Jurema das Matas

Jurema das Matas Mônica de Castro




Resenhas - Jurema das Matas


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cid 30/08/2012

A essência de cada um
Monica de Castro, conta a vida de Jurema através de 4 encarnações, onde o espírito vive em um corpo de colonizador espanhol, de uma índia , de uma negra escravizada e de uma mulher branca brasileira do inicio do século XX.
Conta o inicio da Umbanda, como uma religião dos negros e índios que viveram nesse solo, e queriam continuar a amar e servir a sua gente.
“E ensina que não existem apenas seres humanos comuns, que cada alma humana pode ser um cristal rutilante na vida das pessoas. Não para clarear e indicar caminhos, mas para mostrar a cada um onde esta a sua chama , acender no próprio coração e iluminar a consciência. Com a consciência iluminada e esclarecida, cada um encontrará dentro de si mesmo as respostas sobre a natureza de sua essência.”(pag 311)
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Andressa 14/08/2012

Jurema das Matas - Mônica de Castro
O livro Jurema das Matas é o segundo da autora que leio e foi, assim com o primeiro, um dos melhores livros do gênero espírita que já li até hoje. Porém, diferente daquele, este não foi um deles por algum tipo de mistério que eu desejava logo desvendar e sim por ter mostrado ao invés de apenas uma, quatro encarnações de uma mesma alma.

Com certeza o fato de podermos observar com clareza as evoluções do mesmo espírito em diversas existências é um dos pontos mais fortes do livro. Vemos como alguém egoísta em certa vida e com um alto desejo de vingança pode, em alguma outra encarnação, sofrer tudo o que causou a terceiros e como isso serve de ensinamento, ajudando no crescimento interior de cada um. Além disso, mostra com maior clareza para nós, leitores, como nossas amizades ou inimizades podem não ser apenas frutos desta vida e sim laços de várias outras encarnações que carregamos, os quais não podemos mudar e sim tentar sempre melhorar.

Das quatro histórias que o livro nos apresenta a mais dinâmica e interessante é, sem sombra de dúvidas, a segunda. Esta nos conta a história de Aracéli, uma índia que passa por diversas dificuldades durante sua passagem pela Terra apesar de já ser um espírito mais sábio do que foi na encarnação anterior, e isso é algo que consegue mexer com os leitores. Temos uma mistura de sentimentos como pena, tristeza e até raiva pelo que lhe ocorreu durante toda a leitura e isto é o que acaba sendo o diferencial desta história em relação às outras.

Por outro lado, existiu uma dessas tramas que não me agradou tanto quanto as outras três: a última, simplesmente por ter sido uma história mais calma, focando mais na já conquistada sabedoria das almas. Deu sim um belo desfecho para os personagens que em outras vidas foram tão machucados, mas foi a mais monótona de todas e consequentemente a mais cansativa, apesar de não ter sido a mais extensa.

Resumindo, foi um livro diferente do que eu esperava por estar acostumada àqueles que nos mostram uma só história com apenas um personagem que, apesar de também sofrer as consequências do passado, não temos um grande envolvimento na sua vida anterior como temos neste. E isso foi o que tornou o livro único e o que me deixou mais empolgada com a leitura.
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M 16/02/2014

Ao iniciar a leitura, não imaginava me apegar ao personagem principal da primeira fase, afinal ele era o "vilão". Mas no decorrer das fases do livro, vamos acompanhando seu crescimento espiritual e nos identificando com sua história. Afinal, quem é vilão ou mocinho na vida real? Se estamos todos aqui para aprender e melhorar cada vez mais, um dia já fomos piores do que somos agora, e com certeza praticamos atos similares ou até piores do que aqueles narrados no início da trama. É bonito de ver sua elevação espiritual trilhada através do trabalho,do perdão e da prática do amor.

São narradas quatro encarnações de um ser, como Alejandro, Aracéli, Chica e Eleonora; além de trechos de sua caminhada na erraticidade. E só no final conseguimos entender o título. Juro que folheei o livro atrás de explicações e não encontrei, pois somente no final deveria compreender.

Um dos pontos interessantes do livro é conhecer parte da história da Umbanda e como ela surgiu no Brasil e com quais propósitos. Gosto de ler sobre fatos históricos e gostei de conhecer um pouco mais dessa religião surgida em território brasileiro.

A leitura é rápida e de fácil compreensão. Recomendo...
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Pluricom 23/01/2012

Novo romance de Mônica de Castro resgata as quatro encarnações que antecedem a entidade Jurema
A escritora espiritualista Mônica de Castro, autora de inúmeros best-sellers, lança agora seu 15º romance pela Editora vida & Consciência, em que resgata a história de uma das mais importantes entidades da Umbanda, a cabocla Jurema, responsável por transmitir coragem e energia a quem necessita. Em 'Jurema das Matas', Mônica de Castro narra as quatro encarnações que a precedem, mostrando o quanto a simplicidade e a franqueza são fundamentais para que as pessoas não se iludam com falsos valores de conquista e de poder. Da trajetória sangrenta e sofrida, surge uma criatura dócil e infinitamente sábia, disposta a compensar seus desequilíbrios com o auxílio desinteressado aos irmãos de caminhada que formam a família humana.


Cada parte do livro é dedicada a uma encarnação. Começa com a história do truculento Alejandro, um espanhol que parte para explorar a América, deixando para trás sua mulher Rosa. Tomado pela fúria ao descobrir que, enquanto esteva fora, ela e seu melhor amigo Lúcio planejam sua morte, Alejandro começa a se portar de maneira ainda mais rude, ultrapassando os limites da maldade não só com o casal de amantes mas também com todos os que lhe cruzam o caminho. Após sua morte, ele reencarna como a jovem cabocla Aracéli. A índia acaba se tornando objeto de desejo de seu patrão que a maltrata como Alejandro fazia com as índias da América Central. Após a trajetória como a doce Aracéli, o espírito de Alejandro retorna como Chica, uma escrava merendeira, que reencarna na senzala junto a espíritos de índios astecas que outrora havia torturado. Chica, uma parte mais evoluída de Alejandro, já consegue lidar com o perdão. Sua quarta encarnação é como Eleonora, que já não precisa mais passar pelo processo da dor, mas ainda tem que orientar aqueles que foram deixados ao desabrigo da fé. Até que finalmente, esse espírito está apto para integrar a falange da entidade Jurema, que ensina a suportar as dificuldades e dá coragem para enfrentá-las.

As quatro histórias se entrelaçam ao longo de todo o romance, tendo por pano de fundo a própria história das Américas e do Brasil, com úteis notas de rodapé que registram o surgimento da Umbanda. Ao mesmo tempo em que entretém o leitor, Jurema das Matas ensina que nunca é tarde para mudar e melhorar as próprias atitudes e abrir espaço para uma reflexão interior, que tem como princípio: “é preciso viver para conhecer, experienciar para discernir, sentir para se libertar”.

Sobre a autora – Formada em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Mônica de Castro começou a psicografar logo após o nascimento de seu filho, quando a inspiração de Leonel a fez escrever o seu primeiro romance. Desde então seus romances emplacam as listas de best-sellers.

Livros já publicados – Com o amor não se brinca, Sentindo na própria pele, Até que a vida os separe, O preço de ser diferente, Greta, Segredos da alma, Giselle – a amante do inquisidor, Lembranças que o vento traz, Só por amor, Gêmeas, A atriz, De todo o meu ser, De frente com a verdade e Uma história de ontem.

Título: Jurema das Matas

Autora: Mônica de Castro

Número de páginas: 368

Formato: 16 x 23 cm

Preço: R$ 42,00

ISBN: 978-85-7722-183-7

Mais informações sobre os livros da Editora Vida & Consciência estão disponíveis no site: www.vidaeconsciencia.com.br

Há mais de 20 anos no mercado, a Editora Vida & Consciência tem como missão editorial a valorização da espiritualidade. Seus livros dividem-se em seis categorias.Romances e Cronicas Espiritualistas publica autores de grande sucesso, como Zibia Gasparetto, Luiz Gasparetto, Marcelo Cezar e Mônica de Castro, além de novas promessas da literatura; Fatos e Estudos é voltada à divulgação de pesquisas científicas e narrativas de projetos de transformação social;Desenvolvimento Pessoal oferece caminhos para o autoconhecimento; Metafísica Moderna tem livros dirigidos a todos aqueles que ainda se inquietam diante dos mistérios do universo; Literatura Infantil e Literatura Infantojuvenil são categorias voltadas à formação de crianças e jovens espiritualizados, autônomos e conscientes. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a Editora Vida & Consciência complementa suas atividades buscando a aproximação com o público leitor, em concursos culturais e eventos literários com a presença dos autores.

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Lilian 20/05/2015

Não se sabe quando uma trama liga-se através do ódio entre espíritos realmente começou mas sabe-se que um dia através da reencarnação ela terá que romper esses laços e buscar a do amor.
Jurema das Matas tem cenas fortíssimas ditadas pelo espírito Leonel

Século XV , Espanha
Rosa moça de posses apaixona-se por um artesão e o encontra as escondidas em seu próprio quarto todas as noites. O pai de Rosa descobre tudo e antes que seu nome seja atirado na lama pensa em manda-la á um convento até conhecer Alejandro Velásquez na Taverna . Alejandro falava em se aventurar em terras desconhecidas ,Castilla de Oro, colônia da Espanha nas recém-descobertas terras de além-mar assim que houvesse uma oportunidade. A novidade chamou a atenção do pai de Rosa e, em poucos minutos, estava negociado o casamento da moça. Alejandro lhe daria um nome em troca de dinheiro para a viagem e as primeiras despesas. Rosa é obrigada a casar-se com Alejandro, dinheiro por honra. Ao chegar em Cuba após algum tempo Alejandro parte ao mar com capitão e vários marinheiros em busca de caçar indios e toma-los como escravos e pede a seu melhor amigo Lúcio para vigiar sua esposa e o outro pede para o amigo cuidar de seu sobrinho na viagem e é por aí que as coisas começam a acontecer e nada é como parece.
Violência
Assassinatos
Sacrifícios
Vingança
Traições
E passo a passo sobre o quê Alejandro Velásquez acabou se transformando.

200 Anos depois ...
Aracéli filha de uma índia( que morreu no parto) com um português que acabou morrendo em uma disputa por ouro com um paulista,a órfã foi criada pelo padre Gastão a quem estima verdadeiramente como filha. Certo dia ouve-se cascos de animais no pátio da igreja e é Licino garimpeiro que fez dinheiro ao comercializar escravos e cansando do negocio acaba indo para Vila Rica MG explorar garimpos , casado e com um filho de 5 anos acaba convencendo a jovem Aracéli de 16 anos a trabalhar em sua casa e cuidar do menino, ela se apaixona pelo garotinho e vai sobre os protestos do padre que sente um aperto no coração . Aracéli terá que enfrentar as dores físicas do mundo e cumprir o que ela mesmo veio buscar antes de reencarnar
e o ciclo de violência , assassinato, vingança continuam
Mais duas encarnações são programadas e o nascimento de um novo culto no Brasil chamado Umbanda é explorado para novos conhecimento e entidades a ensinar amor e caridade
A ignorância dos Médiuns ao novo culto , preconceito partido dos que dizem saber e estudar a caridade através das obras de Kardec julgando-se mais sábios que os índios e pretos velhos que trabalham no culto auxiliando o próximo.
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Vanessa Meiser 18/05/2012

http://balaiodelivros.blogspot.com/
Este é o primeiro livro da Editora Vida e Consciência que recebo para resenha e tenho a certeza de que não poderia ter começado de melhor forma. Jurema das Matas é uma história reveladora e desmistificadora.

Anteriormente à minha leitura, eu mesmo sendo simpatizante do espiritismo, confesso que não entendia muito bem a diferença entre o espiritismo de Alan Kardec, a Umbanda e o Candomblé, tirava minhas próprias conclusões através de algumas coisas que ouvia dizer. Pois com este livro, meu entendimento a cerca destas três religiões foi ampliado e despido de pré-conceitos pois, muito se fala porém pouco se sabe.

O livro nos conta as quatro últimas encarnações de Jurema que viveu em épocas muito diferentes uma da outra porém sempre buscando a evolução espiritual. Sua primeira vivência que nos é apresentada é na pele de Alejandro Velázques, um espanhol ambicioso e sem escrúpulos que torturava índios por pura maldade. Logo após temos a mestiça Aracéli, filha de pai português e mãe índia, mora desde o nascimento com um padre que a criou como filha, sofre nas mãos de Licinio, um fazendeiro que a faz sua escrava sexual. Sua próxima encarnação é como Chica, uma criada de bom coração e mãe amorosa porém que sofre muito após perder sua filha. Sua quarta encarnação é como Eleonora, uma senhora casada e de boa família que comanda juntamente com o seu marido um íntegro centro espírita. Eleonora é médium e tem ao seu lado espíritos evoluídos que assim como ela buscaram a paz que hoje desfrutam e se prontificam em ajudar aqueles que ainda encontram- se perdidos.

Estas quatro encarnações se completam ao longo de todo o romance, cada espírito que convive com Jurema em cada uma de suas vindas à terra possui algo em comum com ela, ou é alguém que busca vingança, ou alguém que a protege, ou alguém que somente a conheceu e que precisa se aproximar....todos acabam por se entrelaçar de alguma forma. Um ponto positivo do livro é que ao decorrer das páginas, encontramos notas de rodapé que nos esclarecem fatos que realmente aconteceram, pessoas que existiram e ate mesmo o nascimento da religião chamada Umbanda.

Eu classifico este livro como um ótimo livro, assim como a maioria dos romances espíritas que já li até hoje. Sempre gostei muito das histórias escritas por Mônica de Castro porém, acredito que este seja o melhor que já tive o prazer de ler e é uma daqueles livros que quando termina a gente já fica pensando em quando vai ler novamente, que te deixam com saudade dos personagens.

Portanto, recomendo de olhos fechados!

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rcavalcanti3 11/07/2016

Lindo
Um livro bonito, suave e sensível, mesmo tratando de encarnações tão difíceis. Uma bela história muito bem contada. Só faltou mesmo a continuação!
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Thais 11/01/2013

Jurema - totamente resumido
Neste livro Jurema, conta-se a história de um espírito que cometeu erros no passado e vem ao longo dos tempos lutando e vencendo conta os desafios da vida até vir a ajudar as almas necessitadas.
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Tatiana.Jardim 04/01/2017

Perfeito para entender como funcionam reencarnações, carmas e de onde vem as entidades da Umbanda
Para quem não tem muita paciência para ler, o início pode ser muito massante e muito sombrio. Porém todo este é necessário para entender o meio e o fim da história. Vale muito a pena ler até o fim. É um dos meus favoritos!
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Lene 28/11/2016

Leitura fácil e muito interessante. Mostra quatro encarnações de espíritos afins que sofrem e evoluem juntos. Provando que a vida é uma grande oportunidade de aprendizado e de correção de erros do passado. O que mais me encantou foi a encarnação que fala do surgimento da minha amada Umbanda no Brasil. Emocionante e intenso. Recomendo a leitura.
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ManoelNeto 26/10/2015

Quarto livro de Mônica de Castro, uma história de evolução, amor e perdão. Isso é Jurema das Matas.

Ao ter em minhas mãos essa obra, tive um misto de curiosidade e retração. Por um lado o título chamava-me a atenção, e do outro a sinopse descrevendo o enredo, Umbanda como ato de analise ao leitor. Eu, em minha simples ignorância, um pouco retraído, quanto à doutrina exposta, mas decidi. Abri o livro e a história começou. A sinopse foi um pouco fraca, em minha pobre concepção de leitor, do início da obra até quase o fim pouco se ouviu falar da Umbanda. O livro divide-se em quatro partes, são fragmentos de vidas dos espíritos do enredo, mostrando da ignorância a evolução que cada qual se submeteu. Somente na quarta parte finalmente encontro a Umbanda, o que retraiu minha atenção nos primórdios da leitura, foi-me claro rompendo um elo de ignorância dos muitos que tenho. A Umbanda é uma doutrina não muito diferente do espiritismo que acredito conhecer, em sua codificação encontramos a caridade, o ato de esclarecer aos ignorantes que ainda permanecem com sentimentos de vingança, ódio, que destroem os próprios portadores de tais males, existem espíritos denominados Pretos Velhos e Índios, que esclarecem aos que nos sentimentos errôneos permanecem como se cobrassem dívidas ao que se deixam, por falhas na vivencia terrena. Ao finalizar essa obra com uma carga de aprendizados em relação aos acertos e erros de vidas, pude deixar de lado preceitos e preconceitos desta doutrina. A Obra é rica em aprendizado. Começo agora a descrever resumidamente os fragmentos das vidas que estiveram presentes em Jurema da Matas.
Parte 01:
XV, Espanha. Alejandro Veláquez um aventureiro, dispõe a mão de Rosa, uma jovem que foi entregue junto a um grande dote e a contra gosto, pelo pai ao constatar que a mesma tivera se perdido com um sapateiro. Alejandro então casa-se com Rosa e vão residir em Cuba, ele em busca de Ouro, e ela com a simples e humilde subserviência de uma esposa. Alejandro em uma de suas viagens em busca de bens e escravos indígenas sofre uma tentativa de assassinato, a mando de seu amigo Lúcio, que ficara a mando de Alejandro a cuidar de Rosa. Alejandro consegue livrar-se da morte e obriga seu algoz a lhe dizer quem tivera a audácia de atentar sobre sua vida. Soriano se passara por sobrinho de Lúcio, que encarregara Alejandro de encaminha-lo durante a expedição, assim Lúcio tomaria conta de Rosa a pedido de seu amigo. Soriano encurralado e na esperança que Alejandro o livraria da morte e ele poderia voltar ao encontro de sua amada noiva Cecília, lhe deixa a par do plano que Lúcio tramara contra ele. Alejandro então entrega-o aos canibais sem dor e piedade. A expedição seguiu sem muito sucesso, e em meios as turbulências, como a escassez de água, os ferimentos aos combates com os índios e algumas doenças que os tripulantes contraíram durante o percuso, Alejandro conhece Damian, um jovem aventureiro que dali em diante ajudaria o amigo a concluir a vingança contra Lúcio e Rosa. Em retorno a Cuba, onde Alejandro deixara sua esposa aos cuidados do seu até então amigo Lúcio, Alejandro trama com Damian a morte dos traidores, Lúcio e Rosa. E Em uma festa de aniversário de Alejandro o traído flagra sua esposa e o amante em um momento de amor e os matam. Responde em juízo, mas tem como testemunha seu amigo Damian, e é absolvido por ter lavado sua honra com aquele ato. Alguns anos se passam só que Alejandro carrega consigo a vaidade, de conquistar ouro e escravos em uma intensidade maior. Agora Alejandro abusava sexualmente das índias e as matavam, dando a culpa a seus devaneios à Rosa e Lúcio. Damian sempre a acompanha-lo com a mesma servidão e lealdade de sempre. O Tempo passa e Alejandro contraí Varíola, doença muito comum à época, e desencarna, agora encontra-se em estado lastimável respondendo em seu interior todo o sangue que derramou em vida e o mal que causou, encontra Soriano que o esclarece da morte. Damian sofre muito com o desencarne de seu amigo e irmão Alejandro, principalmente por se culpar de não ter ficado ao seu lado durante toda a enfermidade. Passa-se longos vinte anos e Damian desencarna, assim como Alejandro sofrendo o mal que causou. Depois de cem anos se encontram no Astral, Analisam os erros, os desafetos compreendendo as leis divinas e o ato de Reencarnar. Para uma nova vida, recordarem e concertarem erros.
Parte 02:
200 anos depois, Vila Rica, Brasil. Agora Alejandro reveste o corpo de Araceli, uma órfã, filha de uma índia e um português, que ao ficar órfã é dada aos cuidados de padre Gastão(antes Damian), que fora incumbido de devolve-la ao povo de sua mãe, mas o afeiçoamento que o mesmo sentiu pela menina, impediu-o de realizar o desejo da mãe em seu leito de morte. Dando-lhe educação e a tendo como uma filha. Chegam a Vila Rica, alguns viajantes em busca do garimpo que a região proporcionava. Montados em cavalos, chegaram causando medo aos moradares, assustando Araceli, que fez-se correr ao encontro de padre Gastão que acabava de encerrar seus feitos na igreja. Ao ver Araceli entrar “espantada” foi ver do que se tratava. Era Lícinio, homem jovem e interessado no garimpo, conhece padre Gastão a quem se desculpa pelo assombro que causara. Com a oportunidade de alcançar seus objetivos no garimpo, Lícinio decide procurar uma casa para instalar-se, junto com o s escravos para depois virem sua esposa Esmeraldina, e seu amado filho Teodoro, os quais ficaram a espera de notícia em Salvador. Não se demorou muito e Lícinio se estabilizou em uma pequenas fazenda, aos arredores de Vila Rica, e foi ter com o padre, um de seus poucos conhecidos um pedido, ele desejava uma ama-seca para seu filho, exigência de sua esposa, que logo chegariam. Ao chegar na casa do padre, logo conheceu Araceli o que lhe interessou muito, não somente como criada, e sim como mulher, apesar de ser uma criança. Araceli causara enorme fascínio aos devaneios de Lícinio. Solicito de imediato a padre Gastão a presença de Araceli em sua casa, fora recusado, para seu desprazer. Padre Gastão conhecendo ao fundo as intenções de homens feito Lícinio, cotara-lhe de imediato todas as suas intenções, não permitindo a ida da menina. Araceli espantou-se com a reação de Padre Gastão, pois a oportunidade de trabalhar na casa de outra pessoa enchera-lhe a mente de oportunidades de conhecer gente nova, mas não se opôs conhecia Padre Gastão e dava-lhe total confiança nas escolhas. Chega a Vila Rica, Esmeraldina e Teodoro, os quais foram recebidos com muito esmero e bajulações por Lícinio, que de tudo fizera para agradar a esposa ambiciosa, que viera a contra gosto de Salvador. Conversando com Esmeraldina, em um determinado momento, Lícinio ressalta a falta de uma ama seca para seu filho, e sem demonstrar seu verdadeiro interesse cita Araceli, a qual interessa Esmeraldina, e decidem ir mais uma vez ter com o padre Gastão uma conversa sobre a possibilidade de terem a “índia mestiça civilizada” ao lado de Teodoro, desta vez Lícinio além de Esmeraldina levou Teodoro o que encheu de amor os olhos de Araceli que vislumbrada com o doce menino aceitou o convite sem hesitar. Não se demorou muito e Araceli já estava instalada na casa de Lícinio, feliz e com visitas aos domingo a padre Gastão, que sempre rezava e temia por sua filha de coração, clamando aos seus proteção. Esmeraldina recebeu uma carta de Salvador, a qual falava sobre o nascimento de seu sobrinho, filho de sua irmã que há tanto desejava um filho. Incentivada pelo marido, Esmeraldina vai a Salvador e deixa o filho a pedido de Lícinio, que alegou solidão e a convenceu. Agora a sós com Araceli, Lícinio planejaria um plano sórdido. E assim fez, encurralou-a no riacho o qual Araceli sempre ia tomar banho como veio ao mundo, abusando de sua inocência e plantando lhe ameaça sobre a vida de padre Gastão. Lícinio não tinha lembranças de sua antiga existência onde fora vítima de sua vítima, dando a vez de trocar as posições de vítima a algoz. Lícinio era Lúcio, que fora assassinato na noite de festa por Alejandro, acompanho de Esmeraldina que em outra era Rosa. Em seu íntimo padre Gastão suspeitava o que sua pobre filha Araceli estava enfrentando, os dias sem ir visita-lo aos domingos deveria ter acontecido algo subentendia o pai aflito. Vivia em prece ao auxilio de Araceli. Esmeraldina volta de Salvador e é recebida com muitos pressentes, o que encheu-lhe os olhos e coração ambiciosos deixando o marido livre de perguntas sobre o que fez em sua ausência, plano arquitetado por Lícinio que a conhecia como ninguém e tinha certeza que surtiria efeito os agrados à esposa. Desde o dia em que fora abusada, Araceli foi imposta por Lícinio a encontros noturnos a beira do riacho, e proibida de ir visitar o padre aos domingos. Para sair durante a noite sem ser notado por Esmeraldina, Lícinio começara a encher a esposa de vinho, que em seguida caia e dormia em sono profundo, embriagada. Enquanto ele se deliciava em destruir os sentimentos e a moral de Araceli. Certa noite em ápice de tristeza, Araceli que tivera sido vítima de mais um momento de atrocidade e humilhações, decide fugir não suportava mais e junta suas roupas e no meio da noite sem ser notada pula a janela e vai em busca da liberdade à casa de Padre Gastão, que recebera sua chegada com muita felicidade e alívio. Araceli nada lhe contara das atrocidades, abusos e humilhações as quais Lícinio lhe impusera durante o tempo em que esteve em sua casa, temia a vida do padre e se envergonhava de tantas atrocidades. Mas não precisa o padre tudo imaginava. O dia em que sucedera a fuga de Araceli, a casa de Esmeraldina estava aos prantos de Teodoro, Lícinio fora de imediato chispando fogo a casa de padre Gastão, chegando, implorou que Araceli voltasse, mas nada foi feito na presença do padre ele(Lícinio) não poderia ameaçar a menina. No dia seguinte armou junto a alguns escravos uma armadilha para padre Gastão. Mandou-lhe um bilhete em nome de uma desconhecida para que o padre se distanciasse aos serviços paroquiais de uma extrema-unção. O padre foi a seu destino, enquanto Araceli que nada sabia fora as compras e não viu o padre receber o chamado, ao chegar em casa encontrou a mensagem enviada ao padre sobre a mesa, e subitamente compreendeu de quem se tratava, associando o ato a Lícinio, mal teve tempo de voltar da busca ao padre que fizera ao redor de casa, que lá esperava Lícinio explicando-lhe o que planejara, e Araceli aos prantos não poderia arriscar a vida de seu pai concordou em voltar deixando um bilhete de despedida endereçado ao padre explicando ao padre, que ao voltar da viagem sem resultados encontrou a mensagem ficando perplexo com o vazio de Araceli. Alguns dias passaram e Esmeraldina continuava dando trégua aos encontros obscuros de seu marido, embriagando-se as noites de vinho. Até que gota por gota de ausência nas noites em que recordava da embriagues e não encontrava Lícinio ao seu lado, Esmeraldina criou questionamentos em sua mente sobre onde estaria e o que faria Lícinio. Desconfiada, perguntou aos negros que de nada sabiam, a não ser Zenaide uma escrava interesseira que de tudo fazia para obter regalias na casa dos senhores, contou-lhe entre miúdos o que vira de estranho nos últimos tempos, ficando encarregada a mando de Esmeraldina de seguir o marido se este saísse a noite do quarto. Alguns dias se passaram e Zenaide nada vira, Esmeraldina evitava o vinho e fazia guarda ao marido que não conseguia ao menos mexer-se no leito, até que cansada de tantas noites acordada na vigília... Esmeraldina em uma noite especial adormeceu, dando vez ao marido de sair aos seus encontros, acompanhado aos olhos de Zenaide que estava despercebida, realizou mais uma noite de desgostos a Araceli na beira do riacho, Zenaide vendo seu “sinhó” junto com a índia saiu às pressas deixando sua senhora a par de tudo o que seus olhos vislumbraram. Ao voltar do encontro, Lícinio encontrou a mulher sentada ao lado da cama que em pouco tempo esbravejou tudo o que a negra Zenaide lhe contara exigindo que Araceli fosse embora naquela mesma noite. Desculpando-se com a esposa e jurando mandar a índia embora, saiu ao encontro de Araceli que naquela noite fora humilhada na frente de todos os olhos curiosos na sala de estar sendo carregada a saída por Lícinio, agora Araceli estava temerosa não saberia o que ia lhe acometer. Lícinio a levou a uma cabana abandonada, onde prenderia a pobre menina por muito tempo. Após deixara Araceli na cabana, Lícinio destinou-se a casa de Padre Gastão que escultou toda a história que Lícinia cuspia em sua face, com repulsa e muitas ameaças vindas de Lícinio, padre Gastão temia a vida de Araceli. No continuar da história existia Soriano que nada evolui durante todos aqueles tempos, almejava a destruição de seu inimigo Alejandro que agora vestia-se de mulher na carne. Soriano acusava Alejandro/Araceli por sua morte junto aos canibais e a saudade de notícias e presença de sua noiva Cecilia, a qual fizera-lhe uma visita certa vez, aconselhando-o a desistir da vingança, e que logo mais ela iria reencarnar como filha de Araceli e Lícinio. Agora Soriano encontrava-se com uma faca de dois gumes, por um lado o gosto árduo da vingança em ver Lícinio destruir a cada dia Araceli, e por outro não queria destruir sua noiva Cecília, a mulher que amava. Inconscientemente Soriano mudava em relação aos seus planos de destruir Araceli, utilizando as vibrações de Lícinio, ele não poderia aniquilar a vida de sua noiva, terminantemente não poderia. Após algum tempo, Lícinio permitiu que Araceli fosse ao encontro de padre Gastão, após muitas súplicas da moça, os encontro aconteciam aos domingos. Um dia Lícinio ao chegar na cabana foi ao encontro de Araceli que em seguida saiu correndo para vomitar. Estranhado a reação Lícinio perguntou o que estava acontecendo, a índia logo lhe esclareceu que não sabia do que se trava aqueles enjoos repetitivos. Lícinio foi a procura de um médico que logo constatou a gravidez, Lícinio atordoado com a novidade mandou que o médico abortasse o feto de imediato, a moça recusava-se e pedia clemencia. O Médico informou a Lícinio que não poderia fazer o que o mesmo lhe propusera, e indicou uma parteira que no outro dia logo estava na cabana de Lícnio de Araceli. Lícinio a saída do médico teve um momento de fúria incontrolável, chegando a esmurrar a barriga de Araceli que contorceu-se de dor. No dia seguinte, logo a parteira destinou-se junto a Lícinio que pagara-lhe um boa quantia pelo futuro serviço e descrição, a cabana onde foi repelida por Araceli que jogou o antidoto que a parteira lhe dera ao chão, para o terror de Lícinio que segurando-a a força fez Araceli engolir uma nova porção abortiva. Nada surtiu efeito, no os dias que se seguiram o feto continuava-se a gerar no ventre de Araceli. Com a gravidez de Araceli, Lícinio a proibira de fazer as visitas a padre Gastão, temia que alguém desconfiasse e o falatório chegasse aos ouvidos de Esmeraldina. Padre Gastão sem notícias de sua filha, decide ir a casa de Lícinio, ter com ele alguma resposta para a ausência e falta de Araceli, para o espanto de todos foi quando um criado anunciou a chegada do sacerdote, Lícinio temendo as perguntas foi ao seu encontro e entre palavras contou ao padre o estado de Araceli para o espanto do padre, que ouviu atentamente, propondo a Lícinio que entregasse Araceli e eles sumiriam no mundo sem deixar rastro. Lícinio já estava cansado de Araceli, sua diversa em outrora tornara-se um estorvo, sem falar no filho bastardo que ela carregava em seu ventre, precisava livrar-se deste problema, para alivio do padre aceitou o pedido deixando claro que iria tratar pessoalmente a fuga sem rastro de Araceli. Não sabia Lícinio, que Zenaide escutou alguns trechos da conversa e de imediato correu para encher os ouvidos da patroa que esperava na sala. Ao contar entre meados o que vira entre a conversa do padre e seu patrão, Zenaide aumentava os fatos mas deixou a patroa a par da continuação do caso extra conjugal de seu marido, e a existência de um suposto filho. Esmeraldina chispava ódio à entrada de Lícinio, exigindo ao marido a morte de Araceli e seu filho, pedindo a prova seu corpo desfalecido. Prometendo a esposa sem argumentos para contra dizer o que ela pedia, Lícinio dirigiu-se a cabana onde mantinha Araceli escondida. Soriano alertou Araceli através do sono, avisando que ela estava em perigo, o que a fez despertar assustada. Atordoada com fragmentos do aviso de Soriano, e a chegada de Lícinio Araceli se desperta. Lícinio dispensa o negro que ficara a vigia de Araceli, ele preferia praticar o ato só. Lícinio ao encontrar Araceli conta-lhe o que vai fazer a sua vida e de seu filho, a qual clamava e pedia clemencia, mas não adiantava ele avançava cada vez mais, até que cravou suas mãos ao pescoço da índia que regozijava sem forças sobre a mesa. Ao lado de Araceli estava Soriano que tentava intui-la a pegar uma faca esquecida pelo vigia que tivera sido dispensado por Lícinio antes do encontro. Inconscientemente, Araceli apunhala Lícinio com a faca em suas costas, o qual cai ao chão sem forças agonizando. Para alívio de Soriano, Araceli consegue escapar de Lícinio fugindo aos galopes no cavalo que o mal feitor deixara a porta da cabana, e logo chegara a casa de padre Gastão. Araceli conta o que houve ao padre que dilui as informações com alívio ao vê-la bem, deu-lhe instruções para fugir ás matas em busca de seu povo. Araceli apanha alguns pertences e se vai sem deixar rastros, caminhou sem cessar alguns dias, até que cansada suplicou aos deuses indígenas e adormeceu. Ao acordar encontrou alguns índios que a levaram até uma tribo amiga, que a acolheu com imenso amor e carinho. Em Vila Rica, logo se descobriu o assassinato de Lícinio, quase que Esmeraldina morre ao saber, e de tudo fez para apanhar a índia e/ou incriminar o padre Gastão, que fingiu não saber de nada. As buscas cessaram e Esmeraldina deixou padre Gastão de lado, com medo que ele revelasse ao vilarejo o caso escroto que seu falecido marido mantivera com aquela índia “desprezível”. Araceli, logo tivera sua filha a qual recebeu o nome de “Aiurumã”. Araceli casara-se com Piraju e logo teve outro filho. Teodoro crescera ajuntando-se ao ódio que sua mãe nutria a Araceli, Esmeraldina contava-lhe sua versão dos fatos, o que a longo prazo tornou o doce menino em um Bandeirante, que em grupo invadiam as tribos e acabavam com os índios. Justificava seu ódio aos índios, à ação que seu pai sofrerá nas mãos de Araceli. A vida de Araceli estava em paz na tribo, até que em uma noite, seu povo sofrera um ataque de bandeirantes, onde todos de sua pequena família fizeram a passagem ao Astral. Padre Gastão, nunca mais tivera noticias de Araceli, e sempre que sabia de alguma invasão dos bandeirantes a alguma tribo, ia até eles para pesquisar com alguns dos poucos índios que sobravam para serem comercializados, sobre a existência de Araceli, mas nada conseguia. Padre Gastão só soubera de Araceli, quando também morrerá. Em uma de suas buscas por Araceli, um bandeirante ouvira as indagações do padre,e a história que o mesmo contava aos índios, e se interessou, até que ouviu o nome de Araceli, e ouvindo o que realmente aconteceu pela boca do padre, mortificou-se e sentiu na pele o quanto mal tivera feito aos índios por um ódio sem fundamentos. Teodoro arrependeu-se de tudo o que fizera aos índios e juntou-se a causa nobre em defesa dos indígenas. Passara-se muito tempo, até que Soriano que vivia próximo a casa de padre Gastão, encontrou Araceli e percebendo que não nutria nenhum sentimento de vingança, percebeu o quanto estava mudado. Nos Astral Lícinio e Esmeraldina não perdoavam Araceli, lembrando de suas vestes quando foram Lúcio e Rosa. Um dia Cecília encontrou Soriano vagando ainda na crosta, tirou-lhe a culpa que sentia por não ter evitado o incêndio que matara sua noiva no corpo da filha de Araceli, Cecília esclareceu-lhe e voltaram ao astral. Agora Araceli preparava-se para uma nova experiência junto com algumas de suas vítimas.
Parte 03: Fatima estava com cinco anos, quando fora pega por uma febre maldita, na fazenda de Eusébio. Tudo e todos, estavam parados em silencio com o luto da partida da menina. Helena, esposa de Eusebio, cairá em tremenda depressão, todos os dias chorava junto ao tumulo da filha, lastimando-se a perda horrenda. Helena não poderia ter mais filhos devido a uma complicação no parto de Fatima. Todos os dia já ia Helena ao pequeno cemitério da fazenda onde jazias o corpo de sua amada filha, todos os dias era o mesmo sofrimento e martírio. A mãe passava a manhã ao lado do tumulo, na esperança em que a filha levanta-se e fosse ao seu encontro. Helena tinha muitos inimigos desencarnados ao seu redor que aos poucos , porque ela permitia, foram plantando a semente do suicídio. A mulher sempre estava em uma luta inconsciente e vez ou outra resmungava algumas palavras sem sentidos, fato que Eusebio atribuía a perda da filha ao qual todos sentiram. A vida ia seguindo, em um dia quase na hora do almoço na casa grande, Sebastião um escravo da fazenda, foi ao encontro de Helena para avisa-la sobre a hora da refeição, como fazia todos os dias, junto ao ritual da sinhá. Ao chegar próximo ao cemitério, o Negro percebeu algo estranho, Helena estava a tentar sobre a vida, encontrava-se a se debater pendurada por uma corda em uma árvore. Sebastião ouviu seus gritos de agonia e socorro de Helena que tentava lutar pela vida, em uma tentativa frustrada. Assim que atentou sobre a vida, os espíritos que a cercavam enchendo-lhe a mente e o desejo de acabar com a vida deixaram-na, para que ela sentisse o peso do remorso e arrependimento. Porém mesmo tudo vendo, Sebastião nada fizera, decidiu que ia deixa-la morrer. Não simpatizava com Helena, muito menos com Eusebio, aquela outra morte que logo chegaria sendo mais um motivo de tristeza para o senhor de escravos, alegrava o coração de Sebastião. Tudo ocorreria bem se Maria, filha de uma escrava chamada Chica, não estive passando pelo local. A Menina notara a cena e ao ver Sebastião, pediu que ajudasse Helena, o escravo de imediato negou-se alegando que os brancos precisavam morrer. A Curto prazo, Maria conseguiu esquiva-se de Sebastião e chegou até a casa grande gritando e chamando socorro. Vendo-a, Eusebio saiu escutando-a e dando ordens ao capataz para segui-lo em direção onde estaria Helena. Tiraram Helena, chamaram um médico as pressas, mas nada pode ser feito, a sinhá Helena Morrerá naquele mesmo dia. Voltando aos sentidos, Eusebio questionou a Maria sobre Sebastião, e dando uma surra na pobre menina, soube que Sebastião nada fez para socorrer sua esposa. Sebastião, imaginando que logo a menina daria com a língua nos dentes, fugiu para a mata. Eusebio deu ordens ao capataz da fazenda para que procurasse Sebastião, assim o fez e cumprindo as ordens do senhor de escravos, o Capataz matou ao negro em frente a todos os outros escravos, enforcado. Para desespero da negra Norma, mulher de Sebastião que nada pode fazer. Ao ver o pranto de Norma, Eusebio perguntou se ela queria morrer com o negro que acabara com a vida de sua esposa, Norma nada disse ou pensou amava Sebastião mas não poderia dar a vida junta a de Sebastiãao. Mas dentro de seu coração o remorso a acusava de covardia. Utilizando-se de uma boa fofoca e intrigas, aos outros escravos, Norma inventava mentiras e histórias que nada contavam com a verdade para denegrir a imagem de Chica e da pequena Maria. Certa vez, Norma inventou um suposto caso de Chica com Eusebio, supondo que Maria queria a pobre Maria queria tomar o lugar de Fatima. Em uma conversa, Fidência, relatara a Chica o que se passava, e as fofocas que Norma enchia a senzala contra a amiga, e as duas chegaram à conclusão que só poderiam esperar a verdade. Um dia de Sol Maria estava brincando a beira do Riacho, onde do outro lado estavam Norma junto a outras escravas, logo foram ter com Maria. A conversa entre Norma e a pequena Maria começou como sempre cheia de acusações e deboche, e em um ato sem pensar Norma empurrou a menina que foi de encontro ao chão com a cabeça em uma pedra, morrendo subitamente. Norma arrependeu-se e a mando de Fidência que chegou ao local logo após a pobre Maria desfalecer, contou a Chica o que houve pedindo o perdão, que logo foi aceito pela nobre alma de Chica. Nada os outros negros souberam, a pedido de Chica que não queria que Norma fosse acusada e sofresse mais do que o remorso ia impondo a escrava cheia de sofrimentos. Chica, fora Araceli e Alejandro, e veio junto a Maria que revestiu-se de Aiurumã e Cecília. Juntas estavam para aprender com muitos espíritos de índios e negros que fizeram sofrer em outrora.
Parte 04:
Na ultima encarnação que o espirito nos narra, os amigos, vítimas e algoz encontram-se novamente em mais uma vivência. Alejandro, Araceli, Chica agora eram Eleonara, mulher simples casada com Sergio que outrora revestiu padre Gastão. Eles tiveram um casal de filhos Silmara e Evandro que revestiram os corpos de Aiurumã e Lícinio. Sergio e Eleonora foram pioneiros na implantação e divulgação da Umbanda. Atividade que desenvolveram com muita habilidade e dedicação. Ajudavam aos espíritos ignorantes no erro e maldade, e desenvolviam um belo trabalho. Evandro conhecerá Gilda no centro de Umbanda o qual seus pais era dirigentes e logo tornou-se interessado, não lembrando que Gilda fora Rosa e Esmeraldina, não estavam pela primeira vez, lado a lado. Evandro casou-se com Gilda e tiveram um filho, chamado Ricardo, que em outro momento revestiu Teodoro, o menino era uma criança muito doce e gostava muito de sua avó Eleonora. Ricardo trazia em suas poucas memorias o desejo de ajudar os índios. Silmara conheceu um rapaz chamado Otavio, que fora em outro momento Soriano, finalmente poderão estar juntos novamente. Casaram-se. O ciclo das encarnações e troca de experiências se fechavam. Desde os primórdios de 1500 caminhavam lado-a-lado experiência, após experiência vítimas e algoz. Em 1947, Sergio desencarnou seguido por Eleonora um ano depois. Continuaram a desenvolver o trabalho no Astral, e sua alma de índia que revestira Araceli em outro momento recebeu o nome de Jurema das Matas.
cid 26/10/2015minha estante
Muito boa a resenha.


ManoelNeto 29/10/2015minha estante
Obrigado! Bjs




Ana 20/04/2012

Ações e Reações
Rosa apaixonou-se por um artesão, um homem simples. Seu pai, no entanto, não aceitou este romance e obrigou a moça a casar-se com Alejandro, um homem rude e ambicioso. Eles moravam no sul da Espanha, mas logo mudaram-se para Cuba. O objetivo de Alejandro era enriquecer e foi em busca do tão alardeado ouro nas terras recém descobertas do século XVI.

As decisões equivocadas motivadas pelo orgulho e arrogância traçam o rumo da história destes personagens que vão encontrar-se muitas vezes depois, em outras terras, ao longo dos séculos. E assim, nossos personagens vão ganhando experiência e conhecimento a caminho do amadurecimento.

http://omundoatravesdoslivros.blogspot.com.br/2012/03/jurema-das-matas-de-monica-de-castro-e.html
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Literatura 26/03/2012

Muitas vidas, um só aprendizado
Se falarmos sobre as religiões atuantes no Brasil, a umbanda é uma das mais comentadas e menos conhecidas. Muitos a criticam, falam mal de suas cerimônias, transformam o tema em Tabu, mas não se interessam em conhecer maiores detalhes.
Isso acontece, muitas vezes, até entre os seguidores da mesma. Isso eu digo com propriedade, já que tenho pais praticantes da umbanda. Sabemos todos os rituais, nomes de entidades, acreditamos na existência e no poder de cada um deles, mas raramente alguém tenta se aprofundar no assunto.

Mônica de Castro, conhecida autora espírita resolveu unir através de seu novo romance o kardecismo e a umbanda. Com Jurema das Matas (Vida e Consciência, 367 páginas), ela conta as trajetórias carnais de uma das mais famosas entidades da umbanda - a Cabocla Jurema, já cantada em tantas canções religiosas ou populares e desenhada das mais distintas formas.

Nessa obra, ela mostra as 04 últimas encarnações deste espírito tão evoluído, correndo pelas mais diversas épocas e situações: o espanhol Alejandro Velázques e sua aventura em um mundo recém-descoberto, sem imaginar que mentiras e intrigas o cercam, enviados por quem ele ama; a pobre mestiça Aracéli, filha de pai português e mãe índia e sua luta pela liberdade da alma, num mundo que a vê como mero objeto; Norma, a escrava inconsequente que paga um preço muito alto pelos seus atos e Eleonora, uma mulher pronta a mudar aos primórdios da espiritualidade.

O livro segue o ritmo de muitos romances espíritas que conhecemos: vidas que se cruzam em busca do amadurecimento e tomam as decisões que acham as melhores. Alguns acertos, erros, muitas venturas e lamentos, mas nesse tipo de livro nós sabemos que, impreterivelmente, no fim tudo irá se explicar. Através da ação e reação, vemos a vida de Jurema passar diante de nossos olhos e percebemos como os destinos se entrelaçam com suas intrínsecas certezas.

Veja resenha completa no Literatura de Cabeça:
http://bit.ly/GNC7AW
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danilo_livros 26/03/2012

Muitas vidas, um só aprendizado
Veja mais resenhas minhas no Literatura de Cabeça:
http://bit.ly/GNCv2o

Se falarmos sobre as religiões atuantes no Brasil, a umbanda é uma das mais comentadas e menos conhecidas. Muitos a criticam, falam mal de suas cerimônias, transformam o tema em Tabu, mas não se interessam em conhecer maiores detalhes.
Isso acontece, muitas vezes, até entre os seguidores da mesma. Isso eu digo com propriedade, já que tenho pais praticantes da umbanda. Sabemos todos os rituais, nomes de entidades, acreditamos na existência e no poder de cada um deles, mas raramente alguém tenta se aprofundar no assunto.

Mônica de Castro, conhecida autora espírita resolveu unir através de seu novo romance o kardecismo e a umbanda. Com Jurema das Matas (Vida e Consciência, 367 páginas), ela conta as trajetórias carnais de uma das mais famosas entidades da umbanda - a Cabocla Jurema, já cantada em tantas canções religiosas ou populares e desenhada das mais distintas formas.

Nessa obra, ela mostra as 04 últimas encarnações deste espírito tão evoluído, correndo pelas mais diversas épocas e situações: o espanhol Alejandro Velázques e sua aventura em um mundo recém-descoberto, sem imaginar que mentiras e intrigas o cercam, enviados por quem ele ama; a pobre mestiça Aracéli, filha de pai português e mãe índia e sua luta pela liberdade da alma, num mundo que a vê como mero objeto; Norma, a escrava inconsequente que paga um preço muito alto pelos seus atos e Eleonora, uma mulher pronta a mudar aos primórdios da espiritualidade.

O livro segue o ritmo de muitos romances espíritas que conhecemos: vidas que se cruzam em busca do amadurecimento e tomam as decisões que acham as melhores. Alguns acertos, erros, muitas venturas e lamentos, mas nesse tipo de livro nós sabemos que, impreterivelmente, no fim tudo irá se explicar. Através da ação e reação, vemos a vida de Jurema passar diante de nossos olhos e percebemos como os destinos se entrelaçam com suas intrínsecas certezas.

A trama passou por mim como um livro de contos, analisando cada vida como uma história em separado. Apesar da escrita fluente de Mônica, assumo que o livro não me trouxe grandes novidades. Cada encarnação em si tem uma série de clichês que estamos cansados de ver, pois fazem parte do nosso dia a dia. O homem traído, a pobre mulher perseguida por um homem que a deseja loucamente, a jovem inconsequente que troca os pés pelas mãos ou a dama à frente do seu tempo... Não importa. Em algum momento, já nos deparamos com dramas parecidos. Sendo literatura espírita ou não.

A melhor coisa desse livro, na minha opinião, é a última vida de Jurema, como Eleonora. No Brasil do começo do século 20, ela é testemunha viva dos acontecimentos que levaram o médium Zélio de Moraes a criar a verdadeira umbanda. Aquele que quebrou as regras da FEB - Federação Espírita Brasileira, que impedia o contato das pessoas com o espírito de negros e índios, pois achavam que essas almas abnegadas não tinham conhecimento suficiente para ajudar os outros. Aí sim, tive várias explicações que nem sequer imaginava e foram muito boas para mim.

"- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar início a um culto em que pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano astral lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.
- Julga o irmão que alguém irá assistir a esse culto? - ironizou o vidente.
- Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei."

E em meio a tantos fatos fantásticos e coisas surreais, porque não resgatar um pouco da fé em nós mesmos?
Agora é a sua vez.
Malu 21/10/2012minha estante
Quando encarnada como escrava, ela era a Chica, mãe de Maria.. e não a Norma.




Katita 15/07/2013

JUREMA DAS MATAS
Acabei de ler o livro JUREMA DAS MATAS, psicografado por Mônica de Castro através do espírito Leonel.

Esse livro foi amor a primeira vista, entrei na livraria, olhei pro livro comprei e fiquei na dúvida de comprar, no dia seguinte entrei na mesma livraria acompanhada de uma e não tive mais duvidas, comprei!

Assim que adquiri o livro achei que a ideia era contar a história de Jurema, como era ela quando criança, adulta até desencanar. Logo no prefácio descobri que toda história nele é verdadeira e claro, fui me apaixonando cada vez mais.

Mas, nos primeiros capítulos li a história do personagem Alejandro, que não tinha relação a Jurema, porém o livro foi cada vez mais me cativando e fiz uma viagem as histórias e aprendizados tendo por fim conhecido Jurema através de sua história de encarnação e reencarnações até alcançar o pleno amor.

Essa frase tirei do final do livro: " Esqueciam os médiuns que os rituais servem para possibilitar a criação de uma harmonia de pensamentos e sentimentos, organizando-os de forma a facilitar ad experiências espirituais e a captação de energias para aplicação adequada nos trabalhos e na vida".

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