os três formam um triângulo interdependente impossível de desfazer ao ponto de quando se vêm livres da sala, preferem trancá-la novamente e ficarem juntos. A peça é simples e bem curta e trata da percepção angustiante de que só somos alguém a partir do momento que temos alguém para projetarmos nosso EU.
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LiviaKuga 13/01/2009

Um ótimo livro. Como ele é feito para teatro, é muito fácil de ler, e é engraçado. Acredito que uma das frases + importantes que Sartre satiriza é "O inferno são os Outros". Achei o livro bem interessante, e me fez pensar um pouco sobre as nossas atitudes e influências que elas fazem.
Mércia 07/06/2015minha estante
Li o livro em pouquíssimo tempo, deitei na cama e em meia hora li tudo. Gostei bastante, pois nos faz pensar o quanto as pessoas tem influência sobre nós, o que pensam a nosso respeito, o que esperam que nós sejamos. E imagine viver eternamente com pessoas diferentes de nós, nos julgando o tempo todo, apontando os nossos erros, é realmente um inferno.




Serena 12/12/2012

Quem é o carrasco?
O inferno são os outros nasce aqui, mas o que precede os outros são as nossas máscaras. Somos, antes de tudo, nossos próprios carrascos, tentamos provar a nós mesmos o quanto valemos a pena, o quanto nossa persona heróica e virtuosa é a que prevalece sobre todas as outras. Mas, um zumbido persistente canta nossa mediocridade, no sentido stricto da palavra, comum, um entre milhões.
Desesperados, damos o poder da guilhotina e do julgamento para o outro, porque precisamos dele, precisamos que, se não há convencimento para nós mesmos, que possamos talvez convencê-lo.
Neste cenário encontramos Inês, Garcin e Estelle, num ciclo que não se finda.
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Nessa 01/05/2013

A vida que não deu certo
O verdadeiro inferno é a vida que não deu certo. Sartre começa a fazer sentido de um jeito assombroso. Quando você finalmente se dá conta de seus demônios, eles não te abandonam mais. Esse é o problema de olhar no abismo: ele pode olhar de volta para você.

A cada movimento dos ponteiros do relógio parece ficar mais acentuada essa lógica. Tentativas desesperadas de desviar do trajeto são pura tolice quando todos os nervos já foram expostos, quando o outro veio até você para mostrar, consciente ou inconscientemente, aquilo que você tenta coagular.

Con[viver] nem sempre é tarefa fácil e embora alguns prefiram muitas vezes o exílio, ninguém é ilha. A grande questão é: conseguimos viver com nós mesmos? Se você não é bom, é mau. É demasiado preto ou branco, não? Uma mesa é uma mesa.

Ousaria então dizer que o inferno sartriano na Terra é nossa própria consciência.
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Raiane 15/05/2010

"Vou te dar o que eu puder. Não é lá muita coisa. Eu não vou te amar: eu te conheço demais pra isso"
O inferno de Sartre é um cenário facilmente imaginável, no qual a punição é psíquica. Não há castigo pior do que o julgamento alheio, daí o inferno ser os "Outros". Garcin, Estelle e Inês se conhecem tanto, que mal conseguem conviver "entre quatro paredes".
Leitura incrível!
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Nanddrummer 29/10/2010

"O inferno são os outros"
Um dos melhores livros que ja lí na minha vida. Para quem já tem uma iniciação na filosofia e na corrente existencialista vai notar as mensagens do existencialismo aqui presente. Contando a vida initerrupta Sartre coloca três personagens que viviam uma farsa e são postos um contra o outro pois é a percepção da "outra" pessoa que nos incomoda. Simplesmente demais
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Isabela Zamboni 10/11/2016

Um livro para sempre reler
Aposto que você já ouviu alguém falar a frase “O inferno são os outros”.

Essa famosa sentença faz parte da peça de teatro Entre Quatro Paredes, escrita pelo filósofo existencialista Jean Paul Sartre. Minha irmã me emprestou esse livro com a peça completa (nessa edição antiga e superfofa da Abril Cultural) e gostei muito!

Ultimamente tenho lido bastante peças de teatro e não me arrependo: é um texto fluido de ler, além de ser muito interessante imaginar as personagens em um palco, em um local fixo com cenário e limitações.

A trama da peça é explicada rapidamente. Três pessoas são colocadas no mesmo cômodo: um homem, escritor, que queria ser um herói, mas foi um covarde; Estelle, uma burguesa fútil que só se preocupa com a própria imagem e que assassinou o bebê que teve com seu amante; e Inês, uma mulher impetuosa, funcionária dos correios e homossexual, atraída por Estelle, tentando a todo custo conquistá-la.

Os três são levados a essa sala por um criado, que depois desaparece. A porta está sempre trancada e, a partir daí, eles percebem a situação em que se encontram: aquele é o inferno.

[RESENHA COMPLETA NO BLOG RESENHAS À LA CARTE]

site: http://resenhasalacarte.com.br/resenha/resenha-entre-quatro-paredes-jean-paul-sartre/
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Luciana Lís 27/02/2015

Um criado conduz Garcin a uma sala de mobília imperial com lareira, sofás e uma estátua de bronze. Posteriormente, chega Inês e, por fim, Estelle. Os três estão no inferno e cada um por sua vez se impressiona com a ausência do demônio e das torturas eternas que alimentam o medo dos cristãos. Os três estão condenados a coexistir juntos naquele espaço.

Garcin é um homem culto, porém covarde, péssimo marido e teme que sua fraqueza seja exposta; Estelle é uma frívola burguesa que saiu da pobreza por conta de um bom casamento, matou o filho em nome do conforto e da vaidade; Inês é manipuladora e sádica, seduziu a mulher de um amigo ocasionando uma tragédia na vida dos três.

Cada um deles conta as razões pelas quais acredita ter sido condenado a estar no inferno, e se encontram sob os olhos uns dos outros, o julgamento cruel que aponta os defeitos de cada um, ignorando completamente as aspirações íntimas que os fizessem ser vistos de uma forma mais digna. Eles estarão sempre à mercê da opinião do outro, sendo julgados e hostilizados, tornando a convivência uma eterna expiação, até Garcin se dar conta de que “o inferno são os outros”. “Entre quatro paredes” é uma peça curtíssima, tem pouco mais de 30 páginas e é facilmente encontrada na internet. Uma leitura que vale a pena. Seria impossível transcrever os riquíssimos diálogos entre as personagens sem alongar demais esta resenha, mas é válido ressaltar a riqueza das personagens, das falas carregadas de metáforas e de subjetividades, escancarando a habilidade de Sartre para traçar diversos meandros acerca da existência humana.
Por: @lucianalis

site: Para mais resenhas: instagram.com/coletivoleituras
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Mauricio.Alcides 17/04/2016

O inferno
Acho que tenho uma peça de teatro favorita,

Em Entre quatro paredes Sartre nos apresenta a uma nova visão mundana de inferno, um inferno sem ardência, sem suplícios sem constantes humilhações, um inferno composto apenas na figura de um quarto e das interações sociais humanas. Sartre demonstra na figura de três personagens como a interação humana é complexa, difícil, como é complicado estarmos presos ao convívio social, mas mesmo sendo essa lastima a convivência com terceiros é essencial para a nossa complexa raça humana.

Como dito em um certo momento do teatro por Garcin O inferno são os outros.

Nota: 10
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Ricardo 22/09/2012

O primeiro que li do Sartre.Rápido de ler e surpreendente.
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Ana Beatriz Rosa Alves 22/01/2019

Escrita em forma de teatro, "entre quatro paredes" é uma obra existencialista curta e muito interessante.
Temos apenas três personagens (e a passagem fugaz do criado) e um cenário, os três morreram e estão confinados em um quarto no inferno onde devem passar a eternidade sofrendo o único e mais terrível castigo de todos, conviver com apenas aquelas pessoas para sempre e sem nunca dormir.
Daí veio a frase "o inferno são os outros" a tensão psicológica da trama é demais, ainda bem que é curta senão eu ja ia surtar.
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Babi Lisiak 04/10/2019

Uma das melhores definições de Inferno.
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Daniel.Simoes 16/01/2019

Uma peça curta, sobre um inferno alternativo, em que as pessoas são obrigadas a conviver com outras, sem interrupções (as pessoas não piscam e as luzes não apagam). Através de três personagens que se encontram numa sala após morrerem na vida terrena, a história vai mostrando como o que mais nos aterroriza na verdade vem das pessoas ao nosso redor com quem convivemos, ou seja, o inferno são os outros.
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