A Ditadura Envergonhada

A Ditadura Envergonhada Elio Gaspari




Resenhas - A Ditadura Envergonhada


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biblioka 17/02/2020

Levemente entediante.
Comprei o box, terminar esse primeiro livro foi uma tarefa de determinação. Existe um esclarecimento histórico, mas a narrativa é vasta e aborda vários pontos de vista o que acaba por deixar a leitura pesada.
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MSc. Lipe 03/11/2019

Uma grande decepção
Para começar essa resenha eu me vejo na obrigação de citar um trecho de Graciliano Ramos que aparece no livro: "Ladroagens, uma onda de burrice a inundar tudo, confusão, mal-entendidos, charlatanismo, energúmenos microcéfalos vestidos de verde a esgoelar-se em discursos imbecis, a semear delações."
Do ponto vista didático e histórico é uma obra pobre em vários sentidos. Primeiramente, o leitor deve se atentar ao fato de que as principais fontes do autor são dois ditadores. Ou seja, você estará lendo um livro sobre a ditadura militar no Brasil sob o ponto de vista dos cabeças do golpe de 1964.
E fica claro a linha de pensamento dessa gente; uma procura insana por inimigos imaginários: na impressa, no congresso, na cultura; o sempre presente fantasma do comunismo e outros devaneios e ilusões que advém da caserna. Contudo, a obra tem o nome de "Ilusões Armadas"... então acredito que o autor tem ciência desses "delírios".

Mas o ponto crucial a entender é esse: vale a pena ler um livro sobre o fascismo considerando como visão principal a de Mussolini, ou estudar o nazismo com um livro escrito por Hitler? Esse é o ponto!
Conforme a leitura avança você começa a perceber a racionalização para justificar os atos absurdos cometidos num dos períodos mais negros de nossa história. Ajuda a entender como parte dos militares vêem qualquer vislumbre de democracia como ameaça e explica um pouco o momento de histeria coletiva por qual estamos passando desde 2018.
Eu acho que faltou muita coisa no livro.
Não vi nenhuma referência a Tancredo Neves chamando os deputados golpistas de CANALHAS. Na maior parte o autor se refere ao golpe de 64 por "revolução", o que é uma falha gravíssima, pois tenta mais uma vez justificar o injustificável.
No ponto de vista histórico, aconselho a leitura da biografia do Marechal Lott. Nessa biografia há sim uma descrição muito mais viva e realista sobre a tortura que ocorria nos porões do regime.
Bom, por fim, como intitulei esta resenha, este livro foi uma grande decepção.
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Matheus 05/09/2019

Detalhes da Ditadura
Mesmo sendo rico em detalhes, o livro possui uma narrativa bastante envolvente, com a leitura fluindo rapidamente.
No capítulo de introdução é detalhado como o general Geisel conseguiu garantir que o processo de redemocratização seguisse a diante, retirando um provável sucessor, linha dura, da jogada. Correndo enorme risco de acabar ele mesmo emparedado ou mesmo deposto.
Depois passa pelo fim do governo Jango. Você tem a oportunidade de observar os bastidores dos acontecimentos. Eu sempre achara que o golpe tinha sido rápido e que o presidente não gozava mais de nenhum controle das Forças Armadas, mas não é bem assim.
O golpe se inicia no dia 31 de março e só irá se concretizar no dia 1º de abril, o presidente tinha todo um "dispositivo" militar (militares leais sejam a ele, a democracia ou a própria esquerda) em postos chaves, mas isso não foi suficiente diante da falta de ação de Jango, o mesmo que havia feito um discurso inflamado poucas horas antes, agora encontrava-se mudo. O golpe não era dado como certo e o general Castello Branco, tão logo quando soube da sublevação das tropas mineiras, ligou para o general Mourão pedindo para que o mesmo voltasse para o quartel. O modo como a esquerda reagiu também mostra que ela acreditava que o presidente conseguiria dominar os revoltosos, através dessa percepção e do receio de que o presidente se voltasse contra ela, a esquerda não se preocupou muito em defender o governo, ficaram só nos discursos e incitando Jango a tomar medidas extremas.
Políticos e militares tentaram convencer João Goulart a se afastar de algumas alas da esquerda, mas foram infrutíferos os apelos. Talvez, como diz o autor, o presidente tivesse a noção de que não bastava que as tropas rebeladas voltassem para os quartéis, um expurgo muito maior seria necessário, não só no meio militar, mas também no político e administrativo, em suma, fazer o que foi feito pelos militares logo ao tomarem o poder. Quando Jango deixa o rio e vem para Brasília, todo o "dispositivo" militar cai e ele passa a peregrinar até o exílio no Uruguai.
Depois do golpe, o autor foca nas atitudes do general Costa e Silva, como ele assumiu o ministério da guerra e se tornou comandante do exército (cargo que nem existia), isso antes mesmo de qualquer indicação presidencial, Castello Branco ainda nem havia sido eleito.
No terceiro capítulo, você vai ter os primeiros relatos de tortura que eram denunciados nos jarmais da época e também verá uma tentativa do governo Castello Branco frear essa barbárie, mas não punindo os torturadores, muitas vezes nem mesmo os identificando, acreditava que apenas demonstrar que não era favorável a tais práticas já era o suficiente. Também o governo dirá que alguns no calor da "revolução" tomaram atitudes exacerbadas, mas que depois de um certo tempo já não ocorriam. O livro vai trazer dados que demonstram que o número de torturados caiu no decorrer dos três anos do governo Castello Branco, mas a impunidade permitiu que as sementes das torturas continuassem latentes.
Daí em diante o livro vai falar do surgimento do SNI, que não era tão funcional quanto se pensa. O chefe do SNI olhava com desdém as organizar de esquerda, chegando a afirmar que operações que desbaratavam movimentos subversivos servia para o deleite da linha dura.
Do auxílio cubano as organizações de esquerda, com objetivo de formarem grupos guerrilheiros, não apenas no Brasil. Alguns militares expurgados e que por isso ficaram estigmatizados, não conseguindo encontrar empregos, além daqueles que já eram favoráveis a esquerda, vão compôr as guerrilhas. O mesmo irá ocorrer com o movimento estudantil.
No sexto capítulo ele vai mostrar o que estava ocorrendo no Brasil e no mundo e como aqueles anos foram de revoluções em diversos sentidos e como isso se chocava com a ordem vigente.
A chegada e o governo Costa e Silva é muito bem narrado. Em algum ponto do livro o autor vai dizer que Castello se via como um presidente eleito pelo Congresso, enquanto Costa e Silva se encarava como revolucionário. O general se ultilizou da linha dura durante o governo Castello Branco para se catapultar a Presidência da República, mas ao assumir não consegue controla-la.
O governo de Costa e Silva é visto como incapaz de lidar com os problemas que foram surgindo, o presidente chegou a correr o risco de sofrer um golpe, tudo vai mudar com a adoção do Ai-5. O último capítulo fala sobre a tortura dentro de unidades do exército, agora como prática institucional, ensinada inclusive.

Esta é uma brevíssima resenha de um livro maravilhoso, que merece ser lido com todos os seus detalhes. Agora vamos para o livro 2
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Paulo Silas 16/04/2019

Com uma narrativa envolvente, passando por diversos fatos que antecederam e resultaram no desfecho do golpe de 1964, Elio Gaspari elenca uma quantidade enorme de informação que é relatada ao leitor com um primor próprio, o que torna a leitura agradável e interessante do início ao fim. Não obstante a temática do livro, que desperta a atenção por is só, a obra traz a reconstituição histórica do período num estilo de escrita de prosa jornalística que a elenca como uma obra-prima. Para além da riqueza de informações, de detalhes, de relatos, de minúcias e de análises sobre os variados episódios que compõem o período e o âmbito pesquisado, "A Ditadura Envergonhada" possibilita uma maior compreensão sobre a lógica estruturante do sistema que ensejou na tomada do poder pelos militares e os diversos desdobramentos decorrentes desse fato.

Como aponta o autor na sua introdução, "o o objetivo desta obra é contar por que e como Geisel e Golbery, dois militares que estiveram na origem da conspiração de 1964 e no centro do primeiro governo constituído após sua vitória, retornaram ao poder dez anos depois, com o propósito de desmontar a ditadura". A obra, porém, não se resume a "A Ditadura Envergonhada", sendo esse, na realidade, o primeiro de uma série de livros que pesquisam e relatam o período da ditadura militar no Brasil. O que se tem nesse primeiro livro da série abrange os meandros do governo de Jango em seus últimos instantes, abarcando-se como e de que modo se deu o golpe militar, até a reunião (o episódio da missa negra) de 1968, sob o comando do então presidente Costa e Silva, na qual se instaurou de fato o Ato Institucional n.º 5. Transições estabelecidas (ordenadas ou combinadas), a dinâmica das relações dos militares com a sociedade, os embates nas ruas, o âmbito político a polvorosa e muito mais é o que o livro fornece acerca do período sobre o qual se debruça, tratando-se uma verdadeira obra-prima.

Em nota explicativa, Elio Gaspari diz que não foi sua intenção escrever uma história da ditadura - "o que eu queria contar era a história do estrategema que marcou suas vidas. Fizeram a ditadura e acabaram com ela". Seja como for, o que se tem é um relato salutar sobre o período e os diversos desdobramentos existentes, os quais são reunidos na obra mediante uma síntese louvável. O cenário político, acadêmico e cultural estão presentes na narrativa do livro, permitindo ao leitor ter contato com diversas fontes que formaram aquilo que embasa, justifica e dá corpo à obra. A razão do título da obra? Bastam algumas páginas lidas para que se tenha a justificativa. Um livro excelente que vale, e muito, a leitura.

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Eliseu 14/02/2019

A Ditadura Envergonhada
Havia um clima de muita tensão em 1964 que foi potencializado pela mídia,que nesse caso flertava com o perigo de um regime autoritário. João Goulart se viu em um picadeiro que logo foi incendiado por uma corja golpista que almejava o controle do Estado, uma herança de um coronelismo mal resolvido. A ligação de Goulart com a ala comunista e suas ideologias tirava o sono de uma elite receosa com o fim dos privilégios ( Elio Gaspari mantém uma linha de análise mais isenta de ataques mas não deixa de esclarecer as arbitrariedades que levaram ao golpe e que se repetiram durante a Ditadura), e nesse ambiente ficou fácil transformar o comunismo na grande ameaça à democracia e convencer o povo da necessidade de uma intervenção militar ( nossa história mostra que os tempos mudam mas o povo continua povo). Não demorou muito e logo os militares , já no poder, colocaram em prática os ideais de um Brasil mais justo, de um Brasil para os brasileiros e livre da praga comunista. Torturas, assassinatos, extinção de partidos políticos de oposição, uma onda de suicídios duvidosos, violência contra estudantes, deportações, censura, extinção de direitos políticos etc. Esse era o cenário do Brasil sob o comando dos militares.
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Edmar.Candeia 24/12/2018

Repensando.....
Li há muito tempo. Hoje organizando meus livros me deu vontade de reler! Por sinal, havia lido toda a série.
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João Luiz 31/08/2018

Elio Gaspari fez um grande trabalho sobre este período. Rico em detalhes, com depoimentos de dezenas de pessoas, faz um raio x sobre como e o que levou os militares ao poder em 1964. Como foi o governo do general Castello Branco. Excelente livro para quem deseja aprofundar neste período brasileiro.
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PH 09/07/2017

Foi Golpe! Ditadura nunca mais!!
12 livros para ler em 2017
Mês de junho: A Ditadura Envergonhada de Élio Gaspari.
Finalizei a leitura deste livro incrível! Este é o primeiro de 4 livros no qual o autor disseca os anos mais tormentosos da história do país. É uma leitura fluída e lembra muito uma história detetivesca por conta da reconstituição histórica cheia de detalhes que permeia a obra. É um livro indispensável para a compreensão da armação do golpe militar de 1964. Cheio de fontes que comprovam a ordidura do golpe e os motivos políticos que sustentaram o regime. Difícil não fazer comparações com o momento conturbado em que estamos, dizem por aí que a história se repete, me chamou atenção o discurso dos militares para justificar e cassar os direitos de cidadania dos brasileiros: Os temidos comunistas. Ora, quem não se lembra dos gritos de morte aos comunistas nas manifestações de 2013 ? Também algo que eu não tinha ideia foi a anarquia generalizada dos próprios militares durante o regime!!Era um querendo derrubar o outro, como diz minha mãe!! Dezenas de tramóias nos altos escalões do exército para tomar o poder e inúmeros casos de insubordinação dos próprios militares. O povo nessa história ficava a margem e a mercê de todas as decisões. Muitos militares chegavam a declarar que o povo não sabe votar e seria melhor que eles assumissem o país. Claro isso era dito quando um governo de "esquerda" assumia a presidência. É possível acompanhar com detalhes o desenrolar dessa trama que trouxe anos de sofrimento a muitos brasileiros, com a edição do AI-5 em 1968 a imprensa é censurada. Centenas de pessoas são presas, 85 denúncias de torturas e 12 manifestantes foram mortos nas ruas. No último capítulo do livro "O Exército Aprende a Torturar" temos aí o relato onde 12 presos políticos são apresentados em um palco de um teatro do exército no qual o tenente Ailton Joaquim utilizando slides ensina a uma platéia lotada de militares alguns métodos de torturas com demonstração na prática... " Começa a fazer efeito quando o preso já não consegue manter o pescoço firme e imóvel. Quando o pescoço dobra, é que o preso está sofrendo" ensinou o tenente-professor.
O exército brasileiro tinha aprendido a torturar. O terror se aprofunda e acompanhamos o desenrolar no segundo livro. Indispensável a leitura desse momento sombrio e tão recente em nossa história.
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Magno.Macedo 07/04/2017

Ótimo livro
Ótimo livro que explica os 4 primeiro anos dá Ditadura militar, esse livroconta com riqueza de detalhes desde os fatores que culminaram no golpe até a criação do AI5
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Henrique 13/02/2017

Apesar de ser um livro muito detalhista, o que torna a leitura um tanto cansativa em determinados pontos, é uma obra muito boa. Baseada em farto e variado suporte documental, o autor restaura os momentos pré e pós-golpe militar de 31 de março de 1964. Além disso, expõe a intricada e complexa trama que se estabeleceu até 1968, quando, finalmente, foi reconhecida pelos militares a existência da ditadura no Brasil, até então negada. Também considerei muito interessante a tentativa do autor de apresentar os avanços e recuos não só dos militares, mas daqueles que lutavam pela resistência ao novo regime. Isso deixou evidenciado a existência de múltiplas forças que se impunham ou tentavam se impor no jogo de poder. Refém de tudo isso estavam a democracia e o povo, despidos e ultrajados. Recomendo a leitura a todos que queiram conhecer um pouco das tramas e tramoias políticas de um período histórico brasileiro sumamente importante que repercute em nossas instituições até hoje.
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urielmarx 07/11/2017minha estante
"spoiler" em livro de história não se vê todo dia kkkk




Leandro.Santana 07/09/2016

Discutindo detalhes e despertando paixões
A ditatura brasileira, que durou 21 anos, é amplamente discutida e, nos dias de hoje, ainda gera uma série de discussões e desperta paixões de ambos os lados. A “Ditadura Envergonhada”, primeiro livro de cinco escritos primorosamente por Elio Gaspari, contextualiza o “golpe de 1964” (ou revolução, como queiram) e descreve seus desdobramentos iniciais, governos Castello Branco e Costa e Silva.
A narrativa é rica em detalhes e, além das tradicionais fontes históricas, o livro se baseia nos pontos de vista e relatos do personagens-chave desse período: Ernesto Geisel e Golbery de Couto e Silva.
A profundidade com que o assunto é abordado e a forma como o autor descreve os fatos podem tornar a leitura um pouco cansativa, mas, como não tinha domínio do tema, a cada capítulo ficava com um gostinho de quero mais e li o livro e um fim de semana e já encomendei o box com o restante da coleção.
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Lucio 03/09/2016

Diatura
O primeiro livro da célebre série de Elio Gaspari sobre a Ditadura estava sentado na minha estante há bastante tempo. Talvez pelo tamanho, talvez pelo assunto, eu tenha evitado ler a obra até agora. Continuando com o mês de resenhas sobre a Ditadura, decidi que já era hora de colocar Gaspari em atividade. Lendo a Introdução, percebi rapidamente que havia feito a escolha certa. Em essência, essa frase diz muito sobre o que o leitor encontrará nas páginas:

“O objetivo desta obra é contar por que e como Geisel e Golbery, dois militares que estiveram na origem da conspiração de 1964 e no centro do primeiro governo constituído após sua vitória, retornaram ao poder dez anos depois, com o propósito de desmontar a ditadura.”
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