A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo

A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo Max Weber




Resenhas - A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo


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Caio 23/03/2021

A ética protestante e o espírito do capitalismo.
Na minha opinião, uma das obras essenciais das ciências sociais. Weber, um dos pais da sociologia, faz uma análise das correlações entre as religiões de matriz protestante e o desenvolvimento sócio-econômico do seu povo.

Diferentemente da religião católica, que abomina o lucro e qualquer forma de acumulação, as religiões protestantes (em especial o calvinismo) aceitam o lucro e a acumulação, entendendo ambos como dignos, caso sejam frutos de trabalho honesto.

Recomendo a leitura a todos aqueles que desejam entender um pouco sobre a sistemática econômica global, além disso, entender também porque países com a população em sua maioria protestantes possuem indicadores de qualidade de vida e educação melhores do que países com população majoritariamente católica.
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Julia Maniko 19/02/2021

"Nosso tempo de vida é curto para "consolidar" uma vocação "
Foi uma leitura extremamente lenta , difícil e chata . Esse foi um dos livros que mais demorei para ler na vida . Quando acabei dei graça a Deus .... e surpreendentemente estava com um sentimento de que valeu a pena .

O livro possui fundamentos maravilhosos , ideias inovadoras e pontos de vistas completamente novos para mim . Com certeza não se tornou um livro da vida , mas teve muito a acrescentar .
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Johann 25/11/2020

Max Weber
Uma ótima exposição do Weber, livro essencial para quem quiser entender a relação entre a ascese intramundana e o espírito capitalista
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Enzo.Baleeiro 25/09/2020

Weber, ecônomia ou história?
Evitarei aqui comentar sobre o conteúdo em si, visto que o mesmo é extremamente conhecido na áera de humanidades. Bem, ele começa como se fosse um livro de antropologia e economia, falando sobre as sociedades antigas, orientais e sua forma de capitalismo. Porém no meio dele (onde eu mais demorei pra ler) é uma análise das Igrejas e seitas protestantes, seu modo de vida, suas políticas, seu dogma e sua práxis. Por exemplo, no Igreja Católica e Luterana, seu modo de salvação da alma é por conta das confissões, mas no Calvinismo, sua salvação é na busca pela glória de Deus essa vida.

Weber é extremamente inteligente, seu trabalho muito lúcido e metódico, além de citar vários autores famosos, como Goethe, Søren Kierkergaard, Kant... e claro, Karl Marx. E sua principal tese desse livro, no meu ponto de vista, seria um ant Marx. Sua clara oposicão afirmando que a sua dialética materialista histórica não é válido como uma forma única, mas sim que essas duas relações são muito mais complexas (Weber não ignora a relevância do fator econômico), além de mostrar a fundamental importância da ética protestante para o gatilho do capitalismo moderno. Enfim sem enrolar muito, Weber me enganou nessa obra, pensei que seria uma forte análise econômica, porém o livro é uma profunda análise histórica-sociológica das religiões protestantes com vista na sua racionalização e caráter burguês.
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Lidy 07/09/2020

A reforma protestante não eliminou o controle da igreja sobre a vida cotidiana, mas trouxe uma nova forma de controle, mais opressiva e imposta.
Esse sistema, requer uma devoção para fazer dinheiro. A profissão é vista como um dever e da necessidade de se dedicar ao trabalho produtivo como um fim de si mesmo. Uma vocação para todo esse modo de vida.
Enfim, podemos determinar que a influência dos dogmas do puritanismo favoreceu o desenvolvimento da vida econômica do homem moderno. A aversão que a sociedade tinha sobre o acumulo de riqueza e esses requisitos para uma sociedade capitalista foi alterando o que ofereceu uma justificativa divina para esse tipo.
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Crica 01/09/2020

Weber, Max. A ética protestante e o "espírito do capitalismo." São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
Este livro faz parte da categoria das obras clássicas do pensamento científico da modernidade. Ela é para a sociologia o que 'A origem das espécies', de Darwin, é para a biologia, ou 'A interpretação dos sonhos', de Freud, para a psicanálise: um livro inaugural, um marco ao qual sempre se convém retornar.

Lançado em 1904-5 e ampliado em 1920, ele procura compreender um fenômeno na passagem do século XIX para o XX: o desenvolvimento capitalista dos países de confissão protestante entre os proprietários do capital, empresários e integrantes das camadas superiores de mão-de-obra qualificada.

Weber procurou responder a essa questão articulando conceitos da então nascente sociologia alemã com a velha ideologia protestante, para que o capitalismo fosse compreendido não em termo estritamente econômicos e materiais, como um modo de produção, mas como um "espírito", uma cultura, uma conduta de vida cujos fundamentos morais estão enraizados na tradição religiosa dos povos de tradição protestante puritana.

Num texto breve e de escrita límpida, Weber identificou a gênese da cultura capitalista moderna nos fundamentos da moral puritana. O método exemplar e o rigor da análise que se vêem aqui, fizeram que o autor seja considerado um dos 3 grandes pilares da sociologia moderna, ao lado de Durkheim e Marx.

O livro ressou nas ciências humanas do século XX e chegou aos cem anos em pleno vigor mas universidades de todo o mundo.

O leitor brasileiro, agora tem a oportunidade de ler uma tradução como esta, feita a partir de um cotejo do texto de 1904-5 com o de 1920.

Não se trata, portanto, de mera celebração do surgimento de uma obra fundamental, mas de um releitura atenta e amorosa, feita por um grande especialista em sociologia das religiões.

"Uma coisa antes de mais nada era absolutamente nova: a valorização do cumprimento do dever no seio das profissões mundanas como o mais excelso conteúdo que a auto-realização moral é capaz de assumir."

Max Weber nasceu em Erfurt, na Alemanha, em 1864, e morreu em Munique, em 1920, pouco antes da publicação da 2° edição da obra.
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Laura 24/07/2020

Um marco!
Weber definitivamente sabia fundamentar os seus estudos!
Nessa obra, ele faz uma análise das éticas das religiões protestantes que protagonizaram o século XVII na Europa e na América (EUA), de maneira a mostrar quais as suas influências sobre o espírito do capitalismo. O autor não é absolutista em suas colocações, muito pelo contrário, ele sempre elucida que esse é um estudo focado exclusivamente em uma das diversas variáveis que conduziu a economia ao longo dos séculos.
Uma obra completa, complexa e que cabe muitas reflexões e releituras.

Única crítica da estrutura que faço é: muitas notas!
A quantidade exacerbada de interrupções na leitura integral para verificação de notas, acaba cortando um pouco do raciocínio.
É necessário falar ainda que, existe um tópico destinado ao Calvinismo, ao Pietismo e outros, mas não para o Luteranismo. Entretanto, mesmo sem ter seu espaço específico de descrição, conseguimos compreender as posições de Lutero frente às questões colocadas.
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André 23/06/2020

Bases capitalistas
O livro retrata as influências das primeiras igrejas protestantes na construção da ideologia capitalista e como as ideias propagadas por elas construíram a base para o fortalecimento do capitalismo.
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Junior 10/06/2020

Difícil, mas necessário.
Não achei uma leitura fácil e cativante. É um clássico da sociologia difícil de deglutir, mas seu raciocínio sobre a influência do protestantismo na construção do "espírito" capitalista e principalmente a função do ascetismo nesse processo. Interessante.
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Cicero.Gilvan 13/04/2020

O espírito do Capitalismo
A ressignificaçao do trabalho e o conceito de predestinação é um dos pontos fundamentais para entender a obra de Webber. Como a ética protestante rombe com a ideia de usura, aplicada pela igreja católica é na minha opinião, o cerne do debate desta obra
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Nanda 13/04/2020

Boa leitura
Esse livro traz uma bela analogia do surgimento do capitalismo com a religião protestante.

Leitura obrigatória da faculdade.
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TalesVR 18/07/2019

Interessante
Em um primeiro momento é curioso pensar em como Weber propôs a argumentação de que a ética protestante ''formou'' o espírito do capitalismo, porém ao longo do texto a ideia vai ganhando cada vez mais forma e você se vê envolvido na teia.

A partir de um estudo que não pretende ser definitivo (Weber não pretender explicar pedacinho por pedacinho do capitalismo), principalmente da ética calvinista, de textos da época, Weber investiga de que forma o protestantismo contribuiu para a formação do espírito capitalista, e ele chega em uma resposta após analisar alguns religiosos famosos (Calvino e Wesley, por exemplo): de ascese católica passou-se para o ''lucro sagrado'' protestante. O protestantismo além de inaugurar no Ocidente a visão individualista também ensinou o homem que o ser rico era agradável aos olhos de Deus, fermentando as novas relações econômicas vigentes.

Como disse, de primeira parece um pouco maluco, mas não, se for olhar pelo contexto histórico e tudo mais, é uma boa análise de Weber. Clássico da Sociologia que merece uma olhadinha pelo menos.
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Sam 07/06/2018

Tópicos relevantes.
O livro se trata de explicar pq em alguns lugares o capitalismo rola melhro qeu em outros

O capitalismo não pode empregar pessoas indisciplinadas e nem sem escrupulos, também vem de demandas. Mas tem a falha de agregar pessoas que parecem com escrupulos. Isso explica pq tantos artista apoiam a economia socialista. Tradicionalismo é um problema para o capitalismo: as pessoas não trabalham mais pra receber mais numa época em que o trablaho é mais remunerado, trabalham menos pra receber o mesmo. Nem todo capitalismo tem o "espirito do capitalismo" vide os comerciantes que eram amigos e tal (seria o cartel um tradicionalismo?). Por vezes o capitalismo era tido como amoral (pq a busca por lucro o era). Mas a ideia racionalista, de buscar novas ideias para o mundo acabou vencendo (tapa na cara de socialista que diz que o lucro é algo ruim).

Uma vida em função da religião não da frutos para as outras pessoas, diferente de uma vida para o trablaho, que vai de encontro com o que os catolicos pensam nisso de ajudar as pessoas.
Parece que o Lutero queria um lance tradicionalista para seu rolê, ele até falou que disso se tratava os textos do novo testamento
Redenção de acordo com os grandes cristãos desde Agostinho, depende da potencia objetiva, não de qualquer valor pessoal.
Calvinismo tinha como foco o determinismo ( a pessoa nascia salva ou não) o que de acordo com weber fez uma geração de isolados.

Calvinismo é bem egoista, o infividou se preocupa apenas com a salvação.
Cisão entre invividuo e ética (Kierkegaard) não rolava para os calvinistas
As obras boas são sinais de eleição, mas fazer boas obras não te torna eleito.
o pietismo tinha duas regras: desenvolvimento metodico a partir da lei era sinal de salvação (estado de graça) e providencia de deus era sinal de aperfeiçoamento.

metodismo: os cars são metodicos mas tbm tem o lance do regeneration, certeza da salvação por sentimento, e liberdade em relação ao poder do pecado, não teve grande importancia para lances economicos, parece.
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Makhno 28/01/2018

A formação do capitalismo moderno.
Em “A ética protestante e o “espírito” do capitalismo”, Max Weber analisa o processo de formação e consolidação do capitalismo moderno no Ocidente e a peculiaridade deste em relação aos outros tipos de capitalismo existentes na história. Partindo de visões de mundo surgidas através da Reforma Protestante, Weber identifica na religião protestante as raízes para a racionalização da atividade capitalista moderna e sua manifestação nos países ocidentais como uma particularidade do desenvolvimento histórico do ocidente:

"O fato de tal desenvolvimento haver-se verificado no Ocidente deve-se aos traços característicos da cultura peculiar a esta parte da Terra. Só o Ocidente conhece o Estado, no sentido moderno da palavra, com administração orgânica e relativamente estável, funcionários especializados e direitos políticos."

Esta peculiaridade do Ocidente desenvolve-se a partir do judaísmo antigo e da transformação deste a partir das figuras de Paulo e Jesus Cristo no Cristiano primitivo: o cristianismo protestante, mais especificamente algumas seitas, pode ser entendido como alto grau deste processo de racionalização e promove, através da ascese, novas formas de ação dos sujeitos na história desenvolvendo nova relação com o trabalho, a riqueza material e a vida no mundo ocidental.

Não desconsiderando a importância dos fatores econômicos e institucionais que permitiram a ascensão do capitalismo racional, Weber considera que a conduta ascética de algumas seitas protestantes, sendo o calvinismo o maior exemplo, serviu de base para o desenvolvimento capitalista, através da acumulação primitiva de capital, e a criação – o que é fundamental – de um ethos profissional e de um “espírito” do capitalismo, com suas implicações econômicas e culturais. Este ethos consistia em:

"A valorização do cumprimento do dever no seio das profissões mundanas como o mais excelso conteúdo que a auto realização moral é capaz de assumir... e reconhecer que o único meio de viver que agrada a Deus não está em suplantar a moralidade intramundana pela ascese monástica, mas sim, exclusivamente, em cumprir com os deveres intramundanos, tal como decorrem da posição individual na vida, a qual por isso mesmo se torna sua vocação profissional."

Portanto, o protestante não pode ser indiferente às coisas do mundo como os praticantes do monastério no catolicismo, mas sim entender que Deus dá a cada indivíduo uma predestinação sobre a conduta na Terra. Neste sentido, o trabalho, antes de representar a mera questão de sobrevivência e acumulação de riquezas materiais, representa a vontade divina e o exercício do trabalho por parte do crente é uma obrigação moral deste para com Deus.

A ascese das seitas protestantes não condenava a riqueza material, tal como muitos aspectos da teológica católica, se esta fosse fruto do trabalho honesto e, sobretudo, da vocação que é dada por Deus para cada fiel. Entretanto, a forte moral ascética condenava usufruir de forma desmedida das benesses que o mundo poderia oferecer, os comportamentos de exibicionismo e a ostentação da riqueza e valorização do mundo material em detrimento da conduta espiritual. Tal moralidade possibilitou que membros de seitas protestantes ascéticas se tornassem capitalistas modernos, tais como, a exemplo, os banqueiros calvinistas da Suíça, os comerciantes quakers e outros tipos de atividade de empreendedorismo, tido para Weber como manifestações da vida burguesa, urbana e racional, já que requer a capacidade de controle técnico sobre os percalços do mundo.

Assim, o protestantismo propiciou novas formas de ética econômica e o surgimento de um novo tipo de ação e papel sociais para determinados grupos e estamentos sociais na Europa após a Reforma Protestante. Tal condição deve ser entendida à luz de condições econômicas e institucionais específicas que possibilitam a ação histórica de tais grupos portadores da nova ética econômica e racionalidade.
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