Lagoena  O Portal dos Desejos

Lagoena O Portal dos Desejos Laísa Couto




Resenhas - Lagoena O Portal dos Desejos


24 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Kyanja 10/02/2016

Um livro para quem ainda acredita (ou se permite acreditar) em fantasia
Este livro é mágico, no sentido de possibilitar aos leitores viajarem por suas páginas, a lugares somente alcançáveis a quem tem a imaginação livre. Então, não importa se você já cresceu ou se é uma criança, para se deixar conquistar pelas necessidades e buscas da pequena protagonista Rheita. Laísa Couto consegue tecer sua história utilizando-se de ricos recursos sensoriais que nos envolvem e enredam. Talvez isso justifique a leitura per-capita de dois leitores do exemplar que vim a adquirir da autora: eu mesma (que, na verdade, o li ainda como original a ser burilado, mas que já me conquistou desde então) e o meu filho Max, com 11 anos na época da leitura. Recomendo vivamente "Lagoena", como uma fábula poderosa sobre amizade e fé.
comentários(0)comente



kleris 22/01/2015

Um verdadeiro tour pela terra perdida e um primeiro passo para os mistérios que encobre
Foi como ter aquela velha intuição confirmada... Foi! Para quem não viu minha apresentação de Lagoena, pode visitar no blog. Agora vem comigo, Rheita e Kiel fazer um passeio por esse primeiro livro da trilogia.

Eis que a marca de um “S”, o símbolo de um guardião de lendas distantes, está desenhado nas pequenas mãos de uma criança, fruto de um segredo que se perdeu em meio a tanta ganância e jogos de poder. Sob a dúvida do que este destino guardaria para a menina, seu avô, Gornef, único parente vivo, decide mantê-la a salvo, mesmo que isso custasse a liberdade da garota. Escondeu então Rheita em sua casa, e a marca, em luvas.

Rheita cresce numa casa solitária, no Reino do Vinagre, convive apenas com o avô e uma velha confeiteira amiga, que trabalha ali pelos arredores de sua rua. O mundo, para a menina de 10 anos, era só esse visto pela sua janela, guardando ânsias e dúvidas, estas mais sobre sua própria história, que se negavam a contar.

O que não esperavam da menina era a força, esperteza e uma grande curiosidade, que a leva a buscar respostas, mesmo com o pouco que dispõe. Quando o destino quer, por si arranja maneiras de abrir caminho. Assim, munida de um pedaço de um mapa, novas descobertas e desconfianças, acompanhada de Kiel, um amigo, Rheita decide deixar o aconchego do lar.

O mapa que encontrou revela-se mágico e por isso cobiçado por presenças malignas, pois direcionava ao encontro de certas chaves que abririam o Portal dos Desejos. Se caísse em mãos erradas, Lagoena, uma terra perdida nas dimensões dos mundos, seria novamente tomada por um cruel imperador, Zhatafar. Para completar, Rheita descobre que um familiar seu, desaparecido há muitos anos, está envolvido nessa trama perigosa: seu pai. Seria essa sua chance de reencontrá-lo?

Nossa entrada em Lagoena se dá primeiro por uma escrita primorosa, em terceira pessoa, que nos cede uma visão incrível das cenas. Encontramos assim muita ação na trama, que se alongam por muitos parágrafos, sem espaço para frases de efeito. Gostei disso, pois, apesar de ficar difícil de apontar uma cena em específico sem ter grandes perdas de contexto, releva uma sobriedade, esta necessária por se tratar de crianças em mundos fantásticos.

Rheita é uma garota muito ingênua, resultado da prisão e pouco conhecimento de mundo. Mas quando se trata do seu coração, quando ele fala mais alto, lá vai ela, com toda força que puder. Já Kiel revela-se aquele fiel escudeiro, é astuto e um pouco à frente da menina, mesmo com seus medos. Aos poucos percebemos que eles se complementam, fortificados pela amizade.

A trama é intensa, tem muito disso de grandes buscas, desejos, aventuras, criaturas estranhas e missões a cumprir. Por esse tom aventuresco e fantástico maravilhoso, é fácil de se lembrar de O Senhor dos Anéis, O Hobbit, mitologias antigas, e por toda ingenuidade, acolhimento e humor, lembrar livros como Alice no País das Maravilhas, As Crônicas de Nárnia, Harry Potter, Percy Jackson e os Olimpianos, e, vá lá, até Sítio do Pica-pau Amarelo (e não digo pela presença de um curupira).

Esse primeiro livro é um verdadeiro tour pela terra perdida e um primeiro passo para os mistérios que encobre. Acompanhamos a pequena Rheita na luta pela verdade e humanidade, uma que até os seres viventes de Lagoena já quase não acreditavam mais.

A edição foi bem trabalhada no quesito visual. Além de refletir a marca da guardiã pelos capítulos, há também um mapa no livro para nos guiar e ceder uma melhor noção de espaço. Na capa está Rheita, tão pequena para um grande destino.

Por não ter acompanhado por todo lá no Book Série, tinha receio de nunca conhecer seu fim – e que fim! – assim pouca coisa eu lembrava e perguntas não me faltavam. Bem, ainda faltam. Novas perguntas, claro, sobre então as consequências de um desejo e mais mistérios que só no próximo para serem explicados. Sobre isso já não posso falar, né.

Como uma grande estreia para a literatura brasileira abraçar, recomendo para quem curte aventuras e descobrir não só mundos paralelos e perdidos, mas mundos que estão mais próximos de nós do que pensávamos. Fugir para um mundo fantástico pode ser sua salvação, diz a contracapa.

Sobre a continuação, a Laísa já fez uns breves comentários. O próximo está em processo de escrita e pode se chamar Lagoena – A Feiticeira do Espelho. Há também spin-offs ambientados em Lagoena para vocês visitarem a terra: O Lenhador, a bruxa e a lua cheia, lá no blog Escolhendo Livros, e um que Laísa anunciou recentemente estar escrevendo, sobre o mago chamado Zagut.

Nesse meio tempo fico por aqui só imaginando.... se Once Upon A Time recentemente adicionou Arendelle à trama da série, o que seria se eles conhecessem Lagoena? Acho que sei quem teria feito acordos com o Rumple!

(Deixe uma leitora divagar)

P.S.: Trechos e links referenciais constam no endereço da resenha.

site: http://www.dear-book.net/2015/01/resenha-lagoena-o-portal-dos-desejos.html
comentários(0)comente



Nelmaliana 05/05/2016

Rheita é uma garotinha de 10 anos, órfã de mãe, não sabe do paradeiro do pai e foi criada pelo avô, um joalheiro falido. Ainda bebezinha, o avô e Adeliz, uma amiga da família, perceberam que Rheita tinha uma cicatriz em forma de "S" em uma das mãos. Essa é a marca de uma lenda, que a todo custo seu avô tentará esconder, fazendo com que a menina use uma luva pelo resto de sua vida. Porém, por mais que ele tente, os esforços para isolar essa garota do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis.

Anos mais tarde, a inteligente e esperta garotinha desconfia de um aprendiz que foi contratado pelo seu avô. Isso e mais a curiosidade de entrar no quarto que foi de sua mãe, fazem com que ela encontre a metade de um mapa mágico.

Certo dia, após ter um encontro com um ser estranho, conhece Kiel, o filho gago do sapateiro. Logo se tornam amigos e ele faz revelações incríveis a menina. Juntos decidem partir para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.

A menina deverá salva esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.

Se prepare, para uma imersão num mundo fantástico.

Sabe aquela história que te captura nos primeiros parágrafos? Pois então. Foi isso que aconteceu aqui. Logo na primeira página me envolvi com o livro. Existem tantos elementos pelos quais sou aficionada, que não poderia ser diferente.

Temos uma garota extremante experta, aventureira e corajosa. Um amigo fiel que está sempre ao lado dela, ajudando-a no quer for necessário. Um mundo cheio de fantasia e segredos. Um vilão enigmático. Personagens secundários tão cativantes quanto os protagonistas. E pra melhorar, você encontra elementos de Senhor dos Anéis, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas e mais algumas coisinhas, que só lendo pra descobrir.

É o romance de estreia da autora, mas ela escreve com tal propriedade, que chega a ser difícil acreditar que é seu primeiro livro. A narrativa é envolvente, a caracterização das personagens e dos ambientes é excelente. Você é "jogado" literalmente dentro da história e nem percebe. É quase impossível não se envolver com os acontecimentos.

O relacionamento entre os protagonistas cresce no decorrer da história, e faz com que o leitor queira se tornar amigo deles também. É uma relação de amizade muito forte e sincera de ambas as partes, e isso dá um toque especial à trama.

Quanto a parte gráfica, a editora está de parabéns. A capa de Frank William é linda e de uma sensibilidade ímpar. Ainda encontramos um mapa e vinhetas em todo início de capítulo feitos pela autora, Laísa Couto. Infelizmente, existem alguns pouco erros de revisão, mas existem.

No geral é um infanto juvenil de extrema qualidade, que vai agradar pessoas de todas as idades, e os fãs de fantasia mais exigentes.

Post original do blog Profissão: Leitora

site: http://profissaoleitora.blogspot.com/2016/05/lagoena-o-portal-dos-desejos-de-laisa.html
comentários(0)comente



Ágata Bresil 12/01/2015

Relendo Lagoena
Quem acompanha meu blog sabe como me apaguei a Lagoena, esse lugar maravilhoso criado por Laísa Couto. Depois de ter lido o livro em formato digital no Bookseries, torcia para que Laísa recebesse seu reconhecimento e tivesse o livro publicado.

Qual foi minha felicidade quando ela me disse que esse sonho se tornaria realidade? Fiquei ansiosa para a chegada do livro e quando o vi em carne e osso, com dedicatória da Laísa e cheirinho de livro novo, quase me descabelei... terminei o livro que estava lendo às pressas e comecei a releitura dessa fantasia incrível.

Para quem não conhece, Lagoena conta a história de Rheita, que nasceu com uma cicatriz em forma de S em uma das mãos e teve de escondê-la com uma luva e se trancafiar na casa de seu avô joalheiro desde que nasceu. Pouco acostumada com o mundo lá fora, a menina admira a Rua dos Artesãos pela janela. Seu pai sumiu e sua mãe faleceu, seu avô, meio carrancudo, é sua única família, além de Dona Adeliz, que sempre vai visita-la levando os mais deliciosos doces.

Quando descobre a metade de um mapa misterioso no quarto de sua mãe, Rheita inicia uma aventura mágica, ao lado de seu novo amigo Khiel, o filho gago do sapateiro. As duas crianças vão parar em um mundo diferente do que vivem e este mundo se chama Lagoena, um lugar carregado de criaturas fantásticas e sentimentos puros enterrados. A garota descobre que foi destinada a este lugar, pois é uma Guardiã e sua missão é reunir 7 chaves que abrem o Portal dos Desejos, onde poderá pedir o que quiser e dar um pouco de paz a este novo lar.

A escrita de Laísa Couto é uma das melhores que já apreciei, tenho um orgulho imenso de seu talento e torço muito por seu sucesso. Ela utiliza de criaturas místicas adoráveis, muitas delas já conhecidas pelos leitores, como o Curupira. esse é um dos aspectos mais surpreendentes do livro, o dom que ela tem de inserir esses personagens como dela própria.

Recomendo a aventura para todas as idades, porque, de verdade, vale a pena ler e reler muitas vezes. Sinto um amor imenso por Rheita e Kiel e uma vontade avassaladora de mergulhar em Lagoena e ter a oportunidade de conhecer cada pedaço estampado no mapa. Em falar em mapa, o mapa que Rheita segue para cumprir sua grande tarefa, está nas primeiras páginas, criado pela própria autora. Eu ouvi dizer que livros com mapas são os melhores... enfim, mais um motivo pra acreditarem em mim quanto a necessidade de comprar este livro.

site: http://tudotemrefrao.blogspot.com.br/2014/12/relendo-lagoena.html
comentários(0)comente



Lua 01/03/2016

Um mundo para descobrir...
Rheita é uma garotinha que desde bebê foi criada pelo avó, o joalheiro falido e amargurado Gornef, já que sua filha (mãe de Rheita) morreu no parto o pai sumiu de repente. Vivendo uma vida reclusa e usando sempre uma luva que esconde uma importante cicatriz em formato de 'S' em sua mão direita, que a caracteriza como uma guardiã. E assim Rheita cresce sob o cuidados de seu avó, e a amizade de Dona Adeliz, doceira, amiga do joalheiro e única pessoa a quem o avó permite que tenha contato com a menina desde o nascimento.

Incentivado por Dona Adeliz, o Sr. Gornef começa a cogitar reabrir a joalheria que foi fechada depois da morte da filha e ele passou a se dedicar apenas a neta. Diante dessa decisão, ele começa a procurar um ajudante para ofício. E é durante essas entrevistas que ele se depara com o estranho, porém talentoso Kaspar, que de pronto conquista o emprego. Mas não é o emprego que o levou até o pequeno sobrado do velho Gornef...
Muito ocupado e um pouco mais relaxado por conta dos afazeres o Sr. Gornef passa a mandar a neta fazer pequenas idas à rua, e é assim que ela esbarra com alguém estranho e mais malévolo do que ela pode imaginar; É assim também que conhece o medroso e leal Kiel, futuro amigo e companheiro de aventuras.

Depois de descobrir um pouco sobre as intenções de Kaspar, o suposto auxiliar do avó, e de conhecer através de Kiel histórias sobre vilão perigoso para o reino do Vinagre que a deixam verdadeiramente determinada a descobrir o que está acontecendo... E assim, em uma noite, a descoberta de uma mapa no quarto proibido de sua mãe aliada à chegada de pessoas perigosas no Reino do Vinagre começa a mudar a pacata vida de Rheita. É quando montada em uma carroça roubada do amigo do avó, a menina foge com o amigo Kiel em busca da solução do grande problema que ameaça a sua vida e todo o Reino. E é assim, munidos do mapa misterioso, envoltos em estranhos e quase impossíveis enigmas os garotos acabam por entrar numa terra completamente desconhecida e repleta de magia: LAGOENA.

Ao chegar em Lagoena, Rheita e Kiel se deparam com vilões e mocinhos que ajudam ou tentam prejudicar a difícil tarefa das crianças, em sua corrida que envolve proteger o mapa mágico e a busca pelas sete chaves encantadas que daria a quem as possuísse o direito de ter um desejo realizado... E infelizmente se trata da mesma coisa que Zethafar, o vilão mais perigoso da história, almeja. Quem será que consegue o maior tesouro de Lagoena?

A jornada de Rheita e Kiel é eletrizante e nos faz sentir parte da história, tamanha a fluidez e criatividade na descrição e construção dos personagens e de cada cena.
Podemos notar a presença de elementos culturais e influências folclóricas, que sinceramente me deixaram bem à vontade com o enredo. Além de proporcionar ao leitor uma gama de acontecimentos que nos fazem ficar na ponta do sofá e logo depois nos afundarmos nas almofadas de alívio.
O que senti lendo LAGOENA foi que os mistérios do lugar e de cada criatura são pouco a pouco revelados a Rheita e Kiel e a nós leitores. É como estar vivendo em tempo real as descobertas junto com os protagonistas e eu achei isso muito estimulante e singular durante a leitura.
Quanto a aspectos físicos do livro fiquei muito satisfeita. A capa (que vocês podem ver acima) é linda, a impressão em papel polén deixa a leitura confortável e o mapa de LAGOENA (desenhado pela própria autora) deixa a obra do livro ainda mais especial.
LAGOENA terá continuação... Quem aí está curioso?

"Sou suspeita para falar desse livro mas me sinto muito feliz em compartilhar essa história que foi (e é) repleta de superação por parte da autora, que enfrentou muitos obstáculos (como vários autores nacionais) para chegar até aqui. E é motivo de muito orgulho estar minimamente fazendo parte de tudo isso. Muitas felicitações e ainda mais trabalho e inspiração para você Lah... O que significa muitos livros para todos nós!"

BEIJÃO! =*

site: http://luahmelo.blogspot.com * Blog Pensamento... Apoteose da Dúvida
comentários(0)comente



Viviane 04/06/2017

O livro é cheio de aventuras, o que não permite que em nenhum momento a narrativa fique parada.
O que achei muito interessante é que a autora remete em seus personagens símbolos mitológicos de várias culturas ( mitologia grega, seres mitológicos do deserto, folclore brasileiro, lendas egípcias e até alguns referentes a bíblia), eu diria que é uma história riquíssima e de leitura fácil, adequado para jovens e adultos.
As paisagens e locais são muito bem descritos....o que nos leva facilmente a nos imaginarmos lá.
Super indico a leitura...para fãs de Alice no país das maravilhas, herry Potter, narnia, história sem fim....é uma boa pedida.
comentários(0)comente



Mari 26/02/2016

Resenha do blog Panda Vermelho
Lagoena se trata de um lugar mágico, encantador e imaginário que a autora criou, acredito eu que, com o maior carinho DO MUNDO, porque ela não poupou beleza e imaginação. Lá existem seres de diferentes tipos. Homocapillis, gigantes, duendes, magos, animais falantes, fadas, mulas sem cabeça, espectros, boi tatás, a morte e etc. Lagoena conta a história de Rheita e sua aventura em busca do tal Portal dos Desejos junto com seu amigo Kiel.

Rheita é uma menina que carrega uma marca em sua mão que pode mudar o destino das coisas. Vive com seu avô Gornef, que por carinho e medo, faz com que a menina use uma luva para cobrir a marca. Confesso que fiquei com dó de início da menininha, tão novinha, ser obrigada a esconder a mão e ser julgada por isso - porque o que as pessoas não conhecem elas inventam o que querem - além de conviver sem a rotina normal de uma criança que sai pra fora e brinca com as outras crianças sem preocupações. A menina vive apenas com o avô, sua mãe Enid falecera e seu pai, Domik, fora embora.

Acontece que em sua casa existe um item mágico que será descoberto pela menina e este a levará para a maior e mais gostosa aventura que a menina, de apenas 10 anos, enfrentará. Marcada para mudar o destino, Rheita é uma fofurinha corajosa e não mede esforços para encarar o mal em favor do bem. Ela retrata perfeitamente a alma de uma criança: pura, corajosa e bondosa. Além da inocência das maldades do mundo, claro. Por mais perigos que a menina passe e por mais "cabeça" que ela pareça ser a autora não tirou dela o verdadeiro espírito infantil.

Todo esse mistério se dá início quando o avô Gornef coloca em sua casa um rapaz perfeito, ótimo trabalhador e normal aos olhos de um adulto, Kaspar. Mas os olhos de criança de Rheita não se enganam e encucada com o sujeito, Rheita faz certas descobertas que a leva a esse item mágico e este, leva a menina e seu amigo a Lagoena.

Guiados por um mapa, extremamente velho e frágil, que vai mostrando o caminho e as profecias a serem desvendadas conforme os dois vão cumprindo as tarefas. Devem ir em busca de chaves mágicas que tem uma importante utilidade. Lá, enfrentarão seres como duendes, magos, ladrões e vários outros. Também contarão com a ajuda de outros seres, como o mago Zagut, a fada Élepha...





A história toda é envolvente, até mesmo os personagens malvados criam certa curiosidade em você. E falando em personagens malvados, confesso que de início fiquei imaginando que seria um daqueles livros em que toda hora os bons se encontram com os maus e ficam "lutando" eternamente por algo - e pra mim isso é bem cansativo. Mas fui surpreendida, pois a gente acompanha a aventura das crianças e se esquece de personagens como Zhetafar. Então, quando me peguei perguntando sobre ele, ele apareceu. Ponto para a autora.

Será que Rheita consegue completar a busca pelas chaves e salvar Lagoena? Bom, me fiz essa pergunta várias vezes. Não quero me aprofundar em todos os (muitos) acontecimentos. Aqui temos uma história rica em aventura, rica em personagens e rica em imaginação. Acho que a magia está em ler e descobrir esse "universo" sozinho. Perde a graça se eu ficar descrevendo e detalhando muita coisa, sabe?Eu tinha criado todo um final na minha cabeça pra essa história durante minha leitura e no final fui surpreendida. E ah, Laísa, vem cá... fiquei brava contigo pelo velho Gornef.

Aqui, vale lembrar, como citei na resenha de Ladrão de Olhos, é o mundo de Rheita e Lagoena. Tudo que acontece aqui é exclusivamente daqui. Então vamos encarar isto como quem desbrava um novo ambiente. Afinal, é esse o espírito de se ler fantasias, não é mesmo? Quem lê fantasias comparando-a com o mundo real? E é exatamente por isso que livros assim me encantam. Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por Ladrão de Olhos e Lagoena me encantou tanto quanto. Ah, também fiquei imaginando um desenho para este livro (também amo desenhos). Aaaahhh... ambos os mundos são totalmente diferentes (ok?), mas igualmente ricos em imaginação e com crianças aventureiras mudando um destino.

Uma observação que acho legal colocar aqui é que o livro contém 40 capítulos. E o que tem de mais nisso? Que talvez você pense "tudo isso?" como eu, mas todos são perfeitamente distribuídos e os acontecimentos o são igualmente. Você não se cansa e como são relativamente curtinhos, você vai lendo mais e mais.

Também não posso esquecer de falar dos nomes escolhidos pela autora... eu não sabia de onde veio a inspiração dos nomes, mas eu achei todos criativos e diferentes e em uma troca de email com a autora minha curiosidade foi tirada. Deixo aqui algumas partes: "...os personagens do Reino do Vinagre têm nomes escandinavos, mas fácil para a gente pronunciar e entender em português, outros, eu tirei de um atlas de astronomia, principalmente da geografia da Lua, como Rheita e Zagut..." "...alguns eu inventei, como Éleha, Zhetafar, Sendalus, Gornef, Biful".

As passagens pelos ambientes que os amigos se aventuram são breves. A autora não se aprofunda e detalha o que é desnecessário. Por exemplo, quando os dois são presos pelos duendes, a autora os manteve na prisão pelo tempo necessário e os tirou de lá e nos contou como entraram e saíram no ponto certo. Ela não se demorou para explicar e detalhar: como, porquê, quando, onde, quem, quanto, a cor das árvores, a espessura das folhas das árvores, a espessura da grade da prisão, o número e nome dos duendes, etc etc etc... zZzZzZz. Ok, exagerei hahaha. Mas tem autor que faz isso com um talento incrível de nos fazer dormir. Deu pra entender?

Este livro recomendo para qualquer pessoa, acredito que daria uma animação rica e encantadora. De início pensei em ler a uma criança, mas acredito que o vocabulário e a escrita sejam rebuscados demais para tal. Mas, seria interessante ler ao seu modo, um capítulo por noite e explorar algumas questões rotineiras que podemos encontrar aqui.

Esse excesso de elogios é justamente por ter me feito voltar a refletir como quando refletia quando criança. Sempre busco absorver algo e acho que essa é a verdadeira essência da leitura. E ai? Eu estou aqui desejando voltar à melhor fase da vida para poder aproveitar melhor a viagem por Lagoena hahaha. Além de desejar essa capa maravilhosa na minha estante.

site: http://oipandavermelho.blogspot.com.br/
comentários(0)comente



Carolina Durães 07/07/2015

Surpreendente!
"Lagoena" é uma aventura envolvente, com dois protagonistas jovens e extremamente cativantes. A obra é composta de 40 capítulos.

O local: Iniciamos a história no Reino do Vinagre, próximo as Montanhas sem Cume. No primeiro capítulo, conhecemos Rheita, uma bebê de seis meses de idade, que é criada pelo seu avô, o Sr. Gornef, o joalheiro do vilarejo. A mãe de Rheita, a Enid, é a filha do Gornef e faleceu. Dominik, o pai da garotinha, foi embora sem dar grandes explicações.
Logo no início do livro, descobrimos que essa inocente bebê está envolvida em uma grande batalha contra o mal. Conta a lenda, que existiu um imperador chamado Zhetafar, conhecido como o imperador do Caos. Suas maldades eram conhecidas por todos e muitas vidas foram perdidas enquanto reinou. Mas graças a um Guardião foi possível eliminar a fonte do seu poder. Zhetafar, recolheu-se, mas seu destino nunca ficou conhecido....

Ocorre um salto de dez anos e acompanhamos uma jovem inteligente, que vive enclausurada em casa com seu avô. Sua clausura causou vários comentários no vilarejo e todos acreditam que está relacionado ao fato da criança possuir uma deficiência na mão direita.

Um dia, a jovem encontra uma caixa que contêm um bilhete de seu pai e um mapa mágico. O que Rheta não poderia imaginar é que esse mapa irá levá-la a maior aventura de sua vida. Infelizmente, existem outras pessoas interessadas no grande tesouro que ele esconde.

Lagoena, a terra abençoada pela lágrimas de Aura e amaldiçoada pela Desonra dos Homens-Reis é uma terra mágica. Com seres místicos e um passado governado pela guerra, é palco da aventura dos protagonistas. É lá que os jovens irão encontrar duendes, magos, gigantes, homocapillis, centauros e tantas outras criaturas inimagináveis.

Os personagens: Os protagonistas são Rheta e Kiel. Rheta tem dez anos de idade, mas é extremamente inteligente e madura para idade. Em vários momentos da aventura, esqueci-me do fato de que ela era uma criança, graças as suas ações e falas. Kiel é o filho do sapateiro, um menino tímido mas muito atento a tudo ao seu redor. Tem uma idade próxima à de Rheta e é companheiro, inteligente e honrado.

Enredo/ Trama/ Narrativa e História: Narrada em terceira pessoa, a história é muito bem delineada e coesa. A busca pelo grande tesouro que o mapa indica, leva os jovens a uma jornada incrível, repleta de encontros inesperados e lições de vida que deverão ser levadas em nossos corações. A bondade, lealdade e amizade são temas predominantes na trama, que ainda discute ensinamentos sobre a busca constante em ajudar ao próximo e a honra.

A escrita da autora: A autora Laísa Couto possui uma escrita fluida e concisa. As descrições possuem a quantidade exata de adjetivos e não há enigmas sem propósitos na história. Cada personagem novo na história tem seu papel; cada perda ou ganho traz um ensinamento valioso e cada etapa da aventura apresenta o crescimento pessoal de Rheita e Kiel.

Revisão/ Diagramação/Layout e Capa: Foi realizado um trabalho impecável de revisão. O Eduardo Kasse está de parabéns pelo trabalho minucioso realizado. Internamente, existem detalhes preciosos, que somam qualidades ao enredo, como por exemplo, o lindo mapa apresentado no início e a réplica da capa.

Uma aventura que irá envolver os leitores de todas as idades.

site: http://www.mixliterario.com/
comentários(0)comente



Luiza Helena (@balaiodebabados) 09/11/2016

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Rheita é uma menina de 10 anos, que mora com seu avô. Sua mãe morreu quando ela nasceu e seu pai sumiu no mundo. Desde que se entende por gente, ela usa uma luva na mão direita, a qual tem um sinal em forma de S.

Um dia, Rheita descobre metade de um mapa de um lugar chamado Lagoena, escondido no antigo quarto da sua mãe. Junto com seu recém amigo Kiel, eles partem para Lagoena. Lá, eles descobrem que terão de salvar a terra de sucumbir para o lado negro da força.

Sabe aquele livro que você começa a ler esperando ser uma coisa, acaba se tornando outra completamente diferente e você acaba gostando do mesmo jeito? Assim que aconteceu com Lagoena. Na verdade, eu não sabia o que esperar e acabei gostando assim mesmo.

A escrita da Laísa é tão fácil e fluída que, por muitas vezes, eu me vi associando com a trilogia Dragões de Éter, do Raphael Draccon. Enquanto o Raphael fez uma releitura dos contos de fadas, Laísa criou um mundo tão bem feito.

Sobre o mundo de Lagoena, a história tem muitas descrições sobre o lugar, mas isso não torna a leitura cansativa. Muito pelo contrário. As descrições sobre o lugar te fazem sentir naquele lugar. Outro ponto legal na história foi a inserção do folclore brasileiro.

Agora aquele final… Foi um final que eu realmente não esperava enquanto fazia a leitura. Realmente foi algo que não esperei - que ninguém esperou, na verdade. Você vai lendo e achando que já sabe o final e, quando menos espera, leva um tiro no peito com o final que acontece.

Lagoena é uma fantasia que encantará adultos e crianças.

Leia mais resenhas em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2016/11/resenha-107-lagoena-o-portal-dos-desejos.html
comentários(0)comente



Helen Linhares 27/08/2015

Lagoena
Uma menininha linda, neta de um relojoeiro que não exerce mais seus ofícios. Sua filha, mãe deste bebê que agora está sob sua responsabilidade, faleceu de uma maneira triste. Ele precisa da ajuda de Dona Adeliz, proprietária da padaria, para cuidar da pequena Rheita, pois o relojoeiro precisa mantê-la longe de tudo e de todos; precisa mantê-la longe do mundo.

Dez anos se passam e Rheita cresce, ela é esperta e questionadora. Sempre tenta entender o porquê de precisar usar uma luvinha que ninguém explica. As pessoas do vilarejo acham que ela é uma aberração, já que seu avô jamais a deixa sair. Até que em um determinado momento, ela precisa sair de casa e é assim que conhece Kiel, o filho do sapateiro.

Kiel acaba se tornando o melhor e único amigo de Rheita. Juntos eles descobrem que há muito mais do que as pessoas podem imaginar no mundo em que vivem. Eles descobrem que há outro mundo, onde coisas mágicas acontecem e estão prestes a partir em uma aventura incrível para o mundo secreto de Lagoena, em busca do maior segredo que envolve a vida de Rheita.

A autora entrou em contato e perguntou se eu tinha interesse em ler seu livro para um booktour. Achei a história bem interessante, além de já conhecer um pouquinho. Acabei aceitando a proposta e me surpreendi bastante com a leitura leve, fluida e bem construída que encontrei. A edição foi publicada pela Editora Draco e está lindíssima. A capa é incrível e todo o cuidado com a edição ficou muito legal!

O livro é uma fantasia e me remeteu muito a contos de fadas. Os mistérios que envolvem a vida de uma menininha, o fato dela precisar ser escondida, uma marca que aparece do nada, coisas que fazem a história cada vez mais instigante. Fazendo com que o leitor não tenha vontade de terminar a leitura antes de chegar ao fim. As lendas, que a autora colocou dentro da obra também fazem com que nos lembremos da nossa infância, e isso foi muito interessante.

A quantidade de aventuras, de missões, de perigos que os personagens principais vão atravessar, são bem elaboradas e acabam nos deixando tensos com os resultados. Além de desejarmos absurdamente, que Rheita encontre o que ela tanto busca, e Kiel seu amigo agora inseparável, está ao seu lado em todos esses momentos, ajudando-a a enfrentar as piores armadilhas que viriam encontrar.

Outro ponto mega positivo é a escrita da autora, como disse anteriormente foi uma grata surpresa ver que esta obra não era algo previsível. Isso para mim é muito importante, pois uma escrita repetitiva acaba cansando o leitor e este era um dos meus receios ao ler Lagoena.

Contudo, recomendo a leitura do livro se você está querendo ler uma fantasia interessante, surpreendente e que acabará trazendo picos de emoções. Estou ansiosa com o lançamento do segundo livro da trilogia, principalmente porque o final foi ótimo. Vamos agora contar o dias, não é mesmo? Leiam, Lagoena!

site: www.cloudsandfantasy.blogspot.com.br
comentários(0)comente



Rafael 06/12/2015

ZaaKar.com Resenha - Lagoena
Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Sinopse: "Rheita é órfã de mãe e a única neta de um joalheiro falido. Por mais que seu avô tente, os esforços para isolar essa garota de 10 anos do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis. Inteligente e esperta, a curiosidade da garota leva-a a uma descoberta no antigo quarto da mãe. Encontra a metade de um mapa mágico, mas qual seria a relação disso com o desaparecimento de seu pai?
Quando Kiel, o filho gago do sapateiro, faz revelações incríveis a Rheita, juntos partem para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.
A menina deverá salvar esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.
Lagoena: O Portal dos Desejos é o romance de estreia de Laísa Couto, autora que resgata a magia dos contos de fada em uma história emocionante e envolvente. Quando a verdade da sua vida lhe foi negada, fugir para um mundo fantástico pode ser a única salvação".

***

Essa resenha é especial, por que ela foi a minha primeira participação em um BookTour. Para quem não se lembra, "Lagoena" era um projeto onde, toda semana era publicado um capítulo novo. Depois de muita luta, e com a ajuda dos fãs, finalmente o livro foi publicado e caiu na grassa dos leitores. No dia 4 de Outubro de 2011, o romance de ficção fantástica LAGOENA estreava na internet em formato de série virtual no site BookSérie. Foi a primeira vez que o livro teve contato com os leitores. No dia 22 de Maio de 2012 o site postou o último episódio de LAGOENA, foram 30 episódios completos. Nesse meio tempo a autora, Laísa Couto, esteve agindo no meio virtual, “batendo nas portas” dos blogs literários à procura de apoio, pedindo um pequeno espaço para que divulgassem esse projeto. Durante o final de 2011 e o ano de 2012 entrou contato com todos os blogs e sites literários que atuavam no mundo virtual na época. E o que tinha em mãos? Somente uma história e disposição para compartilhá-la com quem estivesse disposto a aceitar seu convite para essa aventura.
Aos poucos, uma galera bacana que atua na blogosfera foi aderindo à causa de divulgar LAGOENA na rede. O importante foi que o livro virtual pode teve o apoio e entusiasmado da maioria, que repetia como um mantra: “tomara que um dia vire livro”.
Então, depois de várias revisões, por uma profissional e depois mais uma a pedido de um aconselhamento editorial, LAGOENA finalmente virou livro!

“Nunca deseje o que por destino não pode ter. Tal desejo infecta a alma e traz consequências que o futuro não pode prever”.

Rheita perdeu os pais quando ainda era uma recém-nascida. Sua mãe faleceu e seu pai apenas sumiu, deixando os cuidados nas mãos de Gornef, seu pai. O velho joalheiro, com o auxilio de Adeliz, uma senhora doceira que tinha uma loja logo em frente a sua joalheria, passaram a cuidar da pequena Rheita, que tinha uma peculiaridade impar: todos os dias a menina chorava no mesmo horário. Certo dia, preocupado com a situação, Gornef chamou a velha senhora para ver, explicou a situação, dizendo que poderia existir algo de errado com a pequena criança, já que ela chorava todos os dias no mesmo horário. Mas o que descobriram em seguida mudou o rumo de suas vidas para sempre.
Rheita possuía em sua mão a marca do Guardião. Um “S”, como se fosse uma cicatriz e essa lenda, causo e até mesmo conto, percorria todo o Reino do Vinagre. A partir daquele instante, em que os dois descobriram a existência da marca na mão da garota, ficou decidido que ninguém poderia saber disso. Não era seguro.
O velho joalheiro encomendou vários e vários pares de luvas para que ninguém visse a marca e a pequena, a partir de então, não sairia de casa. Rheita cresceu acreditando que as pessoas não se sentiam bem em ver sua mão, que, segundo seu Avô dizia, era “deformada”, e isso causava certo desconforto. Sair de casa era fato raro, apenas em algumas comemorações e olhe lá. O máximo que Rheita já andou foi até a doceria em frente a joalheria de seu avô, e olhe lá.
Por conta disso, Gornef acabou abandonando sua profissão, cuidou única e exclusivamente de sua neta, e se enclausurou em casa. Adeliz então, em certo ponto, mostra ao velho que seria bom ele retomar sua vida como joalheiro e trazer de volta sua fama no reino todo. Colocar alguma coisa em sua mente o faria bem. De súbito ele resolve reabrir a joalheria e contratar um estagiário, para aprender o oficio. Todos que passaram pela entrevista não deixaram uma boa impressão e a cada dia que se passava o velho joalheiro, que passou anos de sua vida apenas comprando e vendendo ouro para se sustentar, desistia da ideia de voltar a produzir lindas joias. Eis que no último dia, assim que ele retira a placa da porta, um homem aparece, solicitando a vaga.
O joalheiro se impressionou com os conhecimentos do homem e resolveu dar-lhe uma chance. A joalheria, então, voltou a abrir... Mas em certo ponto, assim que o conheceu, Rheita percebeu que ele não era o que dizia ser. Ela sentia que o homem escondia algo, se dissimulava e que em vários momentos parecia estar procurando algo. Batia nas paredes, mexia nos livros, nos móveis. Rheita percebeu que o homem procurava a chave que levava ao quarto que um dia foi de sua mãe, que permanecia fechado desde que ela se conhecia por gente. Mal sabia o homem, que ela sabia onde a chave estava.
Rheita entendeu que, seja lá o que for que ele estivesse procurando, estaria dentro do quarto e assim que conseguiu passar despercebida, entrou e procurou. Achou uma caixa de jóias, um papel amassado e depois de um pequeno acidente envolvendo um anel e um alçapão, a garota encontrou um pedaço de pergaminho rasgado no meio. Ah meus queridos, é então que a história começa de verdade.
Já com o papel seguro e escondido em seu quarto, Rheita ainda imaginava o que será que Kaspar queria achar no quarto.
Gornef, incrivelmente, pede que a garota vá até o relojoeiro, no final da rua, levar seu tão precioso relógio de bolso, que parou de funcionar. No caminho, além de levar um tombo e dar de cara com um homem vestido com um sobretudo preto, Rheita acaba conhecendo seu primeiro amigo, Kiel, o filho do sapateiro. A partir dai, as coisas se encaixam e Rheita descobre que Kaspar na verdade esta procurando um mapa escondido na casa e que há muito mais coisa envolvida do que a ela garota imaginou...

“Tome apenas cuidado para não possuir aquilo que não for verdadeiro”.

Gente, primeiramente, esse pequeno resumo que fiz logo acima, diz respeito apenas até a página 60. Nem mesmo se eu quisesse eu conseguiria fazer um resumo do livro todo, que tem 271 páginas.
Rheita e Kiel acabam fugindo juntos para descobrir onde o mapa irá levar – e também porque Rheita ouviu Kaspar associar o mapa ao seu pai, que há muito estava sumido. O mapa primeiramente os leva até a uma árvore, que na verdade é um portal direto para uma terra desconhecida. Lagoena. É a partir dai que tudo começa realmente a rolar. A cada pista e novo lugar, o mapa solta uma charada que levará os meninos até o lugar certo.
Juntos eles descobrem que a missão é juntar as sete chaves que dão acesso ao Portal dos Desejos, que é um dos três tesouros perdidos de Lagoena. Fica difícil falar desse livro exatamente por isso, são sete chaves e a cada chave somos jogados em uma realidade diferente, em um ambiente diferente com personagens diferentes. Quando recebi o mapa – que veio junto com o livro – eu pensei “Nossa, que suvenir legal!”, mas não meu povo, que suvenir o que! Se não fosse esse mapa, com toda certeza eu ficaria meio perdido.
O mapa os leva em direção a cada uma das chaves. Eles são presos por anões, julgados e salvos por um mago de não sei quantos mil anos, são ajudados por um gigante, por um centauro, acolhidos por uma fada, esbofeteados por uma sereia, atacados por cavalos sem cabeça, plantas carnívoras, fantasmas, cobras de fogo... Gente, esse livro é uma viajem incrível ao país das maravilhas.
A autora, Laisa Couto, além de escrever muito bem e ter uma imaginação aflorada, soube introduzir de forma sutil e simples, personagens apaixonantes e diferentes. A escrita, que corre facilmente e se mostra bem rápida e precisa, faz com que tudo fique ainda melhor. Nos apaixonamos por cada detalhe intrínseco nos personagens. Abre-se na nossa frente um leque diversificados de criaturas mágicas encantadoras.
Pelo menos eu, no meu intimo, senti a presença de alguns aspectos folclóricos no enredo, como a cobra de fogo – boitatá -, o Guri de pés tortos – curupira -, sereias... Isso sem falar em referências. Pode ser que na realidade não tenha nada a ver, mas algumas cenas, alguns personagens, me lembraram muito de outras histórias já famosas. Como por exemplo, três cenas que me chamaram a atenção: A primeira foi a cena em que Rheita e Kiel são levados até uma mesa farta de comida e de animais falantes comendo e brigando, que me remeteu à Alice no pais das Maravilhas. A segunda é uma cena já no final do livro, em que os dois garotos se deparam com uma cena paralisada, e em volta, várias portas com os meses do ano. Na mesa, as pessoas pareciam ser estátuas, e havia uma fartança de comida... Lembrou-me bastante o Labirinto do Fauno. E a terceira, sem dúvidas, foi quando Zagut conta a história dos três tesouros perdidos de Lagoena, me fez a alusão aos Três Reis Magos, da bíblia.
Livros bons, são livros assim, que te remetem a algo e fazem você imaginar algo além daquilo tudo. Lagoena, uma terra que tinha tudo para ser mágica, linda e harmoniosa, tornou-se terra de ninguém, uma terra carregada de perigos. Amei percorrer os caminhos da terra de Aura, entender o que aconteceu para que ela se tornasse uma terra tão arisca. Amei acima de tudo ver o desenrolar das coisas, os desafios, os enigmas... Tudo se encaixa, tudo tem motivo! Mas ai a gente chega ao final...
[UM PEQUENO SPOILER] COMO ASSIM? O que acontece com Lagoena? Que pedido foi esse? Alguém me traz um copo de água? Confesso que o final me deixou #chateado. Eu, acima de tudo, queria saber como seria uma Lagoena boa, limpa, sem os agouros pelo qual passou. Mas não rolou. Eu realmente espero que haja um segundo volume, nem que seja um spin-off mostrando como Lagoena ficou.
Para vocês que pensam em embarcar nesta aventura, boa sorte, vocês vão se apaixonar assim como eu. Depois que lerem, passem por aqui e me contem tudo! ;)
41/50

site: http://zaakarcom.blogspot.com/2015/12/resenha-lagoena.html
comentários(0)comente



Marmaid 12/07/2015

Recebi Lagoena: O Portal dos Desejos através de um book tour organizado pela autora e devo dizer que me senti muito sortuda em ter participado. Com uma leitura suave, a narrativa me levou pelas terras da nostalgia enquanto acompanhava as aventuras de Rheita e Kiel por Lagoena.

Rheita tem 10 anos e mora isolada dentro de casa com seu avô, sonhando com o pai que nunca conheceu. Certo dia, no antigo quarto de sua mãe, ela encontra um estranho pergaminho que contém metade de um mapa. Não demora muito para que a menina descubra que o que o mapa esconde atrai a atenção de pessoas muito ruins e que algo precisa ser feito para evitar que o mapa caia em mãos erradas.

Com muita coragem e inteligência, Rheita e Kiel - seu novo amigo e valioso companheiro - decidem proteger o mapa e aquilo que ele esconde. Os dois saem em uma incrível e mágica aventura em um outro mundo, pelas terras de Lagoena.

Foi uma experiência deliciosa ler Lagoena. Escrito em terceira pessoa, Lagona é um mundo mágico, com seres diferentes e mitológicos, que Rheita e Kiel desbravam conforme seguem o mapa, encontrando tanto amigos quanto inimigos em seu caminho. É uma aventura dinâmica, cheia de surpresas, enigmas e amizade, que me remete brevemente à Harry Potter, Senhor dos Anéis e Nárnia (e a experiência de leitura é tão boa quanto os três clássicos citados).

Além de um enredo que devorei em poucos dias, Laísa ainda me maravilhou com a escrita poética e fluída no livro em uma leitura gostosa e sonora que me cativou do começo ao fim. Logo nas primeiras páginas do livro ainda temos o mapa (desenhado pela autora) para intensificar a experiência, ficou muito fácil visualizar toda a peregrinação dos dois amigos e até mesmo de entender o espaço em que se encontravam. E a edição é simplesmente linda. Amei a capa, a adição do mapa e da arte nas bordas das páginas.

site: http://jardim-de-borboletas.blogspot.com.br/2015/06/lagoena-o-portal-dos-desejos-laisa-couto.html
comentários(0)comente



Nica 10/07/2015

Uma fantástica aventura literária
Lagoena: O Portal dos Desejos é o livro de estreia da autora Laisa Couto e foi publicado pela Editora Draco. Como eu disse na postagem sobre o Book Tour, fiquei muito feliz com a oportunidade de ler, finalmente, essa história fantástica e envolvente em formato físico. Ver Lagoena se transformar de web série em um livro maravilhoso e cativante, foi realmente muito inspirador e emocionante.

Em Lagoena, somos apresentados à doce e inteligente Rheita, neta do famoso joalheiro da cidade, Gornef, e Kiel, o corajoso e fiel menino gago, filho do sapateiro. Juntos, Rheita e Kiel transformam as páginas do livro em uma belíssima fantasia, com pinceladas magistralmente inseridas dos já conhecidos clássicos Contos de Fadas.

Rheita fora criada pelo avô, mas nunca desistiu de encontrar seu pai, Domik, que sumira misteriosamente quando a menina era ainda um bebê. Sempre protegida pelo avô, que não a deixava pôr os pés fora de casa e a “obrigava” a vestir um par de luvas por conta de uma cicatriz na forma de “S” em suas pequenas mãos; sua única amiga era uma amorosa e preocupada Dona Adeliz, a doceira da Rua dos Artesãos, no Reino do Vinagre. Porém, com a chegada de um assistente para lá de assustador e com a repentina mudança de comportamento de seu até então cauteloso avô, a menina se pega curiosa para descobrir o verdadeiro paradeiro do pai e as verdadeiras intenções de Kaspar.

Assim sendo, Rheita acaba por levar Kiel em sua aventura e, juntos, com a metade de um misterioso mapa mágico de Lagoena em mãos e a missão de encontrar as Sete Chaves que levam ao Portal dos Desejos puros, eles descobrirão que existe mais do que aquilo que os olhos podem ver. Juntos, descobrirão o Verdadeiro significado da palavra Amizade. Juntos, terão que enfrentar forças malignas e o cruel imperador, Zhetafar, para proteger Lagoena de afundar em sombras para todo o sempre.

Laisa Couto conseguiu me prender e encantar logo nas primeiras páginas desse livro. A maneira como a autora amarrou toda a trama, fazendo uso dos clássicos que a maioria de seu público, infanto-juvenil, com certeza, já ouviu falar ou, ainda, teve seu primeiro contato com a literatura, não me deixa outra escolha a não ser chamar a atenção para o cuidado com as linhas e entrelinhas, com as personagens, com a mensagem que transborda de cada capítulo.

Com a narrativa em terceira pessoa, personagens criativas e um universo que encanta – não importando quantas vezes nos deparemos com gigantes, centauros, vilões e fadas –, Lagoena: O Portal dos Desejos te transportará para um mundo mágico, onde a fé, a esperança e o amor serão elementos importantes na jornada deliciosamente perigosa desses dois jovens.

Não posso deixar de mencionar os cenários. Ao longo da leitura, ficava me imaginando passando por todos os lugares que os amigos tiveram que visitar, as batalhas que tiveram que lutar, os sacrifícios, a Morte…. Sem contar a Floresta Escura, que me dava muito medo! Sim, eu odeio florestas, mata muito fechada, me sinto meio “claustrofóbica”. hehehe

Além das paisagens, algumas personagens secundárias foram extremamente importantes e, ao mesmo tempo, fofas!

site: http://draftsdanica.com.br/lagoena-o-portal-dos-desejos-2/
comentários(0)comente



Garagem blue cult 21/07/2015

Lagoena: o portal dos desejos | Laísa Souto | Editora Draco
Lagoena: o portal dos desejos é um livro da autora iniciante Laísa Couto. Acho que todo autor iniciante sonha em escrever o primeiro livro já com uma escrita consistente, em uma linguagem fluída. Pois é, Laísa se saiu muito bem. Creio que posso dizer que autora apresenta uma escrita madura, numa narrativa para agradar a todos que amam o gênero fantasia.

Lagoena: o portal dos desejos é um livro da autora iniciante Laísa Couto. Acho que todo autor iniciante sonha em escrever o primeiro livro já com uma escrita consistente, em uma linguagem fluída. Pois é, Laísa se saiu muito bem. Creio que posso dizer que autora apresenta uma escrita madura, numa narrativa para agradar a todos que amam o gênero fantasia.

A ambientação do livro se passa em um Reino chamado Vinagre. O Sr. Gornef é um joalheiro que perdeu o encanto pela profissão, mas a joalharia volta a florescer quando o velho joalheiro contrata o novo ajudante Kaspar.

Rheita tem um mau presentemente em relação a Kaspar. E suas suspeitas são confirmadas quando Rheita o pega bisbilhotando a casa. Ele busca algo que Rheita precisa encontrar antes dele. Mas que objeto seria esse?

Em sua busca, Rheita acha a metade de um mapa. Com a ajuda do seu novo amigo, Kiel, o filho gago do sapateiro, Rheita descobre informações surpreendente sobre Kaspar e o maléfico Zhetafar, o Imperador do Caos. Lendas antigas contam que Zhetafar governou um império distante, em tempos remotos, com muita crueldade.

Rheita e Kiel decidem viajar/fugir para o lugar que o mapa indica. Juntos, Rheita e Kiel, partem em uma aventura em um mundo mágico, Lagoena.

Em Lagoena, Rheita e Kiel precisam encontrar as setes chaves que abrem O Portal dos Desejos. Na busca pelas chaves, Rheita e Kiel vivem várias aventuras, passam por grandes perigos, encontram series fantásticos.

É possível duas crianças completarem uma missão tão difícil? Os dois personagens são maduros, inteligentes e empenhados em cumprir a missão. Vocês precisam ler o livro para saber como termina essa aventura pelo mundo mágico de Lagoena.

No início eu confesso que fiquei com um pé atrás em relação a idade de Rheita e Kiel. Depois fiquei pensando que, em mundo medieval, ou em mundos mágicos o conceito de criança não é o mesmo que temos hoje, na sociedade pós-moderna.

A imaginação de Laísa Couto escava várias lendas e contos antigos e projeta um novo conto, com um olho atento para os detalhes, num estilo de narrativa envolvente. A forma de narrar da autora nos força a virar a página para saber qual será o próximo lugar fantástico que Rheita irá encontrar mais uma chave. E quais os series fantásticos ela irá encontrar.

O trabalho que Editora Draco é também um ponto a ser destacado. A diagramação é simples, mas tem uma relação direta com a narrativa, com revisão impecável. Lagoena: o portal dos desejos se tornou meu mais novo queridinho.

Uma última informação: história de Lagoena terá outros livros. Segundo informações do blog da autora, o segundo livro se chamará A Feiticeira do Espelho.

site: http://www.osnosdarede.com/2015/07/resenha-lagoena-o-portal-dos-desejos.html#more
comentários(0)comente



Renan Barcelos 07/10/2016

Uma Jornada Carregada de Inocência e Fantasia
Escrito ao longo de 5 anos, de 2005 a 2010, Lagoena foi a primeira aventura de Laísa Couto no mundo da literatura. Iniciada em publicações no site Booksérie para só então, quando finalizada, conquistar espaço em uma editora, é muito fácil perceber as semelhanças com obras de Lewis e Tolkien em Lagoena, e a autora não as esconde. Desde o início da obra, até o desfecho da história, o livro tem todo aquele jeitão de “Lá e de Volta Outra Vez”, ou melhor, daquele tipo de história onde crianças precisam sair de seu lugar comum e enfrentar o fantástico. E assim como a fantástica tarefa de Rheita, em busca das Sete Chaves do Portal dos Desejos de Lagoena, a obra acaba passando por erros e acertos, mas tal qual a personagem, demonstrando sinceridade e o desejo (e sucesso!) de trilhar uma história de locais e seres fantásticos.

A história abre com uma cidadezinha muito conto-de-fadas. Pequena, isolada, o tipo de lugar com ares rústicos e campestres que logo evoca o tipo de história que a autora quis contar. E logo o leitor é introduzido à Rheita, uma garotinha cuja marca em forma de ‘S’ em sua mão a liga à lendas antigas da região, às velhas histórias sobre os Guardiões. Marcada pelo destino, a menina acaba descobrindo um segredo por trás do sumiço de seu pai e da identidade do novo ajudante de seu avô. E logo ela e Kiel, menino da idade de Rheita que acaba envolvido em seus problemas, precisam fugir de casa e, de posse de um mapa mágico, viajam até Lagoena, um reino fantástico onde apenas eles poderão reunir as Sete Chaves do Portal dos Desejos e impedir que o antigo Imperador Zhetafar consiga realizar os seus sonhos de imortalidade e poder.

Com uma trama simples, a autora consegue muito bem contar aquele tipo de história bastante arquetípica da criança que vai explorando e descobrindo um mundo fantástico ao mesmo tempo em que lida com acontecimentos do mundo real. Mas, neste ponto, a semelhança com outras obras não fica como um ponto negativo, pois o objetivo de Lagoena parece ser realmente evocar este tipo tão familiar de fábula. O início do livro, que mostra Rheita vivendo sozinha com seu avó, consegue muito bem introduzir aquela ideia da garotinha deslocada, esperta para a idade, que descobre que por trás de sua própria história existe alguma coisa fantástica. Quanto começa a obra, ela ainda não sabe, mas vai acabar descobrindo o mistério do desaparecimento de seu pai e descobrindo que estava bastante certa em não gostar do muito suspeito novo ajudante de seu avó.

Talvez o maior problema deste início é que ele não seja maior. Apesar da importância de se dar seguimento à história, ou melhor, ao verdadeiro início da jornada de Rheita, são estes momentos iniciais os que mais definem a trama e delimitam o rotineiro do fantástico. Além disto, é de uma familiaridade agradável e simpática os capítulos que vão mostrando o relacionamento da garota com seu avô, com sua cidadezinha e com os primeiros moradores do lugar que ela vem a conhecer. Por medo de que descobrissem que ela tinha a marca dos Guardiões, por vários anos Gornef impediu que sua neta saísse sozinha de casa, então, para Rheita, uma breve visita ao relojoeiro da esquina é uma grande aventura. E mesmo neste tipo de situação trivial, a autora consegue passar os sentires e impressões da garota, criando cenas bastante simpáticas e divertidas de ler. Estas sequencias do lugar comum de Rheita, onde pouco a pouco ela vai tocando o fantástico, duram por aproximadamente cinquenta páginas, e tão interessantes que são que poderiam ter outras cinquenta.

Em contrapartida, quando a aventura de Rheita realmente começa, muitos dos pontos positivos do inicio do livro acabam se perdendo. Enquanto antes era possível entrar nos sentimentos da garota, quando ela se une à Kiel o estilo da narrativa muda para se tornar mais impessoal, sem se aproximar muito da percepção de um personagem ou de outro. Apesar disto possibilitar apresentar melhor as ações de ambos os personagens, acaba fazendo com que o leitor não consiga realmente ver através dos olhos das crianças todas as maravilhas do mundo fantástico de Lagoena. A busca pelas sete chaves tem os seus méritos, mas sem a impressões dos jovens protagonistas a obra acaba perdendo muito e a jornada dos dois se torna um tanto quanto apressada.

Não é que Kiel e Rheita não tenham uma boa dinâmica, a interação entre as crianças é divertida e inocente, como dois bons amigos protegendo um ao outro. Tanto o garoto quanto a menina tem personalidades interessantes para a trama e condizentes com a idade e o tipo da história. No entanto, é justamente por isto que os melhores momentos dos dois acontecem quando estão sozinhos, já que são as passagens em que Laisa Couto se aproxima mais de seus jovens personagens.

Essa distância do ponto de vista de Kiel e Rheita faz com que pareça que falta algo à busca dos dois pelas sete chaves. É como se tudo estivesse acontecendo rápido demais, contado e não mostrado – embora não seja exatamente o caso – e a sensação que fica é que se o livro tivesse mais palavras, passaria de uma história divertida para uma obra realmente boa. O mundo de Lagoena, no entanto, é bem desenvolvido e apresentado, ou melhor, apresentado na medida certa. Sendo uma história mais para o lado do fabuloso, teria sido um erro da autora delinear reinos e cidades e nações como outras escritores de fantasia gostam de fazer. Em Lagoena, a simplicidade do mundo colabora muito para deixa-lo mágico e colorido como deveria ser.

Contudo, é bastante perceptível que o final do livro é um tanto quanto apressado. É como se a autora tivesse ficado sem espaço para desenvolver os últimos momentos e acabou precisando apressar as coisas. Mas talvez este nem seja o maior problema das sequencias finais, e sim que o grande vilão Zhetafar e o seu fiel e vilanesco ajudante tem uma participação irrisória durante toda a história, além de serem mencionados sem realmente aparecerem. Os personagens teriam sido muito melhor utilizados se estivessem perseguindo os protagonistas ou tentando atrapalhar seus planos de alguma forma. Então, ainda que o desfecho dos dois tenha sido de fato interessante, não teve muito impacto porque, para a trama, foram quase que completamente irrelevantes. Uma falha considerável, mas que talvez possa ser perdoada dentro de outros aspectos do livro.

Lagoena não é um livro isento de falhas. Mas é uma obra sincera, e que consegue mostrar o seu universo mágico através da simplicidade e da inocência de duas crianças. Apesar de ser a primeira obra de uma trilogia, o seu final fecha muito bem tudo o que se propõe e pode ser perfeitamente lido de forma independente. Apesar das falhas na estrutura quanto ao uso do vilão e da mudança na narrativa quando os protagonistas estão unidos prejudicar a exposição da história, a trama do livro é agradável, e a obra de Laísa Couto pode ser uma boa leitura aos que gostam de fantasia e queiram ler algo simples, mas ainda assim bonito, e com aquele toque de saudosismo por velhas histórias sobre crianças explorando mundos fantásticos.
comentários(0)comente



24 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2