Pequenos Deuses

Pequenos Deuses Terry Pratchett




Resenhas - Pequenos Deuses


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Fabiano.Poeta 23/10/2018

Sem dúvidas o último capítulo achei mais do que perfeito!!!
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Tatah 20/09/2017

Que Om me proteja
Eu não tinha lido Terry Pratchett ainda. Eu sabia das histórias de Discworld, sabia que era super apreciado, famoso e etc, mas GENTE. O cara é incrível.

Ninguém me disse que ele tem um humor fabuloso ao contar suas histórias. Não é infantil, mas é irônico e sarcástico sem deixar de ser bobo e nem desviar de um objetivo. Tem mensagens muito ótimas e bem claras nas entrelinhas dos diálogos, de comentários no meio da narrativa, enfim; não há uma linha de texto desperdiçada.

É incrível também acompanhar aqui a trajetória e o arco de crescimento de Brutha. Um herói que começa absurdamente tapado, chegando a dar um nervoso; mas a progressão de acontecimentos é tão absurda, incrível e precisa que ele chega no fim em um lugar completamente diferente como personagem.

É uma visão incrível sobre religião, religiosidade, dogmas, crenças, crentes e deuses. Eu definitivamente quero ler tudo desse omi agorinha já neste momento.
Tatah 20/09/2017minha estante
eu usei MUITO a palavra incrível nessa resenha. eita.


Tatah 20/09/2017minha estante
~incrível~




Caroline 08/01/2017

‘Pequenos Deuses’: um livro que mostra que o divino pode estar em qualquer lugar
Em Pequenos Deuses, parece que o principal objetivo é transmitir uma única e absoluta mensagem: a de que tartarugas dão ótimas refeições.

Brincadeira. Essa foi só a frase mais dita ao longo de todo o livro – é sério, só teve um personagem que não falou e nem pensou nisso em momento nenhum. Essa frase foi tão usada que eu quase consigo visualizar Prattchet debatendo consigo mesmo se deveria ou não usá-la como título do livro. Mas imagino que, assim como eu, ele tenha concluído que, se lançasse um livro chamado Tartarugas dão Ótimas Refeições, as pessoas provavelmente pensariam que se trataria de um livro de receitas. Então, ele arranjou um substituto: Pequenos Deuses.

Um título muito coerente, por falar nisso. Muito poético.

Devaneios à parte, tudo começa, acredite ou não, com a queda de uma tartaruga caolha em uma horta. E não para por aí! A melhor parte é que essa tartaruguinha é o Grande Deus Om, adorado por um dos maiores impérios de Discworld.

Pois é… Quando eu soube disso, eu também fiquei: “QUEEEEEEEÊ???”

Obviamente, alguma coisa deu errado, uma vez que o Grande Deus Om ficou preso por um bom tempo na forma de uma TARTARUGA – nem foi uma tartaruga gigante ou uma mordedora, não, foi uma tartaruguinha de jardim e caolha, ainda por cima. Então, ao longo de toda a trama, Om, junto com Brutha, o seu único e fiel restante, precisa encontrar um jeito de voltar a ser o Deus Todo-Poderoso que ele havia sido e que as pessoas ainda acreditavam que ele era. E, de quebra, salvar o seu império à beira da guerra.

Com isso, Terry Prattchet conseguiu montar, desenvolver e concluir uma trama brilhante, transmitindo uma mensagem muito legal, usando elementos mais do que improváveis e absurdamente cômicos.

Não é genial? Eu achei.

O fato é que Prattchet não apenas criou uma trama muito boa e uma história envolvente, ele brincou com ela. Ele escreveu um ótimo livro e fez parecer fácil.

Pequenos Deuses nos dá tudo o que precisamos em uma história: aventura, mistério, uma mensagem enriquecedora, um mocinho, um vilão e problemas a serem resolvidos. Ah, e humor! Não podemos nos esquecer do humor, porque é um dos traços marcantes do livro também.

Outra coisa da qual eu gostei bastante foi o fato de que o vilão é mau mesmo. Ele é do tipo que vira uma tartaruga de barriga para cima, sob a mais quente luz solar, só para ver o que vai acontecer em algumas horas. Ou seja, o cara é perverso por curiosidade e diversão. E, cá entre nós, temos que respeitar um escritor que consegue criar um vilão assim.

Só sei que, depois de ler esse livro, eu nunca mais vou olhar para uma tartaruga com os mesmos olhos.

site: www.vailendo.com.br/2016/09/09/pequenos-deuses-de-terry-prattchet-resenha/
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Marcus 11/12/2016

Crenças e descrenças
Deuses dependem de pessoas que acreditem neles. Essa é a essência de "Pequenos Deuses", obra que com muito humor questiona as motivações das crenças da pessoas, como elas podem ser manipuladas e o que move as religiões (algumas, todas?). Leitura rápida, divertida e capaz de despertar muitas reflexões, desde que o leitor esteja aberto a questionamentos.
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Mah 24/10/2015

A Tartaruga Se Move!!!
Hey leitores! Que tal um livro que mescla filosofia, religião e muita ironia?

Este livro foi uma cortesia da editora Bertrand, e confesso que nunca tinha ouvido falar do escritor Terry Pratchett (vergonha), já que ele é um escritor brilhante, ganhador de vários prêmios e tem quinze livros publicados no Brasil, sendo Discworld uma das séries mais vendidas e que já fora traduzida para 37 idiomas!

Pequenos Deuses é um livro... complexo, mas vamos lá!

Brutha é um sujeito simples e sem grandes ambições, de uma fé implacável e com uma memória de dar inveja, capaz de guardar cada minucioso detalhe do que ver e ouve. Ele é o noviço no Templo do Grande Deus Om, que outrora se manifestara em forma de touro para os antigos Profetas, mas dessa vez... ao tentar se manifestar no Discworld, bom, não foi bem o que ele esperava.

“-Veja desta forma – disse. –Será que o Grande Deus –fez os chifres sagrados – Om já se manifestou como uma humilde criatura deste tipo? Um touro, sim, claro, uma águia, com certeza, e acho que, em uma ocasião, um cisne... mas uma tartaruga?”

Om então se depara com uma realidade abusiva ao entender que somente Brutha podia ouvi-lo, ou seja, será que Brutha, o noviço do templo, esse sujeito inocente e ingênuo, é o seu único crente?

“O problema em ser um deus é que não se tem ninguém para quem orar.” – Om
Brutha é o Escolhido. E a tartaruga é Grande Deus Om. E juntos, eles embarcam numa perigosa aventura, ainda mais porque Brutha quer desmascarar a poderosa Igreja corrupta, e evitar uma terrível Guerra Santa.
Vorbis é o Exquisitor (sim, é assim que está escrito no livro) que desperta pavor em todos; um homem cruel e que ouve somente a si mesmo. Ele fará de tudo pra destruir todos que acreditam na Tartaruga que se Move, ou seja, que o mundo viaja através do vazio sobre o casco de uma enorme tartaruga, e ele usará Brutha e sua incrível memória como uma excelente arma na guerra.

“- Eu sou o Diácono Vorbis da Quisição da Cidadela – disse Vorbis friamente.
O Tirano olhou para cima e lhe deu outro sorriso lagarto.
-Sim, eu sei – disse. – Você tortura pessoas como profissão. Por favor, sente-se, Diácono Vorbis. [...]”

Confesso achei entediante o começo da história, mas à medida que o enredo desenrolava fui ficando mais envolvida até que caí em curiosidade, por não conseguir imaginar nenhum final para aquela trama.

Adorei a capa que a editora fez para o livro, achei bonita por ter desenhos tão grosseiros e “feios”, mas gostei ainda mais quando percebi que retrata uma das cenas dos livros, e é incrível para um leitor identificar seus personagens só observando suas características.

O livro é incrível, sobretudo depois que você finalmente entende aonde o escritor quer chegar (eu demorei), sendo narrado na terceira pessoa alternado entre vários personagens, nós dando uma visão privilegiada da história que se passa na maior parte do tempo em Omnia.

“-Não existe tal coisa – disse ela. –Na vida, se não prestar atenção, você afunda.”
-Rainha do Mar.
A história é carregada de personagens marcantes e sarcásticos, como o filósofo Didátilos, e seu aprendiz, Urn, o cético e ateu sargento Simony, e um dos meus favoritos que é a Morte.

“Morte hesitou. TALVEZ JÁ TENHA OUVIDO A FRASE, disse, INFERNO SÃO OS OUTROS?
-Sim. Sim, é claro.
Morte assentiu. EM TEMPO, disse, VOCÊ APRENDERÁ QUE ELA ESTÁ ERRADA”.

Enfim, indico para aqueles que adoram ironias e sarcasmo, pois Pratchett aborda o tema “deuses” com muito humor.

“Om esfregou a testa. Passei tempo demais lá embaixo, pensou. Não consigo parar de raciocinar de forma superficial.
—Eu acho –disse – que, se você quiser milhares de pessoas, tem que lutar por uma. –Cutucou o Deus Solar no ombro. –Ei, solzinho?
Quando o Deus olhou para trás, Om quebrou a cornucópia em sua cabeça.”


site: livrosemarshmallows.blogspot.com.br
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PorEssasPáginas 08/10/2015

A Bertrand enviou esse exemplar para nós e eu resolvi me arriscar na leitura. Curiosamente eu tenho os livros anteriores da série Discworld, mas nunca li. Como após determinado número é possível ler fora de ordem, eu resolvi ler justamente esse que não tinha. Foi meu primeiro contato com a série e também com a escrita de Terry Pratchett.

A história se passa em Omina – pelo menos boa parte dela, uma cidade que cultua o grande deus Omn. Lá, nós conhecemos Brutha, um rapaz ingênuo com uma memória impressionante. Ele é um noviço e não tem muita ambição na vida, sendo um verdadeiro devoto de Om, seguindo todos os preceitos de sua religião. É por isso que o deus Om, na forma de tartaruga, que Brutha o ajude a se fortalecer novamente. Pois é, por algum motivo – leiam para saber – os poderes de Om acabaram diminuindo, a ponto de ele conseguir apenas se manifestar em forma de uma forma de tartaruga, um ser super frágil e muito visado por águias. Vai entender.

No começo eu confesso que não consegui me encontrar muito bem na leitura, não consegui vislumbrar um objetivo. Mesmo assim, eu insisti, mesmo porque, apesar de não saber aonde eu ia parar, o autor demonstra um senso de humor ácido e uma crítica bem construída desde o início. Quando enfim eu entendi qual o sentido da vida, o universo e tudo o mais (42!) (ops, história errada), a leitura deslanchou e eu me surpreendi bastante com o desenrolar da trama e ainda por cima a forma como Pratchett conduzia a história e seus personagens, incluindo ainda em sua sátira ateus e filósofos – sim, ninguém escapa desse autor!

Pratchett soube manifestar de forma bem primorosa sobre o fanatismo religioso, a forma como a fé e seus ensinamentos são deturpados e ainda usados de forma corrupta por seus líderes, sobre a existência de deuses e as consequências de se seguir uma religião cegamente. Tudo isso foi muito legal, ainda mais quando você percebe a semelhança com a religião na época da Idade Média (se bem que de lá pra cá algumas coisas continuam… e não necessariamente no catolicismo). E tudo isso dentro do contexto, sempre dando uma alfinetada aqui e ali no fundamentalismo religioso (ou não religioso).

Como primeiro livro de Pratchett, eu achei muito legal. Já imaginava que ele teria esse senso crítico atrelado ao lado mais bem humorado e cínico. Eu vou me arriscar em outros livros dele, mesmo que não sejam de Discworld. Uma pena ele ter falecido justamente esse ano…

Para quem é fã de ficção e fantasia, um prato cheio! Recomendo!

site: http://poressaspaginas.com/resenha-pequenos-deuses
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Airechu 13/09/2015

"– No entanto... a Tartaruga se Move!"
Os deuses de Discworld mantém seu status de divindade graças a força da crença dos seus fiéis mortais. Assim, quanto mais fiéis fornecendo o combustível da crença mais força e poder este deus terá. Neste cenário, em que cada ovelha conta e que tudo depende da crença, existe uma verdadeira disputa entre estes deuses, sobretudo nos mais baixos escalões divinos. Não é incomum que deuses poderosos caiam no ostracismo por perderem seus fiéis e nem que deuses menores ascendam ao topo da hierarquia divina por ganhar notoriedade rapidamente.

Pequenos Deuses é focado nestes aspectos religiosos de Discworld e trata justamente de uma destas súbitas mudanças. Om, o grande deus amplamente cultuado na metrópole de Omnia, ao tentar se materializar no Disco (já explico!) com a imponente forma de um touro, acaba surgindo como uma mísera lenta e vesga tartaruga e imediatamente se vê em apuros: tartarugas são alvos fáceis para as águias. Om escapa da morte (deuses podem morrer?) e acaba se encontrando com um de seus fiéis, Brutha, um noviço com uma carreira pouco promissora na Igreja de Omnia.

Om agora precisa descobrir porque apenas Brutha é capaz de ouvi-lo, porque não consegue manisfestar seus poderes e resolver a sua atípica situação. Brutha não lhe parece muito inteligente à princípio e nem muito capaz, mas sem alternativas se convence de que vai precisar da ajuda dele. Juntos os dois ainda vão se envolver numa conspiração da alta cúpula da Igreja encabeçada pelo temível exquisidor Vorbis, chefe absoluto da Quisição, o que poderá levar toda a Omnia a uma guerra santa contra a cidade de Efebo...

Ansiava por conhecer melhor o universo de Discworld desde que li sobre ele e a criatividade genial de seu autor nas páginas de antigas revistas de RPGs. Trata-se de um mundo de fantasia disposto num círculo plano, como um disco, sustentado por quatro grandes elefantes. Estes por sua vez ficam sob o casco de uma enorme tartaruga tal qual no antigo mito hindu. Discoworld é o cenário palco de mais de 40 livros escritos por Terry Pratchett ao longo de mais de trinta anos. Quando soube deste lançamento pela Bertrand Brasil pouco depois da morte do autor, resolvi que já era hora de me aventurar por lá. Pequenos Deuses é o 13º livro da série mas pode ser lido tranquilamente de forma independente dos demais. E já lhes adianto que a aventura vale a pena!

O grande trunfo de Terry Pratchett é o tom satírico da sua narrativa. Nada escapa da crítica e da sátira inteligente do autor e neste aspecto ele me lembrou muito Douglas Adams. Já deve ter ficado evidente que a religião institucionalizada, na forma da igreja e da hierarquia, são os alvos principais, mas o autor vai além e esta lista também inclui as práticas religiosas cotidianas, o ateísmo, o comportamento de fiéis e deuses e até mesmo algumas correntes filosóficas.

Lado a lado com esta crítica temos uma empolgante história nos melhores moldes aventurescos repleta de lugares e personagens fantásticos tendo no seu cerne o bom humor o que torna a leitura agradável e divertida.

As dinâmicas e diálogos entre os personagens são muito bem explorados e apesar deles serem um pouco caricatos e estereotipados, são bem construídos e possuem motivações fortes. O protagonista Brutha é o que mais evolui durante toda a leitura. Sua fé cega e memória sobre humana são contrabalançadas pela sua ingenuidade e simplicidade e ele nos conquista de imediato. Vorbis, o superior encarregado da Quisição é inteligentemente perverso. Ele justifica sua obsessão em punir e controlar distorcendo a fé alheia e abusando de sua autoridade. É o típico antagonista desprezível e odiável. Om, o agora pequeno deus em forma de tartaruga, não se ressente de manipular Brutha para reacender como grande Deus mas na situação em que se encontra é obrigado a engolir a própria arrogância e muito do que consegue é nos arrancar algumas boas risadas. E ainda temos Nhumrod, Lu Tze, Didátilos e os demais filósofos de Efebo, o ateu Simony e tantos outros coadjuvantes igualmente interessantes.

A trama se alterna entre os diversos núcleos de personagens e, apesar de não ser dividida em capítulos, não perde o ritmo, mantendo-se interessante e divertida, prendendo a atenção do leitor até a conclusão.

Preciso falar também do apelo visual da edição da Bertrand Brasil. A capa com letras douradas metálicas em alto relevo e com um destaque maior para a ilustração quando comparada aos outros títulos da série anteriormente publicados no Brasil pela editora Conrad ficou muito bonita e atrativa.

Enfim, Pequenos Deuses é um livro estonteantemente divertido e gostoso de ler, com ingredientes certos para quem gosta de aventura, fantasia ou até mesmo uma ‘sutil’ crítica social. Uma ida a Discworld é altamente recomendada a todos, mas aconselho que se o fizer evite voar com as águias, ainda mais se você surgir por lá no casco de uma simples tartaruga.

site: http://www.multiversox.com.br/2015/07/pequenos-deuses.html
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gabilemos 04/09/2015

Falar de Discworld é meio complicado,mas tentemos!
Terry Pratchett não é tão conhecido pelo público leitor brasileiro, admitamos.
Infelizmente,ele faleceu no começo desse ano, por decorrência do Alzheimer.
A maioria o conhece pela sua parceria com Neil Gaiman lá nos anos 90 em Good Omens (que aqui foi lançado pela Conrad sob o título Belas Maldições).
Discworld é uma das séries mais vendidas no mundo todo (os livros são muito lidos no UK,esse estilo de fantasia é mais consumido lá,presumo), tem por volta de 40 livros (sendo o último "The Shepherd's Crown, que será lançado postumamente ainda nesse ano).
É um mundo diferente, isso é perceptível pelo nome "Mundo do Disco", ele não é um mundo esférico como o nosso, é um disco, carregado por quatro elefantes,que são carregados por uma enorme tartaruga que nada pelo universo.
É meio nonsense,mas ao mesmo tempo vem carregado de crítica e sátira. A série tem também como diferencial o foco em vários personagens (tanto que cada livro foca em um certo personagem do Mundo do Disco), Pequenos Deuses é considerado One Shot, ou seja, personagens inéditos que só aparecem nesse livro.
Em Discworld, existem vários deuses,literalmente.
" Há bilhões de deuses no mundo. Formam um bando mais numeroso do que ovas de arenque. Muitos deles são pequenos demais para serem vistos e nunca são adorados, pelo menos não por algo maior do que bactérias, que nunca fazem suas orações e não são muito exigentes em termos de milagres."
A variedade de Deuses para todos os tipos de crenças e fiéis. Todos sabemos ou temos a dúvida de como seria o ser humano sem os Deuses,mas a dúvida que nos cerca agora é: O que seria dos Deuses sem os humanos?
O livro começa na cidade de Omnia, localizada próxima as bordas do disco (que são cidades quentes e sempre é verão,por assim dizer). Uma cidade onde a religião é forte, onde existe Inquisição e Exquisição, e onde o Deus sagrado é Om, que sempre se manisfesta sob formas de animais fortes e sempre impotentes, como uma Águia ou um Touro de grandes chifres.
Mas,ele veio na forma de uma tartaruga.
E vai atrás de Brutha, um jovem noviço, humilde, ingênuo, sem muitos talentos (pelo o que ele diz).
Por outro lado, somos apresentados a Vorbis,um Exquisidor,que castiga e pune aqueles que não crêem em Om.
Sendo que Omnia está prestes a entrar em guerra com Efebo, uma cidade em que vários deuses são venerados e eles tem uma cultura bastante filosófica.
Efebo é bastante diversificada, onde filósofos são encontrados aos montes,e sempre podendo prestar serviços para quem os contratar
Não se pode deixar de relacionar Omnia e Efebo com a Europa na Idade Média e a Grécia em seu período de maior produção intelectual, respectivamente.No decorrer do livro vemos exemplos e modos de como a religião é demonstrada, seja como elemento alienador,causador de intolerância ou como elemento doutrinador, instrumento filosófico. E até o modo de como a religião nos é apresentada, sendo perceptível nos comportamentos de Brutha.
Um aspecto bastante trabalhado no livro é se os Deuses são ou não Onipresentes em nossas vidas e se eles são tão bons assim como pensamos. E como a Religião se adapta e evolui através dos tempos.
Já numa esfera menor mas não menos importante no livro, vemos a questão da crença em determinadas ocasiões, seja em milagres ou seja em sua própria capacidade ( o homem que não crê em si mesmo).
A leitura do livro é algo a parte,pois não é dividido em capítulos,com a narrativa mudando de foco nos personagens no decorrer do enredo,isso é algo que,quando se acostuma,fica mais fácil a leitura e até mais prazerosa.
Pequenos Deuses é um livro que questiona o sistema religioso em que vivemos e até nossas crenças no divino.

OBS: A capa do livro com os detalhes dourados é uma coisa a se notar e a desfrutar.
OBS²: A Tartaruga se move!!

site: http://wondergeekblog.blogspot.com.br/2015/08/resenha-pequenos-deuses-de-terry.html
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Vanessa Vieira 29/08/2015

Pequenos Deuses - Terry Pratchett
O livro Pequenos Deuses, de Terry Pratchett, nos traz uma fantasia envolvendo fé, religião, ética e até mesmo fábula. Apesar de ter um cerne bem interessante, a trama não foi muito bem construída, soando até mesmo monótona e maçante. A escrita de Terry Pratchett é exageradamente detalhada, tornando o enredo um pouco confuso e difícil de absorver.

Brutha é o Escolhido. Seu Deus se manifestou para ele sob a forma corpórea de uma tartaruga. Ele é um homem simples, que não sabe nem ler e nem escrever, porém é ótimo em plantar melões. Também não é um sujeito ambicioso e possui poucos desejos. Um deles é desmascarar uma poderosa e corrupta Igreja e evitar uma terrível Guerra Santa.


Brutha quer que parem de perseguir um filósofo que questionou a doutrina da Igreja e afirmou que Discworld - o mundo em que vivem - viaja pelo vazio sob o casco de uma imensa tartaruga. Acima de tudo, ele quer paz, justiça e amor.

Outro de seus parcos desejos é que a Quisição pare de persegui-lo e confrontá-lo. E claro, ele não quer ser o Escolhido...

"Só porque você consegue explicar não significa que não seja um milagre."

Pequenos Deuses aborda um tema interessante e polêmico, envolvendo fé, dogmas religiosos e acima de tudo, a crença do ser humano. E como a religião é o pano de fundo da trama, o autor entra em diversas questões, como corrupção, lavagem mental e conflito de interesses. Porém, infelizmente, Pratchett não soube desenvolver o enredo como eu gostaria. Apesar de abordar uma temática extremamente ampla e dotada de vertentes, ele encheu linguiça demais, acrescentando tantos detalhes desnecessários a trama que acabaram por torná-la monótona e cansativa. Narrado em terceira pessoa, o livro nos mostra que o poder dos deuses está diretamente relacionado com o tamanho da crença dos seus fiéis, mas não nos revelou isso de uma forma tão clara e objetiva.

Brutha é um homem simples e sem muita instrução, além de ingênuo e justo. Mesmo tendo extrema fé em seu Deus, ele acaba por questionar alguns de Seus desígnios e tem uma visão bem democrática a respeito da vida e da humanidade em geral. O personagem não é muito diferente de algumas pessoas que conhecemos no mundo real e se destaca pela sua pureza, caráter e retidão.

Em síntese, Pequenos Deuses me passou a clara sensação de que o autor tinha um lindo e bruto diamante em suas mãos, mas não soube lapidá-lo da melhor forma, lhe deixando nítidas imperfeições e rudezas. O cerne do enredo é interessante e daria um excelente caldo, mas não foi tão bem desenvolvido quanto eu gostaria. Creio também que o fato da obra não ter sido dividida em capítulos contribuiu para que a trama soasse cansativa e até mesmo insossa em alguns momentos. A capa do livro é emborrachada e muito bonita e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho e revisão de qualidade. Apesar das minhas ressalvas e da história não ter funcionado tão bem para mim, não deixo de recomendar.

site: http://www.newsnessa.com/2015/08/resenha-pequenos-deuses-terry-pratchett.html
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Na Literatura Selvagem 31/07/2015

Pequenos Deuses, minha estreia com Terry Pratchett
Recebi este livro como cortesia da Bertrand Brasil para resenhá-lo para o blog Leitor Cabuloso, do qual sou resenhista. Confesso que nunca tinha lido nada do autor, Terry Pratchett, e a leitura me pegou logo de cara... Pequenos Deuses é o 13º livro da série Discworld, é considerada um clássico de Fantasia e foi publicada em vários países e traduzida para mais de vinte idiomas. Discworld é o mundo fantástico onde as histórias ocorrem, servindo de referência por satirizar jogos de RPG e grandes autores do gênero...


Somos apresentados a Brutha, ingênuo e de ótima memória, que vai se aventurar mundo afora junto com uma tartaruga que se apresenta como sendo o grande deus Om. A religião é algo fortemente discutida no reino, e os deuses precisam da crença das pessoas neles para adquirirem poder. Quanto mais seguidores, mais poder o deus terá. O problema é que a única pessoa que acredita realmente em Om é Brutha, e a tartaruga depende dele constantemente para não ser morta por engano...

Apesar de ser o décimo terceiro volume da série, é possível ler e compreender a história sem a necessidade de ter lido previamente os volumes anteriores. Um dos aspectos mais encontrados ao longo do livro é a crítica à religiosidade. Em vários pontos, é possível detectar referências ao Cristianismo, às religiões pagãs, ao hinduísmo. A linguagem do livro é um pouco difícil, existem várias ironias contidas ao longo do texto, mas lendo atentamente é possível percebê-las ao longo da história...

Leia mais em

site: http://torporniilista.blogspot.com.br/2015/07/pequenos-deuses-minha-estreia-com-terry.html
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Vivian Pitança 23/07/2015

"Só porque você não consegue explicar não significa que não seja um milagre"
Pequenos Deuses é um livro de ficção, uma narrativa, para ser mais específica. Só que enquanto lia o que eu mais via eram reflexões, pensamentos a respeito da vida, da fé e da história humana. Por isso foi uma leitura até mais demorada para mim. Então, apesar da história apresentar elementos mais infantis como um deus em formato de tartaruga, um homem não muito inteligente, mas com ótima memória e outras coisas fantasiosas, e situações engraçadas, o livro é genial e recomendado para todas as idades, mas principalmente aos que já podem "entender" o que autor quer dizer nas entrelinhas. Esse autor... fiquei com vontade colocar num chaveirinho! Primeiro pela foto com carinha de senhor fofo, depois pela mente sensacional. Sua escrita é irônica, sagaz e inteligente. Conta uma história e a cada linha nos faz refletir.



Neste enredo o que se passa é que o Grande Deus Om, cultuado por um povo de forma fanática, com direito a perseguição a infiéis e torturas e mortes, perdeu poder. No mundo retratado todos os deuses em que as pessoas acreditam existem, só que são retratados como seres que possuem sentimentos humanos e que não dão a mínima para seus seguidores. Só recorrem a eles porque precisam da crença das pessoas para existir. Quando muitas pessoas acreditam, há um deus com poder. Quando nenhuma acredita, o deus se perde. E quando poucas ou uma pessoa só acredita, o deus se vê limitado, é um "pequeno deus". É isso que acontece com Om. Seus muitos seguidores mesmo estando ali, enchendo templos, na verdade não acreditam nele, no Deus. E ele só se mantém no corpo de uma tartaruga, sabe-se lá como, pela crença de um único fiel: Brutha.



Brutha ocupa um cargo pequeno dentro da religião. Foi criado por um homem de maior influência dentro dela e aprendeu o que pôde com ele. Apesar disso, não sabe ler e não parece "culto" ou "esperto" para o meio em que vive. O que o diferencia e marca suas qualidades são uma excelente (de verdade!) memória e um coração gigante que acredita verdadeiramente na sua fé e tem esperanças de melhora, esperanças nos seres humanos. Por ser o único que acredita verdadeiramente no deus Om, é quem consegue ouvi-lo quando a pequena tartaruga se aproxima e começa a falar. No início você não coloca tanta fé no personagem, mas depois vê que é ele e seu coração bom que fazem a diferença num mundo onde isso é raro.



O autor cria cenas engraçadas, que dão pequenas alfinetadas no modo de viver a fé e na sociedade que diz protegê-la. Cada coisa que ele monta nesse mundo parece uma reflexão sobre a nossa realidade. Por exemplo, é impossível não ver reflexos dela quando o homem com maior cargo religioso é um tirano sádico que não tem fé em nada e nem conhece o deus por quem diz torturar e matar. Só sacia seus desejos de sangue em nome da religião. Como isso pode não nos lembrar do Tribunal da Inquisição de séculos atrás e as caçadas para garantia do poder? E a existência de várias crenças deve lembrar também a competição que as pessoas fazem para falar de sua crença como melhor que outra, quando na verdade fica claro o modo de divisão e que deus fica com mais fiéis. E como seria possível não reparar que a morte é uma só para todas as crenças? Em cada linha que o autor nos faz refletir sobre a realidade do que as pessoas chamam de fé de forma irônica e sagaz, o que torna o enredo aparentemente juvenil em algo maior.

O livro faz parte da série Discworld, que possui 40 livros, sendo este o primeiro publicado pela Bertrand. O autor faleceu recentemente, em março. E eu espero ter mais dessas preciosidades deixadas por ele publicadas aqui.

Visite o blog: http://vivianpitanca.blogspot.com.br/2015/06/resenha-pequenos-deuses.html

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Coruja 29/05/2015

Já resenhei esse livro antes, quando li a edição em inglês nos meus esforços do Projeto Pratchett. Mas agora que o Cara do Chapéu voltou – finalmente – a ser traduzido no Brasil e, para melhorar, começando por um dos meus títulos favoritos da série, eu não poderia deixar de fazer algumas notas adicionais. Especialmente a se considerar a atualidade do debate de Pequenos Deuses.

Resumo básico da ópera: Brutha é um noviço da igreja omniana, dedicada ao culto do único e grande deus Om. Ingênuo, mas verdadeiro em sua fé, ele é o único crente que restou ao deus, que, ao tentar se materializar no mundo para o tempo de seu próximo profeta, consegue energia apenas para formar o corpo de um humilde jabuti.

Nesse interim, há uma guerra santa sendo preparada nas entranhas da Igreja, que envolverá Om e Brutha de uma maneira que mudará completamente suas existências.

Pequenos Deuses fala de religião: porque as pessoas precisam dela e como isso afeta suas vidas. Mais que isso, Pratchett nos traz uma série de questões éticas e morais que vão para além da crença e que terminam com a idéia de que o conhecimento é a melhor arma contra o atraso e o obscurantismo.

Em essência, a jornada profética de Brutha é um conflito entre fé, compaixão e tolerância e uma igreja estagnada, corrupta e opressiva.

O Omnianismo é uma religião inspirada na estrutura da Igreja Católica Medieval e assim há constantes alusões a questões como indulgências e a inquisição; mas podemos bem reconhecer de noticiários contemporâneos a persistência do fanatismo e da intolerância.

Talvez por isso, Vorbis – o grande vilão do livro – seja um personagem tão aterrorizante: é possível reconhecê-lo em todas essas histórias de jovens terroristas que largam tudo para se juntar a entidades como o Estado Islâmico. Vorbis parte do princípio de que qualquer quantidade de dor e sangue é justificável na busca pela Verdade, contanto que essa seja a SUA verdade. Afinal, ‘não é assassinato se você está fazendo em nome do seu deus’.

Vorbis é produto de uma estrutura lógica violentamente autoritária – uma Igreja que controla todas as esferas da vida de seus fiéis e que transforma o sofrimento em algo trivial – é a banalidade do mal de que já falava Hannah Arendt, os homens e mulheres sem quaisquer inclinações ao sadismo que serviam em campos de concentração e que se viam apenas como parte de uma grande máquina, incapazes de questionar o que estavam fazendo.

Não é à toa que Brutha é o único fiel que restou a Om: crentes aterrorizados não crêem mais no Deus, mas sim na instituição da Igreja. Considerando a irresponsabilidade com que Om sempre tratou sua Igreja – o que fica óbvio de suas conversas com Brutha sobre os livros sagrados – não é qualquer surpresa que isso tenha acontecido.

Deuses precisam de pessoas e pessoas precisam de deuses: todo o universo de Discworld se fundamenta no poder das histórias, onde se uma história ou lenda é contada por tempo satisfatório e há pessoas suficientes que acreditem nela, ela se tornará então realidade.

É claro que quando a repressão se torna demais, as sementes da revolução começam a surgir e em Pequenos Deuses isso se traduz na doutrina De Cheloniam Mobile: a tartaruga se move. Um dos dogmas do Omnianismo é que o mundo é uma esfera suspensa no espaço, mas a verdade é que ele é um Disco no formato de pizza sob o lombo de quatro elefantes gigantescos que, por sua vez, estão sobre a carapaça de uma tartaruga de proporções cósmicas nadando entre as estrelas – e é nessa verdade que se fundamenta a revolução.

O que, claro, é ironicamente hilariante ao percebermos que todo esse plot se fundamenta no Eppur si muove de Galileu, que foi obrigado a desmentir publicamente sua teoria de que a Terra era redonda...

Originalmente, Pequenos Deuses é o décimo terceiro volume da série Discworld, mas ele não está ligado a nenhum dos grupos de romances (os livros da Guarda de Ankh-Morpork, os dos Magos, das Bruxas, de Morte...), de forma que serve como uma boa apresentação para novos leitores de Pratchett.

O humor aqui é um pouco mais contido que nos volumes anteriores, e, de fato, é um livro divisor na evolução de estilo do autor: a partir dele, Pratchett prioriza a crítica aos tempos modernos através da sátira, deixando um pouco de lado piadas com as convenções do gênero de fantasia medieval.

A tradução, que era algo com que eu estava um pouco preocupada, porque Pratchett e seus trocadilhos nem sempre são fáceis de se traduzir, é boa. Faço apenas duas ressalvas que podem ser encaradas como escolhas editoriais e não um erro real: Om é um ‘tortoise’, ou seja, um jabuti, e não uma tartaruga.

Como temos aqui no Coruja um consultor biólogo e o Dé já tinha me enchido a paciência antes me mandando não chamar Om de tartaruga, repasso a explicação para vocês: tartarugas só aparecem em terra para colocar ovos e passam o resto da vida dentro d’água; jabutis são exclusivamente terrestres, exatamente como Om.

Pratchett entendia de biologia (era um particular fanático por orangotangos) e, no texto em inglês, ele diferencia Om como ‘tortoise’, de tartarugas, ‘turtles’. É razoável dizer que não-biólogos não vão se incomodar com esse detalhe, mas fica aqui marcado o ponto.

Minha segunda ressalva é para o uso do masculino em relação a Grande A’Tuin. Grande A’Tuin não é uma tartaruga (sim, ela é uma tartaruga, não um jabuti, nem mesmo um cágado) macho, mas uma fêmea – o que fica meio óbvio quando você lê sobre o que acontece em A Luz Fantástica. Mas, como Pequenos Deuses acontece num suposto passado do Disco, bem antes dos acontecimentos daquele livro, é possível considerar que a teoria da “Tartaruga se Move” não tinha ainda chegado ao ponto da discussão de sexos.

Dito tudo isso... Eu adorei reencontrar Pratchett traduzido nas estantes das livrarias que frequento. Eu pude ler em inglês todos os volumes da série já lançados (em setembro vai sair um póstumo com a Tiffany, que estou à espera), mas nem todo mundo lê em inglês e muitas vezes eu queria compartilhar essa história com amigos queridos e não podia. Agora ninguém mais tem desculpa e vou fazer TODO MUNDO ler Pratchett!

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2015/05/projeto-pratchett-pequenos-deuses.html
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Ricardo 26/05/2015

leitura agradável
personagens curiosos
linguagem acessível
piadas/enredo que podem não agradar a todos, mas independente disso é um grande livro com um grande final.
Vorbis e Brutha e a tartaruga Om (e o chinês faxineiro) são meus personagens favoritos. pisca pisca sorri.
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Thiago 18/05/2015

O melhor de Pratchett
Pra mim, Pequenos Deuses é Terry Pratchett no auge -- crítica certeira e divertida das religiões, da fé cega e de suas consequências. Ele não zomba tanto da crença em si, mas principalmente de como a religião organizada se aproveita dela para benefício próprio. Durante a história, o leque de sátiras se expande: ateus e filósofos também viram alvo do olhar perfeito de Pratchett sobre o ridículo nosso de cada dia.

É o livro em que sinto a presença do lado trágico do enredo e de um tema unificador, com as piadas, metáforas e observações da nossa realidade como apoio, e não o contrário.

Engraçado, implacável e terrivelmente certeiro. O único defeito do livro é chegar ao fim. Uma história excelente recheada de piadas e observações divertidas. Acho que a tradução, comparada com as da Conrad, deixou um pouco a desejar (Dhblah Cortar-Fora-Minha-Própria-Mão em oposição à Cava-a-Própria-Cova, por exemplo). Foi um daqueles casos raros em que nos sentimos lendo uma tradução, e não e a voz do autor. De vez em quando perdia a imersão, mas não ouso tirar estrelas dessa obra-prima por esse motivo.

E se você não gostou e não pôde absorver absolutamente nada de Pequenos Deuses, leve para a vida pelo menos os mandamentos de Om:

I. Isto Não É Um Jogo.
II. Aqui e Agora, Você Está Vivo.

site: pequenosdeuses.com.br
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