o nosso reino

o nosso reino Valter Hugo Mãe




Resenhas - O Nosso Reino


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Felipe 19/01/2022

O Nosso Reino
Na história conhecemos Benjamim, uma criança de 8 anos, que mora numa aldeia de pescadores em Portugal onde as pessoas são muito religiosas e supersticiosas.
Benjamim narra seus pensamentos, medos e se muitas vezes se questiona sobre o que é bem e o mal, aquilo que é ou não permitido segundo os preceitos da igreja católica. Outro fator histórico que acompanha o narrador é o fato de Portugal estar enfrentando a ditadura de Salazar.

É um livro pequeno, mas que demorei para terminar porque é uma leitura difícil, pesada e que requer muita atenção do leitor. Não é um livro que a gente lê dentro do ônibus (hehe). A escrita do autor é primorosa, muito rica nos detalhes, mas requer paciência e calma. Vale a leitura com toda a certeza, mas com essas ressalvas. Escolham um lugar tranquilo, silencioso e que ajudem a manter a atenção.
eduardo 19/01/2022minha estante
VHM é dos Grandes, né =)


Felipe 21/01/2022minha estante
Edu, ele é otimo, mas é difícil tá. Hahaha eu fui pego de surpresa, uma supresa boa, mas me assustei no início com a leitura.


eduardo 21/01/2022minha estante
liipe, "baltazar serapião" é o de leitura mais difícil (tanto pela estética literária quanto pela crueldade na trama), mas já li 5 dos 8 romances dele, e cada um me deixou sem chão, de maneiras diferentes (e boas!) =)


Felipe 21/01/2022minha estante
Você falando assim, já fico com medo da leitura. Hahaha. Mas já sabendo dessa escrita dele, já vou mais preparado e tenho certeza que serei surpreendido positivamente. ?


eduardo 21/01/2022minha estante
estou certo de que você vai amar cada um dos livros dele ?




Clara Oficial 14/01/2022

Nunca demorei tanto pra ler um livro tão curto.
Leitura difícil e arrastada, terminei só de teimosa pq não queria abandonar um livro tao pequeno. Apesar de me passar uma estética bonita, a historia é pesadíssima e muito triste.
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Daniela 07/12/2021

“O nosso reino” é um livro extremamente triste, um dos livros mais tristes que li. O narrador é Benjamim, uma criança de 8 anos, que morava numa aldeia de pescadores portugueses onde as pessoas eram muito religiosas e supersticiosas.

Benjamim narra seus pensamentos, medos e questionamentos ao aprender a distinguir o que é o bem ou o mal, em meio à repressão da igreja e todas as coisas tristes que acontecem na aldeia. Ora queria ser santo, fazer o bem e ajudar as pessoas. Ora odiava a mãe, por esconder coisas sobre ele ou seu amigo Manuel, por tê-lo abandonado um dia. Afinal, “era algo muito confuso para uma criança, a cada passo decidir se deus deixava ou não.”

O livro nos leva para dentro da cabeça que Benjamin, onde transitam fantasias infantis (O homem mais triste do mundo e seu cão, que vinham à aldeia atrás dos mortos), elementos fantásticos (dona Tina, que fica sentada na janela de olhos e boca fechada, como se morta, por meses a fio... só esperando) e as mortes e sofrimentos que acometem a aldeia.

“O nosso reino” (2004) faz parte de uma tetralogia, composta por “O remorso de Baltazar Serapião” [2006], O Apocalipse dos trabalhadores” [2008] e “A Máquina de fazer espanhóis” [2010]. Um ciclo de romances que retrata as idades da vida do homem – a infância, a juventude, a maturidade e a velhice.

Comecei pelo fim, com A máquina de fazer espanhóis e fiquei encantada com a escrita do autor, como ele consegue fazer poesia em prosa, esse jogo com as palavras... é uma arte!

Tentei ler “O nosso reino” duas noites, antes de dormir e não deu certo. A leitura não fluía e caía no sono. Quando li de manhã, aí sim a leitura fluiu. É um livro que requer atenção e silêncio. Terminei o livro, apesar de triste, babando pela escrita de Valter Hugo Mãe.

site: https://www.instagram.com/quixotandocomadani
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Renatav 19/08/2021

Razoável
Razoável pq tem uns trechos bem interessantes e bonitos, afinal é VHM. Mas o livro realmente não me prendeu nem um pouco, achei chatinho e me arrastei pra terminar. Não recomendo?
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@eusoudanivieira 09/06/2021

Nosso Reino
Sabe quando você acha que uma coisa é confusa no início e quando você chega no final dela acha que está no início?

Acho que eu não estava preparada para ler VHM.

Ou comecei por uma obra que não devia ou era demais ao meu entendimento.
Confesso, sem vergonha alguma, precisei voltar algumas páginas diversas vezes pois me perdia na narrativa.

Toda a história é contada por Benjamin, um menino de 8 anos, que sonha em viver como um santo, transcendendo a realidade.
Tudo acontece em sua vila, que não sabemos o nome ou onde fica, mas que tem a pesca como fonte de renda e que acaba ditando também a cultura local.

Em muitos momentos fiquei em dúvida se o que eu lia de fato estava acontecendo ou se era fruto da imaginação dele.

Seria isso proposital neste livro?

O título do livro, na minha concepção, faz uma alusão ao Cristianismo: quando penso em Nosso Reino já me lembro da oração do Pai Nosso e da "vida prometida" no Reino dos Céus
É fato que a história tem forte apelo religioso, com claras tendências de sagrado e profano, tudo misturado, inclusive porque tem uma linguagem que beira a comicidade em alguns momentos, como o trecho a seguir:

?a minha avó rezava ao seu cristo que me tirasse as minhocas da cabeça. não sabia que haveria eu de ter, mas via-me nos olhos a timidez e alguma incompletude, avisava a minha mãe, o miúdo é meio sério, á que ver o que tem, parece preocupado, pode ser um ar que lhe entrou?(pag.16)

Benjamin vive em seus pensamentos numa dualidade entre remorso e culpa, incoerência no pensar versus atitudes... se acho isso demais para mim quem dirá para uma criança!!

Tenho a sensação que, tudo o que ele vive, desde a violência do padre na igreja, a quem ele via como um ser divino ou mesmo o desfazimento de sua família, é recriado e recontado diversas vezes em sua imaginação, numa confusão sem pé nem cabeça.
A única pessoa que o compreendia era sua professora e, ainda assim, procurava trazê-lo para a realidade.

Nosso Reino é um livro singular.
Penso em relê-lo com um olhar mais aberto. Sei que é um livro poético, que nos leva para os limites do real e do fictício... mas fato é que me enrolei foi toda.

Quero ler outros livros dele mas não sei se será antes ou depois de reler este novamente.

E você, já leu VHM?
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nocca 20/04/2021

Um livro triste sobre um triste reino
De todos os livros que li de Valter Hugo Mãe esse foi o que menos gostei; não por ser um livro ruim, mas por ser um livro triste. Puramente triste, daquela tristeza crua, que é desprovida até de um resquício de beleza que alguns tipos de tristeza têm. Além disso, foi um livro de leitura difícil em alguns momentos, pois o autor parece usar as palavras de forma que nos faz compartilhar da loucura que ali se apresenta.
Acredito que em outro momento mereça uma releitura, mas de modo geral é um livro interessante.
@rafadantashistorart 20/04/2021minha estante
Pelo menos acabou com a sua ressaca literária, rs.


Paulinho 20/04/2021minha estante
Pelo menos acabou com a sua ressaca literária.


nocca 23/04/2021minha estante
Hahahaha já era tempo!


Paulinho 24/04/2021minha estante
Espero que vc goste mais dos outros presentes!!!




Fagner 14/04/2021

Terrível
Opinião minha apenas. Mas que dificuldade para terminar esse livro. Narrativa chata e desconexa. O autor joga o texto lá de forma desorganizada. Talvez o problema tenha sido eu, mas achei mto difícil ler esse livro. Por vezes quis desistir. Já li outra obra do autor, o filho de mil homens, e gostei mto. Então para que gostou e quer conhecer mais, ou quem não gostou e quer dar outra chance, fica a dica.
@eusoudanivieira 27/04/2021minha estante
Achei que fosse só eu... primeiro livro que leio dele e nossa... quase que não termino. Quero tentar outros.


Fagner 27/04/2021minha estante
Eu li o filho de mil homens. Gostei, por isso fui nesse. Recomendo.




02/04/2021

Com sua linguagem metafórica e seu ritmo único, VHM escreve poesia em prosa. Amor, morte, crenças e religião são postos à prova na visão delicada e forte de um garoto de 8 anos. Definitivamente um de meus autores favoritos.
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Leiliane R. Falcão 30/01/2021

Se eu fosse Deus, só existiria o paraíso.
Este é um livro que fala sobre declínio, tristeza e morte, tudo do ponto de vista de uma criança. Não sei se é o melhor livro para se ler no momento que vivemos, mas sem dúvida é mais uma bela obra do Valter Hugo Mãe. Apesar do enredo pesado, a escrita sensível e poética do escritor português é sempre um deleite.
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Mamá 22/01/2021

Primeiro romance do angolano Valter Hugo Mãe - e que apesar de curto, demorei quase um mês para terminar. Não porque seja um livro ruim, muito pelo contrário! Nessa edição, da Editora 34, tive o prazer de conhecer mais um dos muitos mundos que o autor aborda em suas obras.

Esse mundo, ambientado num vilarejo português, tem como protagonista o pequeno Benjamin, menino especial e devoto como todos de sua cidade. Ao lado dos amigos Manuel e Germana, e dos familiares, Benjamin descobre sobre a vida, a morte, o sexo, o puro e o impuro.

Com uma reflexão profunda sobre a religião, e como esta afeta a vida do vilarejo, Benjamin não só quer ser santo como todos acham que Deus o escolheu para tal. Ele tem visões do homem mais triste do mundo - que, junto com seu cachorro endemoniado, levam as almas dos mortos tal qual um Caronte terreno - e de coisas que os outros não sabem.

Sob a perspectiva infantil, fala-se sobre tudo e explica-se quase nada: o realismo fantástico do autor, que se assemelha tanto ao de outros grandes como García Marquez e Jorge Luís Borges, está sempre presente e cumpre seu papel de maneira extraordinária

Embora não seja meu livro favorito, é uma excelente narrativa, com reviravoltas e escrito na maneira fluida de Hugo Mãe. Recomendo àqueles que querem se inicar na obra dele e aos que já conhecem - ainda que estes, como eu, talvez prefiram outros.

site: https://www.instagram.com/livrosdamaira/
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Cleber 06/12/2020

Tendo agora lido todos os livros do autor, digo que esse é o que tem a narrativa mais estranha. Mas ainda assim é muito bela a forma da sua escrita.
Para quem não é acostumado com o estilo de escrita do autor, pode ter dificuldades na leitura. Ele usa apenas letras minúsculas, pontos e vírgulas. Muitas vezes você precisa voltar a leitura para entender onde estão os diálogos e as perguntas.
Recomendo esse e todos os demais livros do autor.
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Gabi Guerra 22/10/2020

O reino mais triste do mundo
Essa leitura não é fácil. Não tem a restauração da fé na humanidade que ?o filho de mil homens tem?, não tem as ironias doces e o apelo cômico de ?a máquina de fazer espanhois?, não é belo como ?a desumanização?, e ?homens imprudentemente poéticos?, nem tão fofo quanto ?as mais belas coisasdo mundo?.

Então o que tem este livro? Culpa, solidão, tristeza, religião, preconceitos, dor e imaginação infantil.
Doeu muito concluir a leitura, mas é um livro extremamente bem escrito e por ser tão incômodo ele exige a reflexão.
Ainda bem que VHM escreveu outros livros depois deste. Trata-se apenas do seu primeiro livro.
Não é ruim, mas muito doído, especialmente por se tratar de uma personagem infantil.
Junto com ?o remorso de Baltazar serapiao? compõe as obras mais difíceis de ler do autor.
Não aconselho começar VHM POR ESTE LIVRO.
Nota: 3/5
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André Siqueira 29/08/2020

Sensibilidade é a palavra chave.
Não é um livro fácil, me foi necessário um estado de espírito muito específico para mergulhar na leitura com a profundidade que julguei fundamental, se conectar com as personagens é um esforço imaginativo que só consegui atingir em certas horas do dia em condições específicas mas vale a pena, e como. Essa dificuldade é criada, meticulosamente planejada e executada com maestria através da retiradas de diversas ferramentas gramaticais – como letras maiúsculas e pontuação – gerando uma obra que não é bem um romance e nem bem uma prosa, mas uma bela e subversiva quimera literária.
O enredo é tecido por Benjamin, um menino que quer ser santo mas enfrenta um mundo de solidão espiritual e emotiva angustiante. A trama roda em volta das definições do sagrado e do profano e as consequentes interpretações de Benjamin acerca do que ocorre a seu redor, com o foco narrativo exclusivo no protagonista.
Criado em uma família disfuncional enraizada em uma vila pobre, ignorante e preconceituosa; o menino enfrenta uma infância repleto de ausências e obrigado a conviver com a presença constante da morte e do abandono é forçado a se reinventar e enfrentar as instituições sem qualquer suporte familiar, pelo contrário, é repetidamente ignorado e silenciado.
Seus medos são como os de qualquer criança e suas fixações igualmente infantis; as divagações repetitivas e escatológicas renovam a fixação com aquilo que não é compreendido ou passível de discussão e ilustram o silenciamento implacável a qual são sujeitos nossas crianças através de uma educação tão limitante. Ambientado em uma cidade repressiva para crianças e para adultos – duplamente: pela ditadura Salazarista e pelo jugo das crenças cristãs – o vilarejo é vigiado por um deus (com d minusculo) ciumento e vingativo e [pelo] “ homem mais triste do mundo” a carregar incontáveis corpos e tristezas alheias.
Um livro sobre o peso da imaginação, da perda e finalmente sobre o preço do amor e de nossas escolhas. É o que fazemos com aquilo que não podemos mudar, a forma como vemos o que acontece a nossa volta, que define quem somos. e benjamin é santo.
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Fabiana 21/08/2020

Bonito e difícil
Um livro mais difícil de ler. Eu colocaria na estante junto com Gabriel Garcia Marques, e outros do Realismo Fantástico! Tem muito elemento mágico... coisas intuitivas... sem explicação...sensoriais.... distorção do tempo!
Se for seu primeiro de VHM, tenha paciência e o coração aberto. Quando terminar, irá sentir a história. Vale a leitura! Lindo livro.
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