Ópera de sabão

Ópera de sabão Marcos Rey
Marcos Rey




Resenhas - Ópera de sabão


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Momentos da Fogui 09/10/2016

Momentos da Fogui
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Fogui 31/05/2015

Ópera de Sabão
Marcos Rey
Companhia das Letras
2003

O que dizer desta obra espetacular do maravilhoso e genial Marcos Rey? Que não é uma novela ou folhetim convencional. Que com seu humor e perspicácia o autor desconstrói as estruturas de um bom dramalhão mexicano. Que na realidade ele constrói uma comédia inteligente. Sim, Ópera de Sabão é uma comédia que nos faz pensar.

Só por curiosidade, o título é uma brincadeira, "Ópera de Sabão" é a tradução literal de "Soap Óperas", programas americanos de rádio que na época eram patrocinados por marcas de sabão e sabonete. Quando digo época leiam década de 50.

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MR.Santi 19/01/2015

As metáforas da ópera
1954. Vargas se suicida. Mas esse não é o foco. Claramente esse fato foi o estopim de toda a trama folhetinesca e radio novelesca de Marcos Rey, Ópera de sabão, mas não é o importante. Como o título sugere, a trama segue o ritmo e estilo das radionovelas, em inglês, soap operas (óperas de sabão). A expressão surge devido aos vários comerciais de patrocinadores das novelas, em geral, marcas de sabão. Mas, não, o sabão também não é importante. O que importa, talvez, seja a experiência do autor em radionovelas. Certamente isso deu tom particular à obra.
Marcos Rey é o pseudônimo literário de Edmundo Donato. Nasceu em 1925 e morreu em 1999, em São Paulo. Produziu inúmeros livros, roteiros de cinema, contos, crônicas, novelas de TV, scripts de rádio e peças de teatro. Sua primeira publicação foi a novela Um gato no triângulo (1953). Entre suas mais de quarenta obras, de literatura infanto-juvenil e adulta, estão O enterro da cafetina (1967) e O último mamífero do Martineli (1995), pelos quais recebeu o Prêmio Jabuti. Várias de suas obras também foram adaptadas para a televisão e o cinema.
Em Ópera de sabão, Marcos Rey trata sobre a morte, sobre a juventude e a velhice, sobre sexo. A primeira torna-se evidente logo no sumário, em que as primeira, segunda e terceira partes são intituladas “O suicídio”, “O velório”, “O enterro”, respectivamente. A segunda aparece nos personagens, os jovens e os velhos, os pais e os filhos. O terceiro é buscado avidamente pelos personagens, independentemente da idade.
Sobretudo, Rey trata sobre o Brasil dos anos 1950. O aparente radicalismo político, mais transitório que as meias que calça, do patriarca Manfredi; a era de ouro e queda do rádio brasileiro e de Madame Zohra, a senhora Manfredi; o dualismo entre razão e prazer do primogênito da família; a busca por ascensão social do mediano; a procura por um bom casamento por parte da caçula.
Todos esses aspectos constroem uma história envolvente e cheia de coincidências. O drama, o humor, o sarcasmo e o suspense. A sólida criação dos personagens, cada um com suas próprias características e misturados num único universo de proximidade, torna crível o absurdo, o aleatório. Marcos Rey consegue criar uma linha narratológica de quatro dias em 317 páginas; uma estória com digressões, flashbacks e situações que permitem ao leitor conhecer os cinco personagens principais, e que formam a família Manfredi.
De forma um tanto quanto folhetinesca, Rey discorre sobre política e cultura, sobre a realidade social brasileira após perder um de seus mais queridos e controversos presidentes. Fala sobre paixão e ódio, sobre indiferença. Metaforiza desejos e compromissos, seriedades e ludismos. Monta uma ópera em quatro atos, em quatro dias.
Utiliza com maestria a barreira do físico: por partes se coloca como observador parcial, corpóreo, e narra apenas o que qualquer pessoa poderia ver; por partes torna-se onisciente, narrando corpo e alma de seus personagens sem piedade. Mostrando o objetivo e o subjetivo, o heroísmo e vilania, as hipocrisias e dúvidas de seus personagens, reflete o relativismo e a dual realidade de toda uma raça, a raça humana.

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Raphael Cavalcante 01/05/2014

Uma boa novela das 21h
A estrutura narrativa folhetinesca, evidenciada no próprio título da obra (as soap operas radiofônicas), engana quem espera encontrar em "Ópera de sabão" personagens superficiais. Marcos Rey, escritor multimidiático (rádio, televisão, literatura), transporta para o seu romance várias das convenções do gênero nascido nos jornais, mas de uma forma bastante particular. Para começar, os membros da família Manfredi, protagonistas da trama, não são exatamente anjos de candura, trafegando muitas vezes por estradas tortas. Em muitas dessas ocasiões, o narrador onisciente utiliza-se de ironia para relatar as atitudes questionáveis dos entes narrados. No entanto, o mais interessante de "Ópera de sabão" é o fato de Marcos Rey utilizar a estrutura do folhetim para desconstruí-lo. Paixões arrebatadoras, mocinhas sonhadoras, ideologias de uma vida são todas colocadas em xeque à medida que se defrontam com a fatalidade da vida.
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Gláucia 05/07/2011

Ópera de Sabão - Marcos Rey
Foi o primeiro livro do autor escrito para o público adulto, já havia lido seus sucessos da coleção Vaga-Lume.
Narra a história de Manfredo, um típico pai de famíla de origem italiana dos anos 50 e em como o suicídio de Getúlio o afetou. Divertido e de linguagem simples.
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