O Andarilho das Estrelas

O Andarilho das Estrelas Jack London




Resenhas - O Andarilho das Estrelas


9 encontrados | exibindo 1 a 9


cid 25/05/2009

Não é um Jack london regular, é fantastico
O livro faz pensar, principalmente sendo assinado por J L .
Envolve camisa de força, desdobramento fora do corpo fisico e vidas passadas.
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Mekare 12/09/2013

Trechos
P.s.: Surpreendente a exaltação à mulher que ele faz no final do livro! Passou o livro inteiro praticamente sem mal citar nada à respeito e no final, a mulher passa a ser a razão de tudo... ;)

“Nossos sonhos são feitos das coisas que conhecemos. A substância dos nossos sonhos é a substância das nossas experiências.” 23

‘Homens inteligentes são cruéis. Homens estúpidos são monstruosamente cruéis. '

'...memória é a coisa com a qual a gente esquece. Ser capaz de esquecer significa sanidade. Lembrar incessantemente significa obsessão e loucura.' 59

'Vede, o mundo é um lugar muito mau, a vida é muito triste, todos os homens devem morrer e, uma vez mortos... bem, mortos estão. Portanto, para escapar ao mal e à tristeza, os homens de hoje, como eu, buscam o aturdimento, a insensibilidade e a loucura da frivolidade' 101

'A vida não pode ser explicada em termos intelectuais. Como disse Confúcio há muito tempo: "Quando somos tão ignorantes da vida, podemos conhecer a morte?!" E ignorantes da vida somos quando, na verdade, não podemos explicá-la me termos de compreensão. Conhecemos a vida apenas como fenômeno (do mesmo modo que um selvagem conhece um dínamo) e nada conhecemos da vida como númeno, nada conhecemos sobre a natureza da substância intrínseca da vida.' 133

“Muito estranho é o homem, sempre insaciável, sempre insatisfeito, nunca em paz com Deus ou consigo mesmo, seus dias cheios de inquietude e esforços inúteis, suas noites uma fartura de sonhos vãos cheios de ambição e pecado.” 270

"Penso, às vezes, que a história do homem é a história do amor da mulher. Essa lembrança de todo o meu passado é a lembrança do meu amor pela mulher. Sempre, nos dez milhares de vidas e formas, eu a amei. Eu a amo agora. Meu sono é repleto dela; minhas fantasias na vigília, não importa onde comecem, levam-me sempre para ela. Não há como fugir dela, aquela figura eterna, esplêndida, sempre resplandecente, da mulher.
Não entenda mal, não sou nenhum rapaz imaturo e apaixonado. Sou um cientista e um filósofo. Eu, como todas as gerações de filósofos antes de mim, conheço a mulher pelo que ela é – suas fraquezas, mesquinharias, presunção, abjeção, seus pés presos à terra e seus olhos que jamais olharam as estrelas. Mas... a verdade duradoura e irrefutável permanece: Seus pés são belos, belos são seus olhos, seus braços e seu seio são o paraíso, seu encanto tem poder além de todo o encanto que jamais ofuscou o homem; e, assim como o alvo forçosamente atrai o dardo, ela forçosamente atrai o homem.
A mulher me fez rir da morte e da distância, zombar da fadiga e do sono. Massacrei homens, muitos homens, pelo amor da mulher; em sangue batizei nossas núpcias e com sangue lavei a nódoa de seus favores a outro homem. Desci aos abismos da morte e da desonra, traí os companheiros e as estrelas do céu, por amor à mulher – ou melhor, por amor a mim mesmo, que tanto a desejava. E escondi-me entre as espigas de cevada, doente de desejo por ela, apenas para vê-la passar e encher os olhos com sua ondulante formosura, com seus cabelos negros como a noite ou castanhos ou cor de linho ou com todo o ouro do sol.
Pois a mulher é bela... para o homem. Ela é doce ao paladar do homem, ela é perfume em suas narinas. Ela é fogo em seu sangue, é o toque das trombetas. Sua voz é a mais pura música em seus ouvidos. E ela pode abalar a alma do homem, que, de outro modo, mantém-se inabalável diante da terrível presença dos Titãs da Luz e das Trevas. E além de suas estrelas, nos distantes paraísos de sua imaginação, valkíria ou houri, o homem faz, de bom grado, um lugar para a mulher; pois ele não poderia ver um paraíso sem ela. E a espada cantando na batalha não canta canção tão doce como aquela que a mulher canta ao homem só com seu sorriso ao luar, seu gemido de amor na escuridão ou seu andar ondulante ao sol, enquanto ele cai, tonto de desejo, na grama.
Morri de amor. Morri por amor..." 293

“Eu vivi muitas vidas através de longas eras. O homem, o indivíduo, não fez nenhum progresso moral nos últimos dez mil anos. A diferença entre o potro selvagem e o paciente cavalo de carga é apenas uma diferença de treinamento. O treinamento é a única diferença moral entre o homem de hoje e o homem de dez mil anos atrás. Sob a fina casca de moralidade que poliu sobre si, ele é o mesmo selvagem que era há dez mil anos. A moralidade é um capital social que se ampliou gradualmente através de longas e dolorosas eras. A criança recém-nascida se tornará um selvagem a menos que seja treinada e polida pela moralidade abstrata que foi se acumulando por tão longo tempo.”


site: https://www.facebook.com/renatapslima http://moonlit-lady.tumblr.com/
Rubio 12/02/2014minha estante
Concordo que a mulher seja a razão de tudo.


Joyce 30/05/2014minha estante
Adorei a resenha, fiquei com muita vontade de ler esse livro!


Jim 03/07/2018minha estante
Spoiler!!!




Inlectus 10/04/2016

Magnífico.
Cinco estrelas, luz ao espírito.
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Gouget 16/07/2012

Não é um livro esotérico
O livro consegue te prender pelos fatos bem contados. As histórias são um pouco pesadas, recheadas de violência e tensão. Não recomendo lê-lo na hora de dormir.
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Aldo Jr. 18/04/2017

Perfeito!
Jack London narra os devaneios de um presidiário que tenta aliviar as dores da tortura com experiencias pela história da humanidade e pela sua própria história.
A narrativa é perfeita e cada uma das experiências nos leva a concluir a composição do caráter e da condição de Darrell Standing, enquanto ele aguarda, sem quebrar nenhuma vez, sua hora no corredor da morte.
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Rubio 12/02/2014

Li esse livro por ironia do destino, resolvi ler à frente de todos livros da minha lista de espera e fiquei contente por isso. Primeiro livro que leio desse autor e já acho o cara foda, ele conseguiu me oferecer todas as ferramentas pra uma projeção de cenários em minha mente sem nem precisar apelar pra acender um baseado, e ainda acompanhado com pensamentos filosóficos. O livro é brilhante. Um prisioneiro condenado à morte, recebe umas dicas sobre um estado de trance que pode ser alcançado nas seções de camisa de força, assim que ele consegue dominar essa técnica, ele se vê capaz de elevar sua consciência pra fora de seu corpo e andar pelo universo, e também relembrar episódios que ele acredita ser de suas antigas encarnações.Recomendo
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Karla Fernandes 04/06/2012

É um livro que me confunde e me perturba... Fico pensando se é ficção ou se é realidade, no que devo acreditar, se eu deveria pensar nisso e as perguntas não param.
Lembro que sempre senti curiosidade em relação à esse livro, pois muitos lugares o cita como um mistério, de início pensei que teria uma decepção, mas isso não aconteceu.
É intenso e muitas vezes perturbador, você acaba refletindo muitas coisas em sua vida e confesso que muitas partes do livro, eu queria que tivesse mais detalhes.
Quero escrever essa resenha, sem fazer spoiler, então digo que é um ótimo livro, se você tiver uma mente aberta, se você deseja ter seu lado de crenças afetado ou ao menos é um curioso não-fanático.
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Eder Ribeiro 10/11/2016

Aprisionado, Darrell Standing, sofrendo tortura indizível, desliga do corpo mentalmente e nos relata suas vidas passadas em diferentes épocas e lugares.
Aprecio muito os livros do Jack London. O Andarilho das Estrelas, apesar de alguns trechos maçantes, vale a pena ser lido.
Como o livro nos fala sobre liberdade, penso, pouco importa a sua condição social, o lugar que se vive, desde que seja em um regime democrático, só a conquistamos quando conseguimos controlar as nossas vontades. A liberdade, como a felicidade, é um estado que você se condiciona.
Lendo nas entrelinhas, percebe-se que o prisioneiro, no caso Darrell, ao ter controle de sua mente, consegue se libertar da dor causada pela tortura, e conseguinte, aprisiona o seu torturador numa vontade desenfreada de quebrantá-lo, tanto fisicamente quanto espiritualmente. Preso a essa vontade, o torturador perde a sua liberdade, mesmo estando livre
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Kelly 17/05/2013

Vida? O que é isso?!
Gosto do tema do livro mas, não consegui me identificar muito com o texto. Vou ler outros livros do autor para ver se melhoro a percepção.
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