The Color Purple

The Color Purple Alice Walker




Resenhas - The Color Purple


9 encontrados | exibindo 1 a 9


Ramon 01/04/2021

The Color Purple
It's actually funny how we always have to stop to stare and admire the color purple in the nature. We are never entirely sure where it comes from...

This book is so good I almost cried.
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andrelarios 17/02/2021

Leitura fundamental. Apesar da temática grave e, por vezes, atroz, a ingenuidade da Celie possibilita o vislumbrar de uma luz em meio a escuridão exacerbada que envolve a trama deste livro. Os personagens são cativantes e a jornada que todos eles empreendem em direção a uma vida ligeiramente mais feliz é emocionante e inspiradora. Em última instância, trata-se de um livro otimista ? surpreendentemente, isso não impede que a mensagem emancipatória de Walker provoque reflexões inquietantes.
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Ananda 17/09/2020

Sem palavras para descrever esse livro, nada do que eu possa pensar vai chegar aos pés dessa história, leiam, leiam, leiam.
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Aistano 16/09/2020

A jornada "de herói" mais real, e mais humana que já li.
Ler as cartas de Célie foi um choque constante. Primeiro a dificuldade com o inglês de uma mulher semi-alfabetizada, que escreve como ouve. Depois dessa barreira, a realidade bruta e sufocante que ela descreve de um jeito tão humano, tão puro.

Quem persiste na leitura, chega até as camadas finais, e assiste a genialidade da autora construindo duas jornadas para Célie. A primeira é externa, as reviravoltas materiais e sociais que envolvem a protagonista. E outra, profundamente interna, em que a divindade é derrubada, substituida, para depois ser dissolvida e espalhada em tudo.

E em volta de tudo isso, um livro preenchido de história, sociologia e antropologia, crítica social, feminismo e anti-racismo.

A autora deixa a entender que os personagens "baixaram" sobre ela (que se denominou Medium). Eu tive essa mesma impressão. As pessoas que ela apresentou parecem reais demais para serem frutos da imaginação.
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Kel Cesar 26/02/2020

Belíssimo
Esse livro é tão rico de temas para serem abordados! Mas uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi que lembro de ter visto trechos do filme há alguns anos e achei pesadíssimo. Porém, a leitura desse livro é extremamente leve, embora as situações sejam pesadas da mesma forma. Isso acontece porque no livro, a história é contada pelas palavras da própria Celie, que com sua ingenuidade, doçura e simplicidade dá a impressão de diminuir os horrores pelos quais ela passou.
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10/01/2018

Sabe aqueles livros que alimentam a alma? Esse é um deles. Repleto de personagens interessantes tão cheios de vida que chegam a transbordar das páginas. Virou facilmente um dos favoritos da vida.

Ele se passa na década de 1930, no sul dos Estados Unidos em plena segregação racial. Celie é uma jovem negra que escreve cartas para Deus e é através delas que iremos adentrar na história.

A narrativa é em dialeto, tipicamente usada pelos negros americanos – o que traz uma naturalidade incrível para a narrativa! - e no caso da Celie, contém alguns erros para refletir o fato de que ela não teve estudos. Foi arrancada da escola logo cedo pelo seu pai que dizia que ela era “burra demais para estudar”, embora gostasse bastante de aprender.

Logo na primeira página descobrimos que ela foi estuprada pelo pai e já está grávida do segundo filho. O que o pai faz com as crianças que nascem ela não sabe. Sua mãe acaba morrendo e Celie fica responsável por cuidar dos irmãos. Ela é bem próxima de uma das irmãs, a Nettie, e quando o pai começa a olhar diferente para a irmã, ela sabe o que isso significa. Protege a irmã o máximo que pode, até que um dia ela mesma acaba sendo dada em casamento para um viúvo, que na verdade queria Nettie, mas o pai não aceitou de jeito nenhum. Celie tenta levar a irmã junto, mas acaba não conseguindo. Sugere então que ela procure um casal de missionários que ela encontrou na cidade por acaso e peça ajuda a eles. Nettie faz justamente isso e é aí que as irmãs serão separadas por longos anos, já que Nettie acaba indo para a África como missionária para ajudar o povo de lá.

Na primeira parte do livro, lemos as cartas que a Celie escreve a Deus, mas na segunda parte começam a surgir cartas da Nettie para a Celie também, contando como andam as coisas por lá. O problema é que Celie não tem ideia da existência dessas cartas, já que o marido as esconde dela. Foi descobrir depois de muitos e muitos anos e dá uma raiva imensa ler essa parte.

Nesse meio tempo vão surgindo vários outros personagens: Sofia, a esposa arretada de Harpo, filho do marido de Celie. Corrine e Samuel, os missionários que acolhem Nettie. Squeak, a namorada de Harpo que mais para frente também evoluirá bastante, e Shug Avery, uma ousada cantora de blues pela qual Celie se apaixona instantaneamente. A relação das duas vai crescendo aos poucos e é bonito de acompanhar. Shug é a responsável por boa parte da evolução de Celie, dando a ela o que ela nunca teve: amor. Todos esses personagens também servirão de pano de fundo para abordar outras questões importantes como racismo e religião.

Se no início Celie não se achava digna e tinha vergonha de si própria – inclusive fingia ser uma árvore! -, no decorrer do livro a gente encontra algumas pistas aqui e ali que as coisas estão mudando. Ela que era tão calada, começa a se expressar e dizer poucas e boas para muita gente. Achei o fato de ela começar a usar calça outro simbolismo para esse amadurecimento e independência recém-adquirida. Até o fato de ela passar a assinar as cartas é um reflexo disso.

Fiquei com medo de que a autora usasse um recurso clichê para acabar com os personagens considerados maus e me surpreendi com a conclusão adotada para o pai e o marido – que são de longe os piores! - e como Celie reage a isso. Só mostra que a personagem sofreu uma transformação gigantesca e está em paz consigo mesma.

Livro repleto de mulheres poderosas. Me vi torcendo por elas, sofrendo por elas e me emocionando com elas. Que livro!
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Adriana Scarpin 08/02/2016

Segundo livro do Clube do Livro da Emma Watson no Goodreads
Se eu nunca tivesse lido Carolina Maria de Jesus, talvez gostasse mais desse livro. A primeira metade do livro de Walker soa exatamente como os diários de Carolina, com o adendo que A Cor Púrpura é uma espécie de romance epistolar dirigido a Deus - ou seja, um diário em essência, embora com histórias de vida diferentes, mas igualmente trágicas e com o mesmo tipo de precariedade na escrita, proposital no caso de Walker e natural no de Carolina.
A segunda metade se transforma efetivamente num romance verdadeiramente epistolar entre duas pessoas, com todas as nuances no estilo de cada uma delas, além de um crescente amadurecer e empoderamento por parte das personagens. É de fato um belo livro.
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