O Conto da Deusa

O Conto da Deusa Natsuo Kirino




Resenhas - O Conto da Deusa


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Luiza 09/08/2014

O conto da deusa, Natsuo Kirino
O conto recria um antigo capítulo da mitologia japonesa: a lenda das irmãs Izanagi e Izanami. Ambientada em uma ilha mística em forma de gota de lágrima, O Conto da Deusa é uma trágica história de amor e vingança, que reconta o mito da criação do Japão. A narrativa flui bem elaborada,as vezes dificil para nós ocidentais, em paisagens descritas com riqueza de detalhes, ora belissimas, ora desoladoras criando o ambiente perfeito para o ritmo da historia. Com certeza seria daqueles livros que poderiam se transformar em um belissimo filme.
Michela 09/08/2014minha estante
adorei a resenha e vou ler!


Elu 26/04/2018minha estante
As irmãs não se chamam Inazagi e Izanami...


Edilene 17/05/2018minha estante
Oi! O nome das irmãs é Namima e Kamikuu. Izanagi e Izanami são os Deuses mencionados no conto? Amei o livro e também acho que daria um filme maravilhoso.




Yasmin 24/09/2014

Um conto da mitologia japonesa bem reimaginado. Sombrio, trágico e vertiginoso.

Desde que li o outro livro da autora que estava ansiosa por mais uma história dela e quando saiu O Conto da Deusa fiquei extremamente feliz porque era uma história que fugia do padrão thriller policial da autora e ainda trazia a rica mitologia japonesa para o foco. A história apresentada pela premiada autora Natsuo Kirino mais uma vez surpreende pelo tom vertiginoso e pelo clima sombrio, não se encaixa na fantasia como eu imaginei, e sim em um triste conto de amor, perda e dor, é mais uma tragédia do que qualquer outra coisa. Conheçam.

A história começa na pequena ilha em forma de gota de lágrima, na voz na Namina, uma pequena garota que cresceu agarrada a sua irmã. Na ilha as tradições eram tudo, e com seu pequeno território todos respeitavam o Oráculo. A avó de Namina e Kamiku é a atual Oráculo, e em Kyoido a leste é onde ela realiza os ritos e ninguém mais pode entrar. No oeste está o Amiido, a região dos mortos onde ninguém pisa. Namina era feliz, mesmo com a pobreza, até o dia que Kamiku foi levada por sua avó. Ela se tornaria a próximo Oráculo e para piorar todos na ilha insistiam em chamá-la de impura, a partir daquele dia ela jamais deveria olhar para sua irmã, jamais dirigir a palavra a Kamiku. Namina nunca entendeu, e quando sua mãe a incumbiu de levar o almoço de Kamiku a cabana de sua avó ela ficou feliz de poder ver a irmã, mas nem assim conseguiu. Namina não entedia como o povo da ilha passava fome enquanto tamanha iguarias eram levadas para Kamiku, muitas vezes ela não comia e tudo era jogado para o mar intocado. Namina nunca pensou em desrespeitar a regra, mas quando anos depois Mahito, um rapaz de uma família em dificuldade pediu para levar os restos de Kamiku para sua mãe doente, Namina não resistiu em ajudar. Namina e Mahito começam a se ver, mesmo sabendo que o caso deles é proibido. Quando sua avó morre subitamente e Kamiku se torna a Oráculo um destino cruel aguarda Namina. Arrastada de sua vida ela finalmente entende o que disseram sua vida inteira sobre ela ser o oposto de sua irmã. Destruída com seu destino, mal sabe Namina que o pior ainda está por vir. Uma traição que arrasará com o resto de sua vida, lhe enviando para um caminho sem volta e eterno.

É a partir dessa premissa que a história se desenvolve e devo dizer que diversas vezes fiquei chocada com a crueldade na vida de Namina. É atordoante acompanhar o desenrolar de sua história, a cada capítulo uma nova surpresa chocante, e a narrativa em primeira pessoa só trouxe mais angústia ao leitor que acompanha tudo com a sensação de mãos atadas. A mitologia é riquíssima, e a lenda das duas irmãs é perfeita para o estilo de Natsuo Kirino. Da total inocência ao pior sentimento expressável. Natsuo Kirino com sua escrita mordaz mais uma vez leva o leitor através de uma trama nua e crua, uma história reimaginada com destreza e que fascina apesar da dureza.

A ambientação é belíssima, com descrições cuidadosas a autora consegue a vividez necessária, sem deixar o lado feio da ilha de fora, a pobreza, o preconceito e a rigidez dos costumes que ditam vidas. Um contraste forte que enriquece ainda mais a história. O rumo da história não é o que eu esperava, e desde o começo do livro é uma sucessão de acontecimentos fortes, traiçoeiros e que dói o coração do leitor. A história é belíssima, mas dura, mostra o lado difícil da vida. Lembrando que o Japão viveu muitos séculos sob a tradição dos deuses, e pequenas comunidades seguiam de forma tão dura quanto a ilha de Namina os costumes. Só de imaginar algo semelhante na realidade já arrepio. Isso é apenas a primeira parte da história, porque o destino de Namina é mais surpreendente ainda depois dessa parte. É ai que conhecemos os segredos da vida de Izanami, a deusa do mundo subterrâneo. Entrelaçando as duas pontas de forma única a história nos surpreende e emociona, com um fim inesperado e que faz jus a toda a história. Sem ilusões ou perdões.

Leitura que flui em um ritmo próprio, que instiga pelo inimaginável, interessante e marcante, a história apresentada por Natsuo Kirino é um ponto refrescante no meio de tantas histórias comuns. O modo como ela reconstrói a lenda da mitologia japonesa é respeitoso, e sua veia realista e sombria serviu bem a história. A edição da (...)

Termine o último parágrafo em:



site: http://www.cultivandoaleitura.com.br/2014/07/resenha-o-conto-da-deusa.html
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Kah Gessy (@naoeaterradonunca) 30/06/2015

Ao ler a sinopse criei grandes expectativas quanto à leitura, e não me decepcionei.
Sou fascinada pela cultura japonesa e ao ler esse livro você conhece um pouco sobre a lenda da criação do mundo, dos surgimentos das ilhas,do significado do Ying e do Yang...
O começo do livro pode parecer bem chato ao ser descritivo demais,porém se tivermos um pouco de paciência, mais adiante seremos agraciados por historias que se entrelaçam de forma majestosas..O mundo das lendas e do fantástico se misturam nessa belíssima historia de amor,ódio,vida e morte. Super recomendo.
Fer Kaczynski 04/07/2015minha estante
Muito bom que vc gostou do livro, é ruim lermos algo e ter decepção depois neh, não conhecia esse livro...




Lu 21/05/2015

"O Conto da Deusa" conta a história das irmãs Kamikuu e Namima, do Yin e do Yang, do preto e do branco, das luzes e das trevas, do amor e do ódio. Aos cinco anos de idade, Namima é separada da irmã, que se tornará a próxima Oráculo da ilha em forma de gota de lágrima e então, Namima descobre que é impura. Atrás da busca do significado de ser impura, Namima nos deixa conhecer sua trágica história de vida.

É muito, muito difícil falar sobre esse livro. Primeiro porque qualquer coisinha pode escapar e contar um dos segredos do livro, depois porque eu não me recuperei totalmente da leitura, ainda. "O Conto da Deusa" é um livro imensamente triste, trágico, cheio de lições de vida sobre perdão e eu não quero falar muito da história do livro exatamente porque todos os pequeninos detalhes são imensamente importantes nesse livro.

Por muitas vezes, me perguntava porque a autora estava dando spoiler no comecinho do livro. "Por que ela está me contando isso, me contando aquilo?". No começo eu não entendi, mas percebi que essas pequenas dicas da autora só me faziam continuar devorando o livro, querendo saber porque tudo aquilo tinha acontecido com Namima, porque ela era impura e a cada página, cada segredo revelado, eu ficava mais e mais chocada e curiosa.

Natsuo deve ser a rainha da narração. Ela nunca se perde, nunca dá uma informação incompleta ou ininteligível. Tudo o que ela narra é coerente, completo, cheio de pequenos detalhes que fazem toda a diferença para a história e durante o livro, vemos que o amor pode causar muito sofrimento.

"O Conto da Deusa" me ensinou que, às vezes, o amor pode trazer muito ódio, amargura, tristeza e egoísmo e nós precisamos aprender a perdoar. O perdão fará com que, ao partirmos, nenhuma questão ficará mal resolvida e você terá cumprido sua missão. Confesso que não sou boa em perdoar e até hoje existem pessoas que eu odeio, talvez seja hora de perdoá-las e me livrar desse sentimento que só envenena.

Por isso e tudo o mais, é difícil falar de "O Conto da Deusa" e isso só me faz acreditar ainda mais que os melhores livros são aqueles que não conseguimos resenhar perfeitamente, são aqueles que nos causam tantos sentimentos diferentes que ficamos paralisados se tentarmos descrever o que acabamos de vivenciar imersos naquelas pagina. Exatamente por isso, que "O Conto da Deusa" se tornou um dos meus favoritos.

Com personagens principais e secundários muito bem construídos e cenários bem detalhados que nos levam por trágicas histórias de amor, ensinamentos de vida e mitos da criação do Japão, Natsuo criou um livro perfeito que me fez chorar em muitas partes. Se você não conhece "O Conto da Deusa", não perca tempo, leia e aprenda um pouco mais sobre a vida, o amor e o perdão.


site: http://lumartinho.blogspot.com.br/2015/04/o-conto-da-deusa-natsuo-kirino.html
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San... 08/06/2014

As lendas japonesas são sempre eivadas de sentimentos conflitantes, amor e ódio, vingança e perdão, vida e morte, o que acaba por torná-las bastante intensas, despertando no leitor sentimentos dúbios... Não há personagem a ser amado ou odiado totalmente e todos eles são marcantes, carregando cada um sua porção de bem e mal. A alegoria encerra sutilezas tais que muitas vezes surpreende, é a verdade sendo introduzida através da fábula... Há um fatalismo triste, onde aceitar ou lutar acaba por não alterar o destino de cada um.
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regifreitas 14/02/2015

Se a leitura não foi totalmente insatisfatória, também não foi algo que fez diferença, de forma alguma. A obra possui alguns pontos positivos: a escrita da autora, o texto, principalmente, flui facilmente. O grande entrave, na minha visão, não se encontra propriamente na estória, no enredo, mas na maneira como eles foram conduzidos. Sobretudo nas partes que tratam da origem mitológica do casal Izanami e Izanaki – chatíssimo! Destoa muito do restante do livro! Talvez para quem tenha maior interesse pela mitologia oriental o diálogo com a obra consiga ser mais eficiente. Outro ponto que me incomodou bastante foi a falta de aprofundamento dos personagens. Pareceu-me que eles tinham muito mais potencial do que o que foi apresentado! Uma pena!
Babi 04/09/2016minha estante
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Dani-chan 06/02/2016

Belo e Trágico
Esse e o primeiro livro que leio da autora, sei que ela é famosa por seus policiais urbanos, mas nessa obra ela conta a história de Isaname, a Deusa do Mundo dos Mortos.

No livro conhecemos Namima, é pelos olhos dela que boa parte da história é contada. Na primeira parte ficamos sabendo que Namima está morta (isso é falado no primeiro paragrafo do livro) e ela conta como isso aconteceu, sobre toda a sua sina e de sua irmã Kamikuu de serem opostas. Na segunda parte temos a história da criação do mundo e dos deuses que criaram o Japão (consequentemente o mundo conhecido) Izanami e Izanagi, e a história dos dois é bem trágica e cheia de mágoas. E assim a história de Namima e Isanami vei se entrelaçando de forma tocante e trágica.

"... ela ficou associada apenas à metade escura: terra, mulher, noite, escuro, yin e, sim, degradação."

Foi difícil fazer esse resumo, porque já conheço a história desse deuses, sou apaixonada pela cultura oriental, e, sabe quando a gente sabe de uma coisa e acha um absurdo que os outros não, então, não sei até onde posso contar e não ser spoiler.

"Uma ferida nunca sara enquanto o coração se lembra da dor"

Adorei cada personagem dessa trama Namima, é um moça de eternos 16 anos, e tão jovem já aprendeu tanto, já Izanami é uma deusa de milênios de idade, tempo o suficiente para cultivar um ódio mortal, Izanagi é o deus da vida, e como tal é vibrante e encantador. Eu até consigo entender o porque de tanta amargura em Izaname estando presa no Yomi, enquanto seu marido vive livre, lindo e solto só colocando filhos no mundo.

"— Sempre existem venenos. Pode ter certeza disso. Se há o dia, há também a noite. E onde existe yang também existirá yin. Para cada frente um verso. Não há branco sem preto. Tudo na terra possui seu oposto, seu parceiro. Caso você fique imaginando o porquê, pense que se existisse apenas um não haveria nascimentos. No começo havia dois, e esses dois foram atraídos um ao outro e reunidos, e daí nós obtemos significado. Ou pelo menos é o que se diz."

A escrita de Natsuo Kirino é bem ágil, normalmente eu fico meio enfadada com descrições demais, a autora faz isso algumas vezes, mas não me senti entediada nenhuma vez, muito pelo contrário os lugares são tão lindos que é difícil, a parte da criação do mundo foi um pouco lenta, mas foi necessária. Outra coisa que costuma me deixar entediada é os devaneios do tipo 'ai, porque EU morri' e chororo, isso não acontece não existe chororos nessa história, mas sim ódio e vingança.

"... Izanami é sem dúvida uma mulher entre as mulheres. Essas provações às quais ela se submeteu, são as provações que todas as mulheres devem enfrentar."

No fim temos uma bibliografia com material de referência de órgão japoneses que cuidam e difundem a cultura de seu país.

Vou indicar o livro para todos, e principalmente para quem está afim de conhecer lendas e mitos de uma cultura diferente.
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Kerly 02/05/2015

Mito da criação
Esse romance é contado por Namina, a personagem principal da tragédia (como praticamente todos os romances japoneses são trágicos). O mais interessante desse livro é a que temos a rara oportunidade de aprender um pouco mais sobre o mito de criação do Japão e algumas de suas divindades.
Apesar da trama se desenrolar lentamente é permeada por fatores que justificam o desejo de vingança da narradora, o que acaba nos prendendo a cada frase.
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Cleo 26/07/2018

Eu amo mitologias , mas esse eu não curti , chatíssimo
No começo achei ate interessante . Mas depois começou a ficar confuso e começou a nascer deus de cada movimento de outro deus , limpou o nariz nasceu um deus , tomou banho nasceu mais deuses , limpou os olhos mais deuses nasceram . Fora que a historia desses dois deuses que deram origem a tudo que foi deus ( confuso né ) é de amor e ódio , ciúmes e vingança . Achei muito chato , achei que teria guerras e lutas pelo poder , mas é só uma historia de vingança pelo abandono mesmo , uma deusa que foi abandonada e se recusa a perdoar. Basicamente isso . Achei q a senda da criação do Japão fosse mais "movimentada " . Livro muito chato , devo ter abandonado antes de chegar na metade . Tentei continuar , pulei para as últimas paginas e fiquei satisfeita . Foi bom enquanto durou .
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Renata (@renatac.arruda) 23/07/2014

Yin e Yang
Natsuo Kirino cria uma história cujo pano de fundo é o mito de Izanami e Izanagi (grafado como Izanaki no livro), deuses responsáveis pela criação do Japão (Yamato). Dividida em três partes, na primeira conhecemos Namima que, desde que morreu aos 16 anos, serve Izanami no Reino dos Mortos. Narrando em primeira pessoa, Namima conta sua história desde pequena quando vivia à sombra de sua irmã Kamikuu, que aos 6 anos é levada de casa para ser treinada como o Grande Oráculo da pequena ilha em que vivem. Através da história do destino das duas irmãs, Natsuo Kirino pretende construir uma trama que versa sobre a dualidade do universo, a vida e a morte, o yin e o yang, principalmente a partir do ponto de vista do yin - o negativo, o noturno ou, no caso do livro, o impuro.

Leia mais no Prosa Espontânea:

site: http://mardemarmore.blogspot.com.br/2014/07/o-conto-da-deusa-natsuo-kirino.html
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Nat 27/05/2017

Kamikuu e Namima são irmãs. Elas vivem com a família em uma ilha ao sul de Yamato. Kamikuu é a mais velha, e aos seis anos ela sai de casa para se preparar para se tornar o próximo Oráculo. Namima sofreu com a separação da irmã querida, o que ela nunca imaginou é que ela mesma teria um papel a desempenhar dentro dos costumes cruéis de sua gente. Pois aos dezesseis anos, Namima agora se tornou a guardiã do Amiido, local em que os mortos são enterrados. A obrigação de Namima, desse dia em diante, até a morte de sua irmã, a nova Oráculo, é velar pelos mortos. A jovem jamais imaginou que seria esse seu destino e se desespera, ainda mais por causa do romance proibido (e seu fruto) com o jovem Mahito, um jovem que faz parte de uma família de renegados. Eles fogem e Namima dá a luz uma menina, Yayoi. E mais uma vez sua vida dá uma guinada: ela é assassinada, sem entender por quê. No mundos dos mortos, ela descobre muito sobre os deuses, a criação do mundo, os acontecimentos de sua vida e finalmente assume seu papel como sacerdotisa das trevas e dos mortos.

Esse livro foi (mais ou menos) uma surpresa. Tenho ele na estante faz um tempinho, comprei por causa da capa e porque eu nunca havia lido nada de nenhum autor japonês. Li a sinopse e gostei, achei que devia guardar para algum desafio literário (e de novo, acertei). Confesso que no início eu li direto, não conseguia parar por causa das reviravoltas que esperava que acontecessem. E aconteceu uma, que me surpreendeu demais e fiquei sem saber o que esperar da história. É a partir desse ponto, em que a autora começa a falar dos deuses e da criação do mundo de acordo com lendas japonesas (eu só reconheci Amaterasu dos meus estudos antigos sobre lendas mundiais) que eu me perdi um pouco e comecei a achar a história arrastada. Depois que começa a mostrar a vida dos personagens, resultado do acontecimento-reviravolta, que a história volta a ficar emocionante. O engraçado é que você sabe que o tempo passa, mas não existem datas nem medições, então algumas coisas surpreendem quando você nota, por exemplo, o crescimento e nascimento de alguns personagens. Eu gostei bastante, o final foi inesperado, o que só acrescentou a história como um todo. Completamente recomendado.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2017/05/o-conto-da-deusa-natsuo-kirino-idy-2017.html
Kah Gessy (@naoeaterradonunca) 28/05/2017minha estante
Esse livro é ótimo, li faz algum tempo. E confesso que me encantei com toda a historia, a descrição dos ritos e folclore que envolve o fantástico do livro. Tudo muito bem entrelaçado e fluído.
=]




Tammy 18/09/2015

O Conto da Deusa (Livreando)
O Conto da Deusa é uma obra que saí do cotidiano que a autora costuma escrever, nunca li nenhuma das outras obras bem conhecida da Natsuo Kirino, na verdade essa é a primeira, mas fui completamente tragada para o universo narrado sobre a mitologia que cerca a criação do Japão e suas ilhas.

Boa parte dessa história é contada através de Namima (mulher em meio às ondas), uma sacerdotisa da deusa Izanami. Izanami é a deusa que governa o Reino dos Mortos, e a trajetória de Namima até se tornar uma sacerdotisa aos dezesseis anos, é o que compõe esse livro.

Namima nasceu em uma ilha que era conhecida entre os homens por Umihebi, nome de sua família. Uma ilha que tinha seus próprios ritos e costumes, era considerada a ilha aonde os deuses chegavam e partiam por ficar mais perto do sol. Sua população era pequena e se sustentavam através das pescas e plantações. Não tinham muitas riquezas, mas abençoavam os deuses pelo lugar.

Namima tinha uma irmã chamada Kamikuu. Elas sempre foram bem próximas e se amavam por demais. Sua família era a responsável por gerar o Oráculo, uma sacerdotisa que era a responsável por orar pelos homens que iam para o mar e pela benção da ilha. Sua avó, Mikura-sama era a atual Oráculo, mas em breve teria que ensinar aquela que ficaria em seu lugar. Namima não tinha ideia do que o futuro reservava para ela e viu sua vida mudar de maneira que nunca poderia pensar.

"Mas como Mikura-sama podia olhar para mim e saber que eu era impura? O que me tornava impura? Essas perguntas me afligiam, e eu estava em tamanha confusão mental que não consegui dormir naquela noite."

Por tradição a escolhida para ser o Oráculo teria que ser uma mulher e Yang, uma sacerdotisa que governa o Reino da Luz, a que nascia depois era Yin, responsável pelo Reino das Trevas onde velava os mortos, e adivinhem quem Namima era das duas? Depois de descobrir que era uma Yin, Namima ficou completamente perdida, ainda mais que escondia um segredo de todos na ilha. Ela estava apaixonada por Mahito, um rapaz da família Umigame que era amaldiçoada por não conseguir gerar uma filhar para se tornar o Oráculo caso os Umihebi fracassassem, por isso, se descobrissem o envolvimento deles, os dois seriam severamente castigados.

A história narra toda a vida de Namima, do nascimento até se tornar sacerdotisa da deusa Izanami, a partir daí, passamos o conhecer o passado de Izanami junto com Izanagi, também chamado de Izanaki-sama, até o momento em que ela se tornou a responsável do Reino dos Mortos, cheia de rancor, ódio e desejo de vingança.

"Se dispomos apenas de uma vida, então um momento feliz é particularmente venerado."

Em O Conto da Deusa as histórias de Namima e Izanami estão completamente ligadas, durante a leitura, conseguimos entender o porquê. Izanami é uma mulher cheia de rancor e não está disposta a perdoar Izanaki pelo que fez há milênios atrás, sua sede de vingança e fúria e o que à move durante os tempos. Quando Namima chega, consegue entender a razão de Izanami ser assim e não a julga, até porque suas feridas são parecidas com a dela. E como Namima sofreu, nossa!

O livro tem uma narrativa de fácil compreensão, cada detalhe é explicado, o que faz com que o leitor, mesmo que não conheça nada sobre o Japão, não se sinta perdido. Natsuo Kirino desenvolve minuciosamente a história com intensidade, envolvem o leitor a cada parágrafo com sentimentos bem expressados. Não tem como não se comover com a história e com alguns personagens. Há também uma duplicada de sentimentos entre amor e ódio com alguns personagens, mas cada um foi delineado de maneira singular.

Para aqueles que têm curiosidade sobre a cultura japonesa e suas mitologias, esse livro é para você. Ele também traz o amor, o sofrimento e o engano a cada momento, mas com muito encanto e bem estruturado. Há algumas pontas que ficam soltas ao terminar o livro, mas nada que estrague toda a obra.

site: http://www.livreando.com.br/
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Key 24/04/2017

O Conto da deusa me arrebatou, achei a narrativa da autora brilhante e simples, apesar de se tratar de uma mitologia de uma cultura que não sou próxima, conseguiu me passar a beleza e profundida da história, sem ser muito simples, ao contrário a história proposta é bem intensa.
Apesar da beleza e intensidade da narrativa, que torna esse livro marcante, não é uma leitura fácil, a um pouco de thriller policial em como a autora descreve os eventos, gerando uma espécie de angustia, e por vezes ela reduz o ritmo e isso gera uma controversa sensação de impaciência aflita no leitor. Mas, avance principalmente depois da primeira parte da narrativa e será muito recompensado.
O livro é bem ambientado com descrições riquíssimas das paisagens, esse é um ponto que as vezes me incomoda em certos livros, mas nesse foi extremamente necessário para dar o tom da narrativa, pois as paisagens complementavam as emoções, geravam uma ligação do leitor com a trama.
Trata-se da história da criação do Japão e a história de seus deuses, pontuadas através da visão de Namina e sua irmã. Mais que um conto de mitologia, o Conto da Deusa desenha sentimentos como amor , traição, ódio, resignação, destino, morte e vida, yin e yang e a finitude da vida, bem como da criação e do perdão.
É incrível as emoções que são impressas no leitor ao longo da jornada dos personagens, a inquietação de que algumas coisas na vida são imutáveis e não há uma explicação razoável para tornar a realidade mais doce.
Existe uma crítica social a pobreza e como a mitologia e as tradições afetavam negativamente a vida das pessoas, e é bem chocante ter em mente que realmente o destino das pessoas eram decidido por esses critérios arbitrários.
Também nota-se o amadurecimento das personalidades dos personagens, e a dualidade dentro de cada um.
Um dos livros que mais me marcou, e indicaria sempre, Natsuo Kirino tem o dom de mesclar sentimentos que não te deixam abandonar a leitura, porém deixo a ressalva que não é uma leitura facilmente consumível, mas que vale muito a pena.
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Marina 20/06/2017

Peguei este livro pra ler porque amei os outros que eu já conhecia da autora (Do Outro Lado e Grotescas), mas este é um estilo bem diferente. É uma releitura de uma história folclórica japonesa, que fala sobre a origem do japão e do surgimento de divindades. Não deixa de ser interessante, mas prefiro os outros que li da autora.
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Metz 24/10/2018

O Conto da Deusa - Natsuo Kirino
O livro trata-se de uma releitura do conto de Izanagi e Izanami, como esses dois deuses atuaram na criação do Japão e como influenciaram nos personagens da história, onde o foco principal ocorrerá em meio a uma ilha localizada ao sul do Japão e na vida de duas irmãs, a mais nova chamada Kamikuu e Namima, na qual suas ações resultaram em um fim trágico.
É uma leitura simples e leve, a trajetória dos personagem se torna envolvente até a metade do livro para depois focar na história da criação e das divindades. Como o próprio livro diz é uma releitura, então muitas divindades não aparecem ou tem uma participação mais ativa, além das divindades principais.
Caso se sinta interesado por mitologia oriental, recomenda-se que leia um livro específico sobre o assunto, esse é um romance.
P.S.: Posso estar enganada mas acho que teve um erro mais para o final do livro, sinto que trocaram os nomes das divindades, pois a descrição que vem a seguir combina mais com o outro do que o que se refere. (mas nada que comprometa a leitura).
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