A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade

A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade Dan Ariely




Resenhas - A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade


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Felipe.Camargo 23/05/2021

Somos todos corruptos ?
53º Livro do ano: A mais pura verdade sobre a desonestidade ? Dan Ariely

Na busca de catalogar experimentos para um possível projeto de mestrado, me deparo com um psicólogo que possui uma infinidade deles para tentar compreender o comportamento humano e além disso, consegue expô-los de uma forma divertida e leve. Para quem gosta da temática, o livro de Dan Ariely é excelente.
Atual professor de Duke, Ariely através de uma infinidade grande de experimentos (desde o roubo de dinheiros até colar em testes de inteligência) o autor demonstra que a corrupção não é apenas um fenômeno criado pelo PT, mas sim está inerente a nossa forma de interagir com o mundo, até porque, muitas vezes somos corruptos de forma inconsciente, o que nos impossibilitaria de qualquer avaliação moral prévia ou durante o ato, sem falar na tendência de racionalizarmos nossas ações, que nos prova que mesmo sendo corruptos, estamos certos.
A maior lição de Ariely é que não existem santos, as contingências externas são forças motrizes que possibilitam sempre elevar a vantagem meu eu diante do outro, ainda mais quando este outro está distante do meu grupo social.
Leitura maravilhosa, só não atribuo a nota máxima, pois acredito que poderia ser um pouco mais problematizado teoricamente.
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clara bia 15/06/2020

muito interessante
Li e gostei bastante, a leitura é fácil de entender, e o tema muito interessante. Amei ler e entender melhor sobre o assunto. Compreendendo as coisas irracionais e racionais q nos levam a ser desonestos.
Bigu 20/06/2020minha estante
Que garota articulada!




Paulo Henrique 05/12/2016

Você também é um mentiroso.
Você já contou uma mentira alguma vez? Você se considera uma pessoa honesta? Provavelmente você respondeu sim para as duas questões, e isso mostra um contrassenso, afinal se você mente não pode ser considerado honesto. Sim entendo, provavelmente você deve pensar que há momentos em que a mentira é necessária e por isso você pense que isso não conta (a chamada mentira branca).
A desonestidade faz parte da irracionalidade humana de acordo com o autor e pesquisador do livro Dan Ariely. O livro traz vários experimentos realizados em vários países para mostrar que todos de alguma maneira somos desonestos e principalmente se dinheiro não estiver envolvido, aí tendemos a ser menos honesto ainda.
No Brasil tendemos a achar que todo político é corrupto (também acho), mas de acordo com o autor do livro se o político entrar honesto acaba cedendo ao grupo de forma a ser aceito e passa a entender que isso é parte do sistema, pois quando em grupo tendemos a ser mais desonestos ainda. É importante ressaltar que se considerarmos uma mentira como ato de desonestidade então ninguém entra honesto neste meio ou em qualquer outro.
A leitura do livro irá surpeender você com informações um tanto quanto decepcionantes a respeito de nossa capacidade de mentir. Irá também trazer a tona a necessidade de debatermos sobre como criar meios que impeçam que a desonestidade guie a sociedade em seus objetivos.
Se você não gosta deste tipo de leitura poderá assistir ao excelente documentário que resume todo o livro e que está disponível no Netflix, por sinal traz depoimentos de mentirosos que acabaram presos nos EUA: "(Dis)Honesty: The Truth About Lies"
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E. Ritt 29/01/2021

Para mim honestidade é um hábito. E não se refere só a dinheiro.
Mas será que todo mundo tem o mesmo conceito sobre o que é ser honesto? Este livro do Dan Ariely é perfeito para pensar sobre a nossa forma de ver (honestamente) o mundo.
Ele pesquisa comportamento e eu recomendo para qualquer que queira refletir sobre o assunto.
Algumas das perguntas, com as quais o professor Ariely se confrontou em sua pesquisa foram:
O quanto a chance de ser pego afeta a probabilidade de fraude?
Como as empresas pavimentam o caminho para a desonestidade?
Qual o papel da colaboração em nos fazer mais ou menos honestos? (Spoiler: Plot twist aqui)
O professor Ariely conta com fluidez os experimentos, feitos no MIT e em outras universidades através de seus parceiros, levantando pontos como analise racional de custo-benefício bem como fatores irracionais que influenciam na tomadas de decisão honestas e desonestas.
O professor Ariely também discute táticas para influenciar um comportamento mais honestos que eles testaram, por exemplo, assinando um código de ética ou mesmo criando a ilusão de que estamos sendo observados,
Achei super interessante despender algumas horas pensando no que nos faz mais ou menos honestos, as desculpas que encontramos para pequenos delitos de forma a justificar a sensação de honestidade de temos de nós mesmos e o fator de correção que as pessoas utilizam para centrar seus princípios.
Lembrei muito de um comentário de um alemão que ouvi em 2005. "O pessoal estaciona em local proibido (vaga de idoso por exemplo), sonega (um pouco) de imposto e depois reclama da corrupção". Sobre isto tenho dois comentários: Primeiro, acho que a percepção sobre isto mudou muito de 2005 para cá. Hoje existe mais consciência desta relação. Sou eterna otimista ;) Segundo, o livro explica grande parte deste mecanismo que temos de justificar pequenos delitos, como sonegar imposto em contrapartida à corrupção. Assim se o assunto interessa, sugiro a leitura.

site: https://www.redumbrella.me/post/a-honesta-verdade-sobre-a-desonestidade
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Eduardo 10/04/2021

É incrível a quantidade de estudos que o autor faz a respeito do nosso comportamento em diferentes situações em que somos tentados a trapacear, e esse tipo de estudo ajuda a compreender como a trapaça funciona e ao entendê-la melhor é possível minimizar as chances dela ocorrer e assim construir um sociedade mais justa!
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Lud 13/09/2016

Muito interessante. Mostra o quanto praticamente todo mundo acaba trapaceando em determinados momentos, por diferentes fatores. E, ao mesmo tempo, se for ver, trapaceamos bem menos do que poderíamos rs. Gostei bastante do livro.
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Carolina.Oliveira 23/09/2016

Livro muito impactante, mudou minha forma de ver as coisas. Mostra através de experimentos como as pessoas são desosnestas e como isso está tão presente no nosso dia a dia. Um dos melhores livros que já li
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Vinicius.Maia 15/05/2018

A mais pura verdade sobre a desonestidade
O livro acontece como uma espécie de documentário. O tema central é um ataque bem estruturado a crença de que a desonestidade das pessoas é baseada numa análise racional do ator em um cenário em que pode tomar vantagem de uma determinada circunstância. O senso comum nos leva a acreditar que sempre que houver a oportunidade de tirar vantagem de uma situação, onde a chance de ser flagrado é pequena e, caso isso aconteça, a punição não seja de fato um grande problema - isto é, ainda que seja pego, o crime vale a pena.
Neste ponto, através de várias experimentos sociais, o autor consegue evidenciar que essa crença está, de fato, errada.
E dentro disso, existem outros fatores. As pessoas se sentem mais confortáveis com sua própria desonestidade quando, por exemplo, não existe contato direto com dinheiro em espécie. Isto é, entre roubar um dolar e roubar uma lata de refrigerante de um dólar, é muito mais aceitável, para autoimagem dos indivíduos, roubar a lata de refrigerante.
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Brnoliver 04/06/2020

Mais um da chamada "Psicologia econômica"
Depois de ler Rápido e Devagar: duas formas de pensar, eu simplesmente mudei drasticamente meu conceitos sobre os estudos da psicologia desde que me formei. Esse livro traz mais disto, testes objetivos e concretos para testar hipóteses sobre nossos comportamentos subjetivos.

Acho esse tipo de leitura importante por vários motivos. Primeiro por que é minha área de formação, mas também é um ciência que bastante gente gosta e tem curiosidade; também porque traz verdades sobre nosso comportamento, pequenas coisas que não percebemos no dia a dia, que acabamos racionalizando, mas que o autor explora incansavelmente; isso traz um grau de autoconhecimento, principalmente sobre nossas limitações, Freud já falava de feridas narcisiscas, mas deixando o inconsciente freudiano, essas novas pesquisas tentar usar métodos mais próximos das ciências naturais, provas quase cabais que não somos donos de nossas casas (cabeça/mente), isso deve nos mudar profundamente.

Só achei um pouco cansativo se comparado aos outros livros da mesma "pegada", poderia ser mais enxuto e direto já que o método de muitas testagem eram iguais. O autor gosta de introduzir o assunto com uma boa história, o que pode ser bom, mas pouco objetivo.

Citação: "A maioria das pessoas trapaceia o suficiente para se sentir bem a respeito de si próprio"
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